Por LUSA
Eis os principais desenvolvimentos do conflito, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP):
Israel volta a atingir Teerão
O exército israelita disse hoje que continuava a realizar "ataques em grande escala" em Teerão contra "alvos do regime terrorista iraniano".
O Crescente Vermelho anunciou um balanço de 555 mortos desde o início da guerra, no sábado, com vítimas em vários pontos do país além da região de Teerão, incluindo Fars (sul), Sanandaj (oeste) e Yazd (centro).
A agência de notícias iraniana Tasnim relatou hoje explosões na capital.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China anunciou que um cidadão chinês foi morto em Teerão.
O conflito estende-se ao Líbano
O Hezbollah tinha prometido "enfrentar a agressão" de Israel e os Estados Unidos contra o Irão após a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, no sábado.
O movimento armado pró-iraniano baseado no Líbano afirmou hoje ter disparado mísseis e drones contra Israel, pela primeira vez neste conflito.
O exército israelita respondeu, anunciando ataques contra alvos do Hezbollah "em todo o Líbano" e ordenando a retirada dos habitantes de meia centena de aldeias.
Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões em Beirute e viram numerosos residentes a fugir para o sul do país.
Segundo um primeiro balanço oficial, os ataques israelitas causaram 31 mortos e 149 feridos.
O chefe do exército israelita disse que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".
Base britânica atingida
A pista da base aérea britânica de Akrotiri, Chipre, foi atingida por um engenho iraniano, de acordo com o Presidente cipriota, Nikos Christodoulides.
"Embora a República de Chipre não tenha sido o alvo, quero ser clara: estamos coletivamente, firmemente e de forma inequívoca ao lado dos nossos Estados-membros perante qualquer ameaça", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Explosões em Jerusalém
Várias explosões foram ouvidas hoje ao amanhecer em Jerusalém, onde as sirenes de alerta ecoaram após o anúncio pelo exército de disparos de mísseis iranianos.
No domingo, um míssil iraniano atingiu um abrigo em Bet Shemesh (centro), causando nove mortos, 11 desaparecidos e 46 feridos.
As equipas de socorro também anunciaram a morte de uma mulher em Telavive.
+++ Irão exclui qualquer negociação +++
Teerão "não negociará com os Estados Unidos", afirmou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que os dirigentes iranianos queriam negociar.
Larijani acusou Trump de ter precipitado o Médio Oriente no caos com os seus "sonhos ilusórios".
Os Guardas da Revolução declararam hoje ter lançado uma salva de mísseis sobre as cidades de Telavive, Haifa e Jerusalém Oriental.
O exército iraniano afirmou ter visado a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait.
A agência oficial Irna citou o governador da província central de Yazd, Esmail Dehestani, a afirmar que vários locais "nas cidades de Ardakan e Yazd, bem como um local na estrada Yazd-Mehriz, foram atacados".
Um morto no Bahrein, explosões no Qatar e nos Emirados
Uma pessoa morreu no Bahrein num ataque iraniano, anunciou hoje o Ministério do Interior.
Jornalistas da AFP em Doha, Abu Dhabi e Dubai ouviram fortes explosões.
Um correspondente da AFP viu um espesso fumo negro subir hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, que aconselhou as pessoas a não se deslocar à representação diplomática.
O exército do Kuwait disse ter intercetado vários drones sobre o território do país.
Ataques no Iraque
Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto iraquiano de Erbil (norte), que acolhe tropas norte-americanas.
Sistemas de defesa antiaérea próximos do aeroporto abateram vários drones.
Trump admite mais baixas norte-americanas
Vários aviões de combate norte-americanos despenharam-se no Kuwait hoje, mas as tripulações sobreviveram, segundo o Ministério da Defesa kuwaitiano.
Os Estados Unidos anunciaram no domingo a perda de três militares, as primeiras baixas norte-americanas no conflito.
"Não serão as últimas", alertou Donald Trump.
Tal como no sábado, Trump lançou um apelo ao povo iraniano: "retomem o poder, a América está convosco".
Pressionou também, uma vez mais, os efetivos da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, a depor as armas ou a morrer se não o fizerem.
"Quatro a cinco semanas" foi a estimativa que deu sobre a duração das operações norte-americanas ao jornal New York Times.
Trump acrescentou ainda ter "três excelentes opções" de candidatos para liderar o Irão no futuro, sem revelar nomes.
Petróleo dispara
As operações na refinaria saudita de Ras Tanura, explorada pela companhia petrolífera nacional Saudi Aramco, foram suspensas após um ataque de drone na zona.
Certas operações foram interrompidas, confirmou o ministro da Energia saudita.
Os preços do petróleo dispararam hoje na abertura dos mercados, ultrapassando brevemente os 80 dólares por barril.
A navegação no estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do consumo mundial de petróleo, está paralisada.
A Organização Marítima Internacional (OMI) apelou às companhias marítimas para que evitassem a região.
O aparelho iraniano atingido no coração
O quartel-general dos Guardas da Revolução foi destruído, segundo o Pentágono, a sede da Defesa norte-americana.
Os meios de comunicação iranianos confirmaram a morte de vários altos responsáveis, nomeadamente o chefe dos Guardas da Revolução, o chefe do estado-maior das forças armadas e o ministro da Defesa.
Os ataques israelitas e norte-americanos mataram 48 líderes iranianos, segundo Donald Trump, que não forneceu detalhes.
Homenagens a Khamenei
Depois dos gritos de alegria que ecoaram em Teerão no sábado após a morte do 'ayatollah' Khamenei, milhares de pessoas prestaram homenagem ao líder supremo no domingo, também na capital, aos gritos de "Morte à América!" e "Morte a Israel!".
Concentrações do mesmo tipo foram relatadas em Shiraz (sul) e Yazd (centro).
No vizinho Paquistão, pelo menos 17 pessoas morreram no domingo em manifestações pró-iranianas.
Bagdad foi palco de confrontos entre manifestantes e a polícia perto da embaixada dos Estados Unidos.
Leia Também: Três caças norte-americanos abatidos "por engano pelo Kuwait"
Os três aviões de combate norte-americanos, que se despenharam no Kuwait, foram abatidos pelo exército kuwaitiano, quando o Irão atacava a região, afirmou hoje o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


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