© Getty Images/KAWNAT HAJU / AFP Por LUSA 15/07/2026
"Os ataques traiçoeiros do Irão contra o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia revelam a sua determinação em arrastar a região para um caos e instabilidade ainda maiores e os seus ataques às infraestruturas constituem uma escalada perigosa que a comunidade internacional não pode ignorar", disse o secretário-geral do CCG, Jassem al-Budawi, num comunicado.
Os ataques com mísseis realizados pelo Irão contra o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia intensificaram-se nos últimos dias, como retaliação pelos bombardeamentos dos Estados Unidos ao território iraniano.
Al-Budawi alertou que estas "agressões", particularmente as que visam "infraestruturas civis e instalações vitais, não só ameaçam os países afetados, como também têm impacto direto na segurança de toda a região".
O secretário-geral do CCG "exortou a comunidade internacional a adotar medidas práticas e dissuasoras para garantir o fim dos repetidos ataques iranianos e responsabilizar os agressores, a fim de preservar a segurança e a paz regionais e evitar uma maior escalada do conflito".
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Omã ---, assim como a Jordânia, são todos aliados dos Estados Unidos e possuem bases militares ou presença militar norte-americana nos seus territórios ou nas suas águas. Algumas destas nações assinaram acordos de defesa com Washington.
A maioria destes países, quase todos ricos em petróleo e gás, denunciou nos últimos dias o aumento dos ataques da Guarda Revolucionária iraniana contra os seus territórios ou interesses, especialmente o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, que divulgaram a interceção de mísseis ou "objetos aéreos" iranianos quase diariamente.
Os últimos ataques ocorrem após a reimposição, na terça-feira, do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz --- por onde passa 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural liquefeito em tempo de paz --- quando ocorre uma nova escalada do conflito.
A guerra voltou a intensificar-se desde a semana passada, quando Trump terminou o acordo de cessar-fogo com o Irão, assinado em 17 de junho, alegando os persistentes ataques de Teerão a navios que passam pelo estreito de Ormuz.
O conflito teve início em fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizam uma ofensiva conjunta contra o Irão.
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O Irão negou hoje ligações às forças huthis do Iémen e rejeitou as acusações de que teria transferido armas para os insurgentes em violação das resoluções do Conselho de Segurança.


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