quinta-feira, 12 de março de 2026

Ataques de drones? "Não existe tal ameaça do Irão aos EUA. Nunca existiu"... A Casa Branca negou hoje a existência de uma ameaça de ataque com drones iranianos ao território dos Estados Unidos (EUA).

Por LUSA 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt refutou uma notícia publicada na quarta-feira pelo canal televisivo ABC News, segundo a qual o FBI (agência de serviços secretos internos norte-americana) terá avisado os departamentos de polícia da Califórnia de que o Irão estaria a planear ataques com drones, em retaliação pela ofensiva norte-americana à República Islâmica.

"Para que fique claro: Não existe tal ameaça do Irão ao nosso país e nunca existiu", escreveu Leavitt na rede social X.

A porta-voz da presidência dos Estados Unidos esclareceu que a notícia tinha como base um e-mail enviado às autoridades locais da Califórnia sobre "uma pista não-verificada" - um "facto fundamental" que a estação "omitiu" no seu artigo.

"A ABC News deveria retratar-se imediatamente por esta publicação", sustentou.

Questionado sobre essa alegada ameaça à Califórnia, o estado do país com mais população iraniana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quarta-feira estar em curso uma investigação.

Por seu lado, o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, confirmou que responsáveis federais alertaram o estado para a situação, mas indicou mais tarde não existir uma "ameaça iminente".

A guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão levou o FBI a elevar o nível de alerta terrorista em território norte-americano, com o objetivo de impedir potenciais ataques de retaliação à ofensiva.

Os Estados Unidos e Israel justificaram a campanha de ataques aéreos com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, já substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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Os ataques israelo-americanos no Irão resultaram em cerca de 1.300 mortos e 17.000 feridos, causando um êxodo de iranianos que fogem do país. Entre as vítimas civis destaca-se o bombardeamento de uma escola feminina que matou pelo menos 160 meninas, levando senadores democratas americanos a exigirem investigação.


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