© Getty Images Por LUSA 17/04/2026
"Se o bloqueio marítimo for mantido, será considerado uma violação do cessar-fogo e o trânsito pelo Estreito de Ormuz será encerrado", segundo as agências noticiosas iranianas, citando fontes próximas do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Esta declaração surge após Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada pelo Presidente norte-americano como "um dia grandioso para o mundo".
Numa série de mensagens na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump comentou que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", mas indicou que vai manter o bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".
O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos (EUA) e Israel em 28 de fevereiro, foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
"A passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo", escreveu Abbas Araghchi na rede social X, como resultado da trégua de dez dias entre Israel e o Líbano, que entrou em vigor na última madrugada e foi também aceite pelo Hezbollah, aliado de Teerão.
Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.
Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.
Segundo os meios de comunicação social do Irão, a reabertura de Ormuz está condicionada a três fatores: os navios devem coordenar a sua passagem com as forças iranianas, transitar pela rota designada e não ter ligações com países inimigos, ou seja, os Estados Unidos e Israel.
As embarcações militares "continuam proibidas", segundo a televisão estatal iraniana.
Na sua série de mensagens na Truth Social, Donald Trump defendeu hoje que o processo negocial com o Irão "deverá ser muito rápido, uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada", incluindo Ormuz e o programa iraniano de enriquecimento de urânio.
"Estamos muito perto de chegar a um acordo", disse depois o Presidente norte-americano em declarações por telefone à agência France-Presse (AFP).
Questionado se ainda existia alguma divergência entre os dois países, respondeu negativamente.
A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.
O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.
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O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após saudar a anúncio da reabertura da rota marítima como "um dia grandioso para o mundo".


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