© Lusa 04/06/2026
"Segundo informações iniciais, três pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas num ataque aéreo inimigo contra edifícios não residenciais em Simferopol", escreveu o chefe das autoridades da Crimeia, anexada em 2014.
"As equipas de emergência estão no local", acrescentou Sergei Aksyonov, na plataforma de mensagens Telegram, sem adiantar mais pormenores.
O mais recente ataque ucraniano ocorre um dia depois de instalações energéticas e militares terem sido visadas por 'drones' ucranianos, em São Petersburgo, no dia da abertura de um fórum económico.
O ataque ucraniano danificou "várias" infraestruturas na segunda maior cidade da Rússia, mas não fez vítimas, afirmou o governador local, Alexander Beglov.
O terminal petrolífero de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades, foram alvos dos 'drones' ucranianos, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que descreveu os ataques como "justificados".
Os russos "devem saber que, se usarem 'drones' e mísseis contra nós, faremos o mesmo", declarou o Presidente ucraniano, que na quarta-feira recebeu em Kyiv o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto da antiga capital imperial russa.
O Kremlin prometeu "respostas sistemáticas" a estes ataques de Kyiv, que ocorreram um dia depois de 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia num ataque russo em grande escala com mísseis e 'drones'.
Os primeiros participantes do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) chegaram no meio de um denso fumo ao fundo do centro de conferências.
O SPIEF, conhecido como o "Davos russo" e o principal evento da Rússia para atrair investidores e empresas estrangeiras, tem como ponto alto o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, agendado para sexta-feira.
Este ano, a lista de participantes inclui nomes de aliados da Rússia, entre os quais os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, e ministros de Cuba, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou a onda de ataques russos contra a Ucrânia, é esperado em São Petersburgo e tem participação agendada num painel sobre o ambiente, na sexta-feira.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

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