© @realDonaldTrump/Truth Social noticiasaominuto.com 17/05/2026
O presidente dos Estados Unidos voltou a deixar uma publicação nas redes sociais, onde aparenta estar a ameaçar retomar a ofensiva contra o Irão em breve.
A imagem, partilhada na rede social Truth Social no sábado, terá sido gerada por Inteligência Artificial (IA) - algo que já se tornou um hábito de Donald Trump - e mostra o presidente norte-americano num navio com a frase "Foi a calma antes da tempestade", possivelmente referindo-se ao período de cessar-fogo que ainda vigora entre os Estados Unidos e o Irão.
Na imagem, Trump usa um chapéu vermelho com a frase "Make America Great Again", o seu lema de campanha, e uma camisola branca onde se pode ler "Trump - Comandante-chefe". Atrás de si está um oficial da Marinha, que não foi identificado.
O cenário por trás de Trump mostra um mar agitado durante uma tempestade, com várias embarcações a navegar. Uma delas, pode-se ainda ver na imagem, está identificada com a bandeira do Irão.
A publicação acontece numa altura em que várias fontes já adiantaram que os Estados Unidos e Israel estão a planear retomar os ataques contra o Irão nos próximos dias. Segundo o The New York Times, que cita dois altos representantes do Médio Oriente, Washington e Telavive estão a realizar "preparações intensas - as maiores desde que o cessar-fogo entrou em vigor - para a possível retomada dos ataques contra o Irão já na próxima semana".
A informação não é desmentida por parte dos Estados Unidos e, aliás, Trump parece corroborar esta teoria. No sábado, durante uma chamada com a BFMTV, o presidente norte-americano foi perentório ao afirmar que os iranianos "deveriam fazer uma acordo", ameaçando que "se não o fizerem, vão passar por um mau bocado".
Do lado de Israel, o Channel 12 também está a reportar que Telavive se está a preparar para retomar a guerra contra o Irão. Aliás, este domingo, o primeiro-ministro israelita anunciou que vai falar com Donald Trump ainda hoje.
"Os nossos olhos estão bem abertos no que toca ao Irão", afirmou Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo em Jerusalém, citado pelo The Times of Israel. "Certamente vou ouvir as impressões dele [Donald Trump] durante a sua visita à China e possivelmente sobre outras coisas também. Certamente há muitas possibilidades e nós estamos preparados para todos os cenários", acrescentou.
Cessar-fogo com Irão em vigor desde 8 de abril, mas não há acordo
Os Estados Unidos, Israel e o Irão acordaram um cessar-fogo no início de abril, que entrou em vigor no dia 8 desse mesmo mês após, em fevereiro, Washington e Telavive terem lançado um ataque conjunto contra Teerão que matou vários altos representantes iranianos, inclusive o então líder supremo.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo que os Estados Unidos e o Irão negoceiam um acordo de paz para pôr fim à guerra, contudo ainda sem sucesso.
Segundo a agência estatal iraniana, a última proposta do Irão tinha rejeitado qualquer negociação sobre o programa nuclear e exigido o fim da guerra em todas as frentes. Para além disso, determinava ainda o levantamento das sanções impostas contra o país, a libertação dos fundos iranianos bloqueados e ainda compensações dos Estados Unidos e de Israel pelos danos causados pela guerra.
Trump reagiu ao documento, apelidando-o de "lixo" e "inaceitável" e os Estados Unidos terão respondido com a própria proposta que, segundo a agência Fars, exige ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz. Para além disso, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.
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Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação ativa como condições para avançar as negociações de paz, indicou hoje fonte oficial.


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