© Amos Ben Gershom/GPO via Getty Images Por LUSA 30/06/2026
"A nossa posição é clara: não sairemos do sul do Líbano enquanto a ameaça não desaparecer e enquanto o Hezbollah, armado, estiver presente aqui e nos ameaçar. Permaneceremos aqui", disse Netanyahu às tropas israelitas destacadas no sul do Líbano, de acordo com um vídeo divulgado pelo seu gabinete.
"Dizemos ao Irão e ao Hezbollah: saiam daqui, já não têm lugar aqui. Há dois Estados soberanos que querem viver em paz, restabelecer uma realidade de segurança e prosperidade, tanto para os habitantes do norte de Israel como para os habitantes do Líbano", prosseguiu o governante israelita.
As declarações de Netanyahu surgem um dia depois do ministro da Defesa, Israel Katz, ter avisado que a ocupação israelita no Líbano era de "longo prazo", sublinhando que as forças de Telavive não se retirarão até que o Hezbollah, um aliado do regime iraniano, seja desarmado.
Na sexta-feira, Beirute e Telavive assinaram em Washington um acordo-quadro que prevê que o exército libanês restabeleça a sua "autoridade soberana efetiva em todo o território libanês, sob reserva do desarmamento verificado dos grupos armados não estatais".
Na prática, estipula que as forças armadas libanesas assumirão gradualmente o controlo de "zonas piloto" no sul do Líbano, como um passo preliminar para uma retirada gradual das tropas israelitas, que, durante, este conflito, expandiram as posições militares que já ocupavam no país.
O acordo-quadro prevê ainda a formação de grupos de trabalho conjuntos para concluir as negociações sobre um acordo permanente, bem como o compromisso do Líbano em exercer a plena soberania sobre todo o território e desarmar grupos armados não estatais, sobretudo o Hezbollah, que, além de se opor a estas conversações diretas, recusa entregar as suas armadas enquanto persistir a ameaça israelita.
O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.
Desde 02 de março, pelo menos 4.247 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, em fevereiro passado.
Leia Também: Israel reforça sistema de defesa antiaérea após testes balísticos
Israel reforçou hoje o sistema de defesa antiaérea, após vários testes balísticos para melhorar as capacidades militares do país, com operações na Faixa de Gaza e no Líbano, apesar dos acordos de cessar-fogo.


Sem comentários:
Enviar um comentário