Por LUSA
Numa mensagem publicada na rede social X, Pahlavi exorta os iranianos a "saírem todos às ruas" hoje e no domingo ao final do dia, "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".
"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", refere.
O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e insta os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.
"Apelo aos trabalhadores e funcionários de setores-chave da economia, especialmente transportes, petróleo, gás e energia, para que iniciem um processo de greve a nível nacional", lê-se na mensagem no X.
Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.
O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.
O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os seus aliados de provocarem este recrudescimento da violência.
Entretanto, a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks informou hoje que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.
"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.
Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.

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