sábado, 24 de janeiro de 2026

"Discombobulator": Trump revela arma secreta usada pelos EUA na Venezuela... O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou o uso de uma nova arma secreta, chamada "Discombobulator", na operação que resultou na captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. A arma terá incapacitado as forças de defesa venezuelanas, impedindo-as de responder à ofensiva norte-americana.

Por  LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que foi usada uma nova arma secreta norte-americana na operação para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agora deposto.

Em entrevista exclusiva ao jornal New York Post, que teve lugar na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump gabou-se de uma arma misteriosa que fez com que o "equipamento [da Venezuela] não funcionasse", nomeadamente, quando os helicópteros norte-americanos desceram sobre Caracas a 3 de janeiro.

A arma chama-se, em inglês "Discombobulator". Em português, a palavra traduz-se para algo como "desorganizador" ou "desorientador". Trump acrescentou que  não tem "autorização" para falar sobre esta arma.

"Adorava [falar]", mas, segundo o próprio, a segurança dos Estados Unidos exige que a arma secreta seja mantida assim mesmo - em segredo.

Na entrevista, Trump revelou apenas que o "Discombobulator" fez com que as forças de defesa da Venezuela fossem incapazes de responder à ofensiva norte-americana.

"Eles nunca conseguiram lançar os rockets. Tinham rockets russos e chineses e nunca os conseguiram lançar. Nós chegámos, eles pressionaram uns botões e nada funcionou", contou o chefe de Estado dos EUA.

Arma secreta e "Síndrome de Havana": Haverá ligação?

Trump divulgou a informação depois de ser questionado sobre relatos que se ouviram esta semana de que a administração Biden tinha comprado uma arma de energia pulsada, suspeita de criar a chamada "Síndrome de Havana".

A doença, que não é reconhecida oficialmente, terá sido identificada pela primeira vez em 2016, quando um grupo de diplomatas norte-americanos em Havana, a capital de Cuba, começaram a reportar problemas de natureza cognitiva, tais como dores de cabeça, insónias e tonturas. Com o passar dos anos, a síndrome foi denunciada noutros pontos do mundo, mas as suas causas permanecem um mistério.

Apesar de haver suspeitas de que os sintomas possam estar ligados a uma arma (e não a um vírus), ainda se sabe muito pouco sobre ambas - tanto a arma, como a tal síndrome. Contudo, alguns dos relatos no terreno feitos a 3 de janeiro coincidem com os sintomas em questão.

"A certa altura, eles lançaram algo; eu não sei como o descrever. Foi como uma onda de som muito intensa. De repente, senti que a minha cabeça ia explodir por dentro", descreveu uma das testemunhas da operação norte-americana.

"Começámos todos a sangrar do nariz. Alguns estavam a vomitar sangue. Caímos ao chão, incapazes de nos mexer. Nem sequer nos conseguíamos levantar depois daquela arma sónica - ou o que quer que tenha sido."

Na mesma altura, "todos os nossos sistemas de radar foram abaixo sem qualquer explicação", relatou um dos guardas do presidente deposto.

"Logo a seguir vimos drones, muitos drones, a sobrevoar as nossas posições. Não sabíamos como reagir", contou. E, depois dos drones, chegaram os helicópteros, "apenas oito", com cerca de 20 soldados norte-americanos.

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados no passado dia 3, durante a madrugada, pelas forças norte-americanas, que alegaram estar a dar cumprimento a um mandado judicial para deter o presidente venezuelano. Tanto Maduro quanto a esposa estão agora detidos nos EUA, e acusados de narcotráfico, entre outros crimes.


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A fortuna de Donald Trump encontra-se entre as 600 maiores do mundo, com a revista Forbes a colocá-la, na primeira quinzena de janeiro, no posto 580, com o equivalente a 6,2 mil milhões de euros. A imprensa dos Estado Unidos fala num aumento substancial em cerca de 12 meses, graças a atividades que em nada têm a ver com as funções do Presidente Trump na Casa Branca.


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Emmanuel Macron, Keir Starmer e Giorgia Meloni reagiram às declarações do Presidente dos EUA, que questionou o desempenho das tropas aliadas da NATO no Afeganistão. O Presidente francês classificou os comentários como "inaceitáveis" e reiterou gratidão às famílias dos soldados mortos. 

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