quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.


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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.

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