No âmbito desta iniciativa, Lesmes Monteiro reuniu-se, em Lisboa, com a Direção da empresa COPIVARELA, para ultimar os detalhes relacionados com a aquisição dos equipamentos e a formação dos quadros.
No âmbito desta iniciativa, Lesmes Monteiro reuniu-se, em Lisboa, com a Direção da empresa COPIVARELA, para ultimar os detalhes relacionados com a aquisição dos equipamentos e a formação dos quadros.
Por Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau
É igualmente falso qualquer texto ou comentário que, usando o nome e a imagem do Senhor Embaixador Miguel Cruz Silvestre, convide os interessados a estabelecer contacto por mensagem privada para efeitos de candidatura a estudos em Portugal.
A Embaixada de Portugal não reconhece nem legitima tais publicações, nem recorre a intermediários, perfis pessoais ou contactos informais para a divulgação de oportunidades de estudo, de bolsas ou de procedimentos de visto. Toda a informação oficial sobre estas matérias é divulgada exclusivamente nos canais institucionais da Embaixada e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., bem como nas páginas oficiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Aconselha‑se vivamente todos os cidadãos a desconfiarem de qualquer mensagem que solicite dados pessoais, documentos ou pagamentos fora dos canais oficiais, e a não responderem nem partilharem o referido conteúdo.
A Embaixada de Portugal já apresentou denúncia junto da plataforma Facebook e reserva‑se o direito de participar esta situação às autoridades competentes, em virtude da utilização indevida de nome, imagem e símbolos oficiais do Estado Português.
Solicita‑se a colaboração de todos na difusão deste aviso, contribuindo para prevenir eventuais situações de burla ou de aproveitamento indevido das legítimas expectativas dos jovens guineenses.
© Win McNamee/Getty Images Por LUSA 28/05/2026
Os Estados Unidos e Irão terão chegado a um acordo que desbloquearia o Estreito de Ormuz e prolongaria por 60 dias o cessar-fogo, mas o acordo aguarda aprovação do Presidente norte-americano, avançou hoje o portal Axios.
Durante os 60 dias de prolongamento do cessar-fogo os beligerantes iniciariam negociações sobre o programa nuclear iraniano, de acordo com o portal norte-americano, citando dois responsáveis dos Estados Unidos.
O Axios referiu que o Irão não vai impor qualquer portagem no estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo, e os Estados Unidos vão levantar o bloqueio marítimo que impuseram contra navios que partem e chegam a portos iranianos.
O levantamento dar-se-ia de forma proporcional ao reinício do tráfego comercial no estreito de Ormuz.
Além disso, segundo as fontes citadas, o Irão teria de retirar todas as minas do estreito no prazo de 30 dias. Os detalhes deste possível acordo avançados pelo portal são semelhantes aos avançados na quarta-feira pela televisão estatal iraniana, que foram prontamente desmentidos pela Casa Branca e classificados como "pura invenção".
A televisão iraniana, que citou alguns dos pontos do acordo preliminar de paz em discussão, avançou ainda que, em troca da reabertura do estreito de Ormuz por parte de Teerão, Washington além de levantar o bloqueio marítimo aos portos iranianos iria também retirar as forças destacadas para o conflito.
Segundo o Axios, o memorando de entendimento incluiria o compromisso do Irão de não desenvolver armas nucleares, embora deixasse para mais tarde as negociações para limitar o enriquecimento de urânio por parte da República Islâmica.
Esta questão seria então abordada durante o prolongamento de 60 dias do cessar-fogo em vigor desde abril passado e também seria discutida a forma de eliminar o urânio altamente enriquecido do Irão e a forma de abordar o enriquecimento iraniano.
Além disso, os Estados Unidos comprometem-se a debater o levantamento das sanções ao Irão e a libertação dos fundos iranianos congelados.
Entre as isenções a sanções destaca-se também a possibilidade de permitir que o Irão venda petróleo livremente, adiantou o Axios.
Washington também concederá algumas isenções às sanções para permitir que o Irão venda petróleo livremente.
Segundo o portal, o memorando de entendimento também deve incluir uma discussão sobre um mecanismo para ajudar o Irão a começar a receber tanto mercadorias, como ajuda humanitária.
Este acordo estipularia ainda que a guerra entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, chegaria a um fim, com o Axios a acrescentar que esta questão gerou um discussão tensa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Os Estados Unidos e o Irão intensificaram, durante a última semana, com a mediação do Paquistão, as negociações para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no passado dia 28 de fevereiro.
Desde o fim de semana passado, a Casa Branca tem insistido que o acordo estava a poucos dias de ser concluído, embora Teerão tenha atenuado as expectativas de que o pacto fosse iminente.
Segundo o Axios, os termos do acordo foram amplamente consensuais na terça-feira, mas ambas as partes precisavam da aprovação dos respetivos líderes.
O Irão já teria comunicado que dá "luz verde" ao acordo, mas Trump não quis aprová-lo de imediato, referiu o meio de comunicação.
A possibilidade de a questão nuclear ficar para uma fase posterior provocou a rejeição de vários senadores republicanos aliados de Trump, que criticaram as concessões que os Estados Unidos estão dispostos a fazer.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos ameaçou hoje sancionar Omã, país aliado de Washington no Médio oriente, se o sultanato tentar cooperar com o Irão no controlo do estreito de Ormuz.
O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) condenou hoje os "ataques traiçoeiros do Irão" a o Kuwait, que acusou o Irão de lançar mísseis e drones contra bases norte-americanas no seu território.
Por Rádio Sol Mansi 28/05/2026
O Hospital Militar Principal registou, durante as celebrações dos festejos da festa moçulmana da "Tabaski" ontem 27 assinalado, apenas deram entrada nesse centro hospitalar, dois casos prvocados por: uma de agressão física e outro de acidente de viação.
A informação foi revelada esta quinta-feira em Bissau, pelo Diretor Clínico do Hospital Militar Principal, Artur Semedo, feito, durante o balanço das celebrações dos festejos de Tabaski.
Segundo Artur Semedo, os dois pacientes que deram entrada naquela unidade hospitalar apresentavam ferimentos ligeiros.
O responsável aproveitou a ocasião para elogiar os órgãos de comunicação social do país, pelo trabalho de sensibilização dirigido sobretudo aos motoristas, nos períodos festivos, contribuindo assim, para a redução de acidentes.
Artur Semedo apelou igualmente às entidades de inspeção na área da Saúde, para reforçarem a vigilância e os mecanismos de prevenção, nas vésperas da celebração do "Dia Internacional da Criança", a assinalar na próxima segunda-feira, 1 de junho.
Importa salientar que, durante os festejos de Tabaski do ano passado 2025, o Hospital Militar Principal tinha registado cinco casos de ferimentos e um óbito.
© Reprodução/ X Por Notícias ao Minuto com Lusa 28/05/2026
Um ataque com faca numa estação ferroviária chocou a Suíça, na manhã desta quinta-feira. O incidente, que terá tido motivações "terroristas", resultou em três feridos - três homens de 28, 43 e 52 anos.
Eram 8h30 (7h30 em Lisboa), quando um homem entrou na estação de Winterthur, perto de Zurique, munido de uma faca e começou a atacar quem passava. Os três homens ficaram feridos na perna, pescoço e coxa, tendo sido hospitalizados. Segundo várias testemunhas à imprensa suíça, o agressor terá gritado "Allahu Akbar" ("Deus é Grande") momentos antes de perpetrar o ataque.
Cinco minutos depois do alerta ter sido dado, o atacante era detido pela polícia.
Trata-se de "um ato terrível de terrorismo", declarou o diretor de segurança e membro do conselho de governo do cantão de Zurique, Mario Fehr, durante uma conferência de imprensa. "Insisto excecionalmente no termo 'ataque terrorista'", disse.
Uma turma escolar encontrava-se nas proximidades durante o incidente, e as crianças testemunharam o que aconteceu, acrescentou o jornal 20 minuten.
Mas quem é Nasip Dedeler?
O atacante foi identificado como sendo Nasip Dedeler, de 31 anos. Na mesma conferência de imprensa foi referido que o homem tinha dupla nacionalidade (suíça e turca) era residente de Winterthur, onde ocorreu o ataque.
Em 2024, solicitou a renovação de passaporte, mas nunca compareceu, relatou Fehr, acrescentando que em agosto desse mesmo ano deixou a Suíça e emigrou para a Turquia. "Depois desapareceu durante dois anos", referiu citado pelo jornal suíço Blick.
O homem já tinha referências policiais desde 2015 por partilhar propaganda do grupo extremista Estado Islâmico, acrescentou o chefe da polícia regional, Marius Weyermann. Em 2015, foi denunciado à polícia.
Os seus dois irmãos também chamaram a atenção dos investigadores diversas vezes por terem sido radicalizados.
Dedeler pertencia a um grupo de jovens da Mesquita An'Nur, que foi posteriormente fechada. A mesquita tinha sido investigada devido a um imã, entre outros, que incitava a violência contra "maus muçulmanos".
Esta semana tinha sido conduzido a uma instituição psiquiátrica após ligar para o número de emergência da polícia e fazer "comentários confusos", mas acabou por sair na quarta-feira após um médico determinar que não representava perigo.
Segundo o chefe da polícia, os investigadores acreditam que o homem agiu sozinho. As autoridades acreditam que o suspeito não terá usado outras armas além da faca já identificada, cuja lâmina se terá partido durante o ataque.
Winterthur tem cerca de 123.000 habitantes e situa-se no nordeste da Suíça, perto de Zurique, a maior cidade do país.
O ataque foi condenado "nos termos mais fortes" pelo Conselho Central Islâmico da Suíça (IZR), que o qualificou como um "ato cobarde e bárbaro".
"As nossas sinceras condolências vão para os feridos e para as suas famílias", disse a organização num comunicado citado pela imprensa suíça.
Sobre o histórico do suspeito, o IZR afirmou que, a confirmar-se o cenário, o ataque é fruto de "uma ideologia que não tem nada em comum com o Islão".
"O chamado Estado Islâmico não é um movimento islâmico, mas uma seita terrorista perversa cujo único objetivo é semear a discórdia, assassinar pessoas inocentes e prejudicar a reputação dos muçulmanos em todo o mundo", declarou o IZR.
A organização apelou a todos os muçulmanos na Suíça para que se mantenham vigilantes, denunciem precocemente quaisquer sinais de radicalização nas comunidades e contribuam ativamente para a prevenção.
"Não permitiremos que os terroristas criem uma divisão entre os muçulmanos e os seus concidadãos", acrescentou.
Momento foi filmado e nele pode ver-se o suspeito a gritar "Allahu Akbar", expressão que se traduz como "Deus é Grande". O suspeito já foi detido.
Executivo reforça diálogo social e anuncia mecanismos de fiscalização para garantir cumprimento da nova tabela de preços
Bissau — O Governo da Guiné-Bissau reafirmou o seu compromisso com a redução do custo de vida das populações através de um conjunto de medidas destinadas ao abaixamento dos preços do pescado no mercado nacional, durante uma importante reunião de concertação entre o Executivo, representantes dos pescadores artesanais e a Associação das “Bideiras” (vendedoras de peixe).
O encontro foi presidido por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, e contou com a participação da Ministra das Pescas e Economia Azul, Dra. Virgínia Pires, bem como dos Directores-Gerais da Pesca Artesanal e Industrial.
A reunião teve como principal objectivo avaliar o processo de implementação da nova política de redução dos preços do pescado, na sequência das medidas económicas e fiscais já adoptadas pelo Executivo para diminuir os custos de produção e comercialização do peixe.
Durante os trabalhos, o Governo destacou várias medidas concretas já implementadas para permitir o abaixamento efectivo dos preços do pescado, nomeadamente:
- redução de cerca de 50% das taxas ligadas à actividade pesqueira;
- redução dos preços dos combustíveis utilizados no sector;
- redução dos custos do gelo em escama;
- diminuição de determinadas licenças e outras taxas associadas à actividade piscatória.
Segundo o Executivo, estas medidas representam um importante esforço financeiro do Estado, estimando-se perdas de receitas entre 4 a 5 biliões de FCFA.
Na sua intervenção, o Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té assumiu um posicionamento político firme, defendendo que o Governo já cumpriu integralmente a sua parte no processo.
“O Governo cumpriu a sua parte. Agora cabe aos pescadores e às bideiras cumprirem igualmente a sua responsabilidade”, afirmou o Chefe do Governo.
Ilídio Vieira Té sublinhou ainda que os sacrifícios financeiros assumidos pelo Estado justificam-se pela necessidade de proteger as populações e apoiar o rendimento real das famílias e dos funcionários públicos.
“Luto pelo bem-estar dos guineenses e tudo farei para conseguir isso, custe o que custar”, declarou o Primeiro-Ministro.
O Chefe do Governo aproveitou igualmente a ocasião para reafirmar o compromisso do Executivo com o combate ao uso descontrolado dos sacos plásticos, a defesa ambiental e a promoção da salubridade pública.
Por sua vez, os representantes dos pescadores e das “bideiras” reconheceram publicamente os esforços do Governo e elogiaram a abertura ao diálogo demonstrada pelo actual Executivo.
“Este é o primeiro Governo, em 26 anos das nossas actividades, que dialoga directamente connosco”, afirmaram representantes do sector, considerando que o processo representa um novo modelo de governação participativa e de aproximação entre o Estado e os actores económicos populares.
Apesar disso, os participantes alertaram para alguns constrangimentos persistentes, nomeadamente:
- resistência de alguns operadores;
- incumprimento da nova tabela de preços;
- especulação e revenda abusiva;
- e atrasos na implementação efectiva da redução dos combustíveis.
A Ministra das Pescas e Economia Azul, Dra. Virgínia Pires, sustentou que existem actualmente condições objectivas para implementar o abaixamento dos preços do pescado, lembrando que o Governo reduziu ou aboliu diversas taxas e suportou importantes custos de subvenção aos combustíveis.
Segundo a governante, todo o processo foi conduzido de forma aberta, democrática, participativa e consensual, através de várias reuniões com pescadores, “bideiras”, funcionários do Cais de Bandim e demais intervenientes da cadeia de comercialização.
Durante os debates emergiu igualmente consenso quanto à necessidade urgente de reforçar os mecanismos de fiscalização e seguimento das medidas adoptadas.
Foi assim proposta a criação de uma Comissão de Seguimento destinada a monitorizar a implementação da nova tabela de preços, combater a especulação e assegurar o cumprimento efectivo das decisões governamentais.
O Primeiro-Ministro apoiou firmemente a iniciativa e determinou:
- a rápida implementação da Comissão;
- a ampla divulgação pública da nova tabela de preços;
- e a instalação de pancartas informativas nos locais de venda.
“É preciso publicitar estas medidas. O Estado não deve ter receio de implementar medidas que defendem os interesses dos guineenses”, declarou.
No encerramento da reunião, foi igualmente anunciada uma visita do Primeiro-Ministro ao Porto de Pesca de Bandim, acompanhado pela Ministra das Pescas e demais responsáveis do sector, com o objectivo de avaliar no terreno o grau de implementação das medidas, verificar o cumprimento da nova tabela de preços e ouvir directamente os actores envolvidos.
O Governo considera que as medidas adoptadas possuem forte alcance político, económico e social, permitindo reforçar o diálogo social, reduzir a inflação alimentar, melhorar o acesso das famílias ao pescado e consolidar a imagem de um Executivo de proximidade e acção social concreta.
Contudo, as autoridades reconhecem que o sucesso das medidas dependerá da efectiva implementação da redução dos combustíveis, do combate à especulação, da fiscalização contínua e do envolvimento responsável de todos os actores da cadeia de comercialização do pescado.
© Reuters Por LUSA 28/05/2026
Estes casos, que envolvem animadores de atividades nas escolas parisienses, "revelam falhas estruturais, falta de coordenação e incapacidade de partilhar informação entre serviços", denunciou a presidente do Fundo das Nações Unidas para a Infância em França, Adeline Hazan.
Segundo a responsável, "todo o sistema está a falhar porque, em França, só se atua depois de algo acontecer e em reação aos factos", em vez de priorizar a prevenção.
Desde o início de 2026, 78 funcionários da Câmara Municipal de Paris foram suspensos, 31 destes por suspeita de violência sexual, sendo números que refletem um problema "sistémico", segundo o presidente da autarquia, o socialista Emmanuel Grégoire.
"É intolerável uma cultura de banalização desta violência", afirmou Adeline Hazan numa conferência de imprensa, referindo que 290.200 vítimas menores de idade foram registadas pelas autoridades em 2025, um aumento de 77% em relação a 2016.
Neste escândalo que envolve programas extracurriculares, que beneficiam aproximadamente dois milhões de crianças em França, "os direitos básicos das crianças não estão a ser respeitados", referiu o UNICEF.
É por isso que a organização defende, em particular, a clarificação e a harmonização dos procedimentos de denúncia, a criação de uma autoridade administrativa independente para supervisionar os lares de acolhimento, a prestação de um melhor apoio aos pais e, sobretudo, o aumento da formação dos profissionais que trabalham com crianças.
De acordo com os resultados iniciais de um inquérito realizado a crianças pela organização, "um terço das crianças vítimas de violência refere não ter um adulto de confiança" com quem se possa abrir.
O chefe do departamento de inovação para a disseminação dos direitos da criança do UNICEF França, Julie Zerlauth, explicou que "esta perda de confiança nos adultos, muitas vezes é devido ao medo da sua inação", indiciando uma normalização da violência contra menores.
Isto reflete também a impunidade dos agressores, fomentada por um certo "culto da obediência" que prevalece na escola, mas também no seio das famílias, salientou Zerlauth.
"O abuso e as violações dos direitos das crianças não são inevitáveis e a proteção da criança já não pode ser apenas uma promessa, deve tornar-se uma exigência, uma cultura partilhada e uma prioridade política", afirmou Adeline Hazan.
Estes casos surgem na sequência de outros escândalos em França, como o da escola da congregação religiosa católica Betharram, que reconheceu em março de 2025 a sua "responsabilidade" pela violência física e sexual reportada em quase 250 queixas.
O Governo francês anunciou na quarta-feira que iria organizar uma "lista negra" para impedir que os funcionários escolares despedidos por conduta inadequada com menores voltassem a trabalhar em instituições de ensino, mesmo sem condenação judicial.
A medida faz parte de um projeto de lei sobre proteção infantil apresentado ao Conselho de Ministros, com o objetivo de "reforçar" e "harmonizar" a verificação de antecedentes, desde o infantário até ao setor da saúde.
A legislação visa reforçar o controlo sobre todos os profissionais que trabalham com crianças, numa altura em que o debate sobre os maus-tratos a crianças nas escolas e as atividades extracurriculares se intensificou em França.
Mais de 422 mil guineenses vulneráveis a intempéries, como cheias e inundações, vão beneficiar de um apoio de 720 mil dólares (cerca de 621 mil euros) para melhorar as condições de vida, sobretudo das crianças, foi hoje anunciado.
© Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images Por LUSA 28/05/2026
"Chegámos ao fim com este secretário-geral", disse Danny Danon numa mensagem de vídeo publicada na plataforma X.
A missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano.
"O secretário-geral da ONU decidiu adicionar Israel à lista negra, juntamente com os terroristas do [grupo islamita palestiniano] Hamas", acrescentou.
As Nações Unidas incluíram Israel numa lista negra de perpetradores de violência sexual em zonas de conflito, mas que ainda não foi tornada pública.
O Serviço Prisional israelita está entre as várias entidades adicionadas à lista da ONU, de acordo com relatos dos meios de comunicação israelitas, juntamente com outras autoridades de Israel.
"A decisão de incluir Israel na lista negra e acusar-nos de usar a violência sexual como arma de guerra é ultrajante", insistiu o embaixador, acusando o líder das Nações Unidas de equiparar o Hamas a Israel.
Em agosto passado, o relatório anual da ONU já havia alertado que Israel poderia ser adicionado à lista de partes suspeitas ou responsáveis por violência sexual em conflitos armados, lista que já inclui o Hamas.
Na ocasião, a ONU referiu-se a "informações confiáveis" sobre violência sexual cometida pelas forças de segurança israelitas contra prisioneiros palestinianos em prisões e outros centros de detenção, destacando a recusa de acesso aos inspetores da ONU.
"Convidamos representantes da ONU para virem a Israel para examinar essas acusações ridículas, mas eles optaram por não vir e preferiram continuar com a campanha contra Israel", afirmou Danny Danon.
Face ao anúncio feito pelo embaixador israelita, o porta-voz de Guterres indicou que "a porta do secretário-geral permanece aberta".
"Vimos os comentários. Da nossa parte, a porta do secretário-geral permanece aberta", disse Stéphane Dujarric, à agência France-Presse (AFP).
O difícil relacionamento entre Telavive e a ONU deteriorou-se significativamente após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, e a retaliação do exército israelita na Faixa de Gaza.
As autoridades israelitas cortaram todos os laços com a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), que acusam de estar infiltrada pelo Hamas.
Desde então, António Guterres ficou cada vez mais distante do Governo israelita, com o primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, a não responder aos telefonemas do líder da ONU desde 07 de outubro de 2023.
Em outubro de 2024, as autoridades israelitas declararam Guterres como "persona non grata", proibindo a entrada do líder da ONU em Israel.
Telavive argumentou na ocasião que Guterres não tinha condenado inequivocamente os ataques conduzidos contra Israel.
A Guarda Revolucionária iraniana condenou hoje o assassínio por parte de Israel do líder do braço armado do movimento islamita palestiniano Hamas e do antecessor no cargo em dois bombardeamentos perpetrados na Faixa de Gaza.
© REMKO DE WAAL/ANP/AFP via Getty Images Por LUSA 28/05/2026
Segundo o ministério da Defesa alemão, o corpo germano-neerlandês (1GNC), sediado em Münster, oeste da Alemanha, que participa nas tarefas rotativas da NATO, vai assumir a função em meados deste ano.
O 1GNC liderará assim as forças da Aliança e os efetivos estacionados na Estónia e na Letónia, responsabilidade atualmente exercida pelo corpo multinacional do Nordeste (MNC NE), sediado em Szczecin, na Polónia.
"Com a criação de um segundo quartel-general na região, além do MNC NE, a Alemanha e os Países Baixos demonstram sua disposição e capacidade para assumir a responsabilidade pela dissuasão e defesa do flanco leste", lê-se em comunicado.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que se mantém o "papel e um modelo bem-sucedido de cooperação multinacional", com 16 nações a trabalharem lado a lado.
A Alemanha e os Países Baixos comandam o corpo dos exércitos em regime de rotatividade, sob comando alemão até 2028.
O novo quartel-general da NATO também vai contar com pessoal de outros 14 países aliados e terá capacidade para comandar uma força multinacional de até 50 mil soldados, em tempos de guerra ou de paz.
A Polónia, vizinha da Ucrânia e da Rússia, recebeu hoje os três primeiros caças furtivos F-35, tornando-se o primeiro país do flanco leste da NATO a dispor dos aparelhos de fabrico norte-americano.
© Lusa 28/05/2026
"Há pouco, as Forças de Defesa de Israel [FDI] realizaram um ataque de precisão em Beirute", indicou o Exército em comunicado, pouco depois de ter informado sobre outros bombardeamentos contra alegados alvos do grupo xiita libanês Hezbollah na cidade de Tiro, no vale de Bekaa e noutras zonas do sul do Líbano.
Israel intensificou nos últimos dias a ofensiva militar contra o Líbano, emitindo ordens de deslocação forçada da população para todo o sul do país e para Tiro, onde prosseguem os ataques aéreos, mas não bombardeava Beirute desde 06 de maio.
Nesse dia, e apesar da entrada em vigor do atual cessar-fogo na madrugada de 16 para 17 de abril -- que, formalmente, continua em vigor --, caças israelitas atacaram uma zona próxima de Haret Hreik, nos subúrbios do sul de Beirute conhecidos como Dahye.
Pelo menos 16 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no Líbano devido a fogo israelita hoje, segundo várias fontes libanesas.
Entre as vítimas mortais contam-se duas pessoas que circulavam de bicicleta em Tiro, além de cinco mortos no bombardeamento de um edifício residencial na cidade de Sídon, e outros seis mortos, entre os quais duas crianças e os pais, num ataque israelita contra um automóvel na aldeia de Adlon, no distrito de Sídon.
Está prevista para sexta-feira uma reunião a nível militar entre representantes dos dois países no Pentágono, que deverá anteceder uma nova ronda de negociações de paz nos próximos dias 02 e 03 de junho.
Israel e o Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, realizaram anteriormente na capital norte-americana duas rondas de contactos, em 14 e 23 de abril, que serviram para acordar e posteriormente prolongar um cessar-fogo que Israel viola diariamente com ataques mortais, tal como o Hezbollah o faz através de ataques contra soldados israelitas destacados no Líbano e no território do norte de Israel junto à fronteira.
Após o início da guerra contra o Irão lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro, o Hezbollah respondeu a 02 de março com ataques contra território israelita, desencadeando uma resposta de Israel que já causou mais de 3.200 mortos e um milhão de deslocados no país vizinho.
© Lusa 28/05/2026
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait expressou a sua "mais veemente condenação aos ataques criminosos iranianos contra o território do Estado do Kuwait com mísseis e drones, numa escalada perigosa".
As autoridades kuwaitianas anunciaram anteriormente que o país tinha sido alvo de um ataque, sem especificar os alvos atingidos nem a extensão dos danos.
Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão lançou um ataque de retaliação contra uma base aérea norte-americana na região do Golfo, após recentes bombardeamentos dos Estados Unidos contra posições iranianas no sul do país.
Teerão não identificou o alvo exato da operação, nem esclareceu se o ataque referido correspondia ao incidente anunciado pelo Kuwait.
As Forças Armadas norte-americanas confirmaram, entretanto, que os sistemas de defesa do Kuwait intercetaram os mísseis iranianos lançados durante a noite de quarta-feira.
O ataque constitui o mais recente episódio a fragilizar o cessar-fogo alcançado após semanas de confrontos entre os Estados Unidos e o Irão, numa altura em que decorrem negociações indiretas para tentar estabilizar a região e reabrir o Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira, o Pentágono anunciou ataques "defensivos" contra locais de lançamento de mísseis, embarcações lançadoras de minas e drones iranianos no sul do Irão, alegando que representavam ameaças à navegação junto ao Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira à noite, responsáveis norte-americanos disseram ainda que as forças dos EUA abateram quatro drones iranianos e destruíram uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas, que estaria prestes a lançar outro aparelho não tripulado.
A Guarda Revolucionária confirmou um ataque nas imediações do Aeroporto Internacional de Bandar Abbas e afirmou ter retaliado contra a base aérea de onde alegadamente partiu a ofensiva norte-americana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou entretanto que continua confiante na possibilidade de alcançar um acordo com o Irão para pôr termo à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural comercializado a nível mundial.
Washington pretende igualmente que Teerão abdique das suas reservas de urânio altamente enriquecido, enquanto o Irão exige o levantamento das sanções económicas e a libertação de ativos congelados no estrangeiro.
O conflito no Golfo tem provocado volatilidade nos mercados energéticos internacionais, com sucessivos aumentos nos preços do petróleo e dos combustíveis.
© Getty Images Por LUSA 28/05/2026
As defesas antiaéreas ucranianas não conseguiram intercetar o ataque, designadamente na região a região sul, Odessa, que estava entre os alvos russos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou na quarta-feira que enviou cartas ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, e ao Congresso dos Estados Unidos, a pedir o fornecimento de mísseis PAC-3 para o sistema Patriot à Ucrânia para haver capacidade de intercetar mísseis como o Kinzhal.
Do total de drones lançados pela Rússia, 138 foram neutralizados pelas defesas antiaéreas ucranianas.
O Kinzhal e nove drones não foram abatidos e atingiram sete locais diferentes na Ucrânia, mas as autoridades ucranianas não os especificaram.
O Governo da Finlândia convocou hoje o embaixador da Rússia em Helsínquia, em protesto pelas "ameaças ilegais" russas a civis ucranianos e diplomatas estrangeiros, após Moscovo ter pedido a sua retirada imediata.
© Lusa 28/05/2026
Segundo responsáveis norte-americanos, que pediram para não ser identificados, em comentários à AP, o Comando Central dos EUA abateu quatro drones iranianos de ataque que representavam uma ameaça na zona do Estreito de Ormuz.
O exército norte-americano atingiu ainda uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas que se preparava para lançar um quinto drone. A cidade ocupa uma posição estratégica no Estreito de Ormuz, e é a localização da principal base da Marinha iraniana.
Os detalhes surgiram após Trump, numa reunião de gabinete, ter manifestado confiança de que a sua Administração está a avançar na resolução da guerra, embora as negociações permaneçam incertas.
Trump está a procurar um acordo que reabra o Estreito de Ormuz e lhe permita apresentar como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito politicamente impopular entre os republicanos.
A disputa coincide com a aproximação das eleições intercalares dos Estados Unidos e que vão definir o controlo do Congresso, num contexto de preocupação republicana com a subida dos custos e dos preços dos combustíveis.
O líder republicano rejeitou, porém, que o calendário eleitoral esteja a condicionar a estratégia.
"Pensaram que iam esperar a pensar que 'ele tem as intercalares', mas eu não me importo com as intercalares", disse.
"Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos estar, ou então teremos de finalizar o nosso objetivo", acrescentou.
Os novos ataques seguiram-se a operações "defensivas" contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irão, na segunda-feira. Washington sublinhou que tem agido com contenção, dado o frágil cessar-fogo que se mantém há semanas.
Entre os pontos em aberto está a entrega do 'stock' de urânio altamente enriquecido por parte de Teerão, em troca de alívio das sanções. Trump já disse que "não ficaria confortável" se a Rússia ou a China recebessem esse material.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão possui 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60%, a um passo dos níveis de 90% necessários para uso militar.
Outra questão é se o cessar-fogo abrangerá também as operações israelitas contra o Hezbollah no Líbano.
O memorando em preparação prevê tréguas entre os EUA e o Irão e os seus aliados, mas ressalva o direito de Israel agir em legítima defesa.
Trump defendeu ainda que países como Kuwait, Arábia Saudita, Qatar e Paquistão adiram aos Acordos de Abraão, assinados no seu primeiro mandato para normalizar relações com Israel.
A proposta foi recebida com um "silêncio atónito", segundo diplomatas do Golfo, embora outras fontes tenham garantido à AP que houve respostas positivas.
A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje que lançou um ataque contra uma base aérea dos EUA em resposta a uma ofensiva norte-americana anterior contra o sul do país, enquanto decorrem negociações entre ambos os países.
© Getty Images Por LUSA 27/05/2026
Os bancos suportarão o custo da instalação de sistemas eletrónicos de interferência nas suas instalações, enquanto funcionários selecionados abaterão os drones que se aproximarem, de acordo com o projeto de lei aprovado na sua terceira e última leitura na terça-feira.
Como existem bancos em quase todas as cidades do país, a sua incorporação nas defesas aéreas ajudará a ampliar a cobertura do território russo.
O diploma, que, segundo a agência de notícias estatal Interfax, foi pela primeira vez apresentado em agosto de 2025 e posteriormente alargado no seu âmbito, tem ainda de ser aprovado pelo Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) e promulgado pelo Presidente, Vladimir Putin, antes de entrar em vigor.
A Rússia está a ter dificuldades em proteger o seu vasto território de um número crescente de ataques de drones ucranianos de longo alcance cada vez mais sofisticados.
Drones mais pequenos estão também a atrasar as tropas russas ao longo da linha da frente de 1.250 quilómetros e a perturbar as linhas de abastecimento do Exército invasor russo, afirmam analistas e autoridades ocidentais.
Com o aumento da intensidade e da abrangência dos ataques de drones ucranianos, as autoridades russas incentivaram as empresas a contribuir para medidas de proteção contra ataques aéreos.
Os bancos russos não têm sido um alvo prioritário para os drones ucranianos durante os quatro anos de guerra que se seguiram à invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O plano inclui o banco central da Rússia e outras instituições financeiras importantes, entre as quais o Sberbank, detido maioritariamente pelo Estado.
Com os poucos pormenores incluídos no diploma, surgiram dúvidas sobre como funcionaria um tal projeto, uma vez que a instalação generalizada de equipamentos e a formação do pessoal para os utilizar exigirão um enorme esforço organizacional.
Com Putin ansioso por escudar a Rússia da guerra, o plano pode virar-se contra os seus esforços ao envolver cidadãos comuns e tornar as consequências da invasão mais visíveis.
A medida proposta reflete os crescentes problemas da Rússia com os drones cada vez mais sofisticados da Ucrânia, segundo Thomas Withington, investigador do Royal United Services Institute, em Londres.
O projeto de lei "parece indicar que as capacidades russas de defesa contra drones a nível militar estão a falhar, porque se estivessem a funcionar, não seria necessário criá-lo", disse o investigador, citado pela agência de notícias norte-americana, The Associated Press (AP).
"Esta situação não está a melhorar para a Rússia", observou, referindo que Moscovo está a debater-se com dificuldades em acompanhar as inovações ucranianas em matéria de drones.
A medida pretende "tentar transferir parte do ónus da proteção contra drones para setores não-militares e não-policiais", que se encontram sob pressão, explicou Withington.
Nos termos do projeto de lei aprovado em segunda e terceira leitura pela Duma, os funcionários dos bancos podem interferir ou intercetar as frequências de controlo dos drones e danificar ou destruir veículos aéreos, subaquáticos e terrestres não-tripulados que ameacem as suas instalações, sem esperar por uma resposta dos serviços de segurança.
"A interferência será utilizada para tornar mais difícil que os drones atinjam e ataquem os alvos relevantes", disse Anatoly Aksakov, presidente da Comissão de Mercados Financeiros da Duma estatal, ao jornal digital russo RBK.
"Além disso, também utilizaremos meios para abater estes drones, assim protegendo os alvos relevantes", acrescentou
Caberá a cada entidade determinar quais os funcionários autorizados a pôr em prática as novas medidas.
© Courtney Bonneau / Middle East Images / AFP via Getty Images Por LUSA 27/05/2026
"Alerta urgente aos residentes de Tiro, dos campos de refugiados e das zonas vizinhas (...) para vossa segurança, devem evacuar as vossas casas imediatamente (...) a norte do rio Zahrani", escreveu Avichai Adraee, porta-voz do exército israelita em árabe nas redes sociais.
Nos últimos dias, as forças israelitas bombardearam Tiro, cidade costeira de 200 mil habitantes e com sítios históricos classificados pela UNESCO, bem como dezenas de outros locais no sul do Líbano.
O exército anunciou na terça-feira que estava a alargar as suas operações terrestres para além da "linha amarela", a cerca de dez quilómetros da fronteira entre os dois países e que servia como uma alegada zona de proteção em território libanês.
Ao todo, os militares israelitas, reivindicaram ataques contra mais de 150 alvos do grupo xiita Hezbollah nas últimas 24 horas, nas regiões de Tiro e Nabatieh, no sul do Líbano, e no Vale do Bekaa, no leste do país, que fizeram mais de 50 mortos, segundo as autoridades libanesas.
Entre os ataques na terça-feira, um deles matou pelo menos 15 pessoas no bairro residencial de Burj al-Shamali, perto de Tiro, de acordo com o presidente da autarquia.
Pelo seu lado, o Hezbollah reclamou hoje combates diretos com o exército israelita a norte do rio Litani, junto da extremidade da "linha amarela".
O movimento pró-Irão também reivindicou a responsabilidade, desde terça-feira, por ataques com drones e armas ligeiras contra as tropas israelitas que tentavam infiltrar-se em Zawtar al-Sharqiyeh, que é estrategicamente importante devido à sua proximidade com a cidade Nabatieh, por sua vez também objeto de avisos de evacuação.
Os confrontos militares decorrem em plena vigência do cessar-fogo, desde 17 de abril por acordo das autoridades de Israel e do Líbano, que não é reconhecido pelo Hezbollah, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso com o patrocínio dos Estados Unidos.
O chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, reconheceu na terça-feira o direito à defesa de Israel, nos termos já estipulados na trégua, face à persistência de ataques aéreos do Hezbollah contra o território israelita.
As negociações de paz no Líbano estão ligadas às conversações indiretas entre Estados Unidos e Irão sobre o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica.
Teerão tem exigido reiteradamente que a cessação das hostilidades deve abranger todo o Médio Oriente, incluindo o Líbano, enquanto Israel afirma que não se vai deter enquanto o Hezbollah não for desarmado e neutralizado.
O país foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.
Desde 02 de março, pelo menos 3.185 pessoas foram mortas e quase dez mil ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.
Do lado israelita, 24 pessoas foram mortas no mesmo período, incluindo 23 soldados e um contratado civil.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.
© Lusa 27/05/2026
Segundo a emissora estatal iraniana, o texto de uma página do acordo preliminar de paz em discussão, a que alegadamente teve acesso, esboça "o memorando de entendimento" entre os dois beligerantes para pôr fim à guerra, segundo o qual o Irão comprometer-se-ia a restabelecer o tráfego marítimo comercial através do Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês.
Por seu lado, os Estados Unidos levantariam o cerco aos portos e navios iranianos que estabeleceram em retaliação ao bloqueio de Ormuz e retirariam as suas tropas das proximidades do Irão, o que a Casa Branca negou prontamente, classificando-o como "pura invenção".
Em seguida, os dois países dariam a si próprios um prazo de 60 dias para negociar as restantes questões, como o programa nuclear iraniano.
"Esta informação divulgada pelos meios de comunicação estatais iranianos não é verdadeira e o projeto de acordo-quadro que eles 'publicaram' é uma invenção total. Ninguém deve acreditar numa única palavra do que os meios de comunicação estatais iranianos divulgam", respondeu o executivo norte-americano através de uma das suas contas oficiais no X, a Rapid Response 47.
O Irão e os Estados Unidos intensificaram nos últimos dias os esforços para pôr fim à guerra e estão a negociar um acordo para reabrir o estreito, o que deixaria para mais tarde as discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que ainda há algumas discrepâncias por resolver no rascunho inicial, o que levará "alguns dias".
A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem marcada para hoje uma reunião de gabinete na Casa Branca em que deve ser discutida a situação no Irão.
Ainda hoje o Irão acusou Washington de estar a adotar uma nova estratégia para derrubar a República Islâmica, uma "guerra branda", segundo os serviços secretos iranianos.
"O inimigo persegue agora, por outros meios, o objetivo de derrubar e dividir o país, que tinha declarado abertamente no início da guerra, mas que não conseguiu alcançar através de um ataque militar", afirmou o Ministério das Informações iraniano.
Num longo comunicado divulgado pela agência IRNA, os serviços secretos justificaram a mudança de estratégia dos Estados Unidos e de Israel com a derrota sofrida, na perspetiva iraniana, na guerra que iniciaram em 28 de fevereiro.
Depois de o conflito ter causado milhares de mortos no Médio Oriente, os serviços secretos iranianos disseram ter identificado uma estratégia de "guerra branda", que passa pela desestabilização interna, sabotagem e guerra de informação.
O ministério disse ter informações de que o inimigo procura "intensificar a pressão económica", criar divisões entre diferentes comunidades étnicas e religiosas, e realizar operações de sabotagem, bem como outras "operações terroristas" e guerra de informação.
No sábado, Trump garantiu que estava próximo um acordo com Teerão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, mas os desenvolvimentos mais recentes comprometeram estes aparentes progressos.
O Irão acusou os Estados Unidos de terem violado o cessar-fogo, na sequência de ataques norte-americanos na segunda-feira no sul do país, numa altura em que os combates tinham praticamente cessado desde 08 de abril, data do início da trégua.
Os suicídios de reclusos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atingiram níveis sem precedentes desde o regresso de Donald Trump à presidência, segundo uma investigação divulgada pela Associated Press (AP).
© Lusa 27/05/2026
A decisão foi tomada por um grupo de trabalho local sobre o Ébola, liderado pela vice-presidente Jesca Alupo, na sequência de um aumento do número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por doentes congoleses que atravessaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.
O Uganda registou sete casos de Ébola, incluindo uma morte.
Embora o número de casos da doença no Uganda não esteja a aumentar drasticamente, o número de habitantes locais expostos à infeção através dos profissionais de saúde tem vindo a aumentar.
"Eles têm famílias, e por isso o número tem vindo a aumentar", afirmou a secretária do Ministério da Saúde do Uganda, Diana Atwine, referindo-se aos profissionais de saúde.
Até à data, foram identificados 311 contactos para acompanhamento no Uganda.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola no leste da RDCongo aproxima-se dos 1.000, com pelo menos 223 mortes suspeitas.
Esta epidemia também é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para esta estirpe Bundibugyo do Ébola, e cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O vírus provavelmente começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado então o surto, segundo a OMS, que classificou esta epidemia em 17 de maio como "emergência de saúde pública de importância internacional".
Na passada sexta-feira, a OMS elevou de "alto" para "muito alto" o risco devido ao surto na RDCongo e em Uganda, enquanto o risco continua "alto" ao nível da região da África subsaariana e "baixo" a nível global.
Dez países africanos, entre eles Angola, estão em "alto risco" de serem afetados pela epidemia na RDCongo e no Uganda, por partilharem fronteira com essas duas nações.
Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.
A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.
Pelo menos 223 "mortes suspeitas" foram registadas devido à epidemia de Ébola declarada em 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RDCongo),
informou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).
© Reuters Por LUSA 27/05/2026
"Quando despedirmos um funcionário público, um segurança ou outro trabalhador pelo seu comportamento com menores, mesmo que não tenha sido condenado, será incluído numa lista que o impedirá de ser recontratado no setor escolar", explicou Geffray em conferência de imprensa, após a reunião de hoje do Conselho de Ministros.
Geffray especificou que estes indivíduos também serão impedidos de se candidatarem a vagas de professores.
A medida faz parte de um projeto de lei sobre proteção infantil apresentado ao Conselho de Ministros, também pelo ministro da Justiça, Gérald Darmanin, e pela ministra da Saúde, Stéphanie Rist, com o objetivo de "reforçar" e "harmonizar" a verificação de antecedentes, desde o infantário até ao setor da saúde.
A legislação visa reforçar o controlo sobre todos os profissionais que trabalham com crianças, numa altura em que o debate sobre os maus-tratos a crianças nas escolas e as atividades extracurriculares se intensificou em França.
Até então, a verificação de antecedentes e de registos de crimes sexuais ou terrorismo eram realizadas apenas no momento da contratação. Com as novas regulamentações, a vigilância será contínua através de um sistema de revisões periódicas.
As autoridades imporão também verificações obrigatórias aos colaboradores externos, tanto associações como profissionais, que trabalhem pontualmente em escolas e atividades extracurriculares. Estes deverão apresentar um certificado de idoneidade antes de qualquer contacto com os alunos.
Além disso, os ficheiros do Ministério da Educação e do Ministério da Juventude e Desporto serão partilhados para evitar que indivíduos sancionados por uma instituição sejam contratados por outra.
"O objetivo é garantir a segurança de todo o ambiente escolar e extracurricular", explicou Geffray.
O anúncio surge quando ocorre um intenso debate em França sobre a proteção infantil, devido ao julgamento em curso de um monitor de atividades escolares acusado de abusar sexualmente de crianças num infantário de Paris. A acusação requereu uma pena de três anos de prisão, dos quais um ano seria cumprido em regime de prisão domiciliária com vigilância eletrónica, uma pena considerada muito branda pelas famílias das vítimas.
O ministro da Justiça recusou comentar o caso concreto, mas defendeu um maior rigor judicial diante deste tipo de crime.
"Não damos a devida atenção à voz das crianças", afirmou Darmanin, assegurando que o "movimento #MeToo para crianças", na sua opinião, "está apenas a começar".
O ministro da Justiça defendeu ainda uma profunda reforma no tratamento penal da violência contra menores, para colocar as vítimas "no centro do processo" e garantir sanções "proporcionais à gravidade" destes crimes.
O projeto de lei sobre a proteção da infância reforma também o sistema de acolhimento judicial de menores, reafirmando o caráter temporário das medidas de alojamento, embora contemple também a possibilidade de prolongar a tutela até à maioridade para os menores com mais de 13 anos, quando o seu superior interesse o exija e seja garantida uma maior estabilidade.
A iniciativa procura também priorizar os modelos de acolhimento familiar. Para tal, exige uma avaliação, no prazo máximo de três meses, da possibilidade de confiar o menor a um familiar ou pessoa de confiança, mesmo em casos de emergência.
O projeto também acelera os procedimentos de abandono parental quando o regresso aos pais não é possível, promove a adoção simples e permite o acolhimento com vista à adoção sob supervisão judicial.