© Adam Bilal/Anadolu via Getty Images Por LUSA 27/06/2026
"Em resposta à agressão, a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atacou vários locais onde o exército terrorista norte-americano estava acantonado na região", informou o braço militar iraniano, em declarações recolhidas pela cadeia de televisão pública iraniana, IRIB.
A Guarda Revolucionária garantiu que a Casa Branca violou o artigo cinco do pré-acordo de paz alcançado na semana passada e destacou que os ataques dos Estados Unidos "receberam a resposta necessária". "Continuará a ser assim", acrescentaram, se os ataques continuarem.
"Se a infração se repetir, a nossa resposta será mais contundente", concluiu.
Esta troca de declarações aconteceu horas depois de as forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) terem atacado instalações no Irão, como resposta ao navio atingido por um míssil na passada quinta-feira junto à costa de Omã.
Relativamente à resposta dos Estados Unidos, meios iranianos, incluindo a agência de notícias IRNA e a televisão estatal IRIB, noticiaram que houve várias explosões no porto de Sirik, uma localidade da província de Hormozgão, junto ao estreito de Ormuz, que também abriga uma base militar.
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou na quinta-feira que um cargueiro foi danificado por um projétil de origem desconhecida no estreito.
A reabertura imediata do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos produtos petrolíferos mundiais antes da guerra, está incluída no memorando de entendimento assinado na semana passada por Washington e Teerão, que levou à suspensão das hostilidades e abertura de negociações de paz.
Como resultado do ataque contra o cargueiro, a Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu o seu plano que estava em execução para retirar cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico desde o bloqueio imposto no estreito de Ormuz, como resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a Republica Islâmica.
O plano permitiu a retirada de 115 navios com cerca de 2.500 tripulantes do Golfo Pérsico desde terça-feira, informou na sexta-feira a OMI.
O Irão, por sua vez, insistiu na sexta-feira que os navios que transitam pelo estreito de Ormuz devem seguir as rotas estabelecidas pela República Islâmica.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), organismo criado pelo Irão para gerir o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, alertou em comunicado que "a navegação de embarcações fora das rotas designadas não está coberta pela Garantia de Trânsito Seguro".
Ao abrigo do memorando, Estados Unidos e Irão vão prosseguir negociações com vista a alcançar um acordo de paz definitivo, centradas no futuro do estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.
O diálogo encontra-se porém ameaçado pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.
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O vice-presidente dos EUA, JD Vance, avisou na sexta-feira que os Estados Unidos vão responder a qualquer ataque do Irão com violência, após as forças norte-americanas terem atingido alvos iranianos.


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