sexta-feira, 5 de junho de 2026

Putin rejeita encontro com Zelensky após carta: "Não vejo interesse"... Vladimir Putin afastou, para já, a possibilidade de um encontro com Volodymyr Zelensky, defendendo que as negociações devem prosseguir. O presidente russo reiterou que a guerra só terminará quando Moscovo atingir os objetivos definidos e voltou a rejeitar um cessar-fogo imediato.

© KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    Por  noticiasaominuto.com  05/06/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou a carta aberta do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante um discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, defendendo que um encontro "não tem sentido" para já. 

"Não vejo o interesse de um encontro. Isso só tem interesse para a parte ucraniana, a fim de travar o avanço das nossas forças armadas", declarou Vladimir Putin, citado pela agência de notícias TASS.

"[É necessário] deixar os especialistas trabalharem, desenvolverem soluções e, depois, poderemos encontrar-nos", acrescentou.

Para Putin, a guerra na Ucrânia só vai terminar quando a Rússia tiver alcançado os seus objetivos.

"Partimos do princípio de que as hostilidades vão terminar um dia. E, sem dúvida, vão cessar quando tivermos alcançado os objetivos que nos propusemos", declarou Putin.

Antes, o presidente russo tinha afirmado que era necessário dirigir-se "não aos autores da carta, mas sim aos soldados russos na linha da frente".

"Dirigindo-me a eles, quero dizer: Camaradas, todo o país olha para vós, todo o país se orgulha de vós e deposita em vós a sua esperança", afirmou Putin. "Trabalhem, irmãos!" 

A carta aberta de quinta-feira, a primeira mensagem pública que Zelensky escreveu diretamente a Putin desde que a Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 2022, constituiu uma crítica contundente aos 26 anos do líder russo no poder.

Nesse sentido, ao rejeitar a proposta de Zelensky para uma reunião, Putin considerou-a grosseira, qualificando com esse mesmo adjetivo a atitude e o documento apresentado pelo homólogo ucraniano, sobretudo depois de um ataque com drones ocorrido a 22 de maio contra uma residência estudantil na região de Lugansk, controlada pela Rússia, que, segundo Moscovo, causou 21 mortos e dezenas de feridos.

"Será uma forma de criar condições para encontros pessoais e conversações ou de criar um ambiente que torne impossível qualquer encontro pessoal?", perguntou Putin, respondendo acreditar tratar-se da segunda opção.

Na carta aberta, Zelensky reconheceu a mudança de prioridades dos Estados Unidos, considerando que seria errado limitar-se a esperar que a administração norte-americana de Donald Trump volte a concentrar a atenção no fim dos combates na Ucrânia, enquanto permanece fortemente focada na guerra com o Irão.

Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que "seria ótimo" que Putin e Zelensky se reunissem.

Putin já tinha anteriormente sugerido que Zelensky se deslocasse a Moscovo para conversações, proposta que o líder ucraniano rejeitou de forma clara.

No mês passado, o presidente russo afirmou não excluir um encontro num país terceiro, mas apenas quando existir um acordo pronto para ser assinado.

Na quinta-feira, Putin voltou a rejeitar a exigência de Zelensky para um cessar-fogo imediato, argumentando que Moscovo pretende uma solução abrangente e não uma trégua temporária.

O presidente russo afirmou que a Rússia está disponível para um compromisso relativamente à Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados na cimeira realizada no ano passado com Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que Kiev terá de os aceitar para que seja possível alcançar um acordo que ponha termo ao conflito, agora no quinto ano.

"Naturalmente, a parte ucraniana gostaria que suspendêssemos os avanços das tropas russas. Mas seria melhor acabar com a guerra através da aceitação dos compromissos discutidos em Anchorage", acrescentou.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, manterão conversações entre si antes de se reunirem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

EUA: Forças Armadas negam ser alvo de mísseis iranianos no Golfo de Omã... As Forças Armadas norte-americanas negaram hoje as alegações do Irão de que teria disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no Golfo de Omã.

© AFP via Getty Images     Por LUSA    05/06/2026 

"As forças iranianas NÃO atacaram nem abriram fogo sobre qualquer navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos. Fazê-lo constituiria uma violação flagrante do cessar-fogo", declarou o CENTCOM, o comando militar dos EUA para o Médio Oriente, numa mensagem publicada na rede social X.

Pouco antes, o Irão anunciou ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, após escaramuças no Golfo esta semana que fragilizaram o cessar-fogo em vigor.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Irna, o Exército iraniano afirmou que "os contratorpedeiros hostis DDG-103 e DDG-8 deixaram o Golfo de Omã e dirigiram-se para o Oceano Índico (...) após o lançamento de mísseis de aviso", numa data não especificada.

A decisão foi tomada "no âmbito das operações em curso para combater as ações ilegais (...) das forças navais terroristas dos Estados Unidos", acrescentou o Exército iraniano.

O Irão isolou o estratégico Estreito de Ormuz em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana lançada contra o seu território a 28 de fevereiro, ponto de partida para uma escalada regional do conflito.

Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram desde abril um bloqueio aos navios iranianos, após o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo.

Apesar de ter sido alcançado um cessar-fogo, o Irão e os Estados Unidos estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre os termos de um pacto duradouro para pôr fim à guerra, após décadas de hostilidade entre os dois países.

As negociações, iniciadas em abril sob mediação paquistanesa, estão paradas, e os frequentes confrontos no Golfo ameaçam a trégua.

No início desta semana, o Irão acusou os Estados Unidos de alvejar um petroleiro com destino ao seu território e de atingir a ilha iraniana de Qeshm.

Em retaliação, Teerão reivindicou a responsabilidade por um ataque ao Kuwait, bem como ao quartel-general da Quinta Frota Naval dos EUA no Bahrein.

Um ataque com drones ao Aeroporto Internacional do Kuwait fez um morto e 63 feridos, mas a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico da República Islâmica, negou qualquer envolvimento.


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O exército iraniano afirmou hoje ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, depois de vários confrontos na região do Golfo.

Putin minimiza dificuldades económicas da Rússia e insiste na soberania... O presidente russo, Vladimir Putin, minimizou hoje as dificuldades económicas enfrentadas pelo país, preferindo destacar a soberania e as parcerias com os países do chamado sul global.

© Lusa    05/06/2026 

"De todos os lados nos dizem que tudo está a correr mal no nosso país. [...]. Sim, a dinâmica económica está atualmente moderada", declarou Putin durante um discurso perante responsáveis políticos e empresários russos e estrangeiros durante um importante fórum de investimento em São Petersburgo.

"Num contexto tenso e difícil, a Rússia continua a reforçar a sua soberania [...] alargando o círculo dos seus parceiros", acrescentou, salientando que os países em desenvolvimento têm assumido um papel cada vez mais importante na economia global, enquanto a participação dos países ocidentais na produção diminuiu.

No discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, Putin acusou o Ocidente de minar a economia e as finanças globais com sanções unilaterais, frisando que, ao congelar os ativos russos no exterior, as nações ocidentais corroeram a confiança em suas próprias moedas.

"As sanções e o bloqueio das reservas soberanas da Rússia impactaram irreversivelmente a posição das moedas internacionais, o dólar e o euro", disse.

"Assim como a Rússia, qualquer outro país pode perder o acesso aos seus ativos legítimos em dólares ou em euros, bem como aos sistemas financeiros e de pagamento ocidentais", referiu, alegando que a alta dívida pública "contribuiu para minar a confiança global" nas instituições ocidentais.

Para Putin, as raízes da atual turbulência global residem na transição de um modelo vertical e hierárquico, que servia aos interesses de um pequeno número de Estados, para um modelo mais complexo, distribuído e multipolar.

"A Rússia vê as mudanças globais não apenas como uma ameaça, mas também como imensas oportunidades. E para capitalizar sobre elas, pretendemos agir com rapidez e pragmatismo", acrescentou


O fórum ocorre em um momento em que as perspetivas económicas da Rússia se tornaram incertas face ao conflito na Ucrânia. O governo aumentou os impostos e intensificou os empréstimos internos para manter seu défice orçamental sob controlo.

Na quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com a imprensa estrangeira, Putin indicou ser "um exagero" dizer que a economia da Rússia estava em dificuldades, observando que Moscovo tomou medidas destinadas a arrefecer a economia e manter a inflação sob controlo.

Putin tem usado o fórum de São Petersburgo, comparado ao Fórum Mundial em Davos, na Suíça, para exibir os avanços económicos russos e incentivar o investimento estrangeiro.

Embora autoridades e líderes empresariais ocidentais se tenham mantido afastados desde que Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, a Rússia tem procurado convidados de outras zonas geopolíticas para reforçar o objetivo declarado de promover um "mundo multipolar".

A Arábia Saudita enviou uma grande delegação este ano, e os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, bem como o vice-presidente da China, também estão presentes. Um representante dos EUA, Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, participa do evento pela primeira vez em anos.


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Oreshnik dava nome a um míssil hipersónico, mas agora os amantes de adrenalina vão poder testar os limites na nova atração do parque de diversões de São Petersburgo, na Rússia, que também se chama "Oreshnik".

"Pressão". Primeiro-ministro libanês insta Irão a deixar de usar Líbano... O primeiro-ministro libanês instou hoje o Irão a deixar de utilizar o Líbano como "meio de pressão" nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

© Ludovic MARIN / POOL / AFP via Getty Images       Por LUSA   05/06/2026 

"Se posso dirigir uma palavra ao Irão, é esta: tenham piedade do nosso sul, deixem de o tratar (...) como um meio de pressão destinado a melhorar os termos das vossas negociações", declarou Nawaf Salam durante uma conferência de imprensa organizada para um apelo de ajuda ao Líbano.

Teerão exige que qualquer acordo com Washington inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, onde Israel combate o Hezbollah pró-iraniano.

Israel, apesar do cessar-fogo acordado na quarta-feira, tem continuado os ataques no sul do Líbano.

A renovação do cessar-fogo visava a criação de várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estão proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos Estados Unidos no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

No entanto, na quinta-feira, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo de cessar-fogo alcançado, exigindo a retirada israelita.

Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

As tropas israelitas já avançaram além do rio Litani, localizado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira com Israel, delimita a zona tampão estabelecida pelas Nações Unidas em 2006, onde a presença do Hezbollah é proibida.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro libanês apelou a todas as partes para assumirem as suas responsabilidades na implementação de uma solução negociada para o conflito.

"É necessário que todas as partes coloquem os interesses do Líbano e do seu povo acima de qualquer outro interesse, seja ele externo ou partidário, e que assumam as suas responsabilidades", apelou Salam durante uma reunião do Conselho de Ministros, numa mensagem aparentemente dirigida ao grupo xiita libanês Hezbollah.

"Quem se recusar ou atrasar o processo arcará sozinho com as consequências que daí possam advir, perante a história e, sobretudo, perante o povo libanês, que tanto sofreu e fez enormes sacrifícios", acrescentou.

Por isso, apelou à união de esforços para trabalhar sob a égide das instituições do Estado libanês, considerando que a via pacífica será mais curta do que a militar e mesmo reconhecendo que o caminho não será fácil nem será percorrido em pouco tempo.

"A próxima etapa será prática e tangível: o destacamento do Exército libanês em zonas-piloto como primeira fase. Isto não significa renunciar ao nosso direito a uma retirada total [das tropas israelitas do Líbano], mas aproxima-nos dela", defendeu Salam durante a sua intervenção.


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O Presidente libanês instou hoje o Irão a deixar de intervir no Líbano e dirigiu-se ao movimento xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, afirmando que a diplomacia é a única solução para o conflito com Israel.

‎GUINÉ-BISSAU OBTÉM FINANCIAMENTO DE 10 MILHÕES DE DÓLARES PARA REFORÇAR RESILIÊNCIA CLIMÁTICA NAS ZONAS COSTEIRAS E URBANAS

Por RSM 05-06-2026

‎A Guiné-Bissau vai beneficiar de um financiamento de 10 milhões de dólares norte-americanos para reforçar a resiliência das zonas costeiras e urbanas face aos impactos das alterações climáticas. 

‎O apoio foi aprovado pelo Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF), gerido pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF).

‎De acordo com uma nota consultada pela Rádio Sol Mansi e datada de 4 de junho, o investimento será aplicado através do projeto “Futuros Resilientes: Proteger as Zonas Costeiras e Urbanas da Guiné-Bissau contra os Riscos Climáticos”, uma iniciativa com duração de sete (7) anos destinada a fortalecer a capacidade de adaptação das comunidades vulneráveis em diferentes regiões do país.

‎As autoridades nacionais e os parceiros internacionais alertam que as zonas costeiras da Guiné-Bissau estão entre as mais vulneráveis da África Ocidental. A subida do nível do mar, as inundações, a erosão costeira e a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos constituem ameaças crescentes para habitações, infraestruturas, ecossistemas e meios de subsistência das populações.

‎A situação é agravada pela degradação dos mangais e das florestas costeiras, ecossistemas que desempenham um papel fundamental na proteção natural contra tempestades, inundações e erosão.

‎O projeto segundo a mesma nota, terá incidência nas áreas urbanas e periurbanas de Bissau, bem como na ilha de Bubaque e em Varela, regiões particularmente expostas às inundações costeiras, à erosão, à intrusão salina e a outros riscos associados às alterações climáticas.

‎A iniciativa prevê o reforço de infraestruturas resilientes, a restauração dos ecossistemas costeiros, a melhoria dos mecanismos de preparação e resposta a catástrofes e o apoio direto às comunidades para o desenvolvimento de meios de subsistência adaptados às novas condições climáticas.

‎Um dos aspetos centrais do programa é a promoção da participação das mulheres nos processos de tomada de decisão e o fortalecimento do seu acesso a oportunidades económicas resilientes ao clima. Segundo os promotores, as mulheres são frequentemente afetadas de forma desproporcional pelos impactos das alterações climáticas devido ao acesso desigual a recursos, terras e oportunidades de rendimento.

‎O projeto será implementado pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática, com apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e pretende estabelecer um modelo de desenvolvimento costeiro resiliente, inclusivo e centrado nas pessoas, capaz de responder aos crescentes desafios climáticos enfrentados pelo país.

Instituto Nacional de Estatística, através do Departamento Central do Recenseamento, promove Conferência de para avaliar o progresso na implementação do RGPH4.

ONU alerta para "deterioração das condições humanitárias" em Cuba... A ONU alertou hoje para a "deterioração das condições humanitárias" em Cuba devido ao impacto da crise energética, agravada pelo endurecimento do bloqueio e das sanções dos EUA, e aos recentes desastres naturais que afetaram serviços básicos.

© Lusa   05/06/2026 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência,

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos".


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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a "agressividade e perversidade" dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.

JUSTIÇA AUTORIZA CONTINUIDADE DE ASSISTÊNCIA MÉDICA DOMICILIAR A DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Por Rádio Sol Mansi   05 06 2026

A autoridade judicial decidiu autorizar que o suspeito Domingos Simões Pereira beneficie de assistência médica na sua residência, garantindo a continuidade dos cuidados de saúde que lhe têm sido prestados. A decisão foi tomada depois de mais uma audição ontem de Simões Pereira. 

De acordo com o despacho, a decisão foi tomada após um pedido para a realização de exames médicos e tendo em consideração a necessidade de assegurar o acompanhamento clínico do suspeito. 

O documento na posso da Rádio Sol Mansi refere que, nesta fase do processo, não foi identificado "qualquer elemento" que demonstre que a continuidade da assistência médica domiciliária possa comprometer os fins da investigação.

A decisão fundamenta-se nos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção da saúde e das garantias legalmente reconhecidas aos suspeitos.

O despacho determina ainda que os cuidados médicos necessários sejam assegurados pelo médico Camilo Simões Pereira, que deverá comunicar ao processo qualquer alteração relevante do estado de saúde do suspeito.

‎PNUD ALERTA PARA IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA GUINÉ-BISSAU DURANTE CELEBRAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

Por Rádio Sol Mansi 05-06-2026 

‎A representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou que as mudanças climáticas já são uma realidade na Guiné-Bissau, destacando a seca, as inundações, a erosão costeira e os impactos na agricultura e na pesca como fatores que afetam diretamente as comunidades e a economia do país.

‎As declarações foram feitas durante a gravação conjunta da mensagem alusiva às celebrações do Dia Mundial do Ambiente, assinalado anualmente a 5 de junho. Este ano, a efeméride é celebrada sob o lema: “Inspirado pela Natureza, pelo Clima e pelo Nosso Futuro”.

‎Segundo a diplomata da ONU, Alessandra Casazza, a proteção do ambiente deixou de ser apenas uma questão ecológica, passando a ser também uma questão de desenvolvimento e uma escolha económica inteligente, uma vez que os impactos das crises climáticas não são neutros.

‎Por sua vez, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, alertou que as alterações climáticas não são o único sinal de alerta dado pela natureza. O governante destacou que a crescente poluição por plásticos representa uma ameaça aos rios, praias, mangais e oceanos. Sacos, garrafas e outros resíduos plásticos continuam a sufocar os ecossistemas e a comprometer atividades essenciais para a economia nacional.

‎Ainda assim, Carlos Pinto Pereira sublinhou que existem razões para esperança. Segundo o ministro, em todo o mundo têm-se multiplicado iniciativas de transição energética, restauração de ecossistemas, promoção da agricultura sustentável e desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar a crise climática.

‎Na Guiné-Bissau, as comunidades costeiras enfrentam desafios cada vez maiores para garantir o seu bem-estar e segurança económica, devido à erosão costeira, à intrusão salina e às alterações no regime das chuvas.

Lisboa: Jovem de 16 anos acaba relação e é morta com mais de 20 facadas: O caso... Uma jovem de 16 anos morreu esta semana às mãos do ex-namorado, com que tinha acabado a relação há algumas horas. A adolescente terá sido esfaqueada mais de 20 vezes com pelo menos três facas, em Odivelas. Suspeito ter-se-á depois atirado para a frente de um camião.

© ShutterStock   noticiasaominuto.com   05/06/2026 

Uma adolescente de 16 anos foi assassinada na quarta-feira por um jovem de 20, com quem teria terminado a relação amorosa horas antes da agressão. A vítima terá sido esfaqueada mais de 20 vezes, com uso de pelo menos três facas, em Odivelas, no distrito de Lisboa.

A informação sobre o número de facadas e armas brancas utilizadas é avançada esta sexta-feira pelo Correio da Manhã (CM). O agressor fugiu do local do crime, tendo sido atropelado uma hora depois do crime, no IC17. Foi transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde permanece em estado grave.

Segundo a mesma publicação citada acima, o suspeito tem várias fraturas no crânio e no corpo. Terá sido atingido por um camião, depois de ter tentado tirar a própria vida, atirando-se para a frente deste veículo.

O Notícias ao Minuto está a tentar confirmar o número e tipo de agressões, assim como a tentativa de suicídio por parte do agressor.

Do término às facadas: O que se passou?

O término da relação aconteceu na terça-feira, dia anterior ao crime, quando a jovem, identificada como Bianca, segundo o CM, acabou com o então namorado, David da Luz. Os dois discutiram e o suspeito abandonou a casa onde viria a decorrer o crime, dizendo à jovem que não iria desistir dela.

Telefonou e enviou mensagens à menor ao longo do quarta-feira e depois foi ter com esta, tendo-a esfaqueado na zona do pescoço. À SIC, um dos vizinhos deu conta de que a jovem também teria facadas no braço, numa tentativa de se defender.

A jovem foi encontrada morta nas escadas do prédio em que vivia, com pelo menos uma das armas do crime ao lado. Antes de ser esfaqueada, a vítima terá também sido agredida com uma barra de ferro.

O aparato na zona fez com que os vizinhos dessem pelo que se estava a passar, tendo acionado as autoridades. "Vejo a miúda deitada no chão e uma data de facadas no braço, estou convencido de que tenha sido para se defender. Quando olho para o pescoço vejo o corte", referiu à SIC Notícias uma das testemunhas que ligou para o 112.

O mesmo vizinho disse que também no apartamento havia sangue: "Estou convencido de que tenha tido a luta desde lá de cima e que tenha fugido dele. Caiu ali [nas escadas]".

Segundo a emissora, houve vizinhos que disseram que os "gritos eram recorrentes" e outros afirmaram que nunca viram agressões ou discussões.

Para além da Polícia de Segurança Pública, também a Polícia Judiciária foi chamada ao local, encontrando-se a investigar a situação.

Troca de ataques Israel/Hezbollah: Um morto e 14 feridos no Líbano... Uma pessoa morreu e pelo menos 14 ficaram feridas em ataques israelitas contra o sul do Líbano, informou hoje a imprensa oficial, após uma troca de tiros entre Israel e a milícia xiita Hezbollah.

© AFP via Getty Images    Por LUSA   05/06/2026 

No distrito de Nabatieh, no sul do país, um ataque levado a cabo durante a madrugada por "aviões de guerra inimigos" contra um edifício na cidade de Doueir fez um morto e um ferido, enquanto ao amanhecer, um drone atacou uma motorizada e feriu uma pessoa, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA, na sigla em inglês) libanesa.

Anteriormente, a NNA tinha noticiado que outro "ataque aéreo inimigo", com pelo quatro mísseis, feriu 12 civis e destruiu um edifício bancário perto do Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro.

Simultaneamente, houve relatos de bombardeamentos de artilharia contra a cidade de Deir Amas, também na região de Tiro.

Além disso, foram relatados bombardeamentos "nas proximidades de Burj Qalawiya e na área em redor de Deir Kifa ao amanhecer", acrescentou a agência.

O Hezbollah e Israel trocaram ataques, apesar do cessar-fogo acordado na terça-feira, em Washington, entre Israel e o Líbano. O cessar-fogo estava condicionado pelo fim dos ataques e operações do movimento xiita no sul do Líbano.

O Hezbollah anunciou em comunicado que, às primeiras horas da manhã, atacou uma concentração de veículos e soldados israelitas com um míssil de precisão perto do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, a norte do rio Litani.

O movimento disse que o ataque surgiu "em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelita e aos ataques contra aldeias no sul do Líbano".

O líder do Hezbollah rejeitou na quinta-feira o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

Numa declaração escrita, lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou na quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.

Donald Trump encabeçará abertura de festejos de 250 anos dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que encabeçará, a 24 de junho, um grande comício em Washington para dar início às comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.

© Roberto Schmidt/Getty Images      Por LUSA    05/06/2026 

A alteração ao programa original do evento inaugural, batizado como "The Great American State Fair (A Grande Feira Estadual Americana)", ocorreu após o cancelamento por vários artistas da sua participação, invocando tensões políticas.

Na sua rede social, Truth Social, Trump escreveu que será "o maior comício de todos os tempos".

"Não queremos cantores sem talento mas com enormes honorários, que vos dão sono -- dissemos-lhes a todos que ficassem em casa", acrescentou o Presidente republicano, referindo-se aos artistas que compunham o cartaz inicialmente anunciado para o evento.

O chefe de Estado norte-americano precisou que será acompanhado de música que os norte-americanos "ouvem há anos" e confirmou que contará com a atuação de Lee Greenwood, sobretudo conhecido por interpretar "God Bless the U.S.A.", uma canção patriótica lançada em 1984 que se tornou um hino frequente em comícios políticos, cerimónias militares e celebrações nacionais nos Estados Unidos.

O tenor Christopher Dennis, cuja voz Trump comparou à de Luciano Pavarotti, também acompanhará o Presidente, com um repertório de canções religiosas.

O anúncio surge depois de diversos artistas terem cancelado a participação nos concertos previstos para inaugurar "The Great American State Fair", o festival promovido pela organização Freedom 250 como parte das celebrações nacionais do aniversário da independência dos Estados Unidos.

Entre os que abandonaram o cartaz, estão o cantor de 'rock' Bret Michaels, vocalista da banda Poison, bem como as bandas Alabama, The Marshall Tucker Band, The Oak Ridge Boys e o músico 'country' Mark Wills.

Os cancelamentos obrigaram os organizadores a repensar a programação da cerimónia de abertura de 24 de junho e de todo o festival estadual, que se estenderá até 10 de julho e contará com pavilhões de todos os 50 estados, exposições históricas e atividades culturais como parte das comemorações dos "250 anos da América".


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O líder cessante da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Donald Trump, que apoia o candidato de extrema-direita que venceu a primeira volta das presidenciais colombianas, de se ter aliado a "genocidas e traficantes de droga".

Homens armados raptam sete alunos de uma escola no noroeste da Nigéria... Homens armados invadiram um dormitório escolar no noroeste da Nigéria e raptaram sete estudantes, informou a polícia.

© Lusa   05/06/2026 

O ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira, na zona de Kaura Namoda, no estado de Zamfara, disse o porta-voz da polícia, Yazid Abubakar, em comunicado.

Um dos estudantes conseguiu escapar e está sob custódia.

O porta-voz da polícia disse que estavam a ser feitos esforços para resgatar os restantes seis alunos, mas que não havia até ao momento informações sobre para onde foram levados.

Zamfara tem sido um foco de grupos armados que realizam raptos para receber dinheiro de resgates, com a captura de estudantes a aumentar nos últimos anos em todo o país.

Um levantamento do jornal local Premium Times apurou que pelo menos 1.900 alunos foram levados de 20 escolas desde o rapto em massa de mais de 200 raparigas em Chibok, no estado de Borno, em 2014.


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Quarenta e nove cidadãos do Níger morreram de sede no deserto, na zona fronteiriça entre a Argélia, o Níger e o Mali, após a avaria do camião que os transportava, disseram quinta-feira autoridades locais.

Xi Jinping visita Coreia do Norte na próxima semana (1.ª vez desde 2019)... O Presidente chinês, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte na próxima semana, naquela que será a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram hoje os dois países.

© Lusa     05/06/2026 

Xi estará na Coreia do Norte entre segunda e terça-feira, segundo breves comunicados divulgados pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em junho de 2019.

O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares.

Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi.

A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.

Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia.

No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte.

Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.

As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio.

Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país "a um ritmo exponencial".


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Analistas consideram que sucessão de visitas de líderes estrangeiros à China este ano está a reforçar a imagem de Xi Jinping como figura central da diplomacia global e a narrativa de Pequim como servindo de pilar do multilateralismo.

Parlamento dos EUA aprova apoio à Ucrânia e novas sanções à Rússia... A câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.

© Lusa   05/06/2026 

A Câmara dos Representantes aprovou na quinta-feira, com 226 votos a favor a 195 contra, a proposta apresentada pelo democrata Gregory Meeks, apesar das objeções dos líderes republicanos que alertaram que iria prejudicar as negociações de paz.

O projeto iria dar mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda para a segurança e reconstrução da Ucrânia e mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.

A votação é um sinal de impaciência com a abordagem do Presidente norte-americano à guerra e representa a segunda grande divergência da Câmara com Donald Trump em matéria de política externa esta semana.

Na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso aprovou, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra com o objectivo de travar a acção militar dos EUA contra o Irão.

"Todos queremos que esta guerra termine", disse Meeks.

"A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que [o Presidente russo] Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?" questionou o democrata.

A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida.

French Hill, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, alertou que a proposta prevê menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia em comparação com o que o Congresso tinha acordado como parte da política de defesa deste ano.

Outra secção poderia levar a uma diminuição dos gastos com a defesa por parte de alguns membros da NATO, acrescentou.

No final, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra.

Os apoiantes esperam que a aprovação do projeto de lei sobre a Ucrânia pela Câmara pressione o Senado (câmara alta) a fazer o mesmo. Mas também sabem que o Senado provavelmente não concordará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.

A guerra que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia ao país vizinho dura há mais de quatro anos, sem fim à vista. Nos últimos dias, ambos os lados procuraram vantagem lançando ataques com mísseis de longo alcance.

Os esforços de paz liderados pelos EUA perderam força à medida que a situação na Ucrânia se agravava.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou um cessar-fogo incondicional exigido por Trump, mas Putin recusou.

A discussão no Senado em relação à Ucrânia girou em torno de um projeto de lei que imporia tarifas abrangentes e sanções secundárias aos países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações à Rússia, que são cruciais para o financiamento das forças armadas russas. Mas o projeto de lei está parado.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Líder do PAIGC deixa o Tribunal Militar Superior e regressa à residência após audição. Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, deixou o Tribunal Militar Superior esta quinta-feira (04-06), e regressou à sua residência, onde continuará a cumprir prisão domiciliária, após ter sido ouvido no âmbito do processo relativo à alegada tentativa de golpe de Estado.


O Tribunal Militar Superior ouviu, esta quinta-feira, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado que culminou na detenção de Daba Na Walna e de outros elementos ligados à estrutura militar.

Inicialmente considerado declarante no processo, Domingos Simões Pereira passou à condição de suspeito, após o Conselho Superior da Magistratura Judicial ter nomeado juízes civis para o Tribunal Militar Superior.

Após mais de três horas de audiência, o porta-voz da equipa de defesa, Roberto Indequi, classificou a sessão como “tensa e pedagógica”. Segundo o advogado, ficou demonstrado que, em nenhum momento, Domingos Simões Pereira esteve envolvido em qualquer alegada tentativa de subversão da ordem constitucional.

Sem que lhe tenha sido aplicada qualquer nova medida de coação, além da prisão domiciliária, o líder político aguarda uma nova decisão judicial. De acordo com a defesa, o tribunal deverá pronunciar-se sobre os requerimentos apresentados pelos advogados.

Roberto Indequi reiterou que a trajetória política e pessoal de Domingos Simões Pereira é incompatível com qualquer atentado contra a ordem constitucional. O advogado afirmou ainda que o antigo chefe do Governo nunca teve conhecimento da suposta tentativa de golpe de Estado.

Entretanto, no passado mês de abril, o Conselho Superior da Magistratura Judicial nomeou juízes civis para o Tribunal Militar, através de uma deliberação datada de 7 de abril de 2026.

@RSM: 04/06/2026



NOTA DE ESCLARECIMENTO. Bissau, 04 de junho de 2026 A DIRECÇÃO DA COMUNICAÇÃO E IMAGEM DO PRS





Hezbollah rejeita acordo e exige retirada de Israel do Líbano... O líder do movimento pró-iraniano Hezbollah rejeitou hoje o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

© MAHMOUD ZAYYAT/AFP via Getty Images     Por  LUSA   04/06/2026 

Numa declaração escrita lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o presidente libanês Joseph Aoun afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.


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O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", afirmou hoje o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda "a resposta" do Hezbollah.

Trump critica resolução "antipatriótica" da Câmara dos Representantes... O Presidente norte-americano, Donald Trump, qualificou hoje como antipatriótica uma resolução dos deputados norte-americanos sobre a retirada dos Estados Unidos da guerra com o Irão, que disse perturbar as negociações com Teerão.

©Fox News  Por  LUSA   04/06/2026 

"Quem faria algo tão antipatriótico? Eles sabem bem em que ponto estão as negociações", escreveu Trump na rede social de que é proprietário, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A resolução foi aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos.

Contou com os votos de quatro representantes do Partido Republicano, liderado por Trump.

A resolução tem um alcance sobretudo simbólico, devido ao direito de veto do Presidente.

Os Estados Unidos lançaram uma ofensiva conjunta com Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, que desencadeou uma guerra em parte do Médio Oriente.

O Irão reagiu com ataques contra países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mercado mundial.

Os dois países estão a tentar negociar o fim do conflito desde 08 de abril, sob mediação do Paquistão, mas ainda sem perspetivas de um acordo, cuja iminência Trump anunciou sucessivas vezes.

A guerra causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês Hezbollah contra Israel em apoio de Teerão.

O conflito provocou também aumentos nos preços do petróleo com repercussões a nível global, fazendo recear uma recessão económica e a degradação das condições de vida das populações de países com menos recursos.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anuncia adesão à Greve Geral de 75,3%... Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

Por  sicnoticias.pt   04/06/2026

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira que 75,3% dos profissionais aderiram à greve de quarta-feira contra a reforma laboral.

O sindicato disse que a "massiva adesão" demonstra que "os enfermeiros, de todos os setores (público, privado e social) rejeitam o pacote laboral" e a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Ministério da Saúde.

Num comunicado, o SEP descreveu a reforma laboral como "um retrocesso, [que] desequilibra a relação dos trabalhadores com as entidades empregadoras com implicação direta nos direitos dos enfermeiros".

O sindicato deu como exemplo a parentalidade, a "impossibilidade da conciliação da vida pessoal com a profissional e a eternização dos vínculos precários".

Também o ACT irá potenciar “maior desregulação dos horários de trabalho e consequentemente mais conflitos nas instituições de saúde”, o que poderá agravar a "fuga para o estrangeiro" dos enfermeiros, alertou o SEP.

O sindicato garantiu que os enfermeiros "continuam disponíveis para todas as ações de luta que garantam a valorização da carreira de enfermagem", incluindo aumentos salariais.

O SEP acusou o Governo de não resolver "nenhum dos problemas dos enfermeiros", entre os quais o pagamento de retroativos, um modelo de avaliação do desempenho "justo e objetivo" e a "carência de enfermeiros que se agrava todos os dias".

A paralisação de enfermeiros realizou-se entre as 00:00 e as 24:00 de quarta-feira, tendo ainda efeitos na terça-feira devido ao início do turno da noite, sendo assegurados os serviços mínimos.

Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em maio em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

Acordo de cessar-fogo prevê retaliação contra Beirute se Hezbollah atacar Israel... Israel reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por  sicnoticias.pt  04/06/2026 

O acordo prevê "a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas", disse o ministro da Defesa, Israel Katz.

O ministro israelita disse num comunicado que o acordo estabelece que, "nesta fase", o exército israelita "continue os disparos e as operações no terreno", e se mantenha na "zona de segurança" fronteiriça, sem o regresso da população libanesa.

Katz definiu o acordo concluído na quarta-feira em Washington entre negociadores israelitas e libaneses, sob mediação dos Estados Unidos, como uma “declaração de princípios”, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma a uma "paragem completa" dos ataques do Hezbollah.

Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

Katz disse que no acordo está prevista a criação de uma "zona desmilitarizada".

Um porta-voz em língua árabe do exército israelita, Avichay Adraee, apelou hoje aos habitantes da região para que se “abstenham de ir para o sul do rio Zahrani”, a 40 quilómetros da fronteira.

As tropas israelitas "continuam a visar" infraestruturas do Hezbollah nesse setor, justificou o porta-voz no aviso à população libanesa.

Um acordo de cessar-fogo tinha entrado em vigor em 17 de abril, mas as duas partes continuaram os ataques a um ritmo quase diário, acusando-se mutuamente de violar a trégua.

Esta foi a quarta vez que as delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, se reuniram em Washington para negociações diretas desde o início dos combates, em 2 de março.

O Hezbollah relançou nesse dia os ataques contra Israel para apoiar o Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana desde 28 de fevereiro, e arrastou o Líbano para a nova guerra no Médio Oriente.

A nova vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.