domingo, 2 de agosto de 2026

Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta (e confirma 71 mortos)... As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images   Por LUSA   02/08/2026 

Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas.

As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.

Já foram retirados do mar, nas águas junto à fronteira, 71 corpos de pessoas que se afogaram na tentativa de entrar em Ceuta nos últimos dias, disseram à EFE as fontes da polícia espanhola.

Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.

Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.


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O Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) do Parlamento Europeu pediu numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para "intervir imediatamente" para esclarecer as normas do espaço Schengen.

GUERRA NA UCRÂNIA: Dois mortos após ataque de drones ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram devido aos ataques de drones ucranianos na região de Sarátov, a 700 quilómetros a sudeste de Moscovo, foi hoje anunciado.

© Roman Busargin/ Instagram   Por LUSA  02/08/2026 

"Duas pessoas morreram num ataque com drone inimigo", comunicou o governador de Sarátov, Román Busarguin, nas redes sociais.

Os ataques também provocaram incêndios numa refinaria e num aeródromo, juntamente com um armazém da Wildberries, a Amazon russa, na região vizinha.

As autoridades regionais comunicaram apenas danos num apartamento residencial, mas canais do Telegram acrescentam que foram detetados incêndios num aeródromo e numa refinaria da Rosneft.

Paralelamente, na região vizinha de Samara, outro armazém da Wildberries foi atacado.

"O ataque à instalação logística da empresa na região de Samara provocou um incêndio. Os bombeiros estão no local. Não há vítimas", diz um comunicado da própria empresa.

O canal de Telegram Astra chamou a atenção para o fato de que a apenas a 450 metros do armazém havia uma enorme bandeira russa pintada no campo acompanhada pelas letras 'Z' e 'V', que se tornaram símbolos de apoio à guerra da Ucrânia, iniciada pela Rússia em 2022.

O ministério da Defesa russo informou que as defesas antiaéreas derrubaram esta noite um total de 635 drones ucranianos nas regiões de Bélgorod, Briansk, Volgogrado, Vorónezh, Kaluga, Kursk, Lípetsk, Oriol, Rostov, Riazán, Sarátov, Tambov, Tula, a região de Moscou, Krasnodar e a península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Drones também foram intercetados quando sobrevoavam o mar de Azov e o mar Negro.


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Investidas recentes têm buscado atingir estruturas consideradas relevantes para a economia e a logística do país, ampliando o alcance das operações longe do front.

Bagdad compromete-se a impedir ataques de milícias xiitas pró-iranianas... O primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi, comprometeu-se a impedir eventuais ataques de milícias xiitas pró-iranianas no Iraque contra os países vizinhos, que insistiram em advertir que responderão contra o território iraquiano a possíveis ações desses grupos.

© Reuters    Por  LUSA   02/08/2026 

Segundo um comunicado, Al Zaidi manteve uma reunião na noite de sábado em Bagdad com os seus principais assessores de segurança, na qual "exigiu prevenir qualquer transgressão ou ameaça proveniente do território iraquiano contra os países vizinhos".

Al Zaidi também "pediu a criação de um comité de segurança conjunto para enfrentar esses desafios e ordenou o desenvolvimento de mecanismos dissuasivos para evitar a repetição de tais casos ou qualquer possível violação", refere o comunicado.

O encontro ocorreu depois de a Jordânia e a Síria terem advertido Bagdad de que responderiam a qualquer agressão a partir do Iraque por parte de milícias iraquianas alinhadas com o Irão no contexto da guerra entre os Estados Unidos e a República Islâmica, informaram meios árabes, citando fontes não identificadas.

As advertências ocorrem poucos dias depois dos bombardeamentos conjuntos da semana passada dos EUA e da Arábia Saudita contra posições das forças iraquianas pró-Irão, as Forças de Mobilização Popular (FMP), no leste do Iraque, dos quais resultou a morte de 20 membros das milícias.

As FMP, uma amálgama maioritariamente formada por grupos xiitas - embora também sunitas e de outros grupos minoritários - iraquianos integrados nas forças de segurança do Iraque, foram acusadas por Washington e Riade, bem como por vários outros vizinhos do Iraque, de lançar ataques com drones e foguetes contra os seus interesses em apoio ao Irão.

Al Zaidi ordenou na reunião com os seus assessores de segurança que estes "façam cumprir a lei, reforcem a segurança e a estabilidade e assumam as suas responsabilidades na proteção da soberania e das boas relações de vizinhança", segundo o comunicado.

"Foi reafirmado também que as Forças Armadas estão dispostas a frustrar qualquer tentativa de atacar os países vizinhos, e o seu firme compromisso de não permitir que o território iraquiano seja utilizado como plataforma de lançamento ou via de passagem para a agressão contra países irmãos e amigos", conclui o comunicado.

Ceuta. Governo português apoia reunião de ministros da União Europeia... O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo português apoia a realização da reunião de emergência dos ministros da Administração Interna da União Europeia, marcada para terça-feira, para discutir a situação em Ceuta.

Por  RTP 

"Apoiamos a realização de um conselho da UE de ministros do interior para tratar da grave crise migratória em Ceuta", lê-se numa mensagem publicada hoje na conta oficial de Luís Montenegro nas redes sociais e replicada nas contas do Governo.

Na mensagem, o primeiro-ministro defende que a "política rigorosa de regulação e humanismo" do Governo português, "no acolhimento e no retorno e a cooperação e acompanhamento permanente nos países de origem são o caminho certo na gestão da imigração".

A cidade autónoma espanhola de Ceuta, no Norte de África, registou desde quinta-feira a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, que as autoridades locais estimaram em cerca de 60 mil, acima das cerca de 50.000 entradas contabilizadas pelo Governo de Madrid.

Pelo menos 53.000 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até hoje, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol, e pelo menos 67 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.

O agendamento da reunião dos ministros da UE, que irá decorrer por videoconferência, responde aos pedidos de 22 Estados-membros para analisar a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta e também do Governo espanhol.

Numa carta dirigida aos responsáveis máximos da UE, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou "profunda preocupação" com a reação de alguns governos europeus "na sequência do incidente ocorrido na fronteira externa da União Europeia, em Ceuta".

"A maioria demonstrou-nos apoio e solidariedade e ofereceu-nos ajuda. Outros, no entanto, optaram por atacar Espanha e pedir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen", referiu o primeiro-ministro espanhol na carta, citada pela agência EFE, numa alusão à decisão do governo italiano, que decidiu implementar, a partir de hoje, controlos aleatórios nos aeroportos e portos marítimos a cidadãos não pertencentes à UE provenientes de Espanha.

Pedro Sánchez considera que, "no atual contexto internacional, a União Europeia não pode dar-se ao luxo de ter este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal".

Ceuta é um pequeno território, com cerca de 83.000 habitantes, situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, e é igualmente uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Irão? Trump anuncia suspensão de ataques após perspetiva de novo acordo... O presidente Donald Trump afirmou este sábado que os aliados do Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.

© Lusa  02/08/2026 

O Presidente norte-americano acrescentou numa publicação na Truth Social, a rede social que lhe pertence, que o acordo em vias de ser concluído "incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão", em maiúsculas, como sempre faz.

"Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irão bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", acrescentou.

Segundo Trump, Israel concordou em juntar-se aos Estados Unidos no compromisso de tentar concluir o acordo com o Irão para pôr fim à guerra.

Pouco antes de anúncio do chefe de Estado norte-americano, o meio de comunicação Axios - órgão ao qual são passadas com frequência pela Casa Branca informações de fontes sob anonimato - revelou que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, líder de facto do reino, manifestou a Trump este sábado preocupações quanto a uma potencial escalada do conflito com o Irão por parte dos EUA, num telefonema, revelado por fonte a par da discussão entre os líderes.

A conversa surgiu num momento em que Trump ponderava se devia ou não levar a cabo novos ataques contra o Irão, segundo a imprensa norte-americana.

Os sauditas, de acordo com a fonte anónima da Casa Branca, manifestaram preocupação com a possibilidade de, caso os Estados Unidos atacassem as infraestruturas energéticas do Irão ou realizassem ataques em grande escala contra outras infraestruturas-chave, Teerão poderia responder com ataques às infraestruturas energéticas do reino e de outros países do Golfo.

O príncipe herdeiro terá procurado obter esclarecimentos de Trump sobre quais as novas medidas que este estava a ponderar tomar contra o Irão, revelou a fonte.

Outro responsável da Casa Branca, não autorizado a comentar, confirmou que os líderes falaram no sábado, mas não forneceu quaisquer detalhes sobre o conteúdo da conversa, avançou a agência Associated Press (AP).

No início da semana passada, a Arábia Saudita juntou-se aos Estados Unidos no ataque a vários alvos utilizados por milícias apoiadas pelo Irão no Iraque, ao mesmo tempo que tem vindo a instar Washington e Teerão a regressarem à mesa de negociações para encontrar uma solução para o conflito que já dura há mais de cinco meses.

O príncipe herdeiro também enviou o seu irmão, o ministro da Defesa saudita Khalid bin Salman, a Washington no início da semana passada para reuniões separadas com Trump e com o vice-presidente, JD Vance, para discutirem a estratégia em relação ao Irão.

Os riscos da continuação da ação militar dos Estados Unidos são elevados para Trump e para o Partido Republicano, que enfrentam eleições intercalares decisivas em novembro próximo.

Trump prometeu tomar medidas de retaliação depois de as forças armadas norte-americanas terem frustrado, no início da semana passada, um ataque surpresa do Irão a uma base dos Estados Unidas na Jordânia.

O Presidente disse aos jornalistas na passada sexta-feira que os Estados Unidos "só querem vencer" no Irão e iriam atacar "com toda a força" até que a República Islâmica não consiga aguentar mais.

No sábado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu novos alertas de segurança para os cidadãos norte-americanos em 10 países da região, instando-os a redobrar a cautela devido à escalada das tensões com o Irão.

Os alertas --- que abrangem o Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- exortaram os cidadãos norte-americanos a prepararem-se para a possibilidade de cancelamentos de voos, encerramentos temporários do espaço aéreo e outras perturbações nas viagens.


COMUNICADO!

 

Por Braima Camará

sábado, 1 de agosto de 2026

Curso Gratuito de Biologia Molecular Portátil para Monitorização da Biodiversidade.

Por   IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas

A biologia molecular está cada vez mais acessível. Os avanços na biologia molecular portátil permitem hoje realizar extração de DNA, PCR e sequenciação em áreas protegidas, postos de investigação, universidades e outros contextos onde o acesso a infraestruturas laboratoriais é mais desafiante.

Entre 21 e 28 de setembro de 2026, em Bissau, será realizada um curso intensivo e gratuito dedicado à aplicação destas tecnologias na monitorização da biodiversidade e na genética da conservação.

Durante uma semana, os participantes terão formação teórica e prática em:

🔬 Extração de DNA

🧬 PCR

🧪 DNA barcoding

📖 Sequenciação com equipamentos portáteis

O curso destina-se a estudantes, docentes, investigadores, técnicos de instituições públicas, profissionais de organizações da sociedade civil e outros interessados que pretendam desenvolver competências em biologia molecular aplicadas à conservação da biodiversidade. Será uma oportunidade para promover a troca de experiências e fortalecer redes de colaboração entre profissionais e instituições.

Em Bissau (local a indicar)

De 21–28 de setembro de 2026

14 participantes

Curso gratuito

Bolsas de participação disponíveis para estudantes universitários

Candidaturas até 20 de agosto de 2026

Como candidatar-se?

Envie para primaction.info@gmail.com : 

- Uma carta de motivação (máximo de 1 página), explicando como o curso poderá contribuir para o seu percurso académico ou profissional;

- O seu currículo académico e profissional (máximo de 2 páginas).

Os candidatos selecionados serão contactados até 10 de Setembro. O curso é desenvolvido em parceria com o IBAP e o INIPO, sendo lecionado por investigadores associados às Universidades de Cardiff (Reino Unido) e Oulu (Finlândia) com experiência em genética da conservação e tecnologias portáteis de biologia molecular. 

📢 Partilhe esta oportunidade com quem possa ter interesse! A formação e a colaboração científica são essenciais para fortalecer a investigação e a conservação da biodiversidade

Itália inicia controlo de viajantes de Espanha após suspensão de Schengen... Itália iniciou hoje nos aeroportos e portos verificações aleatórias em viajantes provenientes de Espanha, na sequência da decisão de suspender temporariamente o Acordo de Schengen devido à crise migratória em Ceuta.

© Shutterstock    Por  LUSA  01/08/2026 

No Aeroporto de Fiumicino, em Roma, que recebe uma média de 55 voos diários provenientes de Espanha durante o verão, jornalistas da agência de notícias espanhola Efe constataram a implementação das verificações à medida que os voos comerciais chegavam de cidades como Madrid, Barcelona ou Málaga.

Agentes da polícia italiana solicitavam documentos de identidade ou passaportes aos passageiros provenientes de Espanha, tanto cidadãos da União Europeia, como de fora dos 27, no momento do desembarque, para verificar a nacionalidade, acrescentou a EFE.

Um viajante espanhol confirmou à EFE que os seus documentos foram verificados duas vezes na manga de embarque que liga a aeronave ao terminal do aeroporto.

Os agentes italianos também realizaram verificações de documentos mais direcionadas antes de os passageiros deixarem o aeroporto, designadamente na área pública onde costumam ser recebidos depois de retiradas as bagagens.

Alguns viajantes relataram que a conferência de documentos causou pequenos transtornos na chegada, embora alguns tenham manifestado apoio à medida.

A decisão do Governo italiano, motivada pela crise migratória em Ceuta e justificada pela necessidade de "proteger a segurança nacional", envolve verificações seletivas em cidadãos de países terceiros que chegam de Espanha, para garantir que possuem a documentação adequada para viajar dentro do Espaço Schengen.

A imprensa italiana noticiou que os passageiros só vão passar por verificações adicionais caso surjam irregularidades ou suspeitas.

A suspensão, por Itália, do Acordo de Schengen em relação a Espanha é temporária e deve permanecer em vigor durante todo o mês de agosto, auge da temporada de turismo de verão.

Na sexta-feira, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou que seria dada uma "atenção especial" para garantir que essas verificações não prejudicassem o fluxo de turistas.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a líder da extrema-direita italiana abordou novamente a crise migratória em Ceuta, defendendo "uma resposta europeia urgente à imigração irregular".

Meloni, juntamente com a homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen, liderou uma carta assinada por mais 22 países europeus, instando a liderança da UE a convocar uma reunião de ministros do Interior para coordenar o reforço das fronteiras externas.

"Este é um sinal importante: a posição que a Itália defende há muito tempo é agora partilhada por um número crescente de nações europeias. Defender as fronteiras externas da União não é do interesse de uma única nação, é uma responsabilidade europeia partilhada", observou Meloni na mensagem.

A fronteira entre Marrocos e Ceuta, um enclave autónomo espanhol no norte de África, voltou hoje a uma aparente normalidade, após uma crise sem precedentes que começou na quinta-feira, quando cerca de 50.000 migrantes entraram irregularmente no território, muitos a nado, num incidente que causou pelo menos 67 mortos.

Pelo menos 48.300 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até às 18:00 (17:00 em Lisboa) de sexta-feira, de acordo com o Ministério da Administração Interna espanhol.

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


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Um total de 613 pessoas foram atendidas no Hospital Universitário de Ceuta e em centros de saúde, com 12 hospitalizados, durante quinta e sexta-feira, após a entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos naquela cidade espanhola em África.

Divulgação de vídeos íntimos na plataforma TikTok: CNT exige ação do Estado contra partilha de vídeos íntimos e alerta para “grave ameaça social.

Por  Radio Voz Do Povo / Radio África FM 

O Conselho Nacional de Transição, CNT, condenou esta sexta-feira a crescente divulgação de conteúdos íntimos de jovens nas redes sociais e apelou ao Estado para a adoção de medidas urgentes de combate ao fenómeno.

Numa nota de repúdio, o órgão de transição classifica a partilha de vídeos, com especial incidência na plataforma TikTok, como “uma grave ameaça à privacidade, à dignidade humana e à estabilidade social”.

Para o CNT, a exposição não consentida da intimidade não pode ser confundida com liberdade de expressão. “Representa uma violação dos direitos fundamentais, com impactos devastadores para as vítimas, as suas famílias e toda a sociedade”, lê-se no documento.

O Conselho considera o comportamento “inaceitável” e defende uma resposta articulada das autoridades. Entre as medidas propostas estão o reforço da educação digital nas escolas, o lançamento de campanhas nacionais de sensibilização e prevenção e a eventual revisão da legislação em vigor, para assegurar “uma proteção mais eficaz da privacidade e da dignidade dos cidadãos”.

Na nota, o CNT sublinha que “a liberdade implica responsabilidade” e não pode servir de justificação para práticas que atentem contra “os direitos, a honra e a integridade das pessoas”.

O órgão conclui apelando à sociedade, às instituições e às próprias plataformas digitais para que assumam um papel ativo no combate à disseminação destes conteúdos, com vista a um “ambiente digital mais seguro, responsável e respeitador dos direitos humanos”.


Eis a nota👇🏻

CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO – CNT

NOTA DE REPÚDIO E CONDENAÇÃO

O Conselho Nacional de Transição, profundamente preocupado com a crescente divulgação, nas redes sociais em particular no TikTok de conteúdos íntimos envolvendo jovens, vem por este meio expressar o seu mais firme repúdio e condenação a este fenómeno.

Tal prática não pode, em circunstância alguma, ser confundida com liberdade de expressão. Trata-se, antes, de uma grave violação da privacidade, de uma exposição indevida da intimidade e de um atentado direto à dignidade das pessoas, com consequências particularmente nocivas para os jovens, as suas famílias e a coesão social.

Assim, o Conselho Nacional de Transição exorta as autoridades competentes a adotarem medidas urgentes e eficazes, nomeadamente o reforço da educação digital, o desenvolvimento de campanhas de prevenção e, se necessário, a revisão e o fortalecimento do quadro legal aplicável, de forma a garantir uma proteção efetiva da privacidade e da dignidade dos cidadãos.

Por fim, reafirma que a liberdade, sendo um valor essencial, não pode ser dissociada da responsabilidade, nem servir de escudo para práticas que atentem contra os direitos fundamentais.

Muito obrigado.

Bissau, 31 de julho de 2026.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição 

Major - General Tomás Djassi

GUERRA NA UCRÂNIA: Força Aérea ucraniana interceta dois mísseis e 154 drones russos... A Força Aérea ucraniana disse hoje ter intercetado dois mísseis e 154 drones de 35 mísseis e 185 lançados durante a noite pela Rússia.

© REUTERS   Por LUSA   01/08/2026 

Entre os mísseis russos, lançados durante a noite, contam-se quatro antinavios Zircon/Onyx, 27 balísticos Iskander-M/S-400, dois mísseis antirradar Kh-31 e dois mísseis teleguiados Kh-59/69, de acordo com um relatório ucraniano.

"O principal alvo do ataque foi a região de Kiev. As regiões de Dnipropetrovsk, Sumy, Kharkiv e Poltava também foram visadas", lê-se no documento.

Em Kiev, o ataque russo causou pelo menos nove mortos e 30 feridos em sete zonas diferentes, além de danos em edifícios residenciais e comerciais, num centro educativo e na Embaixada da Lituânia.

Por sua vez, em Poltava, no centro da Ucrânia, os russos atingiram infraestruturas essenciais e um terminal logístico, disseram as autoridades regionais.


Leia Também: Navio da agência nuclear russa afundado por drones ucranianos

Um navio pertencente à agência nuclear russa Rosatom, que transportava "mercadorias civis", foi afundado por um ataque de drones ucranianos no mar Negro, sem causar vítimas, anunciou hoje a agência, qualificando o ataque como pirataria.

Irão avisa que vai reforçar bloqueio do estreito de Ormuz... O Irão avisou hoje que vai reforçar o bloqueio do estreito de Ormuz e acusou os Estados Unidos de escalarem o conflito no Médio Oriente, alertando que os países que colaborem com Washington "arderão no fogo da guerra".

© Amirhossein KHORGOOEI / ISNA / AFP via Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

"A continuação do bloqueio naval e da escalada bélica por parte do regime norte-americano reforçará o encerramento do estreito de Ormuz e provocará também o encerramento de outros estreitos e pontos de estrangulamento", alertou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohamad Bagher Zolgadr, segundo informa a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, citada pela agência de notícias Efe.

Zolgadr alertou que "o preço será pago pela economia mundial e pelo mercado energético", aludindo ao aumento dos preços do petróleo bruto devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava um quinto do petróleo mundial.

Também o comandante do Quartel-General Central Jatam al Anbiya, o general-de-divisão Ali Abdolahi, em comunicado, citado também pela Efe, deixou um aviso aos países do Médio Oriente, alertando que "devem reconsiderar a sua cooperação e colaboração com os Estados Unidos".

"Caso contrário, qualquer país que se torne o escudo defensivo dos Estados Unidos, um país criminoso e agressor, arderá no fogo da guerra", disse.

Segundo aquele alto comando militar, Washington "continua, a um ritmo cada vez mais acelerado, a trilhar o caminho de uma escalada generalizada da guerra regional" , numa estratégia que, disse, pretende "expandir e consolidar um domínio ilegítimo sobre toda a região".

Estas declarações surgem num contexto de tensão crescente entre Teerão e Washington, marcado por ataques recíprocos, pelo bloqueio naval norte-americano sobre portos e navios iranianos e pelo encerramento do estreito de Ormuz por parte do Irão.

Nas últimas semanas, o Irão lançou ataques contra bases e alvos dos EUA em países da região, como o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, em resposta às ofensivas norte-americanas contra o seu território.

Hoje, o Exército do Kuwait afirmou ter intercetado ataques iranianos com drones, embora Teerão ainda não tenha anunciado qualquer ofensiva.

A guerra no Médio Oriente começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e já causou milhares de mortos na região, sobretudo no Irão e no Líbano.

Esta semana, o Irão e os Estados Unidos retomaram as trocas de ataques noturnos após vários dias de acalmia, embora não tenha sido registado qualquer ataque na noite de sexta-feira para sábado.


Leia Também: Kuwait interceta drones em ataques contra "locais estratégicos"

A defesa aérea do Kuwait intercetou hoje drones iranianos, na sequência de um conjunto de ataques consecutivos, que o exército alegou ter sido contra "locais estratégicos" dos EUA naquele país.

Cerca de 69.500 migrantes saíram de Ceuta em direção a Marrocos... As Forças de Segurança espanholas calculam que cerca de 69.500 migrantes saíram nas últimas 30 horas de Ceuta em direção a Marrocos depois da entrada em massa que ocorreu na quinta-feira, foi hoje anunciado.

© Adri Salido/Getty Images      Por  LUSA   01/08/2026 

Esta manhã começam a ser instaladas barreiras de contenção no espigão da fronteira de Tarajal.

Fontes policiais indicaram à Efe que neste número poderiam estar incluídos migrantes que tinham chegado à cidade autónoma em dias anteriores à entrada massiva e até mesmo outros que na sexta-feira teriam entrado e saído mais de uma vez.

Além disso, segundo informou o ministério do Interior espanhol à Efe, às 7:50 locais, começou a instalação de barreiras de contenção no espigão da fronteira do Tarajal, conforme anunciou na sexta-feira a partir de Ceuta o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

O elemento principal é uma barreira pneumática de 500 metros de comprimento, com uma altura na superfície de 30 a 70 centímetros e uma parte submersa de até um metro de profundidade.

Esta estrutura é combinada com uma primeira linha de boias ancoradas fornecidas pela Armada.

Além disso, um canal intermediário permitirá que as embarcações da Guarda Civil garantam em todos os momentos a proteção da barreira pneumática.

Quanto aos dados da entrada massiva de migrantes provenientes de Marrocos, o ministério do Interior cifrou em 50.000 as entradas do dia 30, enquanto o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, afirmou que poderiam ter alcançado 60.000.

Fontes do Interior informaram esta manhã que a noite em Ceuta foi normal, que as entradas "pararam totalmente" e que continuaram as saídas para Marrocos.

Depois da entrada massiva de quinta-feira, na sexta-feira milhares de pessoas regressaram para a fronteira para voltar a Marrocos por vários motivos, incluindo o anunciado acordo entre Espanha e Marrocos para a sua repatriação, bem como a ausência de lojas, superfícies comerciais ou bares abertos em Ceuta para poder atender as suas necessidades mais básicas.

Entretanto, a tranquilidade voltou à cerca fronteiriça de Melilla após uma noite, a segunda consecutiva, de pressão migratória em diferentes pontos do perímetro e entradas irregulares que não foram quantificadas oficialmente, e que provocaram um grande movimento de patrulhas e uso de material antidistúrbios para repelir os migrantes.

Segundo a Efe, um dos pontos de maior pressão durante a noite foi nas imediações do posto fronteiriço de Beni-Enzar, o único operacional entre Melilla e Marrocos, que permanece fechado enquanto mais de mil viajantes da Operação Passagem do Estreito (OPE) continuam bloqueados à espera da sua reabertura.

Desde antes do anoitecer, e até praticamente a primeira hora da manhã, as tentativas de entrada por essa zona foram contínuas por parte de grupos de jovens migrantes magrebinos que foram se movendo ao longo da cerca, alguns dos quais provocaram danos nas guaritas de vigilância marroquinas e até mesmo um incêndio junto ao perímetro.

Na noite de quinta-feira, ocorreram um total de 130 entradas irregulares em Melilla, incluindo 84 de menores de idade, que elevaram para 260 o número de acolhidos nos centros de proteção da cidade, mais do que o triplo do limite máximo estabelecido na declaração de contingência migratória.

Algarve com vigilância reforçada em mar e terra

A Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa anunciaram, este sábado, que estão a "reforçar o controlo da fronteira marítima, através de patrulhas regulares e diárias, realizadas por mar e por terra, ao longo da orla costeira do Algarve".

Segundo a Polícia Marítima, "estas ações são realizadas de forma coordenada e integrada, garantindo um dispositivo no mar e em terra, reforçando a vigilância, deteção e interceção de embarcações que possam estar ligadas a fenómenos de migração irregular ou outras atividades ilícitas".

A Polícia Marítima e a Marinha sublinharam, ainda, que a "segurança marítima é uma missão partilhada e apelam à colaboração da população, solicitando que todas as movimentações suspeitas sejam comunicadas ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) ou ao Comando Local da Polícia Marítima da respetiva área".


Leia Também: Recuperados 67 cadáveres na costa de Ceuta

O número de cadáveres recuperados na costa de Ceuta depois da entrada massiva de pessoas nos últimos dois dias ascende a 67, segundo os últimos dados fornecidos por fontes policiais.

ESTADOS UNIDOS: Caça F-35B caiu perto de uma base militar na Califórnia. Piloto ferido... Um caça F-35B despenhou-se sexta-feira perto da base aérea de Miramar, em San Diego, adiantou o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, acrescentando que o piloto ejetou-se e sofreu ferimentos que não representam risco de vida.

© Getty Images     Por LUSA   01/08/2026 

"O piloto ejetou e foi transportado para um centro médico local em condição estável para avaliação e tratamento de ferimentos que não representam risco de vida", referiu o Corpo de Fuzileiros Navais em comunicado.

Imagens aéreas de um helicóptero de notícias mostraram uma coluna de fumo negro a subir dos destroços num campo de terra, com vários veículos militares e de bombeiros, bem como pessoas, nas proximidades.

O que parecia ser retardador de chamas branco cobria o solo, e pelo menos uma pessoa estava a deitar água para os destroços com uma mangueira de incêndio, noticiou a agência Associated Press (AP).

Candace Hadley, porta-voz do Corpo de Bombeiros de San Diego, adiantou apenas que os bombeiros estavam no local para combater um incêndio de vegetação que começou perto do local da queda da aeronave.

O F-35B é uma das várias versões do avançado caça furtivo utilizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, pela Marinha e pela Força Aérea.

A versão "B" possui um motor concebido para descolagens curtas e é capaz de realizar aterragens verticais.

Um único caça F-35B custa cerca de 109 milhões de dólares (95 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

A Base Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais de Miramar albergava a escola de treino de pilotos de caça da Marinha, retratada no filme original "Top Gun", e era conhecida como "Fightertown USA" no seu auge.

A escola foi transferida para a Base Aérea Naval de Fallon, no Nevada, em 1996, após a base ter sido transferida para o Corpo de Fuzileiros Navais.

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Novo ataque russo com mísseis balísticos provoca mortes em Kiev... Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky".

Kiev, UcrâniaANATOLII STEPANOV   Por  SIC Notícias Com Lusa 

Um ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev durante esta noite causou pelo menos nove mortos, anunciaram os serviços de emergência ucranianos esta madrugada.

"Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas na sequência de um ataque russo com mísseis balísticos", escreveram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Num balanço anterior, o presidente de câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, tinha avançado com "informações preliminares", segundo as quais três pessoas tinham sido mortas, e logo em seguida a administração militar de Kiev reviu o balanço para quatro mortos.

Tammém o número de feridos no balanço anterior era de 15, subindo agora mais 8, entre os quais, pelo menos dois menores, segundo Klitschko no primeiro balanço, que citou os serviços médicos, e apelou aos habitantes para que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev".

"A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado", precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. Outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis intercetores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que "gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk" para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", disse Trump, garantindo: "Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto".

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que "não tinha a certeza" de dar 'luz verde' a Kiev para a produção dos intercetores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.


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