quinta-feira, 5 de março de 2026

Teerão ameaçou atacar instalações nucleares israelitas... As Forças Armadas do Irão ameaçaram hoje lançar um ataque contra as instalações nucleares israelitas em Dimona caso os Estados Unidos e Israel tomem medidas para alcançar uma "mudança de regime" em Teerão.

Por LUSA 

Um alto responsável militar iraniano afirmou que se os Estados Unidos e Israel procurarem uma mudança de regime no Irão, Teerão admite atacar o reator nuclear de Dimona, nos territórios ocupados por Israel.

A ameaça foi divulgada hoje pela a agência de notícias iraniana ISNA.

As instalações israelitas, localizadas no deserto do Negev, são cruciais para Israel e, por isso, estão entre os locais mais fortemente protegidos do país.

O Governo israelita enfatizou que alcançar uma mudança de regime no Irão é um dos objetivos da campanha.

O ministro da Defesa, Israel Katz, ameaçou na quarta-feira que qualquer sucessor de Khamenei seria também "um alvo inequívoco para eliminação".

A ofensiva conjunta entre os Estados Unidos e Israel já fez mais de mil mortos no Irão, segundo as autoridades.

Além de Ali Khamenei, morreram no fim de semana ministros e altos responsáveis militares iranianos.

O Irão respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas em países do Médio Oriente.


Leia Também: Guarda Revolucionária do Irão reclamou ataque a petroleiro dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que um míssil iraniano atingiu um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no sexto dia da guerra.


Várias explosões foram ouvidas hoje em Doha, capital do Qatar, e Manama, capital do Bahrein, testemunharam jornalistas da Agência France Presse. 

China reafirma princípio "uma só China" (contra independência de Taiwan)... A China reafirmou hoje o compromisso com o princípio de "uma só China" e garantiu que irá combater as forças separatistas que promovem a "independência de Taiwan", afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Por  LUSA 

As declarações foram feitas durante a apresentação do relatório anual de trabalho do Governo na sessão da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo chinês, inaugurada hoje no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

Li sublinhou que Pequim continuará a avançar na "reunificação nacional" e a aplicar "de forma aprofundada a estratégia geral do Partido [Comunista] para resolver a questão de Taiwan na nova era".

Segundo o relatório apresentado à ANP, o Governo chinês atuará de acordo com o princípio de "uma só China" e com o chamado Consenso de 1992, ao mesmo tempo que se oporá ao que classificou como "interferência de forças externas".

O chefe do Executivo acrescentou que Pequim pretende promover o "desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito" e incentivar intercâmbios, cooperação e integração entre Taiwan e o continente.

A questão de Taiwan continua a ser uma das principais fontes de tensão na região. No mês passado, Pequim acusou o líder taiwanês de ser um "instigador de guerra", após William Lai Ching-te ter alertado para o impacto regional que poderia resultar de um eventual controlo chinês da ilha.

Analistas taiwaneses citados por órgãos de comunicação locais consideram, contudo, pouco provável uma ação militar chinesa a curto prazo, tendo em conta o atual contexto internacional, marcado também pelas tensões relacionadas com o conflito no Irão.

Segundo esses especialistas, Pequim continua a manter como objetivo oficial a chamada "reunificação pacífica".

As autoridades chinesas consideram Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não excluem o uso da força para concretizar a reunificação com a ilha, que é governada de forma autónoma desde 1949.

O Governo taiwanês sustenta, por sua vez, que Taiwan já funciona como um país de facto e defende que o futuro da ilha deve ser decidido apenas pelos seus cerca de 23 milhões de habitantes.

Cardiologista alerta para medicamentos que aumentam a pressão arterial... Existem medicamentos comuns que podem estar a aumentar a sua pressão arterial muitas vezes sem se dar conta. Desta forma, é preciso estar atento de forma a evitar alguns problemas. Se tem questões de saúde associadas, poderá estar a correr riscos.

Por Noticiasaominuto.com 

Existem medicamentos que por si só aumentam a pressão arterial e que acabam por ter esse objetivo. Noutros casos, há fármacos que acabam por ter esse mesmo efeito, mas que podem revelar-se perigosos em certos casos. Um cardiologista deixou o alerta.

Ao website HealthShots o cardilogista Sameer V. Pagad deu a conhecer alguns dos medicamentos com os quais deve ter algum cuidado. Mais preocupação devem ter as pessoas que precisam de ter estes valores controlados devido a certas condições de saúde.

Medicamentos que aumentam a pressão arterial sem saber

Muitas pessoas sofrem com leituras descontroladas da pressão arterial sem perceber que os medicamentos que tomam para problemas de saúde menores podem estar a contribuir para o aumento dos níveis. Compreender como esses medicamentos afetam o organismo é o primeiro passo para proteger a saúde do seu coração”, começa por dizer o médico.

É o caso de alguns analgésicos, como é o caso do ibuprofeno. “Estes medicamentos podem levar o corpo a reter excesso de líquidos e sódio, o que sobrecarrega os rins. Quando a função renal é afetada, a pressão arterial pode aumentar significativamente.”

Por outro lado, os esteróides podem também ser responsáveis por este aumento. “São fármacos que imitam hormonas, mas podem aumentar a reabsorção de sódio nos rins, o que leva ao acumular de líquidos."

Também os medicamentos para a constipação e tosse acabam por ter alguma influência. Podem reduzir o inchaço nas vias nasais, mas também afetar os vasos sanguíneos no corpo. “Se sofre de hipertensão, é aconselhável verificar os rótulos com atenção e consultar o seu médico antes de tomar este tipo de produtos.”

E será que os antidepressivos podem ter um resultado semelhante? Em alguns casos isto pode mesmo acontecer. “Embora nem todas as pessoas apresentem este efeito, o ideal é controlar os níveis se os estiver a tomar e se for hipertenso.

“No caso de notar picos inexplicáveis ​​de pressão arterial, veja a lista de medicamentos que toma com o seu médico. Nunca interrompa os fármacos prescritos, mas não ignore o que os medicamentos podem estar a causar ao seu coração.”

Evite estes nove hábitos e proteja a saúde do seu coração

Proteger a saúde do seu coração pode ser mais simples do que pensa. Existem alguns hábitos a evitar que fazem toda a diferença. Um cardiologista revela do que se afasta a todo o custo de forma a impedir problemas de saúde mais tarde.

Ao 'website' SheFinds, Nick  West revelou os hábitos com que tem mais precaução e que acabam por dar mais força à sua saúde cardiovascular. 

Veja o que deve evitar.

1- Ser sedentário;

2- Stress;

3- Consumir demasiado açúcar;

4- Fumar;

5- Negligenciar exames médicos;

6- Consumir alimentos fritos;

7- Ignorar a apneia do sono;

8- Consumir muita carne vermelha e alimentos processados;

9- Ingerir álcool em excesso.


Teerão pede "sangue sionista" e de Trump... O 'ayatollah' Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um "derramamento de sangue sionista" e "do sangue de [Donald] Trump", através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 

"Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança", disse, apelando ao "derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: 'Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros'", afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, ato classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", escreveu o responsável nas redes sociais.

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o 'líder supremo' iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA.

Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está a analisar quase 900 mortes adicionais relatadas.

Os contra-ataques do Irão causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois outros militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas, além de outra vítima mortal no Bahrein.


Leia Também: Irão lança nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo

O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.


Portugal: Imigrantes lamentam aumento das taxas da agência para as migrações... As principais associações de imigrantes em Portugal criticaram hoje a subida das taxas da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e pediram que esse aumento seja reinvestido nos serviços e em programas de integração.

Por LUSA 

No início do mês, a AIMA atualizou a tabela de taxas e demais encargos aplicáveis aos procedimentos administrativos do regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do território nacional, com aumentos que em alguns casos superam os 25%, em atos relacionados com autorizações de residência, vistos, renovações ou outros serviços de gestão migratória.

"Esta atualização da tabela já estava prevista e há a indicação de que é uma revisão que fazem periodicamente, mas o importante é que estes aumentos revertam para políticas de integração, o que não temos garantia que suceda", afirmou à Lusa a diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Eugénia Quaresma.

"Ninguém se importa de pagar se o serviço for bem feito e se for bem aplicado o dinheiro", acrescentou a dirigente, que apontou os custos muito elevados para as famílias.

A renovação de residência passa a ter um custo entre 70 e 160 euros e o pedido de nacionalidade portuguesa tem um custo aproximado de 170 euros, enquanto a concessão de autorização de residência para investimento pode custar até 8.418 euros.

"Para os investidores há um grande aumento, mas nas famílias que ganham pouco e são um agregado alargado o custo também é muito grande", considerou Eugénia Quaresma, adiantando que "as taxas devem estar em linha com os vencimentos em Portugal".

Cyntia de Paula, vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, concorda com a crítica e lamenta o grande aumento.

"Esta atualização foi muito elevada, mas o mais grave é que a situação das pessoas migrantes não estão resolvidas. Aumentam-se os valores, mas não se criam de facto estratégias que garantam dignidade, tempo célere e de facto a resolução em tempo útil das autorizações de residência", disse Cyntia de Paula, considerando que isso faz com que muitos imigrantes que iniciaram os processos há muitos anos acabem por pagar verbas atualizadas, por culpa dos atrasos do próprio Estado.

"Isto não significa que os migrantes não querem pagas as taxas, o que querem é a vida resolvida e que lhes garantam dignidade", afirmou a vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, recordando que a AIMA tem tido lucro, entre os custos e as receitas das taxas, tendo atingido 62 milhões de euros.

Timóteo Macedo, presidente da associação Solidariedade Imigrante, recordou que "os preços dos processos de regularização são bastante pesados, quando os imigrantes já contribuem de uma forma imensa para a economia do país e para a sustentação do sistema de segurança social".

"Portugal deveria ter igualdade de tratamento de cidadãos nacionais e de estrangeiros", defendeu Timóteo Macedo, afirmando que os preços praticados "violam o espírito de igualdade do estado de direito democrático".

"Para tratar documentos, não faz sentido que os preços sejam assim tão diferentes. O problema não é da AIMA, é das políticas do Estado português, que explora os imigrantes e a vontade que eles têm de cá viver e trabalhar", acrescentou Timóteo Macedo.


Leia TambémPortugueses retidos no Qatar queixam-se de falta de soluções para sair

Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou hoje à Lusa descontentamento com a falta de "soluções viáveis" para sair da região pelo Governo português.


O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-A, reuniu nesta quarta-feira (04.03) representantes das comunidades muçulmana, católica e evangélica para um momento de partilha e convivência no corte do jejum, reforçando o espírito de unidade e diálogo inter-religioso.

GRAVE ACIDENTE DE VIAÇÃO EM BISSAU ENVOLVENDO VIATURA POLICIAL DEIXA FERIDOS

Por RSM 04.03.2026

Um acidente de viação registado na noite desta quarta-feira, em Bissau, envolvendo uma viatura da quarta esquadra da Polícia e um veículo privado, provocou feridos graves.

Segundo informações recolhidas no local, a viatura policial tentava fazer uma manobra de retorno nas proximidades do Hospital 3 de Agosto quando acabou por colidir com um veículo privado da marca Toyota Prado, que seguia em direção à Praça.

O impacto foi violento e deixou agentes policiais gravemente feridos no local. Todos os ocupantes feridos pertencem à mesma esquadra policial.

Testemunhas relataram à Rádio Sol Mansi que os agentes foram prontamente socorridos e evacuados para o Hospital Nacional Simão Mendes, onde recebem cuidados médicos.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram o número exato de ocupantes que seguiam nas viaturas envolvidas.

O motorista do veículo privada encontra-se sob alçada das autoridades policiais para averiguações.

Recorde-se que, na segunda-feira, foi registado outro grave acidente na mesma localidade, que resultou na morte de estudantes, aumentando o clima de preocupação entre os residentes quanto à segurança rodoviária naquela zona da cidade.

As autoridades ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as causas do acidente desta noite.

Mais desenvolvimentos a qualquer momento.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Explosões foram sentidas em Jerusalém após ataques de mísseis iranianos... Várias explosões foram sentidas hoje em Jerusalém após diversos alertas aéreos também registados em Telavive, Haifa e noutras zonas do norte de Israel, no quinto dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Por LUSA 

Segundo o exército israelita, foram detetados lançamentos de mísseis iranianos em direção a Israel, tendo os sistemas de defesa aérea sido ativados "para intercetar a ameaça".

Os militares reportaram igualmente diversos lançamentos de drones a partir do Líbano, atribuídos ao movimento xiita Hezbollah, acrescentando que a maioria dos aparelhos foi intercetada.

Em Jerusalém, as sirenes de alerta soaram quatro vezes em menos de três horas durante hoje à tarde e várias explosões foram audíveis na cidade.

Na região de Jerusalém, a polícia anunciou o envio de agentes para cinco locais após alertas para a queda de destroços resultantes da interceção de projéteis, que provocaram alguns danos materiais.

As sirenes soaram também em Telavive, no centro do país, bem como em Haifa e noutras zonas do norte de Israel.

O serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel (Magen David Adom) indicou que duas pessoas ficaram feridas sem gravidade após ataques com mísseis perto de Telavive, incluindo um homem na casa dos 30 anos atingido por destroços.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o guia supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

GOVERNO ADOTA MEDIDAS PARA MITIGAR IMPACTOS DO CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE SOBRE A POPULAÇÃO

Por: Aguinaldo Ampa.  JORNAL ODEMOCRATA

O Primeiro‑Ministro, Ilídio Vieira Té, anunciou esta quarta‑feira, 04 de março de 2026, que o Executivo guineense está a acionar todos os mecanismos ao seu alcance para evitar maiores impactos sobre a população, face à subida dos preços dos combustíveis, dos seus derivados e dos produtos de primeira necessidade, em consequência do conflito envolvendo os Estados Unidos da América, Israel e o Irão.

“Neste momento, regista‑se um aumento de 10 cêntimos no preço dos combustíveis em Portugal, mas, na Guiné‑Bissau, os preços mantêm‑se. É preciso fazer tudo o que for necessário para minimizar os impactos na vida da população”, afirmou.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas à margem da Jornada de Divulgação das Contas Externas de 2024, promovida pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), realizada num dos hotéis da capital, Bissau.

Segundo o Chefe do Governo, o atual conflito está a preocupar a comunidade internacional, razão pela qual o Executivo, em concertação com os operadores do setor dos combustíveis, considerado um dos mais sensíveis, está a estudar mecanismos que permitam encontrar soluções adequadas para proteger o mercado interno.

Questionado sobre a existência de reservas suficientes de combustível, o Primeiro‑Ministro informou que as autoridades nacionais estão a trabalhar com os operadores do setor para avaliar se o país dispõe de stock capaz de cobrir um período de dois a três meses.

Anunciou ainda que esta quinta‑feira, 05 de março, chegará ao país uma nova remessa de combustível destinada a reforçar as reservas nacionais, o que poderá permitir ao Governo ganhar margem para procurar soluções sustentáveis.

Instado a pronunciar‑se sobre a campanha de comercialização da castanha de caju, Ilídio Vieira Té reconheceu que o país atravessa um momento de indefinição, devido às incertezas quanto às consequências do atual conflito internacional. Ainda assim, garantiu que a abertura da campanha será realizada em breve, seguindo‑se uma avaliação contínua da evolução da situação, com vista à criação de alternativas de comercialização noutros mercados interessados neste produto estratégico nacional.

“Vamos realizar uma reunião de concertação social, onde serão abordadas as questões dos combustíveis e dos produtos de primeira necessidade, com o objetivo de encontrar soluções. O Governo está preocupado com a situação atual e vai trabalhar arduamente para evitar aumentos repentinos de preços, que podem gerar pânico entre a população guineense”, sublinhou.

Ministro Florentino Mendes Pereira acompanha fase final das obras aeroportuárias

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações  04/03/2026 

No dia 04 de março de 2026, o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de acompanhamento às obras em curso no setor aeroportuário, no quadro do seguimento das ações de modernização das infraestruturas nacionais.

A visita contou com a presença do Diretor-Geral da ASECNA, acompanhado da sua delegação. Da parte do Ministério, integraram igualmente a comitiva o Chefe de Gabinete e o Secretário-Geral. Estiveram ainda presentes o Presidente do Conselho de Administração da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau e o Diretor-Geral da Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres.

As obras encontram-se em fase final de execução, registando avanços significativos, estando a entrega e inauguração previstas para o dia 13 de março de 2026.

Na ocasião, o Ministro visitou igualmente a torre da ASECNA, cuja construção também se encontra bastante avançada, refletindo o empenho do Governo no reforço da segurança da navegação aérea e na melhoria contínua dos serviços aeroportuários na Guiné-Bissau.

Pentágono confirma afundamento de navio de guerra iraniano por submarino... O Pentágono confirmou hoje que um submarino norte-americano torpedeou e afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, classificando o ataque como o primeiro afundamento deste tipo desde a Segunda Guerra Mundial.

Por  LUSA 04/03/2026

"Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano. Estava em águas internacionais e foi afundado por um torpedo", declarou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.

O chefe do Pentágono confirmou que a Marinha norte-americana foi responsável pelo ataque à embarcação iraniana, no contexto da operação militar lançada contra o Irão no sábado.

Hegseth descreveu o ataque como "uma morte silenciosa" e sublinhou que se trata do primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o líder do Pentágono, o incidente demonstra a capacidade e a determinação de Washington para prosseguir a operação militar e vencer o conflito em curso.

A Marinha do Sri Lanka informou que 35 pessoas seguiam a bordo da embarcação iraniana que se afundou a cerca de 40 milhas náuticas (aproximadamente 74 quilómetros) a sul da ilha.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos assegurou que Washington está a "vencer decisivamente" a guerra contra o Irão.

"Os EUA estão a ganhar de forma decisiva, devastadora e impiedosa. Esta nunca foi a intenção que fosse uma luta justa", disse Hegseth, acrescentando que a operação Fúria Épica empregou "o dobro do poder aéreo" da campanha do Iraque em 2003 e tem uma intensidade sete vezes superior aos bombardeamentos realizados contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.

Hegseth informou ainda que mais bombardeiros e aviões de combate estão a ser destacados para a região e que, após obter "controlo total dos céus", os Estados Unidos vão começar a utilizar bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser.

Na mesma conferência de Imprensa, Dan Caine indicou que a capacidade iraniana de lançamento de mísseis balísticos diminuiu 86% desde o início dos combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas.

Segundo o militar, o lançamento de drones de ataque unidirecional também caiu 73% no mesmo período.

Caine explicou que o Comando Central dos Estados Unidos passou de grandes ataques com munições de longo alcance, lançadas fora do alcance inimigo, para operações de precisão realizadas diretamente a partir do interior do Irão.

De acordo com o Pentágono, seis militares norte-americanos morreram até agora em consequência da resposta militar iraniana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva continuará durante várias semanas até que sejam destruídas as capacidades iranianas de mísseis, marinha e programa nuclear, advertindo que a "grande onda" de ataques ainda não foi lançada e poderá ocorrer "muito em breve".


Leia Também: Turquia adverte Teerão que responderá a atos hostis

O Governo turco advertiu hoje o Irão que responderá a atitudes hostis, depois de as defesas aéreas da NATO no país terem intercetado um míssil balístico iraniano cujos destroços caíram na Turquia.


Guarda Revolucionária ameaça colapso de infraestruturas militares e económicas... A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaçou hoje que o conflito provocado pelos Estados Unidos "terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região".

Por LUSA 

"A continuação das intrigas e enganos dos americanos na região terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região", afirmou o corpo militar de elite num comunicado divulgado pela agência Tasnim.

O Irão respondeu à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra Teerão atacando o Estado judaico, alvos dos EUA em países como a Arábia Saudita e o Bahrein, bem como instalações energéticas na região.

Os Guardas Revolucionários também se gabaram de terem provocado "a fuga" de militares norte-americanos no Qatar e no Bahrein.

"O maior exército, o mais caro e mais convencido do mundo está a fugir da região", alegaram.

O quinto dia da guerra começou com novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos em Teerão, nas cidades de Shiraz (sul) e de Isfahan (centro).

Na terça-feira, Israel atacou três aeródromos no Irão, incluindo o Aeroporto Internacional de Mehrabad, que, apesar do nome, é usado para voos domésticos.

O número de mortos em solo iraniano subiu hoje para 1.045 pessoas, indicou a agência pública Fundação dos Mártires e os Assuntos dos Veteranos.

Os números continuam provisórios devido às restrições de acesso, à quase total interrupção da internet e às dificuldades na verificação independente no terreno.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão lançou ataques de retaliação contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas também a outros países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Chipre (membro da União Europeia) e Turquia (membro da NATO).

Teerão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos já fizeram mais de mil mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.


Leia Também: Dois navios europeus atacados no Estreito de Ormuz

Dois navios, um porta-contentores de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados no estreito de Ormuz no âmbito da guerra entre EUA e Israel contra o Irão, anunciaram hoje as autoridades marítimas.


Quinto dia de ofensiva no Irão: Fique a par dos últimos desenvolvimentos... O Irão continua, pelo quinto dia consecutivo, sob bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel, que tornaram Teerão numa cidade-fantasma, mas reivindica o controlo do estreito de Ormuz e continua a atacar locais por todo o Golfo Pérsico.

Por LUSA 

A guerra no Médio Oriente espalha-se e aprofunda-se, à medida que Telavive avança cada vez mais no Líbano e os europeus fogem dos vários países da região onde o Irão ataca locais com ligações aos seus países agressores.

Na capital iraniana, onde os poucos residentes que ainda não fugiram permanecem confinados às suas casas, será hoje realizado o funeral de Estado para Ali Khamenei, o líder supremo do país nos últimos 36 anos e que foi morto no ataque inicial dos Estados Unidos e Israel, realizado no sábado.

Funeral do líder supremo

O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início às 22:00 de hoje (18:30 em Lisboa) e vai durar três dias.

Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.

O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação".

Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo.

Mercados em alerta

Face ao cenário cada vez mais crítico no Médio Oriente, os mercados asiáticos caíram hoje a pique, com a bolsa de Seul a descer 12% e a suspender temporariamente as negociações, enquanto os preços do petróleo subiam, aguardando desenvolvimentos do estratégico Estreito de Ormuz.

O tráfego marítimo na região continua paralisado, e a Guarda Revolucionária, a força responsável pelas operações externas do Irão, afirmou ter o "controlo total" do estreito, por onde transitam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

O preço do petróleo Brent subiu hoje mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação.

O novo porta-voz e conselheiro sobre questões de segurança regional do Irão, Ebrahim Jabbari, prometeu "queimar qualquer navio" que tentasse atravessar o estreito, ao mesmo tempo que o conselheiro do 'ayatollah' Mohammad Mokhbar avisou que o Irão está preparado para "continuar a guerra durante o tempo que for preciso".

Destruição em grande escala

O Presidente dos Estados Unidos afirmou ter atingido, desde sábado, "quase 2.000 alvos" e "destruído tudo", além de reclamar que já matou a maioria das autoridades que estavam na sua mira.

Enquanto isso, o exército israelita também intensificou os seus ataques "em grande escala" contra "alvos do regime terrorista iraniano" e abateu um avião de guerra iraniano sobre a capital.

Entre os locais atingidos estavam centros de poder, como ministérios, tribunais e o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, mas também o Aeroporto Mehrabad de Teerão, que opera principalmente voos domésticos, e o histórico Palácio Golestan, uma das atrações turísticas da capital.

Avanço de Israel no Líbano

Israel também está a combater na frente libanesa, onde alargou o âmbito dos seus ataques, visando a área em redor do palácio presidencial, perto de Beirute, e noutras áreas a sul da capital, bem como bastiões do movimento xiita apoiado pelo Irão Hezbollah.

Em Hazmieh, um subúrbio cristão de Beirute junto ao palácio e a várias missões diplomáticas, imagens divulgadas pela agência de notícias francesa AFP mostraram o edifício de um hotel com quartos destruídos e feridos a receber assistência na receção.

O Líbano foi arrastado para a guerra regional na segunda-feira, depois de o movimento xiita ter lançado o seu primeiro ataque contra Israel, alegando que queria vingar a morte de Ali Khamenei.

No total, cerca de 60 pessoas foram mortas e mais de 58 mil foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.

Evacuações em Massa

Cerca de 9.000 norte-americanos abandonaram o Médio Oriente desde o início das hostilidades e vários países europeus -- como França, Alemanha e Reino Unido - organizaram voos para repatriar os seus cidadãos.

Milhares de voos foram cancelados e muitos turistas ficaram retidos.

Do lado iraniano, a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano anunciou na terça-feira mais de 780 mortes desde o início da guerra, enquanto o Pentágono dá conta de seis militares norte-americanos mortos.

Em Israel, de acordo com os serviços de resgate, 10 pessoas morreram devido a ataques aéreos iranianos.

No início do ataque, Donald Trump pediu ao povo iraniano que derrubasse a República Islâmica, estabelecida em 1979.

O exército israelita afirmou ter atingido uma instalação militar subterrânea secreta pertencente ao programa nuclear iraniano, localizada na região de Teerão.

Irão mantém ataques no Golfo

Teerão continua os seus ataques contra alvos norte-americanos, particularmente nos países do Golfo, e contra alvos israelitas.

Estes ataques resultaram em nove mortes nas monarquias da região, incluindo a de uma menina de 11 anos morta na quarta-feira por destroços que caíram numa zona residencial do Kuwait.

Mísseis e foguetões iranianos também atingiram embaixadas norte-americanas e causaram danos e incêndios em locais icónicos como The Palm, a emblemática ilha artificial do Dubai.

Este é um grande golpe para estes destinos, considerados entre os mais seguros do Médio Oriente e que albergam infraestruturas energéticas vitais para a produção global de hidrocarbonetos.


Leia Também:  Israel reivindica abate de avião e estima que Teerão mantém capacidades

O Exército israelita anunciou hoje ter abatido um caça iraniano Yak-130 sobre Teerão, acrescentando que o Irão ainda possui "capacidades significativas" para lançar mísseis contra Israel.



Moscovo acusa Kyiv de ataque a navio com gás afundado ao largo da Líbia... A Rússia acusou hoje a Ucrânia de ter atacado com drones subaquáticos um navio cargueiro russo que transportava gás liquefeito e se afundou na terça-feira ao largo da Líbia, após uma série de explosões a bordo.

Por LUSA 

Em comunicado, o ministro dos Transportes da Federação Russa declarou que o navio Arctic Metagaz foi alvejado com material pertencente a Kyiv, adiantando que todos os 30 elementos da tripulação estão sãos e salvos.

As autoridades da Líbia tinham confirmado o naufrágio em águas territoriais do país de um cargueiro com gás natural liquefeito da chamada 'frota fantasma', usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.

A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total".

O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.

O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.

A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.


Leia Também: Ucrânia: Adesão à UE em 2027 seria garantia de segurança, mas exige reformas

A embaixadora ucraniana em Lisboa defendeu hoje perante o parlamento português que a adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027 seria "uma garantia de segurança e estabilidade", reconhecendo a necessidade de várias reformas, nomeadamente no Estado de Direito.


Timor nomeia Natália Carrascalão representante permanente na CPLP... O Presidente timorense, José Ramos-Horta, nomeou hoje a embaixadora Natália Carrascalão representante permanente de Timor-Leste na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo o decreto presidencial divulgado no Boletim Oficial.

Por  LUSA 
Natália Carrascalão estava atualmente a exercer funções de assessora na Presidência timorense e substitui no cargo a embaixadora Laura Abrantes.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau, na sequência de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, após o golpe de Estado no país que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro.

No mesmo Boletim Oficial, foi publicado outro decreto presidencial que nomeia a atual chefe da Casa Civil da Presidência e antiga provedora dos Direitos Humanos e da Justiça timorense, Jesuína Maria Ferreira Gomes, para o cargo de vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O cargo não faz parte na atual orgânica do Governo timorense, que no caso do Ministério dos Negócios Estrangeiros inclui apenas, além do ministro, a vice-ministra para os Assuntos da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, sigla em inglês).

A cerimónia de tomada de posse decorre quinta-feira no Palácio da Presidência, em Díli.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, presidiu nesta quarta-feira (04.03) à cerimónia de abertura da Jornada de Difusão das Contas Externas da Guiné-Bissau relativas ao ano de 2024. A atividade do BCEAO tinha como objetivo apresentar os dados atualizados sobre a posição externa do país, incluindo balança de pagamentos e outros indicadores macroeconómicos, junto de membros do Governo, técnicos e parceiros institucionais.


Estados Unidos testam novo drone kamikaze em ataques no Irão... Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.

Por LUSA 

O Pentágono confirmou que o drone, denominado LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System ou Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo) está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro.

O Exército norte-americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed-136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.

O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.

"Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos", afirmou o Centcom nas redes sociais.

De acordo com as autoridades militares norte-americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.

Nas operações na Ucrânia, a Rússia transformou o Shahed-136 no drone de ataque preferido, ao ponto de passar a produzir a própria versão da aeronave não tripulada, denominada Geran-2, com transferência de design e apoio iraniano.

As características do Shahed-136 são as que levaram tanto a Rússia como os Estados Unidos a decidirem copiar o design.

Os drones Shahed-136 são concebidos para voar até um alvo programado e detonar a carga explosiva. O aparelho mede cerca de 3,5 metros de comprimento, pesa cerca de 200 quilos e pode transportar uma ogiva explosiva com entre 40 e 60 quilos.

Com um design de asa delta, é propulsionado por um motor colocado na parte traseira e conta com uma antena para o sistema global de navegação por satélite, seja o GPS norte-americano, o russo Glonass ou o chinês BeiDou. Alguns especialistas apontam que a aeronave tem uma autonomia de até 2.000 quilómetros.

O que realmente transformou o Shahed-136 num sucesso é o baixo custo e a facilidade de produção em massa. Analistas estimam que cada unidade custa ao Irão cerca de 20 mil dólares (17,2 mil euros), muito inferior ao de sistemas não tripulados mais avançados, como o MQ-9 Reaper, norte-americano, cujo preço pode ultrapassar os 20 milhões de dólares (17,2 milhões de euros).

Esta diferença permite lançar grandes quantidades de drones para saturar defesas aéreas inimigas ou atacar vários alvos em simultâneo, uma estratégia conhecida como "massa acessível", que ganha cada vez mais peso na doutrina militar moderna.

Os Estados Unidos adaptaram esse conceito para criar o LUCAS, embora com algumas modificações, tendo o modelo sido desenvolvido pela empresa norte-americana SpektreWorks utilizando exemplares do Shahed.

O alcance e carga útil não foram revelados pelas autoridades militares norte-americanas, que, no entanto, indicaram que o custo unitário ronda os 35 mil dólares (30,2 mil euros).

O analista militar canadiano Shahryar Pasandideh destacou que o design do LUCAS é "mais modular" do que o equivalente iraniano, o que permitiria integrar diferentes cargas úteis ou sistemas de comunicações e controlo.


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O Exército israelita anunciou hoje à noite que lançou uma nova "ampla vaga" de ataques contra o Irão, depois de a República Islâmica ter lançado três grandes bombardeamentos com mísseis em território israelita nas últimas horas.


Cuba prolonga até abril aviso de escassez de combustível em todos os aeroportos... A situação levou ao cancelamento temporário de voos de companhias canadianas e russas, enquanto outras reduziram frequências.

Por  SIC Notícias Com LUSA

As autoridades cubanas prolongaram até 10 de abril o aviso de escassez de combustível em todos os aeroportos, devido ao embargo petrolífero norte-americano.

O aviso oficial (NOTAM) aos pilotos e controladores de tráfego aéreo difundido na terça-feira pelas autoridades cubanas especifica que a escassez de querosene afeta todos os aeroportos internacionais, sendo a notificação válida por um mês.

O anterior aviso, emitido a 10 de fevereiro, tinha a validade de um mês.

Após este anúncio, todas as companhias aéreas canadianas e russas cancelaram temporariamente os seus voos para a ilha.

As companhias aéreas espanholas, mexicanas e panamianas introduziram paragens técnicas e, em alguns casos, reduziram a frequência dos voos.

Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano em janeiro, após a captura pelos Estados Unidos do ex-Presidente Nicolás Maduro, aliado de Havana, e Trump ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.

No entanto, na semana passada, o Governo dos Estados Unidos relaxou o bloqueio petrolífero imposto a Cuba e autorizou a reexportação de petróleo venezuelano para a ilha, com certas restrições e através do setor privado.

O Gabinete de Direitos Humanos da ONU assinalou há alguns dias que o bloqueio dos Estados Unidos viola a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, além de provocar o desmantelamento do sistema alimentar, sanitário e de abastecimento de água na ilha.

O Presidente norte-americano afirmou na semana passada que está a considerar uma "tomada de controlo pacífica" de Cuba, sem especificar detalhes.

"O Governo cubano está a dialogar connosco e, como sabem, enfrenta problemas muito graves. Não têm dinheiro, não têm nada neste momento, mas estão a dialogar connosco e talvez venhamos a assistir a uma tomada de controlo pacífica de Cuba", disse Donald Trump à imprensa.

"Desde pequeno que ouço falar de Cuba. Todos queriam uma mudança, e posso ver que isso está a acontecer", disse Trump, acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, "está a tratar disso".

As declarações do Presidente republicano ocorrem num contexto de fortes tensões entre Washington e Havana devido ao bloqueio de petróleo à ilha, e poucos dias após a operação realizada por Cuba esta semana contra uma lancha proveniente da Florida que supostamente violou as suas águas e contra a qual as autoridades abriram fogo, causando a morte de quatro tripulantes.

A incursão de uma lancha rápida na quarta-feira com dez pessoas armadas a bordo, foi descrita por Havana como "uma tentativa de infiltração com fins terroristas".

terça-feira, 3 de março de 2026

Reino Unido suspende concessão de vistos de estudo a cidadãos de quatro países... A medida entra em vigor a 26 de março e surge num contexto de recordes nos pedidos de asilo e pressão política para reduzir a imigração. O governo justifica a decisão com o aumento de 470% nos pedidos de estudantes destes países entre 2021 e 2025.

Por SIC Notícias Com Lusa
O Governo britânico anunciou, na terça-feira, que vai deixar de conceder vistos de estudo a afegãos, camaroneses, birmaneses e sudaneses, e alguns vistos de trabalho a afegãos, devido ao aumento de abusos no sistema.

"O nosso sistema de vistos não deve ser abusado. É por isso que estou a tomar a decisão sem precedentes de negar vistos aos cidadãos que procuram explorar a nossa generosidade", disse a secretária do Interior britânica, Shabana Mahmood, citada num comunicado do Ministério do Interior.

A decisão entrará em vigor a 26 de março, especificou o ministério.

O anúncio surge numa altura em que o governo trabalhista de Keir Starmer prometeu reduzir a imigração legal e ilegal, no meio da ascensão do partido anti-imigração Reform UK.

Os pedidos de asilo no Reino Unido atingiram um máximo histórico em 2024 (108.138 pedidos) antes de diminuírem ligeiramente em 2025 (100.625).

Londres justifica a decisão afirmando que os pedidos de asilo de pessoas que entraram legalmente no país "mais do que triplicaram desde 2021", atingindo quase 133.760.

Os pedidos de estudantes do Afeganistão, Camarões, Myanmar e Sudão aumentaram 470% entre 2021 e 2025, segundo o Ministério do Interior.

Os vistos de trabalho qualificado para afegãos também serão agora negados.

"São necessárias medidas drásticas"

Segundo o Ministério do Interior, "são necessárias medidas drásticas", dado que o apoio financeiro aos requerentes de asilo custa anualmente aos contribuintes britânicos "mais de 4 mil milhões de libras" (4,6 mil milhões de euros).

Em novembro, o governo trabalhista anunciou uma ampla reforma da política de asilo, para desencorajar a chegada de migrantes que atravessam o Canal da Mancha em pequenas embarcações.

A reforma, cujas disposições ainda têm de ser votadas no Parlamento, estipula, principalmente, que os refugiados terão de esperar 20 anos antes de poderem solicitar residência permanente.

Desde segunda-feira, o estatuto de refugiado no Reino Unido passou a ser concedido por um período renovável de 30 meses, em vez dos cinco anos anteriores, a todos os novos requerentes.