quinta-feira, 9 de julho de 2026

Governo iraniano acusa países da NATO de parcialidade na ofensiva... O Governo iraniano disse hoje que os países da NATO "não foram imparciais" durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

© Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghei, afirmou que as "repetidas admissões" do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a "cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irão apenas confirmam, mais uma vez, que não foram imparciais nesta agressão brutal e ilegal".

"Aqueles que cederam os seus territórios, bases militares e infraestruturas para viabilizar a agressão não podem fugir à responsabilidade pela sua contribuição para uma agressão não provocada e às suas graves consequências", afirmou Baghei numa mensagem publicada nas redes sociais.

O porta-voz iraniano afirmou que a "constante autossatisfação" de Rutte em relação à "participação numa guerra ilegal" não "reflete força", mas antes "revela a mentalidade servil de um cortesão bajulador que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei".

"Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não se pode tornar eficaz através da lisonja, nem um tal elogio manipulador poderá alguma vez restaurar o respeito próprio e a integridade pessoal do bajulador", concluiu, numa declaração contra Rutte após os seus últimos comentários sobre a ofensiva.

O secretário-geral da NATO defendeu os últimos bombardeamentos dos EUA no Irão na quarta-feira, descrevendo-os como "absolutamente necessários".

"Acredito que aquilo que se passou ontem à noite [terça-feira] foi absolutamente necessário", disse numa aparição conjunta com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Os Estados Unidos lançaram várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando que estão a agir em resposta aos ataques iranianos contra navios no estreito de Ormuz.

Teerão exige que a passagem pelo estreito seja coordenada com as forças norte-americanas até que seja alcançado um acordo de paz definitivo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Em resposta a estes ataques, o Irão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região, quando surgem acusações mútuas de violações do memorando de entendimento e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 08 de abril, do qual Israel é também signatário.


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A televisão estatal iraniana partilhou imagens do que diz ser o complexo de Ali Khamenei após os ataques dos Estados Unidos e Israel: "Divulgação de imagens inéditas da Husseiniyah [espaço de culto e reunião dos muçulmanos xiitas] do Imã Khamenei, na residência do líder, após os cobardes ataques americanos", descreveu.

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