sábado, 20 de junho de 2026

Irão volta a encerrar Ormuz após ataques de Israel contra o Líbano... O Irão anunciou, este sábado, ter voltado a encerrar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, como consequência da "violação da promessa por parte do inimigo".

© Shady Alassar/Anadolu via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  20/06/2026 

O comando militar central iraniano anunciou, este sábado, ter encerrado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, devido aos ataques de Israel ao sul do Líbano, que classificou como uma  "violação da promessa por parte do inimigo".

"Fica por este meio anunciado que o Estreito de Ormuz será encerrado ao tráfego marítimo; salienta-se que esta primeira medida constitui uma resposta à violação da promessa por parte do inimigo e que, caso a agressão continue, serão planeadas e tomadas medidas adicionais para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações", adiantou o Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal e citado pela Al Jazeera.

O regime iraniano tinha encerrado esta passagem estratégica entre o oceano Índico e o golfo Pérsico, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro.

A reabertura do estreito estava prevista no memorando de entendimento assinado na quarta-feira pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, com vista ao início de negociações para pôr um fim ao conflito no Médio Oriente.

Na quinta-feira, 25 navios atravessaram o estreito de Ormuz, um volume cinco vezes superior à média dos primeiros dez dias de junho e sem precedentes desde meados de abril.

De notar que ataques israelitas mataram mais de 50 pessoas em 24 horas, apesar do anúncio, na véspera, de um cessar-fogo entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah, segundo noticiou a agência oficial libanesa ANI.

Sublinhe-se ainda que o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que Israel cessaria os ataques no Líbano, porque "cumpre o que promete", na sexta-feira. Além disso, alegou que, se não fosse Washington, os israelitas teriam sido aniquilados.

"Respeitam-me muito e fazem o que eu lhes digo", disse Trump, referindo-se às autoridades israelitas, numa entrevista concedida ao portal de notícias Axios, quando questionado se poderia impedir Israel de atacar o país vizinho.

O memorando de entendimento estipulava "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano, onde Israel e o Hezbollah, aliado de Teerão, se confrontam há mais de três meses.

O texto previa também que a integridade territorial libanesa devia ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.


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