quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ucrânia: Merz critica Moscovo por usar violência em vez da negociação... O chanceler alemão, Friederich Merz, condenou hoje a Rússia pela ofensiva aérea intensiva na Ucrânia nos últimos dias, que "mostra que Moscovo está a optar pela escalada em vez da negociação" de paz.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  14/05/2026 

"Kyiv e os seus parceiros estão prontos para negociações que visam uma paz justa. A Rússia, no entanto, continua a guerra", criticou o líder alemão nas redes sociais. 

Os ataques russos desta manhã provocaram pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kyiv, segundo as autoridades de emergência, que continuavam as buscas por dezenas de desaparecidos.

No seguimento de três dias consecutivos de ataques russos, o Governo ucraniano pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

"Instruí que uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU seja convocada imediatamente e que outros fóruns internacionais sejam utilizados para responder aos assassínios de civis ucranianos e aos ataques contra pessoal humanitário pela Rússia", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia nas redes sociais.

Andriy Sybiga relatou que a Rússia lançou 675 drones e 56 mísseis contra Kyiv nas últimas 24 horas, marcando o maior ataque desde o cessar-fogo acordado durante as celebrações, no passado fim de semana em Moscovo, do 81.º aniversário do Dia da Vitória das forças soviéticas sobre a Alemanha nazi.

"Um terrorismo russo de tal escala exige fortes respostas internacionais, e apelo a todos os Estados para que reajam", reforçou Sybiga, que convidou o corpo diplomático para visitar um dos locais mais atingidos pelos ataques russos na sexta-feira, dia de luto oficial na capital ucraniana.

O chefe da diplomacia de Kyiv justificou que "o mundo precisa ver a resposta da Rússia" às propostas de paz de Kiev e "agir em conformidade".

Além do chanceler alemão, outros líderes europeus já condenaram os últimos ataques russos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acusou a Rússia de "ridicularizar abertamente" os esforços diplomáticos para paz na Ucrânia, enquanto o Presidente francês, Emmanuel Macron, apontou "uma prova da fraqueza" do Kremlin, que não sabe como colocar um "fim à guerra de agressão".

Esta vaga de ataques surgiu no rescaldo de um breve cessar-fogo marcado por acusações de violações entre as duas partes, e quando as negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos continuam sem avanços.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com os dois lados afastados sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.


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A Rússia levou a cabo o seu maior ataque aéreo na Ucrânia, com centenas de drones e mísseis. Foi o maior num período de dois dias desde o início da guerra. Pelo menos 15 pessoas foram mortas.

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