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Bissau, 12 mar 2026 (RDN) - O Ministério Público pediu a prisão preventiva do motorista suspeito de provocar o acidente de viação que matou três alunos do Centro Escolar Atadamum, em Bissau.
A informação consta numa nota de imprensa divulgada esta quinta-feira pelo Gabinete de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.
Segundo a nota, o pedido foi apresentado ao Juiz de Instrução Criminal na última terça-feira, 10 de março, após a conclusão do debate instrutório.
O acidente ocorreu no dia 2 de março, na Avenida João Bernardo Vieira, no Bairro Internacional, momentos depois da saída dos alunos do primeiro turno.
No total, 15 estudantes foram atropelados, resultando em três mortos e doze feridos.
As investigações apontam para desatenção do motorista, excesso de velocidade e violação grave das regras de circulação rodoviária.
Caso os factos sejam confirmados em tribunal, o suspeito poderá responder pelo crime de condução perigosa, punível com pena de um a cinco anos de prisão, além de multa e eventual indemnização às famílias das vítimas.
Entretanto, no caso da criança alegadamente queimada pelo seu encarregado de educação, no bairro de Empantcha, o Ministério Público também solicitou a aplicação da medida de prisão preventiva.
Contudo, o Juiz de Instrução Criminal rejeitou o pedido e aplicou a medida de Termo de Identidade e Residência, obrigando o arguido a apresentar-se duas vezes por semana no tribunal.
Assim, ao contrário do que circula nas redes sociais, o suspeito foi libertado por decisão judicial.
Ainda nesta quinta-feira, 12 de março, o Ministério Público apresentou igualmente um pedido de prisão preventiva contra um cidadão suspeito de homicídio ocorrido no dia 10 deste mês, no setor de Prábis, na região de Biombo.
Segundo as autoridades, a vítima terá sido mortalmente agredida com golpes de garrafa.
Se for condenado por homicídio qualificado, o suspeito pode enfrentar uma pena de até 30 anos de prisão.

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