quinta-feira, 14 de maio de 2026

Rubio frisa que política dos EUA sobre Taiwan "não mudou"... O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, frisou hoje que a política dos Estados Unidos em relação a Taiwan "não mudou" após a reunião entre o Presidente Donald Trump e o homólogo chinês, Xi Jinping.

© Stefano RELLANDINI / POOL / AFP via Getty Images    Por  LUSA   14/05/2026 

Numa entrevista à NBC News, durante a deslocação à China com o Presidente norte-americano, Rubio advertiu que seria "um erro terrível" Pequim tentar tomar Taiwan pela força.

O secretário de Estado norte-americano evitou, contudo, comentar o aviso de Xi de que divergências sobre a ilha autónoma poderiam conduzir a um confronto e afirmou que a China levanta sempre a questão de Taiwan nas conversações.

"A política dos Estados Unidos sobre a questão de Taiwan mantém-se inalterada até hoje e após a reunião que tivemos aqui hoje. O tema foi abordado. Eles levantam-no sempre da parte deles. Nós deixamos sempre clara a nossa posição e passamos aos restantes assuntos", declarou Rubio.

Xi advertiu hoje Trump de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, segundo a televisão estatal chinesa.

"A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito", declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Trump chegou na quarta-feira a Pequim para iniciar dois dias de conversações com o Presidente chinês.

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) aprovado para a ilha.

Pequim insiste que a questão "não pode ser evitada" e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é "tão firme como uma rocha" e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o "bem mais precioso" de Taiwan e que o povo taiwanês "sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede".

"O povo taiwanês nunca recuou perante os crescentes desafios externos e nunca se submeterá à pressão. Taiwan é uma nação soberana e independente [...]. Nenhuma tentativa de isolar Taiwan alterará a nossa determinação em participar na comunidade internacional", sublinhou ainda o líder da ilha, numa mensagem em vídeo.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre as Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.

Além de abordar a questão da venda de armas, Xi poderá também aproveitar o encontro com Trump para tentar alterar a posição oficial de Washington em relação a Taiwan, seja promovendo uma declaração de oposição à independência de Taiwan, seja procurando uma formulação mais favorável à posição chinesa sobre a chamada 'reunificação'.

Xi tem uma visita recíproca planeada para setembro, que será a primeira aos Estados Unidos desde que Trump reassumiu o cargo em 2025.


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O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que as aspirações da "grande revitalização" da China são compatíveis com as de "tornar a América grande novamente", como é conhecido o movimento MAGA ("Make America Great Again") promovido por Donald Trump.

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