sexta-feira, 17 de abril de 2026

"They not Pious". E se o "beef" entre Papa e Trump fosse uma música?... Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", emitido pela CBS, lançou uma música na qual adapta o hit "They Not Like Us", de Kendrick Lamar, para abordar as farpas lançadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Papa (que não o deixou sem resposta).

© Alberto PIZZOLI / POOL / AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  17/04/2026 

Stephen Colbert, apresentador do "Late Night Show", decidiu lançar, esta sexta-feira, uma música na qual aborda um dos temas que tem dominado a atualidade: o 'beef' (uma espécie de rixa de troca de palavras) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espoletou quando decidiu criticar o Papa Leão XIV.

O comediante, cujo programa é transmitido pela CBS, decidiu lançar este excerto com a 'ajuda' de uma música de Kendrick Lamar. Usando "They Not Like Us" - um hit que surgiu no contexto de uma rixa verbal entre Lamar e Drake -, Colbert e a sua equipa adaptaram ao tema à atualidade política.

Pode ouvir a adaptação ("They not Pious", "Eles não são devotos") abaixo, mas explicamos, desde já, que foi usado um telejornal (falso) para dar a notícia. "Trump and Pope beefing" ["Trump e Papa em conflito", na tradução livre] lê-se no falso noticiário. 

A música adaptada seria uma resposta do Papa para Trump, e contém versos como "Tu tens o JD, mas eu tenho o JC [Jesus Cristo]" ou "Eu sou a Santa Sé, tu és o velho senil / Quantas menções tiveste nos ficheiros Epstein? És um amigo certificado daquele pedófilo certificado".

Também as publicações recentes de Trump, em que usou Inteligência Artificial para se mostrar como Jesus Cristo, justificado, após críticas, que se mostrava como médico, serviram de inspiração: "Parece que está na altura de te reformares / Chamaste Jesus de médico e é provavelmente Alzheimer".

Ouça a música abaixo:

Recorde-se que, nos últimos dias, Donald Trump e o Papa Leão XIV trocaram críticas públicas, depois de o pontífice ter assumido uma posição firme contra a guerra e a favor da paz, tendo sido acusado pelo líder norte-americano de ser "fraco contra o crime" e "terrível em política externa".

No seguimento dessas críticas, o chefe da Igreja Católica respondeu a Donald Trump que "o evangelho é claro" e que "a Igreja tem a obrigação moral de ser contra a guerra".

Nessa primeira resposta a Trump, o Papa disse: "Não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", acrescentou, referindo ainda que não tencionava entrar em debates com o presidente dos EUA: "Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz".

Desde domingo até agora que Trump tem falado sobre o assunto, tendo ainda na quinta-feira dito que "o Papa fez uma declaração" e "diz que o Irão pode ter uma arma nuclear". "Eu digo que o Irão não pode ter uma arma nuclear", afirmou o chefe de Estado norte-americano, referindo que "tem direito" a discordar do Papa.

Também ontem o Papa voltou a abordar o tema da guerra, dando conta de que o mundo está a ser "devastado por tiranos".

Note-se ainda que durante estes dias de tensão, a casa de um dos irmãos do Papa, John Prevost, foi alvo de uma ameaça de bomba, nos Estados Unidos. A ameaça provou-se "infundada", mas as autoridades investigam a situação.

Sem comentários:

Enviar um comentário