domingo, 5 de abril de 2026

Burkina Faso rejeita relatório que acusa o exército de matar 1.255 civis... O governo do Burquina Faso rejeitou hoje um relatório da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) que acusa o exército burquinês de ter matado o dobro de civis do que os jihadistas desde 2023.

Por  LUSA 05/04/2026

Num relatório publicado na quinta-feira, a Organização Não Governamental (ONG) HRW atribui ao exército burquinense e aos seus auxiliares civis 1.255 mortes de um total de 1.837 civis, e atribui 582 mortes ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM ou GSIM, ligado à Al-Qaeda).

Segundo a HRW, a junta burquinense, liderada pelo capitão Ibrahim Traoré desde um golpe de Estado em setembro de 2022, não consegue conter a violência de grupos jihadistas afiliados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que causaram milhares de mortos ao longo da última década.

A ONG considera estes atos "crimes de guerra e contra a humanidade", e apelou ao Tribunal Penal Internacional para que inicie um inquérito preliminar sobre a "situação no Burquina".

No comunicado divulgado hoje, o Governo burquinense classificou como "falso" o relatório -- que abrange o período de janeiro de 2023 a agosto de 2025 -- e considerou-o "um tecido de conjeturas e alegações graves e infundadas, como é habitual na Human Rights Watch".

"As falhas metodológicas, as imprecisões e os atalhos utilizados têm um único objetivo: demonizar os patriotas burquinenses e as nossas valentes forças armadas", acrescentou o Governo no comunicado.

A HRW afirma ter-se baseado em fontes abertas e ter entrevistado mais de 450 pessoas, tanto à distância como presencialmente, no Burquina Faso, Benim, na Costa do Marfim, no Gana e no Mali, a fim de documentar as mortes.

A ONG considera, no seu relatório, que o capitão Traoré e seis altos responsáveis burquinenses, bem como vários líderes do JNIM, poderão ser criminalmente responsáveis por graves ações e deverão ser alvo de investigações, a título da responsabilidade de comando.

Por seu lado, o Governo do Burkina Faso "reitera que a luta contra o terrorismo constitui uma prioridade nacional absoluta e que é conduzida no estrito respeito pelas leis nacionais, bem como pelos compromissos internacionais do em matéria de direitos humanos".


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 O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.


Irão. Trump não descarta envio de tropas terrestres caso não haja acordo... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou hoje o envio de tropas terrestres para o Irão, caso aquele país não chegue a um acordo e reabra o estreito de Ormuz, numa entrevista a um jornal norte-americano.

Por  LUSA 05/04/2026

Questionado pelo The Hill sobre se descarta o envio de tropas terrestres para o Irão, Donald Trump respondeu com um categórico "não".

O Presidente norte-americano tinha dado no sábado 48 horas ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer cair o inferno sobre o país do golfo Pérsico.

Entretanto, Trump adiou o prazo por 24 horas, estando agora marcado para terça-feira, às 20:00, hora de Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

"Pessoas normais chegariam a um acordo. Pessoas inteligentes chegariam a um acordo... Se fossem inteligentes, chegariam a um acordo", afirmou Donald Trump, reiterando o que já tinha dito anteriormente a outros jornalistas.

Donald Trump ameaça há vários dias transformar o Irão num "inferno", bem como devolver aquele país à "Idade da Pedra".

Hoje, ameaçou que atacará "centrais elétricas" e "pontes" do Irão.

"Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um, no Irão. Não haverá nada igual! Abram o raio do estreito, malditos loucos, ou vão viver no inferno", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.

O Presidente norte-americano disse ao The Hill que nenhuma infraestrutura fica de fora da estratégia de ataque, caso os Estados Unidos e o Irão não consigam chegar a um acordo.

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje àquela instituição para que aja "agora", considerando que a publicação mais recente de Trump na sua rede social constitui uma "incitação direta e pública a aterrorizar a população civil", bem como "uma prova clara da intenção de cometer crimes de guerra".

"A comunidade internacional e todos os estados têm a obrigação legal de impedir estes atos atrozes de crimes de guerra. Têm de agir agora. Amanhã será tarde demais", defendeu a missão.

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, tendo Teerão retaliado com ataques contra o território israelita e os países do Golfo que albergam bases norte-americanas.

Vários líderes do Irão, incluindo o seu líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, foram mortos nestes ataques aéreos.

O movimento islamista Hezbollah, do Líbano, entrou no conflito em 02 de março para vingar a morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques aéreos de grande envergadura em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.

Milhares de pessoas morreram desde o início da guerra na região, sobretudo no Irão e no Líbano.


Leia Também: Missão iraniana apela à ONU para que aja "agora" após ameaças de Trump

A missão do Irão na Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje àquela instituição para que aja "agora", depois de o Presidente norte-americano ter insistido na ameaça de "desencadear o inferno" sobre aquele país do Médio Oriente


Altares, doces e chapéus em forma de pénis saem à rua em Tóquio. Veja... Miúdos e graúdos desfilaram pelas ruas dos arredores de Tóquio com formas fálicas, para assinalar o festival da fertilidade conhecido como “Kanamara”, este domingo. A celebração mistura a tradição com a modernidade, para quebrar tabus.

Por  noticiasaominuto.com 05/04/2026

Altares, doces e chapéus com formas fálicas invadiram as ruas dos arredores de Tóquio, no Japão, para assinalar o festival da fertilidade conhecido como “Kanamara”, este domingo. Também apelidado de Festival do Pénis, a celebração mistura a tradição com a modernidade, para quebrar tabus.

Miúdos e graúdos desfilaram pelas ruas, envergando uma miríade de objetos com formatos fálicos – desde doces a estátuas, tal como poderá ver na galeria acima.

Reza a lenda que o evento homenageia um ferreiro local que forjou um dildo de ferro para partir os dentes de um demónio que habitava a vagina de uma mulher e que castrava os jovens na noite de núpcias, no Período Edo (1603-1868), noticiou a AFP.

O mesmo meio adiantou que, atualmente, uma estrutura fálica com um metro foi colocada no pátio do Santuário de Kanayama, em homenagem às divindades xintoístas da fertilidade, do parto e da proteção contra infeções sexualmente transmissíveis.

Aliás, ao longo dos séculos, as profissionais do sexo peregrinavam até ao santuário em busca dos seus poderes de proteção, antes de o festival se ter transformado num ritual de fertilidade abrangente, com o objetivo de desmistificar o sexo.

“Espero que o festival possa ajudar a desmistificar a noção de que o sexo é algo mau e sujo”, disse o sacerdote-chefe do santuário que acolhe o festival, Hiroyuki Nakamura, à AFP.

Saliente-se que dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde em fevereiro revelaram que a taxa de natalidade do Japão caiu pelo décimo ano consecutivo no ano passado. Aliás, em 2025 nasceram um total de 705.809 bebés, o que representa uma descida de 2,1% em relação a 2024.

de notar que os dados incluem nascimentos no Japão, nascimentos de estrangeiros no Japão e bebés de cidadãos japoneses no estrangeiro.

Veja a galeria.

Teerão diz que "toda região queimará" e acusa Trump de ações imprudentes... O presidente do parlamento do Irão alertou hoje o líder dos Estados Unidos que "toda a região queimará" por causa das "ações imprudentes" norte-americanas.

Por LUSA 

"As suas ações imprudentes estão a arrastar os Estados Unidos para um inferno na Terra, um inferno para todas as famílias", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada em inglês numa rede social.

O líder iraniano acrescentou ainda: "E toda a nossa região queimará porque [Donald] Trump insiste em seguir as ordens de [Benjamin] Netanyahu", escreveu, referindo-se ao primeiro-ministro israelita, aliado dos Estados Unidos na guerra.

Para o presidente do parlamento do Irão "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano. E pôr fim a esse jogo perigoso".

O Presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram o raio do estreito, seus loucos, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do Estreito de Ormuz e ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Como é a comida no espaço? A tripulação da Artemis II explica. Ora veja... A viagem da tripulação da Artemis II entrou no quarto dia de missão, estando já a dois terços do caminho até à Lua. Restam ainda seis dias até ao destino final e muitos se perguntam: O que é que os astronautas comem dentro da cápsula Orion?

Por Notícias ao Minuto  05/04/2026

A viagem da tripulação da Artemis II entrou no quarto dia de missão, estando já a dois terços do caminho até à Lua. Restam ainda seis dias até ao destino final e muitos se perguntam: O que é que os astronautas comem dentro da cápsula Orion?

Num vídeo partilhado na rede social X, os astronautas da NASA revelaram que refeições têm consigo.

Os astronautas Jeremy Hansen e Christina Koch detalharam como é que funciona a alimentação enquanto estão numa viagem à Lua, tendo mostrado algumas das comidas.

"Eu só estou a comer comida espacial há alguns dias, mas a Christina já teve no espaço durante quase um ano e, por isso, já comeu muita comida espacial. Temos aqui alguns itens para mostrar. Queres ajudar-me Christina?", começou por explicar o canadiano Jeremy Hansen. 

Christina Koch, note-se, esteve durante 328 dias em órbita antes do lançamento da Artemis II, o que a torna numa das astronautas com maior tempo acumulado em missões. 

Koch mostra então o jantar do colega e explica como é que funcionam as refeições fora da Terra.

"Este é o jantar do Jeremy. No espaço, come-se toda a comida dentro de algum tipo de embalagem, sacos plásticos ou pequenos sacos metálicos, porque precisamos de reidratar grande parte dela. Isto aqui é cocktail de camarão", disse.

A astronauta explica que todos os alimentos estão desidratados: "Este já foi reidratado. Adicionámos água e o camarão absorveu-a e fica muito saboroso. Este é um exemplo de comida que ainda está desidratada. São feijões verdes", continua.

Uma vez que dentro da cápsula não existe uma cozinha ou um frigorífico, a alimentação dos astronautas é composta por alimentos industrializados, como refeições desidratadas, termicamente processadas e prontas para consumir. 

Posteriormente, os alimentos são preparados com a junção de água ou são aquecidos em equipamentos compactos.

O menu é definido antes do início da missão e conta com a participação dos astronautas, por forma a garantir que é aceite e que tem equilíbrio nutricional. 

"Também precisamos de comer vegetais, mesmo no espaço. Mas, não te preocupes, também nos dão mac and cheese", brincou Koch.

O que está no menu dos astronautas?

No menu dos astronautas estão café, chá verde, limonada, granola, brócolos, quiche de vegetais, entre outros.

© NASA

Segundo a NASA, a comida que é transportada a bordo é pensada para garantir a saúde e o desempenho da tripulação. Não há reabastecimento ou refrigeração e, por isso, todas as refeições devem ser cuidadosamente selecionadas para serem seguras, terem um longo prazo de validade e serem de fácil preparação e consumo.  

Os astronautas têm horários fixos para fazerem as refeições, que são apenas três durante o dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Cada astronauta tem direito a uma bebida aromatizada por dia, que pode incluir café. 

De notar que a primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. 

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.


Ao quarto dia de missão, os astronautas da missão Artemis II continuam a caminho da órbita da Lua, cada vez mais perto do destino final. Com um tom sempre divertido, os viajantes partilham o que vão comendo a caminho da Lua.

Trump ameaça centrais elétricas e pontes iranianas: "Abram o estreito!"... O presidente dos Estados Unidos voltou hoje a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA   05/04/2026 

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram a m**** do estreito, seus sacanas, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

Numa outra publicação na mesma rede, minutos antes, Trump disse que o piloto de um caça, que caiu na sexta-feira, foi resgatado "gravemente ferido" nas montanhas iranianas.

Teerão desmentiu já que os EUA tenham conseguido resgatar o piloto do caça abatido.

"As aeronaves invasoras do inimigo no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (...) e a tentativa de resgatar o piloto falhou", assegurou o porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.

A operação de resgate norte-americana foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança iranianas, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país, acrescentou.

A Guarda Revolucionária do Irão acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação, ao escrever nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto.

Na sua rede social, Trump indicou também que "as Forças Armadas iranianas procuraram muito, com muita gente, e estiveram perto. É um coronel muito respeitado".

Trump disse que este tipo de operação "é raramente tentado devido ao perigo para pessoas e equipamento" e que foi "uma demonstração incrível de coragem e talento por parte de todos".

O chefe de Estado norte-americano anunciou ainda uma conferência de imprensa com os militares na Sala Oval na segunda-feira, às 13h00 (18h00 em Lisboa).


Irão alega ter destruído três aeronaves dos EUA... e partilhou o vídeo

O Irão alega ter destruído três aeronaves dos Estados Unidos durante a operação de resgate ao piloto desaparecido desde sexta-feira. A situação é contestada por altos funcionários, que permaneceram em anonimato, que dizem que as aeronaves foram destruídas devido a problemas técnicos.

ARTEMIS II: A dois terços do caminho, astronautas captam fotografia histórica da Lua... A missão Artemis II já está a dois terços do caminho para a Lua. Durante o quarto dia de viagem, os astronautas conseguiram captar uma imagem histórica do satélite, onde é possível ver toda a Bacia Orientale da Lua.

© NASA   noticiasaominuto.com  05/04/2026 

A missão Artemis II já está a dois terços do caminho com destino à Lua. Durante a viagem e, pela primeira vez em toda a história da humanidade, a tripulação conseguiu captar uma imagem onde é possível ver todo a Bacia Oriental do satélite.

A primeira missão tripulada à Lua continua a progredir sem qualquer percalço, com os quatro astronautas já bem adiantados na viagem que os irá levar ao satélite natural da Terra. Segundo uma publicação da NASA, a tripulação chegou a dois terços do caminho durante o quarto dia de voo.

Na mesma publicação, a NASA adiantou ainda que ao longo deste dia os astronautas a bordo da cápsula Orion analisaram os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e estão atualmente a praticar o controlo manual da nave espacial.

Mais tarde, a NASA voltou a fazer uma nova publicação, onde deixam a sua imagem mais recente da Lua. "Nesta nova fotografia, captada pela nossa tripulação da Artemis II, conseguem ver a Bacia Oriental, que é a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta missão marca a primeira vez que a bacia inteira foi vista com olhos humanos", notou.

"Nós tirámos umas fotografias hoje mais cedo e depois de as colocarmos num computador para olhar mais de perto, nós encontrámos uma característica: o 'Grand Canyon' da Lua, que é chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo", afirmou ainda um dos astronautas, Victor Glover, numa outra atualização citado pela Reuters.

Astronautas descolaram a 2 de março

Recorde-se de que a Orion deixou, na quinta-feira, 2 de março, a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait... Um ataque iraniano causou "danos significativos" a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou hoje o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado.

© Lusa   05/04/2026 

"Duas centrais de energia e dessalinização foram alvejadas por drones hostis no âmbito da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paragem de duas unidades de geração de energia, sem vítimas", afirmou o ministério.

As equipas de emergência estão a trabalhar para "garantir a continuidade dos serviços", uma vez que "a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e de água são uma prioridade absoluta", acrescentaram as autoridades, em comunicado.

A petrolífera estatal do Kuwait anunciou que um complexo na zona costeira de Shuwaikh foi alvo de drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até ao momento, não há registo de vítimas.

"O edifício foi completamente evacuado por precaução e está em curso uma avaliação dos danos", acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.

A empresa garantiu que "estão a ser tomadas as medidas necessárias para garantir a segurança do local e dos funcionários".

Horas antes, o exército do Kuwait tinha dito que o emirado tinha sofrido um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população para seguir as orientações de segurança.

"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.

O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil", que causou "danos materiais significativos".

A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.

O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Também hoje, os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram um ataque com mísseis e drones, depois do Irão ter apontado com alvo a indústria do alumínio no país do Golfo.

"Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", declarou o Ministério da Defesa, afirmando que "os sons ouvidos em todo o país são o resultado de operações em curso contra estes mísseis e drones".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA, os militares do Irão indicaram que tinham atacado instalações da indústria do alumínio nos EAU, bem como alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.

Resgatado pelos EUA piloto norte-americano que estava desaparecido no Irão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.

Por  Sicnoticias.pt

Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".

Ferido, mas bem 

Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão".

O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.

Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto.

"Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que "caiu nas águas do Golfo", de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.

O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiam o abate de um caça.

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque contra aeroporto em Israel

Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.

sábado, 4 de abril de 2026

Pelo menos seis explosões ouvidas em Jerusalém... Pelo menos seis explosões foram ouvidas hoje em Jerusalém, depois de Israel ter detetado mísseis lançados pelo Irão, de acordo com jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Esta madrugada tinham sido já registados ataques com mísseis iranianos em Israel, causando cinco feridos em Telavive e no centro do país.

Esses ataques também causaram danos materiais, de acordo com a proteção civil israelita.

O Exército israelita indicou que, desde a meia-noite, Teerão lançou sete séries de ataques de mísseis dirigidos a Israel.

A 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas e infraestruturas civis e militares em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além de atacar o Irão, Israel avançou com uma invasão no sul do Líbano e ataques nos subúrbios de Beirute, numa ofensiva contra o movimento xiita Hezbollah, apoiada por Teerão.

Irão: Quase 200 funcionários russos deixam central de Bushehr... Quase 200 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, foram obrigados a abandonar o estabelecimento, depois de um ataque norte-americano e israelita esta manhã, anunciaram hoje as autoridades russas.

 

Por LUSA 

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias TASS.

O ataque causou a morte de um segurança da central, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central (construída em cooperação com a Rússia), mas as instalações principais estão operacionais.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque registado pela Organização de Energia Atómica do Irão.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central enfrenta, uma vez que sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã", acrescentou Likhachev.

Esta semana, as autoridades russas anunciaram que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar apesar da retirada de trabalhadores, indicando que funcionários voluntários e trabalhadores locais iam continiuar a gerir o estabelecimento.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, justificando o ataque militar com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


A Rússia condenou hoje o "ataque fatal" à central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, onde trabalham funcionários russos, muitos dos quais tiveram de ser retirados.



Trump avisa Irão: Ormuz? "48 horas até que o Inferno caia sobre eles"... O presidente norte-americano deu hoje "48 horas" ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que ia fazer cair o inferno sobre o país no golfo Pérsico.

Por LUSA 

"Lembram-se quando dei ao Irão 10 dias para CHEGAR A UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ. O tempo está a terminar -- 48 horas até que o Inferno caia sobre eles. Glória a DEUS", escreveu Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

A mensagem, no fim de semana da Páscoa, surgiu depois de Trump ter lançado um ultimato de 10 dias em 26 de março, na mesma plataforma.

Na ocasião, o Presidente norte-americano tinha dito a Teerão que tinha até às 20:00 de Washington, na segunda-feira, 06 de abril, para reabrir o estreito de Ormuz.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra Teerão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Os últimos desenvolvimentos da guerra no Irão (que entra na 6.ª semana)... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images. Por LUSA 04/04/2026 

A guerra no Médio Oriente entrou na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Eis os principais desenvolvimentos das últimas horas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP):

Irão diz ter atacado um navio ligado a Israel

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter atacado um cargueiro ligado a Israel, com drone, no estreito de Ormuz.

O cargueiro é identificado pelo 'site' Vessel Finder como um navio mercante com bandeira liberiana e o Centro de Comunicações do Bahrein não mencionou este ataque na última atualização, limitando-se a referir que "os sistemas de defesa aérea das Forças de Defesa do Bahrein intercetaram e destruíram oito drones nas últimas 24 horas".

Trinta universidades no Irão atingidas por ataques de Israel e EUA

Mais de 30 universidades no Irão foram alvo de ataques desde o início da guerra lançada por Israel e Estados Unidos, afirmou o ministro da Ciência iraniano.

Depois destes ataques, Teerão ameaçou retaliar contra as universidades norte-americanas no Médio Oriente.

Uma pessoa morta em ataques aéreos a central nuclear iraniana

Um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e Israel atingiu a central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, provocando a morte de um segurança daquela unidade, afirmou a imprensa estatal, que disse que o ataque não causou danos às instalações.

A imprensa iraniana noticiou também um ataque a um terminal comercial numa ligação fronteiriça entre o Irão e o Iraque, que matou um motorista iraquiano e feriu dois trabalhadores iranianos.

Incêndio atinge complexo petrolífero no Iraque após ataque de drones

Um incêndio deflagrou num complexo petrolífero de Burjesia, no sul do Iraque, onde operam empresas estrangeiras, disse à AFP fonte de segurança, referindo que o incêndio começou depois de dois drones terem atingido aquele complexo.

Subúrbios do sul de Beirute bombardeados

Os subúrbios do sul de Beirute foram bombardeados ao amanhecer, disse um jornalista da AFP que ouviu fortes explosões e fumo.

Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel anunciaram nas redes sociais que tinham "iniciado ataques às infraestruturas do Hezbollah em Beirute".

Mísseis iranianos disparados contra Israel

Uma salva de mísseis iranianos foi disparada em direção a Israel, anunciou o exército israelita, afirmando que os sistemas de defesa foram mobilizados para qualquer interceção.

Uma pessoa ficou ferida num ataque com um míssil balístico iraniano que lançou munições de fragmentação no centro de Israel, noticiaram os meios de comunicação israelitas.

Trump diz que queda de avião militar no Irão "não muda nada"

O Presidente norte-americano afirmou que a queda de um caça dos EUA no Irão "não muda absolutamente nada" em relação a possíveis negociações com Teerão.

Meloni discute crise energética com emir do Qatar

A primeira-ministra italiana em visita a Doha, reuniu-se com o emir do Qatar, com quem discutiu a crise energética causada pela guerra no Médio Oriente.

Giorgia Meloni chegou ao Qatar, depois de uma escala em Riad, onde se encontrou com o príncipe herdeiro e governante do reino saudita, Mohammed bin Salman, com ambos a concordarem na urgência de reabrir a liberdade de circulação no estreito de Ormuz.

Zelensky em Istambul para discutir segurança no Médio Oriente e na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou a Istambul para conversas com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, onde devem abordar a segurança no Médio Oriente e na Ucrânia.

Um responsável ucraniano disse à AFP que as discussões "não serão apenas sobre intercetores de drones", mas "sobre cooperação em segurança no geral".

Dois membros da oposição executados no Irão

As autoridades iranianas executaram dois homens condenados por pertencerem a um grupo de oposição proibido e por ações de desestabilização destinadas a derrubar o poder, anunciou o poder judicial.

Estas execuções são as mais recentes visando os Mujahidines do Povo (MEK), tendo outros quatro membros do grupo sido enforcados esta semana.

Estudo indica que envelhecimento pode incluir melhorias físicas e cognitivas... Cerca de 45% das pessoas analisadas com mais de 65 anos registaram melhorias físicas e cognitivas ao longo do tempo, segundo investigadores que avaliaram milhares de adultos com mais de 65 anos durante vários anos.

Por  SIC Notícias 

A investigação foi liderada por Becca Levy e Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale com base em dados do Health and Retirement Study, um projeto que acompanha indivíduos ao longo do tempo.

Os investigadores analisaram indicadores como a função cognitiva e a velocidade da marcha, considerada um sinal relevante da condição física. Os resultados mostram que melhorar com a idade não constitui uma exceção, mas uma realidade para uma parte significativa da população idosa.

Pra o estudo, que foi publicado na revista científica Geriatrics, os investigadores acompanharam os participantes durante 12 anos, o que permitiu observar mudanças ao longo do tempo.

Becca Levy explicou que a investigação surgiu após refletir sobre exemplos de envelhecimento bem-sucedido.

“Comecei a pensar nestes exemplos de pessoas que prosperam mais tarde na vida”, afirmou.

Os dados indicam que há ainda uma ligação entre a forma como as pessoas encaram o envelhecimento e o resultados que alcançam. Participantes com crenças positivas apresentaram maior probabilidade de melhoria física e cognitiva.

No âmbito desta investigação, Becca Levy desenvolveu também uma abordagem para contrariar estereótipos negativos associados à idade, conhecida como método ABC. Esta estratégia passa por:

  • reconhecer as mensagens negativas sobre o envelhecimento;
  • perceber que nem tudo o que corre mal se deve à idade, mas sim das ideias erradas sobre envelhecer;
  • questionar e criticar crenças negativas, tanto a nível individual como social.

Louise Aronson, médica geriatra e professora na Universidade da Califórnia, em São Francisco, destacou que o envelhecimento não corresponde necessariamente a um processo de perda contínua.

“Vai continuar a envelhecer. Vai morrer. Mas pode tornar esse processo muito melhor”, afirmou.

Os autores defendem que fatores como atitude, comportamento e envolvimento social podem influenciar diretamente a evolução das capacidades físicas e mentais em idades mais avançadas.


Um estudo com dezenas de milhares de participantes concluiu que pequenos ajustes no sono, na atividade física e na alimentação podem prolongar a vida e aumentar os anos de saúde. A investigação foi liderada por cientistas da Universidade de Sidney com base em dados do UK Biobank.

Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo... O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

© Reuters    Por  LUSA  04/04/2026 

"A captação de fundos está a tornar-se cada vez mais difícil... O Senegal já se encontrava numa situação extremamente difícil, como evidenciado pela dívida exponencial que herdámos", afirmou o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na noite de sexta-feira, num discurso na cidade de Mbour, noticiado pela imprensa local. 

O primeiro-ministro daquele país da África ocidental alertou que o preço do petróleo no país atingiu 115 dólares (cerca de 100 euros) por barril, em comparação com os 62 dólares (54 euros) projetados no orçamento nacional para este ano, antevendo tempos difíceis para a população.

Face à situação financeira difícil, agravada agora pelo aumento do preço do petróleo, o primeiro-ministro anunciou medidas públicas de austeridade, incluindo a suspensão de viagens oficiais.

O Senegal junta-se a outros países africanos que decidiram tomar medidas para fazer face ao aumento dos custos, como a fixação de preços dos combustíveis ou a redução de impostos sobre esses produtos, por forma a tentarem proteger-se dos aumentos constantes dos preços causados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao fecho do estreito de Ormuz.

As economias africanas são especialmente vulneráveis a crises globais, face à sua dependência de mercados externos, volatilidade dos câmbios, falta de infraestruturas e altos níveis de endividamento.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT

A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"... O Irão anunciou, na sexta-feira, que abateu dois aviões de combate norte-americanos, sendo que o piloto de um deles continua desaparecido. Cerca de um dia antes, o presidente dos EUA tinha garantido que a força aérea iraniana estava "em ruínas".

© Getty Images/ Shawn Thew/EPA/Bloomberg  noticiasaominuto.com 04/04/2026 

Pouco mais de um dia antes de o Irão ter abatido dois caças norte-americanos, Donald Trump tinha-se gabado do poderio militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerão estava "em ruínas".

Foi no seu discurso de quarta-feira (já quinta-feira em Portugal) numa declaração à nação sobre a guerra no Médio Oriente e, em particular, no Irão, que o presidente norte-americano se mostrou extremamente confiante na ofensiva levada a cabo pelo país que lidera.

"Nós podíamos atingi-lo [ao Irão] e desapareceria, e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Eles não tem qualquer equipamento aéreo. O seu radar está 100% aniquilado", garantiu a partir da Casa Branca, citado pela ABC News. "Nós somos imparáveis enquanto força militar".

Nesse mesmo discurso, Donald Trump assegurou que a força aérea do Irão estava "em ruínas" e que "a sua habilidade de lançar mísseis e drones estava dramaticamente reduzida".

"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em grande escala, numa questão de semanas", comentou ainda Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irão iria ser intensificada nas próximas duas a três semanas.

Recorde-se de que ao longo do conflito, que já se estende há mais de um mês, Donald Trump tem assegurado, reiteradamente, que os Estados Unidos estão a sair vitoriosos da guerra e que a mesma não se deverá prolongar muito no tempo. A data limite de duas semanas, aliás, já tinha sido antes mencionada por Trump - mas, até ao momento, não foi cumprida. O fim do conflito continua incerto.

A confiança no poderio militar dos Estados Unidos foi ecoado pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que precisamente há um mês, a 4 de março, afirmou que "em menos de uma semana", os Estados Unidos e Israel iam ter "controlo completo dos céus iranianos".

"Significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e destruindo os seus líderes e os seus comandantes militares, sobrevoando Teerão, sobrevoando o Irão, sobrevoando a sua capital, sobrevoando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou.

O controlo norte-americano não era, pelos vistos, assim tão completa quanto os líderes dos Estados Unidos queriam fazer parecer. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas abateram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam os céus iranianos.

O ataque desencadeou uma operação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, de modo a resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda durante sexta-feira foi possível localizar e resgatar um dos militares, mas o outro permanece, para já, desaparecido.

Enquanto isso, também as forças iranianas estão à procura do piloto abatido dos céus, chegando mesmo a oferecer uma recompensa pelo mesmo.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia iraniana, numa mensagem lida durante uma transmissão da televisão estatal.

A mesma emissora partilhou imagens de aeronaves norte-americanas a sobrevoarem o Irão à procura do piloto desaparecido, que pode ver na publicação abaixo.


Leia Também: Guerra contra Irão já matou 13 militares norte-americanos

A operação militar 'Fúria Épica', contra o Irão, causou até ao momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.