quarta-feira, 15 de julho de 2026

Aberto Seminário de Reforço de Capacitação no Domínio da Instrução.

 

Por FARP Guiné-Bissau     15.07.2026

Durante 10 dias úteis, instrutores de diferentes Unidades Militares serão capacitados para a 2ª Fase da Preparação Combativa 2026. 

O Chefe de Divisão de Educação Cívica Moral e Patriótica, Coronel José Buam Bissorã em representação do CEMGFA, preside no dia 13 de Julho de 2026, abertura de Seminário de Reforço de Capacitação no domínio de Instrução durante o período da implementação do Plano da Preparação Combativa 2026. 

O ato decorre no salão anfiteatro João Bernardo Viera, no Estado-maior General das Forças Armadas.

FA/IM 15.07.2026

Inspeção interministerial encerra 18 unidades de empacotamento de água em Bissau por irregularidades

Por Radio TV Bantaba 

A equipa interministerial de inspeção, integrada por inspetores e pela ACOBES, sob coordenação do Ministério dos Recursos Naturais, encerrou 18 estabelecimentos de empacotamento de água em sacos plásticos na cidade de Bissau, no quinto dia da operação de fiscalização.

Segundo o balanço divulgado esta terça-feira, as unidades foram encerradas por apresentarem diversas irregularidades, nomeadamente falta de condições de higiene, ausência de equipamentos de proteção individual, inexistência de controlo da qualidade da água e captação de água sem furo próprio.

As autoridades afirmam que as inspeções revelaram um estado precário em várias unidades de produção, colocando em risco a saúde pública.

O Ministério dos Recursos Naturais garantiu que a operação de fiscalização será alargada a outros bairros de Bissau e às regiões do interior do país, reforçando que não será permitida a comercialização de água sem o cumprimento das normas de segurança e higiene.

Entre os estabelecimentos encerrados constam: Água Céu, Água Nossa, Água Nova, Água Saltinho, Água São Paulo, Água Djál Turre, Água Nha Terra, Água do Povo, Água Albark, Água Barradji, Água Madina de Boie, Água Saúde, Água Única, Água Viva Sarr, Água Ponto, Água Divina, Água Rama e Água Bim Bibi.

CPLP condena veementemente prisão preventiva de Domingos Simões Pereira na Guiné-Bissau

Por  correiodamanhacanada.com

 Lisboa, 15 jul 2026 (Lusa) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) condenou hoje “veementemente” a prisão preventiva do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e apelou à sua libertação imediata e incondicional.

Em comunicado, a CPLP recomendou a “retoma urgente da ordem constitucional”, considerando esta uma “condição indispensável para a plena reposição da paz e a estabilidade” na Guiné-Bissau, país que se encontra suspenso da organização.

A CPLP reafirmou ainda “o seu firme compromisso na defesa dos princípios e valores basilares do Estado de direito democrático consagrados nos seus atos fundacionais, que caracterizam a Comunidade”.

Domingos Simões Pereira está detido desde sexta-feira nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, após um período em prisão domiciliária.

Malásia vai deportar todos os israelitas que entrem no país... O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, ameaçou hoje deportar qualquer cidadão israelita encontrado no país asiático de maioria muçulmana, já que Kuala Lumpur não reconhece Israel, a quem acusa de crimes contra o povo palestiniano.

© Lusa    15/07/2026 

Segundo a agência de notícias estatal Bernama, o primeiro-ministro fez esta declaração quando questionado pelos jornalistas sobre reportagens que alegavam haver pessoas com dupla nacionalidade, incluindo israelita, em Johor, no sul da Malásia.

"Estamos a investigar (...) não permitiremos isso. Se houver algum caso, serão tomadas medidas. Se houver cidadãos israelitas, dado que não reconhecemos Israel, serão deportados imediatamente", garantiu.

Anwar confirmou ainda que todas as agências de segurança estão a conduzir uma investigação sobre "as notícias de que foram detetados cidadãos israelitas na Malásia".

O governo regional de Johor instou na terça-feira o Ministério do Interior e outras agências governamentais a investigarem o funcionamento de uma escola em Forest City --- localizada na fronteira com Singapura e virada para o estreito de Johor ---, uma cidade que se desenvolveu na última década com o apoio de capital chinês, referiu a agência Bernama.

É estimado que cidadãos israelitas estejam envolvidos na escola, acrescenta a agência oficial, embora os seus papéis específicos permaneçam incertos.

"Anteriormente, circularam acusações nas redes sociais de que estrangeiros com passaportes israelitas e documentos de cidadania de outros países tentaram entrar ou estiveram presentes na Malásia para determinados fins", conclui a notícia.

Anwar, no poder desde novembro de 2022, tem criticado repetidamente o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva contra Gaza --- lançada em outubro de 2023 após ataques mortais do grupo islamita Hamas --- e afirmou que as autoridades do Estado judaico demonstram um "profundo desprezo pela paz".

A Malásia --- tal como a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo --- não mantém relações diplomáticas com Israel e é uma firme defensora da causa palestiniana.

O Departamento de Imigração da Malásia esclarece, no seu portal da internet, que nenhum cidadão de Israel ou da Coreia do Norte pode solicitar um visto de entrada para este país do sudeste asiático, região visitada anualmente por milhares de israelitas, especialmente na vizinha Tailândia.


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Um soldado israelita foi condenado a cinco anos de prisão por enviar filmes de interceções de mísseis a um agente iraniano, anunciou hoje o Exército de Israel.

Irão ameaça suspender exportações de energia após novo bloqueio dos EUA... A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje suspender todas as exportações de energia do Médio Oriente após novo bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por LUSA   15/07/2026 

"A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém", declarou a força militar iraniana.

O exército norte-americano voltou a impor na madrugada de quarta-feira um bloqueio aos portos iranianos devido aos ataques de Teerão contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, desencadeando novas ofensivas do Irão contra países que acolhem forças dos EUA, e numa altura em que o acordo interino para pôr fim à guerra se encontra perto do colapso.

O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão na terça-feira antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada, com sirenes de alerta de mísseis a soar no Bahrein e no Kuwait perante ataques iranianos.

O Ministério da Saúde iraniano confirmou hoje que a mais recente vaga de ataques aéreos dos EUA durante a noite provocou mais de 260 feridos, número superior ao registado em qualquer outra ronda recente de violência entre os dois países.

O porta-voz Hossein Kermanpour não forneceu dados sobre vítimas mortais, mas sublinhou que a ofensiva norte-americana agravou a crise em torno do estreito de Ormuz, por onde em tempos de paz circulava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural.

Os EUA justificaram os ataques como resposta à "agressão injustificada" de Teerão, enquanto a Guarda Revolucionária reiterou que poderá bloquear totalmente as exportações energéticas da região.

Os EUA tinham imposto o bloqueio em meados de abril e levantado a medida em meados de junho, um dia após assinarem o acordo interino que previa 60 dias de negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.

Mas as conversações estagnaram à medida que os combates pelo estreito se intensificaram.

O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.

O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.


SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Corrupção gera consenso entre candidatos presidenciais de São Tomé... Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.

© Shutterstock     Por LUSA    15/07/2026  

Quando Nito d'Abreu afirmou que a corrupção em São Tomé e Príncipe "é a maior catástrofe que o país tem vivido neste meio século [de independência]" e que o estado da Justiça afasta qualquer investimento na economia, já o atual Presidente, Carlos Vila Nova, lembrara que ninguém coloca dinheiro no país se os tribunais não funcionarem, tendo acabado uma das intervenções a defender que é preciso "fazer da Justiça uma causa nacional".

Já o jurista Eugénio Tiny falou numa "ferida cancerosa que está a destruir o país", argumentando que só pode existir uma Justiça forte se existir uma economia saudável.

Por sua vez, o advogado Miques João, denunciou existir uma "ingerência dos políticos nos tribunais" e lamentou o "flagelo nacional que é a corrupção".

No debate que durou mais de duas horas na Televisão São-Tomense (TVS), a cinco dias das eleições e a cerca de três meses das legislativas, todos os quatro candidatos garantiram que, uma vez eleitos, respeitariam os resultados das urnas, prometendo uma coabitação institucional com o Governo que sair da vontade popular, sublinhando que o chefe de Estado não governa, mas que pode influenciar as políticas governativas.

Carlos Vila, que não conta agora com o apoio Ação Democrática Independente (ADI), recandidata-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala dissidente da ADI.

Nito d'Abreu, líder parlamentar da ADI, é o candidato oficial, apoiado pela fação leal ao presidente do partido, Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.

Tem o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes -- Partido Socialista (MCI - Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).

Eugénio Andrade é o mais veterano dos candidatos e um dos dois candidatos sem apoios partidários conhecidos. Foi vice-presidente da Assembleia Nacional e cofundador do Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).

Miques João é o mais jovem dos candidatos, com 41 anos. Foi suspenso pela Ordem dos Advogados, após várias acusações não consubstanciadas feitas contra membros da classe política e judiciária.

Em maio de 2025 foi preso preventivamente após ser acusado de abuso sexual de uma menor -- o que classificou de cabala política -, mas foi libertado em agosto do mesmo ano e aguarda agora o desenrolar do processo em liberdade. Volta a não contar com qualquer apoio partidário.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, mas Jorge Bom Jesus anunciou a sua desistência, ainda que já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.


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O jurista Eugénio Tiny, candidato à Presidência são-tomense, disse hoje à Lusa que quer um forte combate à corrupção e defende a alteração do nome do país e das cores da bandeira para reforçar a unidade nacional.

RELATÓRIO: Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025... Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025 no mundo, o que pode comprometer a meta prevista na agenda da imunização global de reduzir esse número para 6,4 milhões em 2030.

© Lusa    15/07/2026 

O alerta consta do relatório Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje divulgado, e que indica que, no último ano, um total de 13,5 milhões de crianças não receberam qualquer dose de vacinas, ficando vulneráveis a doenças preveníveis pela vacinação, enquanto outras 6,2 milhões obtiveram apenas proteção parcial.

Apesar destes números representarem menos 745.000 crianças sem qualquer dose da vacina do que em 2024, as duas organizações avisam que os dados de 2025 apontam para que se esteja ainda longe de atingir a meta de redução de "crianças com dose zero" em 2030.

A Agenda da Imunização 2030 pretende diminuir para metade o número de "crianças com dose zero" a nível global, ou seja, das 12,8 milhões estimadas em 2019 para as 6,4 milhões dentro de quatro anos.

A meio da década - em 2025 - as 13,5 milhões de crianças que não tomaram qualquer dose de vacina representavam mais 700 mil do que em 2019 e 3,9 milhões acima da média intermédia de 9,6 milhões prevista para este ano, alerta o documento.

Globalmente, nove países -- Nigéria, Iémen, República Democrática do Congo, Índia, Indonésia, Etiópia, Afeganistão, Paquistão e Angola - foram responsáveis por mais de metade (52,4%) de todas as crianças que não receberam qualquer dose da vacina no último ano.

Segundo o relatório, a vacinação contra o sarampo com pelo menos uma dose está a tentar recuperar para os níveis de 2019, uma vez que há mais 1,8 milhões de crianças não vacinadas contra essa doença do que há sete anos, mas, por outro lado, cobertura da última dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) entre as raparigas aumentou de 28% para 31% no último ano.

Os programas de vacinação em 2025 melhoraram ligeiramente a cobertura da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa (DTP) em comparação com 2024, mas também estão abaixo dos níveis de 2019.

Em conferência de imprensa, a diretora do departamento de imunização e vacinas da OMS reconheceu que os progressos da vacinação entre 2024 e 2025 são modestos, mas salientou que, nos últimos 25 anos, especialmente depois do investimento da Aliança Global para as Vacinas (Gavi), "foram enormes".

"Uma das grandes conquistas é que as crianças estão hoje protegidas de mais doenças do que alguma vez estiveram", realçou Kate O'Brien, para quem isso foi possível porque "vacinas seguras e eficazes contra doenças que não eram preveníveis foram desenvolvidas e licenciadas e estão agora a ser administradas".

A meio da década, o relatório da Unicef e a OMS faz um balanço intermédio dos progressos feitos pelos países que aderiam ao objetivo de reduzir em 50% o número de crianças sem qualquer dose da vacina em 2030, salientando que 90 países mantiveram uma cobertura elevada e estável, acima dos 95%.

Outros nove países fizeram alguns progressos, mas não atingiram essa meta, e 74 tinham mais crianças sem qualquer dose da vacina em 2025 do que em 2019.


Trump ameaça atacar centrais elétricas e pontes iranianas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, caso não seja alcançado um acordo com Teerão.

© Getty Images/Chip Somodevilla/Getty Images      Por LUSA   15/07/2026 

"A situação vai ser muito má para eles, porque na próxima semana serão as centrais elétricas. Na próxima semana serão as pontes", a não ser que os iranianos "se sentem à mesa das negociações", frisou o republicano na estação Fox News.

Questionado sobre a duração dos ataques norte-americanos, Donald Trump garantiu: "Vão continuar até que eu diga que já chega".

Trump frisou que não deseja negociar com o Irão neste momento, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram conversações esta terça-feira e assegurado que Teerão continua a procurar um acordo com Washington.

Na entrevista, Trump afirmou ainda que os Estados Unidos poderiam voltar a atacar uma instalação nuclear iraniana, se considerassem necessário.

Comentando imagens de satélite que, segundo o entrevistador, mostravam obras em curso num destes complexos após bombardeamentos anteriores, o chefe de Estado norte-americano afirmou que o Irão tinha selado alguns pontos de acesso com betão, mas alertou que Washington poderia causar "danos enormes" no local "em questão de minutos".

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira à noite e retomaram o bloqueio aos seus portos.

Donald Trump, no entanto, absteve-se de impor tarifas aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, o epicentro do conflito.

O retomar deste bloqueio marítimo às 21:00 de terça-feira (hora de Lisboa), bem como os bombardeamentos a uma escala sem precedentes desde o cessar-fogo em abril, minam os esforços diplomáticos para viabilizar o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.

Na mesma entrevista, o Presidente defendeu ainda o bloqueio norte-americano aos portos iranianos e reiterou que o estreito de Ormuz continua aberto ao tráfego marítimo internacional, embora "fechado ao Irão, tanto à entrada como à saída".

Classificou ainda os anteriores líderes iranianos como maus e disse que, embora a atual liderança também inclua "pessoas muito más", são elas que, na sua opinião, estão a impedir um possível acordo.


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O exército iraniano reivindicou hoje um novo ataque com 'drones' contra tropas e caças F-18 norte-americanos na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, local já visado na quinta-feira anterior, nas hostilidades entre Teerão e Washington.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Kiev prorroga lei marcial e mobilização geral até 31 de outubro... O parlamento ucraniano prolongou hoje até 31 de outubro a lei marcial e mobilização geral decretadas em resposta à invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"O período de mobilização geral na Ucrânia foi prolongado por 90 dias, a partir de 02 de agosto de 2026, devido à manutenção da agressão armada da Federação Russa", por proposta do Presidente, Volodymyr Zelensky, declarou o parlamento ucraniano em comunicado.

A lei marcial será prorrogada a partir dessa mesma data, adiantou a mesma fonte, explicando que isso "contribuirá para a adoção das medidas necessárias para repelir a agressão armada, garantir a segurança nacional e eliminar as ameaças à independência do Estado ucraniano e à sua integridade territorial".

Nos últimos meses, a Rússia conquistou territórios no leste da Ucrânia, particularmente em Donetsk, província que --- juntamente com Lugansk, ambas na região do Donbass --- tem sido palco de conflitos desde 2014 entre separatistas pró-Rússia e forças governamentais ucranianas.

Moscovo anexou as províncias parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia em setembro de 2022 e avançou também em Kharkiv, Sumi e Dnipropetrovsk, para além de ter anexado a península da Crimeia em 2014.

Estas ações não foram reconhecidas pela comunidade internacional.

A mobilização geral na Ucrânia implica a convocação obrigatória de todos os homens entre os 25 e 60 anos de idade para as forças armadas, tendo de estar todos registados militarmente a partir dos 18 anos.

A lei marcial, uma restrição de direitos e liberdades só possível em tempo de guerra ou de crise interna, proíbe os homens aptos para o serviço militar de sair do país, salvo raras exceções de saúde ou familiares e obriga os cidadãos elegíveis a terem sempre consigo os documentos de registo militar.

Governo manifesta preocupação com detenção de Domingos Simões Pereira e apela à sua libertação... O principal líder da oposição na Guiné-Bissau foi detido e está em prisão preventiva desde o dia 10 de julho.

Por  Balai N otícias    14/07/2026 

O Governo de Cabo Verde manifestou esta terça-feira, 14 de julho, a sua “profunda preocupação” com a decisão do Tribunal Militar Superior na Guiné-Bissau de decretar a medida de coação que levou à prisão preventiva do líder da oposição e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em Dezembro de 2023.

Num comunicado divulgado pelo chefia do governo, o executivo apela ao respeito pelos valores democráticos, pelo Estado de Direito e pela dignidade da pessoa humana, além de defender a rápida libertação de Domingos Simões Pereira.

“O Governo de Cabo Verde apela, com veemência, ao respeito pelos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade da pessoa humana e pelo Estado de Direito”, refere a nota, onde o executivo liderado por Francisco Carvalho mostra-se disponível “para contribuir, em concertação com os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense”.

A posição do Executivo surge depois de no domingo, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), partido que sustenta o governo, ter condenado a detenção de Domingos Simões Pereira, classificando-a como arbitrária e exigindo a sua libertação imediata, e apelando à CPLP, à CEDEAO, às Nações Unidas e à comunidade internacional para que intervenham com urgência.

Segundo a agência Lusa, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado, situação que tem motivado fortes reações de diversas organizações defensoras dos direitos humanos.

Uma notícia da mesma fonte explica que Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de Novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.Material de referência geográfica

Em Junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de Novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de Novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

UE considera inaceitáveis ameaças dos EUA a Tribunal Penal Internacional... A União Europeia considerou hoje inaceitáveis as ameaças da administração dos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional e prometeu adotar medidas diplomáticas, jurídicas e financeiras para que a instituição continue a funcionar.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   14/07/2026 

"Os ataques ou ameaças dirigidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), aos seus responsáveis eleitos ou àqueles que cooperam com o tribunal são simplesmente inaceitáveis", declarou o porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

O porta-voz da Comissão reagia ao facto de, esta segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que o TPI e os seus aliados recorrem ao direito internacional para atacar os interesses dos Estados Unidos e ter deixado claro que a administração de Donald Trump pretende intensificar a pressão sobre o tribunal.

O porta-voz da Comissão Europeia frisou que a UE mantém uma "posição firme" de apoio ao TPI e aos princípios consagrados no Estatuto de Roma.

"Enquanto União Europeia (UE), respeitamos a independência e a imparcialidade do tribunal. Estamos profundamente empenhados na promoção da justiça penal internacional e no combate à impunidade", disse.

Anouar El Anouni considerou ainda importante "recordar que o TPI não tem como alvo Estados soberanos, nem constitui uma ameaça à sua soberania", numa alusão às declarações de Marco Rubio.

"O TPI exerce jurisdição sobre indivíduos que sejam autores dos crimes mais graves, que suscitam preocupação à comunidade internacional", referiu.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta do mercado interno, Siobhan McGarry, afirmou que o executivo comunitário "continua a apoiar o trabalho do TPI, incluindo as suas investigações sobre crimes de guerra e crimes contra a humanidade".

A Comissão Europeia está também a adotar "todas as medidas adequadas, incluindo diplomáticas, jurídicas e financeiras, que possam contribuir para assegurar a continuidade das operações do tribunal".

"A Comissão, em estreito contacto com o próprio TPI, os seus Estados-membros e com as partes interessadas relevantes, está a avaliar cuidadosamente a necessidade, proporcionalidade e eficácia dessas medidas, bem como as respetivas implicações jurídicas e práticas", indicou.

Na segunda-feira, o departamento liderado por Marco Rubio anunciou que vai agir para inviabilizar a capacidade do TPI de "operar, processar militares ou funcionários norte-americanos".

Entre as medidas que está a ponderar encontram-se os contactos diplomáticos por parte de Rubio e de outros altos funcionários para advertir sobre os riscos que o TPI "representa para os norte-americanos e outros países".

Rubio propôs um "maior escrutínio" dos países que se "recusem a rejeitar a falsa autoridade do TPI" no caso de "dependerem de assistência norte-americana".

O Departamento de Estado também apelou para que outros Estados que não façam parte do Estatuto de Roma aproveitem as redes diplomáticas "para tomar medidas semelhantes" e impor novas restrições de vistos e sanções contra os membros do TPI.


Leia Também: Rússia acusa EUA de violação de acordo de cessar-fogo

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou hoje os Estados Unidos (EUA) de violarem o memorando de entendimento assinado com o Irão em junho, ao retomarem os bombardeamentos contra a República Islâmica.

Irão condena decisão britânica de declarar Guardas da Revolução como terroristas

Por  sapo.pt  14 Julho 2026 

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

O Irão condenou hoje a decisão do Reino Unido de declarar a Guarda Revolucionária iraniana como uma organização terrorista e responsabilizou o Governo britânico por eventuais "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" da decisão.

"Trata-se de uma medida injustificada, irresponsável e contrária aos princípios e normas fundamentais do direito internacional", denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A diplomacia iraniana qualificou de "mesquinha, provocadora e contrária ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas" a decisão de classificar a Guarda Revolucionária como uma ameaça ao abrigo da Lei de Segurança Nacional britânica.

Para Teerão, a intenção de Londres põe em causa "o princípio da igualdade soberana dos Estados e o princípio da não-ingerência nos assuntos internos de outros países".

O Irão acrescentou que se reserva o direito de adotar medidas recíprocas em resposta e responsabilizou o Governo britânico pelas "consequências políticas, jurídicas e diplomáticas" que, no seu entender, a medida possa acarretar.

A reação do Irão surge depois de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ter anunciado na segunda-feira que o Governo vai declarar a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista por considerá-la uma ameaça à segurança nacional.

Nesse sentido, o executivo vai apresentar nos próximos dias uma proposta de regulamentação ao Parlamento para formalizar a medida.

Se for aprovada, quem atuar em nome do corpo militar de elite iraniano em território britânico poderá enfrentar penas de prisão perpétua por atos de sabotagem.

O Reino Unido registou nos últimos meses vários ataques, incluindo atos de fogo posto, contra alvos da comunidade judaica e até contra propriedades do próprio Starmer, alguns dos quais as autoridades associaram ao Estado iraniano.

A medida britânica segue o exemplo da União Europeia (UE), que em janeiro incluiu a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas.

A decisão da UE seguiu-se à repressão de protestos antigovernamentais no Irão, que resultou na morte de mais de 7.000 pessoas, segundo a organização não-governamental HRANA, com sede nos Estados Unidos.

A Austrália, o Canadá, a Argentina e os Estados Unidos também já declararam o exército ideológico da República Islâmica como uma organização terrorista.

GUINÉ-BISSAU: PS manifesta "preocupação" com detenção de Domingos Simões Pereira... O Partido Socialista (PS) manifestou hoje "profunda preocupação" com a notícia da detenção do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, colocado em prisão preventiva na sexta-feira.

© MARTIN BUREAU/AFP via Getty Images    Por LUSA  14/07/2026 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, está a ser investigado pelo Tribunal Militar por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado.

Domingos Simões Pereira foi conduzido na manhã de sexta-feira às celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, para aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, de acordo com a Rádio Capital FM da Guiné-Bissau.

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o PS recordou os "profundos laços históricos de amizade e cooperação que unem Portugal e a Guiné-Bissau" e explicou que esses factos "justificam que o Partido Socialista acompanhe com particular atenção a evolução da situação naquele país".

"Fá-lo no mais escrupuloso respeito pela soberania da Guiné-Bissau e pela autonomia das suas instituições, mas também tendo presente os princípios do Estado de direito democrático, da legalidade e da proteção dos direitos fundamentais, valores que orientam as relações entre ambos os países. Neste contexto, o Partido Socialista apela a que sejam plenamente respeitados todos direitos, a dignidade e a integridade física de Domingos Simões Pereira, em conformidade com a Constituição da Guiné-Bissau e com as obrigações internacionais assumidas pelo Estado guineense", refere.

O PS acrescentou ainda que se impõe que "sejam desenvolvidos todos os esforços para preservar a paz, a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas".

"Apelamos ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que aja com a máxima urgência, monitorize de perto esta crise e exerça a pressão diplomática necessária para assegurar a normalidade democrática na Guiné-Bissau", refere-se no comunicado.

Simões Pereira foi preso no golpe militar de 26 de novembro de 2025 e, depois de dois meses na cadeia, regressou a casa com Termo de Identidade e Residência, mas impedido de se movimentar, uma situação que tem sido descrita como prisão domiciliária e contestada pelos defensores do político, por esta medida não existir no sistema judicial guineense.

Em junho foi tornado público o despacho judicial em que Simões Pereira foi constituído suspeito de participar na alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido cerca de um mês antes das eleições gerais marcadas para 23 de novembro de 2025 e do golpe militar consumado de 26 de novembro, que interrompeu o processo eleitoral.

As suspeitas apontam indícios de que o líder do PAIGC terá disponibilizado 300 milhões de francos (457 mil euros) e a própria residência para a preparação do alegado golpe.

Vários militares já tinham sido detidos em outubro de 2025 por alegado envolvimento no processo.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo argumentando que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil, contestando a substituição de juízes no processo, e afirmando que se trata de perseguição política.

Alegam ainda que Simões Pereira só poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal por continuar a ser deputado, já que era presidente da Assembleia Nacional Popular quando esta foi dissolvida, em dezembro de 2023, pelo então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Desde então ainda não foi eleito novo parlamento e nas eleições gerais, presidenciais e legislativas, que decorreram em novembro de 2025, o PAIGC e o líder foram impedidos de concorrer.

O partido e Simões Pereira apoiaram o candidato Fernando Dias da Costa, que reclamou vitória na primeira volta sobre o Presidente e recandidato Embaló.

Antes da divulgação dos resultados oficiais, os militares tomaram o poder, depuseram Embaló e prenderam Simões Pereira.

A oposição classifica o golpe militar como uma alegada encenação do antigo Presidente da República, a quem acusa de continuar a comandar os destinos da Guiné-Bissau.

O Alto Comando Militar que governa o país marcou novas eleições para 06 de dezembro, aprovou uma nova Constituição que dá mais poderes ao chefe de Estado e que vai ser referendada em 30 de agosto.

EUA atacam alvos iranianos e Teerão retalia em todo o Médio Oriente... Os EUA lançaram esta madrugada ataques contra o Irão, horas após o Presidente Donald Trump afirmar que Washington vai "restabelecer" o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz e depois anunciar que irá cobrar taxas à navegação.

© Getty Images     Por LUSA    14/07/2026 

O anúncio de Trump de imposição de taxas próprias a outros navios pela passagem segura, subverte centenas de anos de política norte-americana de apoio à liberdade de navegação em todo o mundo.

O Irão respondeu com ataques dirigidos ao Bahrein, à Jordânia e a dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito, matando um marinheiro e ferindo outros oito.

Os Emirados ameaçaram retaliar contra o Irão, o que poderá levar a nação que abriga Abu Dhabi e Dubai a voltar a entrar em conflito com Teerão.

Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os Estados Unidos disputam o controlo do estreito, por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados no mundo.

O preço do petróleo bruto de referência Brent subiu para um máximo de um mês, ultrapassando os 84 dólares (73,6 euros) nas negociações na madrugada desta terça-feira, ainda bem abaixo dos quase 120 dólares (105,2 euros) atingidos no auge da guerra, mas ameaçando aumentar os custos em todo o mundo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado áreas em torno de Abu Musa, Bandar Abbas, Bushehr, Chahbahar, Jask e Konarak, visando "sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas" iranianas.

O Irão reconheceu os ataques nessas áreas, mas não forneceu avaliações sobre vítimas ou danos.

"Estes ataques continuarão a impor um custo elevado às forças iranianas e a enfraquecer a sua capacidade de atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmaram as forças armadas norte-americanas. Em seguida, Trump referiu-se a estes bombardeamentos como "mais um ataque de grande envergadura".

"Estamos a atingi-los com toda a força. E isto vai continuar, e vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval. "Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar o estreito. Estamos a restabelecer o bloqueio", acrescentou.

Donald Trump também forneceu novos detalhes sobre a sugestão de que os Estados Unidos irão cobrar portagens aos navios que atravessarem o estreito, numa reviravolta após ter afirmado antes que isso não iria acontecer.

"Estamos a proteger uma região muito rica do mundo", afirmou. "Estamos a gastar dinheiro. Por isso, o que fizemos foi garantir que seremos reembolsados pela proteção", justificou.

Os Estados Unidos defendiam até agora que o estreito deveria permanecer aberto a todos, sem portagens --- tal como acontecia antes dos ataques israel-norte-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro.

Qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos ou do Irão de cobrarem taxas violará as normas globais sobre a liberdade de navegação e aumentará as tensões, com eventuais perturbações económicas correspondentes, muito para além da região.

O Irão afirma ter o direito de gerir o tráfego através do estreito e, potencialmente, cobrar taxas, em conformidade com o acordo de paz provisório, o que EUA contestam.

As forças armadas norte-americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas tentaram estabelecer uma rota através do estreito, ao longo da costa de Omã, que ficasse fora do controlo iraniano, mas o Irão atacou navios que utilizavam essa rota, alegando que os Estados Unidos estavam a violar o acordo de paz provisório.

Os EUA atacaram o Irão em resposta, o que provocou ataques iranianos contra Estados árabes aliados dos EUA.

A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.


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O Parlamento iraniano iniciou a tramitação de um projeto de lei referente ao estreito de Ormuz, anunciou hoje o chefe da Comissão de Segurança Nacional numa altura de impasse com os Estados Unidos pelo controlo da rota marítima.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

SENEGAL: Escândalo no Senegal. Médico era ginecologista e chef fora por assédio... Senegal tem vivido um verdadeiro caos desde que foi afastado do Campeonato do Mundo de 2026. Selecionador nacional foi demitido, vários jogadores renunciaram à seleção e existiram mudanças na estrutura.

© Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  13/07/2026 

A seleção do Senegal vive, por estes dias, momentos de enorme polvorosa. Depois de uma participação no Campeonato do Mundo de 2026 que ficou aquém das expectativas, Pape Thiaw, selecionador do conjunto africano, foi afastado do cargo.

"Após reunião do Comité Executivo da FSF, no sábado, decidiu-se iniciar o procedimento para a destituição do selecionador nacional, Pape Thiaw, e de todo o seu corpo técnico", podia ler-se na nota que foi emitida pela Federação Senegalesa de Futebol (FSF), uma decisão que, de acordo com o organismo federativo, surgiu "na sequência da eliminação da seleção senegalesa" e "após uma exaustiva avaliação aos resultados desportivos e às perpetivas da equipa".

Mas se pensa que isto tudo terminou por aqui, está bem enganado. Ainda antes da demissão do selecionador nacional, Pape Gueye anunciou a sua retirada da seleção, até que a equipa técnica de Pape Thiaw, que estava no cargo desde 2022 fosse afastada. E as polémicas nos senegaleses não terminam por aqui.

O presidente da federação do país, Abdoulaye Fall, veio a público revelar que o médico que liderou a equipa médica senegalesa durante uma década era, na verdade, ginecologista. A descoberta foi feita pelo dirigente, que lidera o organismo desde 2025, após uma auditoria interna para avaliar os problemas da seleção. O dirigente reconhece que tomou conhecimento desta situação "demasiado tarde".

"Descobri há pouco tempo que o Dr. Fedior é, na verdade, ginecologista e obstetra de profissão. Na verdade, o nosso médico principal não possuía as qualificações académicas adequadas para supervisionar os nossos jogadores. A este nível, e de acordo com os comentários que recebi, os jogadores não tinham plena confiança", disse Abdoulaye Fall, numa conferência de imprensa.

Mas as situações inusitadas não terminam por aqui. A Federação Senegalesa de Futebol confirmou o afastamento do chef da equipa durante o torneio, isto depois de ter sido descoberto que o cozinheiro estava acusado de assédio sexual. O caso aconteceu durante a presença dos senegaleses nos Estados Unidos da América, mas as autoridades do país não foram informadas no momento.

""Preferimos tomar medidas de precaução para evitar o risco de intervenção da polícia americana. O objetivo foi apenas tentar manter a serenidade do grupo e a boa imagem do nosso país", atirou o dirigente africano, que lamentou o impacto do caso no ambiente do grupo de trabalho, que já enfrentava queixas de indisciplina noutros setores.

Ainda durante a participação do Senegal no Campeonato do Mundo, a imprensa internacional já tinha dado conta, também, da existência de uma suposta discussão entre Sadio Mané e Koulibaly.

"A Rússia faz recrutamento em mais de 100 países. Alguns jovens são recrutados como cozinheiros ou jardineiros e acabam na guerra"

 A opinião de Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal.

Trump diz que EUA vão atacar Irão "com muita força esta noite e amanhã"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar o Irão "com muita força" esta noite e na terça-feira. O líder republicano afirmou ainda que o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão "não significa grande coisa".

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  13/07/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou esta segunda-feira que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força esta noite e amanhã". 

"Vamos atacá-los com muita força esta noite e vamos atacá-los com muita força amanhã", disse Trump, em entrevista ao apresentador de rádio e comentador político Hugh Hewitt, citado pela CNN Internacional.

O presidente norte-americano sugeriu ainda que os EUA estão a monitorizar de perto alvos iranianos, mas recusou adiantar pormenores.  

Já questionado sobre se os militares norte-americanos ou israelitas sabiam do paradeiro dos restantes líderes militares iranianos e se os podiam atacar, Trump respondeu: "Sim, eu sei, mas não queremos falar sobre isso. Mas estamos certamente a monitorizar".

Para Trump, o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, assinado há cerca de um mês, funcionou como um "teste" que preferia ter evitado.

"É uma tática padrão nos EUA: primeiro chega-se a um memorando de entendimento e depois parte-se para o acordo. Eu disse: 'Vamos diretamente ao acordo'", disse Trump.

"Mas sabem que mais? Foi uma espécie de teste, e eles não corresponderam. Não honraram o teste", acrescentou.

O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão permitiria um aliviar das tensões no Médio Oriente e Trump chegou a referir-se ao documento como "um acordo com o Irão que alcança tudo o que nos propusemos realizar... pôr fim ao actual conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e impedir o Irão de obter uma arma nuclear".

No entanto, agora considera que "os memorandos de entendimento não significam grande coisa quando se lida com canalhas, e também não significam grande coisa quando se lida com pessoas honradas, porque é apenas um memorando de entendimento — não significa grande coisa".

CENTCOM anuncia "terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão"

Após as declarações de Trump, o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) anunciou que "iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão".

"Às 16h45 (hora do leste dos EUA) de hoje, o Comando Central dos EUA iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irão, sob as ordens do Comandante-Chefe", lê-se numa nota publicada na rede social X.

"Estes ataques continuarão a impor um elevado custo às forças iranianas e a degradar a sua capacidade de atacar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz".

O anúncio de Trump surge no mesmo dia em que revelou  a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o estreito de Ormuz, alegando os custos associados à segurança da rota marítima.

"Os Estados Unidos serão agora conhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump na sua plataforma Truth Social.

Segundo o presidente norte-americano, a taxa destina-se a "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".

Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", sem divulgar mais pormenores sobre a sua aplicação ou sobre os mecanismos de cobrança.


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Os Estados Unidos vão retomar o bloqueio dos portos iranianos na terça-feira, às 21:00 de Lisboa, anunciou hoje o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM), após o anúncio da decisão pelo Presidente Donald Trump.

STJ declara inconstitucionais medidas de coação aplicadas ao presidente da FFGB pelo Ministério Público

Por   Radio Voz Do Povo  13/07/2026

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) declarou inconstitucionais as medidas de coação aplicadas ao presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Alberto Mendes Teixeira, (Caíto), pelo Ministério Público, com fundamento nos artigos 48.º e 170.º do Código de Processo Penal, por considerar que a imposição dessas medidas é da competência exclusiva do Juiz de Instrução Criminal.

A decisão consta do Acórdão n.º 02/2026, proferido no âmbito do Processo n.º 01/2026, e reafirma a jurisprudência estabelecida pelo Acórdão n.º 01/2017, determinando a imediata cessação dos efeitos das medidas de coação aplicadas ao dirigente desportivo.

No acórdão, o plenário do STJ sublinha que uma norma declarada inconstitucional com força obrigatória geral deixa de produzir efeitos jurídicos, tornando inválidos os atos praticados ao seu abrigo. Os juízes consideram que, no ordenamento jurídico guineense, o Ministério Público pode promover a aplicação de medidas de coação, mas a decisão compete exclusivamente ao Juiz de Instrução Criminal.

Na sequência da decisão, o Supremo Tribunal de Justiça iniciou, esta segunda-feira, a notificação oficial das partes envolvidas no processo. O mandado de notificação determina a entrega de cópias do acórdão ao requerente, Carlos Alberto Mendes Teixeira, e ao Ministério Público, representado pelo Procurador-Geral da República, Amadu Tidjane Baldé.

A decisão do STJ tem força vinculativa e reforça o princípio de que as restrições aos direitos fundamentais só podem ser impostas por autoridade judicial competente, em conformidade com a Constituição da República da Guiné-Bissau.

Trump diz que EUA estão a assumir controlo do estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que as suas forças estão a assumir o controlo do estreito de Ormuz, após as autoridades iranianas confirmarem o encerramento dessa via marítima.

© Getty Images    Por  LUSA   13/07/2026 

"Estamos a assumir o controlo do estreito. Eles já não têm nada a perder", declarou Trump em entrevista à cadeia televisiva Fox News, referindo-se ao Irão e às negociações mantidas nos últimos dias entre Washington e Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, as conversações prolongaram-se durante cerca de 11 horas e permitiram alcançar um entendimento inicial, mas as autoridades iranianas terão posteriormente apresentado novas exigências, levando ao fracasso das negociações.

Trump justificou ainda a resposta militar norte-americana, alegando que a República Islâmica está "a ser derrotada" no conflito e acusando Teerão de romper o cessar-fogo estabelecido ao abrigo de um acordo preliminar alcançado em junho.

Entretanto, a Autoridade do estreito de Ormuz do golfo Pérsico confirmou o encerramento da passagem marítima, alegando que a decisão foi tomada "devido a recentes ações hostis das forças norte-americanas".

Num comunicado, a entidade iraniana afirmou que a travessia do estreito é atualmente inviável e que a emissão de autorizações para navegação só será retomada quando forem restabelecidas a estabilidade e a segurança.

No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o encerramento do estreito de Ormuz "até nova ordem", alegando que uma embarcação mercante cipriota desrespeitou instruções das forças iranianas na zona.

A organização avisou que nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito enquanto persistir o que classificou como "intervenção" dos Estados Unidos na região.

O anúncio foi seguido por uma nova escalada militar entre Washington e Teerão, com ataques aéreos norte-americanos que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, constituíram uma resposta à ação da Guarda Revolucionária contra o navio mercante.



Leia Também: Irão desvaloriza alegados planos para matar Trump: "Guerra psicológica"

O Governo do Irão classificou como "guerra psicológica" por parte dos Estados Unidos a denúncia de alegados planos iranianos para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Rangel responsabiliza Irão por retomar das hostilidades... O ministro dos Negócios Estrangeiros responsabilizou hoje o Irão pelo retomar das hostilidades no Médio Oriente, acusando o regime de quebrar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos ao atacar navios em Ormuz.

© Zed Jameson/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   13/07/2026

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, Paulo Rangel afirmou que "não há dúvida que estas últimas hostilidades foram muito provocadas pela forma como o Irão esteve em Ormuz".

"Estou a falar mesmo do início desta última fase -- enfim, agora já temos quatro ou cinco dias disso -- mas, de facto, o Irão não está a cumprir aquele que era o memorando de entendimento e isso levou obviamente a um escalar de reações recíprocas", sustentou.

Paulo Rangel defendeu que o mais importante agora é "voltar à diplomacia", considerando que países como o Paquistão e o Qatar têm tido um "papel importante" nessa vertente.

"Agora, o facto de o Irão ter atacado outra vez os Estados do Golfo evidentemente também não ajuda, porque esses Estados, especialmente aqueles que tinham alguma capacidade de mediação, ficam numa situação difícil para o fazer", afirmou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que Portugal olha para a situação "com muita preocupação".

"Aquilo que a UE pode fazer é exortar as partes a voltarem ao quadro do memorando de entendimento para se poder fechar um acordo", disse, reiterando que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é um assunto "inegociável".

"E se o Irão não é capaz de a respeitar, evidentemente que isso não vai ajudar a que tenhamos paz o mais depressa possível", disse.

Esta noite, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irão, e Teerão retaliou hoje atacando os aliados regionais de Washington --- ações de escala sem precedentes de ambos os lados desde o cessar-fogo de 08 de abril.

A causa das novas hostilidades concentrou-se na questão do Estreito de Ormuz.

Teerão procura manter o controlo da via marítima estabelecido nos primeiros dias da guerra.

O anúncio feito pela República Islâmica no fim de semana, informando que iria voltar a fechar a rota estratégica global para o transporte de petróleo e gás, provocou uma forte subida dos preços do petróleo.

O petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro --- a referência internacional --- aumentou mais de 4%, atingindo os 79,13 dólares.

Após quase 40 dias de bombardeamentos num conflito desencadeado por ataques de Israel e dos Estados Unidos a 28 de Fevereiro, um cessar-fogo tinha entrado em vigor em Abril, foi posteriormente formalizado a 17 de junho através de um memorando de entendimento assinado por Washington e Teerão, apesar dos confrontos esporádicos nas imediações do estreito.

No entanto, após ataques na terça-feira passada contra embarcações que tentavam passar por Ormuz, os confrontos foram retomados com intensidade.


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O Irão ameaçou hoje abandonar o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho caso Washington não cumpra os compromissos assumidos para pôr fim à guerra.