© Omer Messinger/Getty Images Por LUSA 15/07/2026
"Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações", afirmou Nauseda numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP).
O líder lituano disse que os ataques deverão ser seletivos e que as informações disponíveis "não apontam um local nem um momento concretos".
"Isso, simplesmente, é impossível de determinar", afirmou.
"É possível que a outra parte [Rússia] nem sequer tenha completado o processo de planeamento, e que nós apenas conheçamos a existência desse planeamento ou o objetivo que persegue", admitiu.
Nauseda disse que as informações dos serviços secretos se referem a "operações cinéticas, não de grande escala, mas seletivas", provavelmente "dirigidas contra infraestruturas críticas".
O dirigente báltico referiu que a Lituânia se está a preparar para uma ampla gama de possíveis ataques que poderiam perturbar o funcionamento de infraestruturas-chave, como a de energia.
"Qualquer coisa que possa impedir o funcionamento destas instalações é importante, já que não só são importantes em si mesmas, mas também porque garantem o funcionamento de todo o sistema, em particular a nossa sincronização com a rede elétrica da Europa continental", acrescentou.
Este tipo de mensagens de aviso tem sido feito por diferentes países europeus desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Em junho, a Letónia também alertou para a possibilidade de a Rússia realizar ações de guerra híbrida contra os países bálticos e a Polónia.
Varsóvia atribuiu à Rússia vários incidentes e sabotagens, como o que afetou a linha ferroviária polaca usada para transportar ajuda para a Ucrânia no final de 2025.
Na altura, o primeiro-ministro, Donald Tusk, considerou que Moscovo tinha "atravessado uma certa linha" com estas ações e referiu-se aos incidentes como "terrorismo de Estado".
Os três países bálticos, Lituânia, Letónia e Estónia, são simultaneamente membros da União Europeia e da NATO, tal como a Polónia.
A Estónia e a Letónia partilham fronteiras com a Rússia, enquanto a Lituânia tem como vizinho, no sul, o enclave russo de Kaliningrado.
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O Presidente da Lituânia afirmou hoje que o país deve participar plenamente na estratégia de dissuasão nuclear ocidental face à Rússia, admitindo a possibilidade de receber armas nucleares no território.

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