terça-feira, 3 de março de 2026

Arábia Saudita confirma ataque com drones e incêndio na embaixada dos EUA... A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images   Por LUSA  03/03/2026 

A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).

Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.

Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.

A Guarda Revolucionária iraniana tinha anunciado na segunda-feira à noite o lançamento da décima terceira vaga de ataques contra bases norte-americanas em países da região, incluindo o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, bem como contra Israel.

Uma dezena de drones atingiram a base naval norte-americana em Arifjan, no Kuwait, e um outro ataque teve como alvo "um dos pontos de concentração norte-americanos" no Dubai, segundo o comunicado, que indicou a expectativa de baixas.

A televisão iraniana publicou imagens nas redes sociais de outros alegados ataques com mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e contra Telavive, no âmbito de uma operação que Teerão denominou "Verdadeira Promessa 4".

A agência de notícias do Kuwait KUNA confirmou que as sirenes soaram por todo o país, enquanto o Ministro da Defesa, Kukait, anunciou que foram detetados 178 mísseis balísticos e 384 drones desde o início do conflito, resultando em ferimentos em 27 militares.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou ainda que as suas defesas aéreas estão a repelir uma saraivada de mísseis balísticos iranianos.

Já o Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis antes de atingirem o seu território e reiterou que as forças armadas do Qatar "possuem plena capacidade e recursos" para "defender a sua soberania".

Entretanto, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita.

Estes ataques coincidem com o retomar dos ataques aéreos israelitas contra Teerão, que atingiram a emissora estatal iraniana e outras zonas da capital.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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A embaixada dos EUA no Kuwait foi hoje atingida por drones, adiantaram à agência France-Presse (AFP) três fontes diplomáticas, depois de se ter visto fumo a sair da missão diplomática ao início do dia.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.

Melania Trump apela à educação como caminho para a paz mundial na ONU... Melania Trump tornou-se a primeira cônjuge de um chefe de Estado em exercício a presidir a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nos 80 anos de história da organização.

Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos, presidiu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na sede das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 2 de março de 2026.ANGELINA KATSANIS / AP   Por  sicnoticias.pt

A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, presidiu esta segunda-feira a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual defendeu a "paz através da educação" e garantiu que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo".

"As crianças criadas numa cultura enraizada na inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros, transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores locais", afirmou a mulher do Presidente Donald Trump no seu discurso.

Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.

"Mas as crianças criadas numa cultura enraizada na ignorância estão rodeadas de desordem e, por vezes, até de conflito. Essas sociedades estão repletas de pensadores inflexíveis que abraçam o preconceito e rejeitam a dignidade humana. Quando uma nação restringe o pensamento, ela restringe o seu próprio futuro", declarou, sem referir nenhum país em concreto

Apesar do contexto inédito da presença de Melania Trump no órgão mais poderoso da ONU, analistas têm destacado que o discurso da primeira-dama poderá ser ensombrado por um alegado ataque a uma escola para meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão, que matou mais de 100 pessoas, segundo as autoridades iranianas.

Os militares israelitas disseram não ter conhecimento de ataques na área e os norte-americanos indicaram estar a investigar as informações.

"A paz não precisa de ser frágil", disse a primeira-dama, na reunião dedicada ao tema "Crianças, tecnologia e educação em conflito".

"A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as sociedades", acrescentou, frisando que sociedades regidas pelo conhecimento e pela sabedoria são mais pacíficas.

Melania não fez qualquer menção às hostilidades no Médio Oriente, onde milhares de crianças perderam a vida nos últimos anos, incluindo em lugares como Gaza.

Melania também não fez menção direta à situação das crianças em outros conflitos, como as guerras em curso na Ucrânia ou no Sudão, entre outras.

Relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU

A presidência rotativa do Conselho de Segurança tem a prerrogativa de escolher o tema e os participantes de algumas reuniões, sendo que em março o órgão é presidido pelos Estados Unidos.

Pouco antes do início da sessão com Melania Trump, o embaixador do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, considerou "profundamente vergonhoso e hipócrita" que os Estados Unidos convocassem uma reunião sobre a proteção de crianças durante conflitos enquanto realizavam ataques aéreos contra cidades iranianas.

"Para os Estados Unidos, 'proteger as crianças' e 'manter a paz e a segurança internacionais' significam claramente algo muito diferente do que prevê a Carta da ONU", disse o diplomata aos jornalistas.

A primeira-dama chegou à sede da ONU, em Nova Iorque, com uma comitiva e foi recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Melania Trump cumprimentou cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança e posou para uma fotografia de grupo antes do arranque da sessão.

A presença da primeira-dama surge também num momento de relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU. Donald Trump criticou a ONU em diversas ocasiões, retirou os Estados Unidos de importantes organizações das Nações Unidas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNESCO, além de ter cortado o financiamento de dezenas de outras.

Washington também deixou de pagar totalmente as suas contribuições obrigatórias e deve milhares de milhões de dólares às Nações Unidas. Isso gerou uma crise financeira na ONU, com Guterres a alertar no final de janeiro que a organização que lidera enfrentava um "colapso financeiro iminente".

Ex-Presidente senegalês Macky Sall é candidato a secretário-geral da ONU... O Burundi apresentou hoje a candidatura do ex-Presidente senegalês Macky Sall para substituir o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, anunciou a porta-voz do presidente da Assembleia Geral da ONU.

© Lusa  

"A presidente da Assembleia Geral recebeu uma nova nomeação", declarou La Neice Collins, acrescentando que "trata-se de Macky Sall, antigo Presidente do Senegal".

Macky Sall foi nomeado pelo Burundi, que apresentou os documentos hoje de manhã, segundo a porta-voz.

A candidatura não foi apresentada pelo Senegal, uma vez que Macky Sall é acusado pelos novos dirigentes do seu país de ter ocultado dados económicos importantes, como a dívida pública.

O chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, que venceu as eleições presidenciais em março de 2024, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, acusam os antigos dirigentes do Senegal de terem cometido atos ilícitos na gestão dos assuntos do país e prometeram responsabilizá-los, nomeadamente Macky Sall, que foi Presidente do país entre 2012 e 2024.

"O Burundi preside à União Africana [UA] e é importante para o [ex-]Presidente [Macky Sall] ter uma abordagem continental. A sua luta, nomeadamente como presidente da União Africana [de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023], foi levar a voz de África às instâncias internacionais", declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte próxima do antigo Presidente senegalês.

Em novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral, sendo que o próximo chefe das Nações Unidas assumirá o cargo em 01 de janeiro de 2027.

Cada candidato potencial deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Até agora, havia dois candidatos oficiais, a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet, recomendada pelo Chile, Brasil e México, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

A Costa Rica também propôs a sua ex-vice-presidente Rebeca Grynspan, mas a candidatura ainda não é oficial.

De acordo com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre seguida, o cargo é reivindicado desta vez pela América Latina.

Muitos Estados defendem que uma mulher deverá ocupar este cargo pela primeira vez.

Os membros do Conselho de Segurança, em particular, os cinco membros permanentes com direito a veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho.

O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, assumiu o cargo em 01 de janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começou em janeiro de 2022 e termina em 31 de dezembro de 2026.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Riade ameaça retaliar se Teerão atacar infraestruturas petrolíferas... A Arábia Saudita poderá lançar uma resposta militar contra instalações petrolíferas iranianas caso Teerão ataque de forma coordenada as infraestruturas da empresa estatal Aramco, avisou hoje uma fonte próxima do Governo.

Por LUSA 

Segundo a mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP), Riade "atacará as instalações petrolíferas iranianas" se o Irão avançar com uma ofensiva contra a Saudi Aramco, o gigante petrolífero estatal saudita.

O aviso surge num contexto de escalada de tensão no Golfo, após um novo incidente marítimo ao largo de Omã.

Um petroleiro foi atingido na costa de Omã, provocando a morte de um cidadão indiano, segundo autoridades marítimas citadas por agências internacionais.

Em paralelo, mísseis iranianos dirigidos à base aérea do Príncipe Sultan, que acolhe tropas norte-americanas, foram novamente intercetados na manhã de hoje, de acordo com uma fonte da região do Golfo.

A base do Prince Sultan Air Base, situada perto da cidade de Al-Kharj, a sudeste de Riade, é considerada uma das principais infraestruturas militares do reino e desempenha um papel central na cooperação estratégica entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

Duas testemunhas ouvidas pela AFP relataram ter escutado explosões sobre a cidade de Al-Kharj, nas imediações da base, na sequência da interceção dos mísseis.

Até ao momento, não há confirmação oficial de danos materiais ou vítimas associados ao incidente na base aérea.

A eventualidade de ataques diretos às infraestruturas energéticas de ambos os países levanta receios quanto ao impacto nos mercados internacionais de petróleo e à segurança no Golfo, uma das principais rotas de exportação mundial de crude.


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Um ataque de origem desconhecida a um petroleiro com pavilhão das Ilhas Marshall, com acordo de livre associação aos Estados Unidos da América (EUA), provocou hoje pelo menos um morto no golfo de Omã.


Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah e exige entrega de armas... O Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, anunciou hoje o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do gabinete.

Por LUSA 

Salam anunciou "a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah", exigindo que o grupo xiita "entregue as armas ao Estado libanês" e limite-se a ações políticas.

Esta decisão surgiu depois de o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para o conflito regional deflagrado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no fim de semana.

O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, prometeu confrontar a agressão dos EUA e Israel contra o Irão. O grupo afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel pela primeira vez neste conflito.

O exército israelita retaliou e anunciou ter atacado alvos do Hezbollah "em todo o Líbano", ordenando a retirada de residentes de cerca de 50 aldeias. Os jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviram fortes explosões em Beirute e viram muitas pessoas a fugir para sul.

"Nada no terreno justifica uma iminente invasão terrestre [no Líbano], nem preparativos nesse sentido", disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita. O chefe do exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".

De acordo com um relatório oficial inicial, os ataques israelitas já fizeram 31 mortos e 149 feridos no Líbano.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado.


O que se passa no Irão? Eis os últimos desenvolvimentos do conflito... O Crescente Vermelho iraniano anunciou hoje mais de 500 mortos no Irão na operação militar lançada no sábado por Israel e pelos Estados Unidos, numa altura em que a guerra se estende ao Líbano.

Por LUSA 

Eis os principais desenvolvimentos do conflito, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP):

Israel volta a atingir Teerão

O exército israelita disse hoje que continuava a realizar "ataques em grande escala" em Teerão contra "alvos do regime terrorista iraniano".

O Crescente Vermelho anunciou um balanço de 555 mortos desde o início da guerra, no sábado, com vítimas em vários pontos do país além da região de Teerão, incluindo Fars (sul), Sanandaj (oeste) e Yazd (centro).

A agência de notícias iraniana Tasnim relatou hoje explosões na capital.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China anunciou que um cidadão chinês foi morto em Teerão.

O conflito estende-se ao Líbano

O Hezbollah tinha prometido "enfrentar a agressão" de Israel e os Estados Unidos contra o Irão após a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, no sábado.

O movimento armado pró-iraniano baseado no Líbano afirmou hoje ter disparado mísseis e drones contra Israel, pela primeira vez neste conflito.

O exército israelita respondeu, anunciando ataques contra alvos do Hezbollah "em todo o Líbano" e ordenando a retirada dos habitantes de meia centena de aldeias.

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões em Beirute e viram numerosos residentes a fugir para o sul do país.

Segundo um primeiro balanço oficial, os ataques israelitas causaram 31 mortos e 149 feridos.

O chefe do exército israelita disse que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".

Base britânica atingida 

A pista da base aérea britânica de Akrotiri, Chipre, foi atingida por um engenho iraniano, de acordo com o Presidente cipriota, Nikos Christodoulides.

"Embora a República de Chipre não tenha sido o alvo, quero ser clara: estamos coletivamente, firmemente e de forma inequívoca ao lado dos nossos Estados-membros perante qualquer ameaça", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Explosões em Jerusalém

Várias explosões foram ouvidas hoje ao amanhecer em Jerusalém, onde as sirenes de alerta ecoaram após o anúncio pelo exército de disparos de mísseis iranianos.

No domingo, um míssil iraniano atingiu um abrigo em Bet Shemesh (centro), causando nove mortos, 11 desaparecidos e 46 feridos.

As equipas de socorro também anunciaram a morte de uma mulher em Telavive.

+++ Irão exclui qualquer negociação +++

Teerão "não negociará com os Estados Unidos", afirmou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que os dirigentes iranianos queriam negociar.

Larijani acusou Trump de ter precipitado o Médio Oriente no caos com os seus "sonhos ilusórios".

Os Guardas da Revolução declararam hoje ter lançado uma salva de mísseis sobre as cidades de Telavive, Haifa e Jerusalém Oriental.

O exército iraniano afirmou ter visado a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait.

A agência oficial Irna citou o governador da província central de Yazd, Esmail Dehestani, a afirmar que vários locais "nas cidades de Ardakan e Yazd, bem como um local na estrada Yazd-Mehriz, foram atacados".

Um morto no Bahrein, explosões no Qatar e nos Emirados

Uma pessoa morreu no Bahrein num ataque iraniano, anunciou hoje o Ministério do Interior.

Jornalistas da AFP em Doha, Abu Dhabi e Dubai ouviram fortes explosões.

Um correspondente da AFP viu um espesso fumo negro subir hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, que aconselhou as pessoas a não se deslocar à representação diplomática.

O exército do Kuwait disse ter intercetado vários drones sobre o território do país.

Ataques no Iraque

Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto iraquiano de Erbil (norte), que acolhe tropas norte-americanas.

Sistemas de defesa antiaérea próximos do aeroporto abateram vários drones.

Trump admite mais baixas norte-americanas

Vários aviões de combate norte-americanos despenharam-se no Kuwait hoje, mas as tripulações sobreviveram, segundo o Ministério da Defesa kuwaitiano.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo a perda de três militares, as primeiras baixas norte-americanas no conflito.

"Não serão as últimas", alertou Donald Trump.

Tal como no sábado, Trump lançou um apelo ao povo iraniano: "retomem o poder, a América está convosco".

Pressionou também, uma vez mais, os efetivos da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, a depor as armas ou a morrer se não o fizerem.

"Quatro a cinco semanas" foi a estimativa que deu sobre a duração das operações norte-americanas ao jornal New York Times.

Trump acrescentou ainda ter "três excelentes opções" de candidatos para liderar o Irão no futuro, sem revelar nomes.

Petróleo dispara 

As operações na refinaria saudita de Ras Tanura, explorada pela companhia petrolífera nacional Saudi Aramco, foram suspensas após um ataque de drone na zona.

Certas operações foram interrompidas, confirmou o ministro da Energia saudita.

Os preços do petróleo dispararam hoje na abertura dos mercados, ultrapassando brevemente os 80 dólares por barril.

A navegação no estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do consumo mundial de petróleo, está paralisada.

A Organização Marítima Internacional (OMI) apelou às companhias marítimas para que evitassem a região.

O aparelho iraniano atingido no coração

O quartel-general dos Guardas da Revolução foi destruído, segundo o Pentágono, a sede da Defesa norte-americana.

Os meios de comunicação iranianos confirmaram a morte de vários altos responsáveis, nomeadamente o chefe dos Guardas da Revolução, o chefe do estado-maior das forças armadas e o ministro da Defesa.

Os ataques israelitas e norte-americanos mataram 48 líderes iranianos, segundo Donald Trump, que não forneceu detalhes.

Homenagens a Khamenei 

Depois dos gritos de alegria que ecoaram em Teerão no sábado após a morte do 'ayatollah' Khamenei, milhares de pessoas prestaram homenagem ao líder supremo no domingo, também na capital, aos gritos de "Morte à América!" e "Morte a Israel!".

Concentrações do mesmo tipo foram relatadas em Shiraz (sul) e Yazd (centro).

No vizinho Paquistão, pelo menos 17 pessoas morreram no domingo em manifestações pró-iranianas.

Bagdad foi palco de confrontos entre manifestantes e a polícia perto da embaixada dos Estados Unidos.


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Os três aviões de combate norte-americanos, que se despenharam no Kuwait, foram abatidos pelo exército kuwaitiano, quando o Irão atacava a região, afirmou hoje o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Comer torradas queimadas aumenta o risco de cancro? Cientistas respondem... Deixou queimar a torrada e mesmo assim vai comê-la? Acha que não corre risco nenhum? Existem pessoas que acreditam que pode estar a aumentar o risco de cancro. Será que é mesmo assim?

Por Noticiasaominuto.com 

Existem pessoas que acreditam que consumir torradas queimadas pode aumentar o risco de cancro. Será que é mesmo assim? Haverá riscos em consumir uma torrada que ficou mais do que devia na torradeira ou até outro tipo de alimentos que estejam queimados? Cientistas esclarecem a questão.

O Mirror começa por alertar para esta questão através de um estudo de 2002 da Suécia, feito pela Universidade de Estocolmo. Em causa estavam os níveis elevados de acrilamida encontrados em alguns alimentos que acabavam por ser cozinhados em demasia. 

O estudo mostrou que o consumo de batatas e cereais assados no forno ou fritos podem ter alto níveis de acrilamida, o que poderia ser cancerígeno.  "A acrilamida é considerada cancerígena com base em evidências suficientes provenientes de estudos em animais de experimentação", revela o programa nacional dos Estados Unidos referente à toxicologia.

Perigoso comer torradas queimadas?

Já em 2015, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos revelou que a acrilamida aumenta potencialmente o risco de desenvolvimento de cancro para pessoas de todas as faixas etárias.

Apesar de vários alertas, os estudos ainda não são 100% conclusivos quando a este elemento. Alguns cientistas apontam que grande parte dos estudos foram feitos em animais. O mesmo departamento de toxicologia dos Estados Unidos revelou que “um grande número de estudos epidemiológicos em humanos não encontrou evidências consistentes de que a exposição à acrilamida na dieta esteja associada ao risco de cancro”.

A cientista Fatima Saleh é da mesma opinião. “Após quase 30 anos da sua classificação como provável elemento cancerígeno ainda existem evidências inconsistentes do seu efeito em humanos”, revelou em entrevista à BBC.

"Se continuarmos a realizar mais estudos em humanos, poderemos ter dados suficientes para alterar a classificação da acrilamida", continua. 

Também Neil Iyengar vai ao mesmo encontro. “Alguns estudos sugerem que, ao cozinhar demais ou queimar os alimentos, criam-se substâncias cancerígenas que podem ser prejudiciais ao organismo. Diria que é uma hipótese, por enquanto. Não estou convencido de que seja realmente o caso."

Em causa não está o facto de ser considerada tóxica, mas sim se a ingestão em pequenas quantidades pode mesmo aumentar o risco de cancro.

A razão pela qual nunca deve guardar batatas no frigorífico

Quando se trata de batatas, colocá-las no frigorífico pode aumentar o risco de cancro. Sim, leu bem. 

A temperatura baixa pode converter o amido da batata em açúcar, informa o Mirror. Então, quando assa ou frita as batatas a temperaturas mais elevadas, esses açúcares combinam-se com o aminoácido asparagina e produzem uma substância química chamada acrilamida, de acordo com a American Cancer Society.

A acrilamida é um produto químico usado para fazer papel, corantes e plástico, além de tratar água potável e esgoto. A acrilamida pode ser encontrada em alimentos como batatas fritas, biscoitos, pão, cereais e café. 

Pesquisas mostraram que o produto químico aumentou o risco de cancro em ratos. Estudos em humanos não demonstraram evidências consistentes de que a exposição à acrilamida através da dieta aumenta o risco, mas houve resultados mistos relativos ao cancro do rim, do útero e dos ovários.

China retira mais de 3.000 cidadãos após morte de chinês em Teerão... A China informou hoje que mais de 3.000 cidadãos chineses foram retirados do Irão desde o início da ofensiva militar no país, após confirmar a morte de um dos seus nacionais em Teerão devido ao conflito.

Por LUSA 

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que, desde que a situação de segurança "se tornou tensa", o ministério, a embaixada e os consulados da China no Irão emitiram vários alertas e instaram os cidadãos chineses a abandonar o país "o mais rapidamente possível".

Segundo a responsável, até segunda-feira mais de 3.000 cidadãos chineses deixaram o Irão, enquanto as representações diplomáticas chinesas em países vizinhos enviaram equipas para postos fronteiriços, a fim de prestar assistência aos que atravessam por via terrestre.

"Tendo em conta a atual e grave situação de segurança no Irão, recordamos solenemente aos cidadãos chineses que reforcem as suas medidas de proteção pessoal e evacuem o mais rapidamente possível de forma segura", afirmou Mao.

A atualização surge após a confirmação da morte de um cidadão chinês em Teerão, no contexto da ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão e das subsequentes represálias na região.


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No dia 02 de março de 2026, o Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanhado pelo Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho às instalações da Telecel, em Bissau.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações 

A visita enquadra-se na estratégia do Governo de acompanhar de perto o funcionamento das empresas que operam no setor das telecomunicações, considerado fundamental para o desenvolvimento económico e a transformação digital do país.

Após percorrer os diferentes serviços e inteirar-se do funcionamento da operadora, o Ministro Florentino Mendes Pereira prestou declarações à imprensa, destacando a importância do reforço da qualidade dos serviços, da modernização das infraestruturas tecnológicas e do compromisso das operadoras com a expansão da cobertura nacional.

O governante sublinhou ainda que o Executivo continuará a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros do setor, visando garantir melhores condições de conectividade, inclusão digital e maior competitividade no mercado das telecomunicações na Guiné-Bissau.

As cerimónias fúnebres das crianças vítimas de acidente de viação realizam-se esta tarde, no Cemitério de Antula. As crianças tinham acabado de sair das aulas na Escola Atadamum, na Avenida João Bernardo Vieira, onde ocorreu o trágico acidente


Guiné-Bissau: Ministro Florentino Mendes Pereira preside à abertura de workshop sobre GovStack

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações  Bissau, 02 de março de 2026

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, presidiu hoje, pelas 9h30, no Hotel Royal, à cerimónia de abertura oficial do workshop dedicado à implementação do GovStack na Guiné-Bissau.

O encontro é organizado pelo Instituto Tecnológico para a Modernização Administrativa (ITMA), em parceria com a União Internacional das Telecomunicações (UIT), com o apoio do Banco Mundial, através do projeto WARDIP, e tem como objetivo acelerar a transformação digital do país e consolidar bases alinhadas com padrões internacionais.

Na sua intervenção, o Ministro destacou que a modernização do Estado constitui uma escolha política clara e estratégica do Governo, visando tornar os serviços públicos mais eficientes, inclusivos e orientados para o cidadão. Referiu que, apesar dos desafios identificados no Diagnóstico da Economia Digital — como limitações de conectividade, infraestruturas e competências digitais —, o país dispõe de condições para avançar de forma estruturada e sustentável.

O governante sublinhou que o GovStack representa uma oportunidade estratégica para construir uma arquitetura digital interoperável, evitar a fragmentação de sistemas e reforçar a eficiência, transparência e confiança nos serviços públicos.

O Sr. Florentino Mendes Pereira reafirmou ainda que a transformação digital é uma prioridade política irreversível, devendo ser conduzida de forma inclusiva, garantindo oportunidades para jovens, mulheres e populações das zonas rurais.

O ato culminou com a declaração oficial de abertura do workshop, apelando à colaboração interinstitucional e ao compromisso coletivo para a construção de um Governo Digital moderno e ao serviço de todos os cidadãos.

A Direção do Hospital Nacional Simão Mendes em conferência de imprensa para atualização sobre a situação clínica dos pacientes internados.

 

COMUNICADO

 


Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones iranianos... A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.

Por LUSA 

A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.

Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.

Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.


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Filmado momento em que F-15 é abatido junto a embaixada no Kuwait... Momento em que um caça f-15 é abatido no Kuwait ficou registado em vídeo. Pilotos terão sobrevivido. Assista ao momento.

Por Noticiasaominuto.com 

O momento em que um caça F-15 norte-americano é abatido ficou filmado em imagens. O incidente aconteceu junto à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) no Kuwait, na manhã desta segunda-feira.

Nas imagens pode ver-se também a embaixada em chamas, na sequência de um ataque iraniano. Segundo a imprensa internacional, vários aparelhos militares dos EUA foram esta manhã atingidos.

A causa do acidente ainda não é conhecida, mas os pilotos parecem ter sobrevivido, dado que foram vistos a ejetar-se do aparelho em segurança, indica o NY Post.

"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".

Antes disso, as sirenes soaram na capital do Kuwait.

Tensão no Kuwait intensificou-se esta manhã

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Novo conflito começou no sábado

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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Pivot australiana recorreu à língua persa para deixar uma mensagem ao líder do Irão, Ali Khamenei, após saber-se que tinha sido abatido pelas forças norte-americanas.


Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA... Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei.

Por LUSA 

O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.

Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou este domingo a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Além da morte de Khamenei, Teerão confirmou a morte de várias figuras de topo na hierarquia militar e política do país.

Segundo a organização Crescente Vermelho iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.


Hezbollah ataca Israel desde o Líbano e exército israelita retalia... Israel anunciou hoje ter registado vários mísseis lançados do Líbano contra zonas do norte do país, ataques reivindicados pelo grupo xiita Hezbollah, num contexto de escalada bélica regional após Israel e Estados Unidos atacarem o Irão.

Por LUSA 

Vários alertas foram ativados no norte de Israel após os ataques, pouco depois da meia-noite (22h00 de domingo em Lisboa), de acordo com informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) na plataforma de mensagens Telegram.

As FDI garantiram que estavam a responder com bombardeamentos em território libanês.

"A Força Aérea intercetou um projétil que cruzou do Líbano (...) Não foram relatados danos ou vítimas", anunciou o exército israelita, notando que outros projéteis caíram em áreas abertas.

O Hezbollah reivindicou posteriormente a autoria dos ataques, que foram dirigidos ao sul de Haifa, de acordo com um comunicado do grupo, divulgado por meios de comunicação como a emissora do Qatar Al Jazeera.

De acordo com esta informação, o grupo xiita atacou Israel "em vingança pelo sangue do imã Khamenei".

"A nossa resposta é de legítima defesa", acrescentou.

As FDI garantiram estar a responder a estes ataques "de forma vigorosa" com bombardeamentos dirigidos contra "a organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano", que acusou de "operar sob os auspícios do regime terrorista iraniano".

"As FDI estavam preparadas para este cenário como parte das operações de combate no âmbito da operação Rugido do Leão", como batizaram o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão no sábado.

Esta troca de fogo e acusações ocorre num contexto de escalada bélica regional após o bombardeamento de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que causou a morte do líder supremo iraniano, do 'ayatollah' Ali Khamenei, além de vários altos oficiais militares, deixando um saldo total de mais de 200 vítimas mortais.

Israel bombardeia regularmente o Líbano com o objetivo de enfraquecer o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão.

O Irão, por sua vez, bombardeou Israel, causando nove mortos, e os países aliados dos Estados Unidos na região onde Washington mantém bases militares, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde também deixou três vítimas mortais.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


Leia Também: Beirute considera "irresponsável" e "perigoso" ataque do Hezbollah a Israel

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.


Petróleo sobe 13% devido ao conflito no Médio Oriente... Com a eclosão do conflito regional, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, está comprometido.

Por Sicnoticias 

Os preços do petróleo dispararam este domingo 13% na abertura dos mercados, com o conflito desencadeado pelos ataques americanos e israelitas contra o Irão e as suas repercussões no Médio Oriente a fazerem temer perturbações no abastecimento de crude.

Por volta das 23:15 GMT, o barril de Brent do Mar do Norte disparou 9,90%, para 80,16 dólares (67,84 euros), após abrir com alta de 13%. O barril de West Texas Intermediate (WTI) disparou 8,25%, para 72,55 dólares (61,40 euros), e os analistas receiam uma onda de subida de preços.

Estes números representam um salto significativo no preço do Brent, a referência internacional do petróleo, que havia gradualmente incorporado um prémio de risco geopolítico para chegar a mais de 72 dólares na sexta-feira, longe dos 61 dólares (51,62 euros) do início do ano.

Com a eclosão do conflito regional, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, está comprometido, alertam.

"O fator mais relevante para o mercado petrolífero é a quantidade de petróleo produzida na região e a situação no estreito de Ormuz, por onde transitam diariamente cerca de 21 milhões de barris de petróleo bruto e produtos petrolíferos", insiste Giovanni Staunovo, da UBS.

O estreito não está totalmente fechado - alguns navios chineses e iranianos teriam passado por ele, segundo a Kpler - mas o tráfego agora é quase impossível.

Após o ataque a dois navios no domingo ao largo dos Emirados Árabes Unidos e de Omã, no estreito de Ormuz, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez apelou às companhias marítimas para que "evitem" a região.

O preço dos seguros torna-se proibitivo neste contexto, e as principais companhias marítimas confirmaram a suspensão da passagem da sua frota.

É certo que "infraestruturas alternativas no Médio Oriente podem ser utilizadas para contornar os fluxos que transitam pelo estreito, mas o impacto líquido continua a ser uma perda efetiva de 8 a 10 milhões de barris de oferta de petróleo bruto", afirma Jorge Leon, analista da Rystad Energy, numa nota divulgada na véspera.

Em teoria, os países importadores de petróleo dispõem de reservas, uma vez que os membros da OCDE devem manter 90 dias de reservas de petróleo, mas não se excluem preços superiores a 100 dólares (84,63 euros).

Em resposta à guerra no Irão, a Arábia Saudita, a Rússia e seis outros membros da OPEP+ aumentaram no domingo as suas quotas de produção de petróleo em 206.000 barris por dia para o mês de abril, um volume superior ao previsto.

"Mesmo sem uma paragem total da produção, o aumento dos prémios relacionados com o conflito, as alterações de rotas e a reavaliação dos seguros podem manter os custos do petróleo bruto e do frete a um nível elevado", observa Charu Chanana, da Saxo Markets.

"Com toda a região do Golfo afetada, a dissipação deste prémio de risco geopolítico poderá demorar algum tempo, tendo em conta, nomeadamente, o papel central da região no abastecimento energético mundial", insiste.

Tanto mais que "o Irão também tem todo o interesse em utilizar os mercados energéticos para exercer pressão económica", acrescenta Chanana.

"O calcanhar de Aquiles de (Donald) Trump são os preços elevados do petróleo", confirma Michelle Brouhard, analista da Kpler.

domingo, 1 de março de 2026

IRÃO: Guarda Revolucionária ou se rende ou "enfrenta morte certa", ameaça Trump... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje a Guarda Revolucionária iraniana com "morte certa" se não se render, prometendo ainda vingar a morte de militares americanos, em declarações difundidas na sua rede social.

© Getty Images    Por  LUSA   01/03/2026

"Exorto a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber imunidade total ou enfrentar uma morte certa. A morte não será agradável", declarou Trump num vídeo.

Segundo Trump, "todo" o comando militar do Irão desapareceu e muitos deles "querem render-se para proteger as suas vidas" e imunidade.

Mesmo assim, Trump adiantou que as operações continuam "com toda a força", e assim continuarão "até que todos os objetivos sejam alcançados".

Também prometeu vingar a morte de militares americanos, admitindo que haverá mais baixas do lado dos EUA.

Donald Trump defendeu a intervenção militar no Irão como necessária para garantir a segurança dos americanos.

"Durante quase 50 anos, esses extremistas malignos atacaram os EUA enquanto entoavam o slogan 'Morte aos Estados Unidos' ou 'Morte a Israel', ou ambos", disse.

O Presidente norte-americano apelou a "todos os patriotas iranianos que anseiam pela liberdade" para que aproveitem o momento, sejam "corajosos, ousados, heroicos e recuperem o seu país".

"Os Estados Unidos estão convosco. Fiz-vos uma promessa e cumpri-a. O resto depende de vós. Estaremos lá para vos ajudar", afirmou.

Esta é a primeira declaração institucional de Trump desde que anunciou a operação conjunta com Israel na madrugada de sábado. Até agora, o presidente norte-americano só tinha mantido breves entrevistas por telefone com alguns meios de comunicação.

Reino Unido permite que EUA usem bases militares

Por seu lado, o Reino Unido concordou que os Estados Unidos usem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, conforme solicitado por Trump, indicou hoje o primeiro-ministro Keir Starmer, comentando que Londres "não participará de ações ofensivas no Irão".

"A nossa decisão de que o Reino Unido não participaria nos ataques contra o Irão foi cuidadosamente ponderada", afirmou num vídeo publicado na rede social X.

"Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles", sublinhou o chefe do governo britânico.

Mas "o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos" e os seus aliados na região, sustentou Keir Starmer, acreditando que "a única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte: nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis".

O Governo britânico autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas "para este fim defensivo específico e limitado", que foi aceite porque "está em conformidade com o direito internacional".

Segundo o primeiro-ministro, "pelo menos 200.000 cidadãos britânicos", residentes ou turistas, encontram-se nos países afetados pela escalada regional no Médio Oriente, na sequência dos primeiros ataques americanos e israelitas ao Irão, que lançou represálias contra vários países vizinhos e Israel.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


Leia Também: Trump prevê mais quatro semanas de ataques ao regime de Teerão

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, previu hoje que os ataques contra o Irão irão continuar nas próximas quatro semanas, admitindo que poderá haver mais perdas entre os militares norte-americanos.