sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA e Israel "mergulharam o Médio Oriente num abismo", acusa a Rússia... O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia criticou a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, alertando para uma possível catástrofe, nomeadamente, nuclear, na região do Médio Oriente.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  28/02/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, tutelado por Sergey Lavrov, criticou este sábado a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"Washington e Telavive embarcaram mais uma vez numa aventura perigosa que está a aproximar rapidamente a região de uma catástrofe humanitária, económica e, possivelmente, radiológica", considerou o ministério, citado pela agência Reuters.

A diplomacia russa acrescentou: "Ao mergulhar o Médio Oriente num abismo de escalada descontrolada, estão, na verdade, a incentivar os países de todo o mundo, principalmente na região, a adquirir meios cada vez mais sérios contra ameaças emergentes".

A tomada de posição do ministério surge depois de o antigo presidente russo e atual secretário-adjunto do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, expressar a sua crítica, dirigida, em particular, aos Estados Unidos.

"O soldado da paz voltou a fazer das suas", ironizou o ex-presidente numa publicação no Telegram. "As conversações com o Irão eram uma fachada. Toda a gente sabia disso. Quem é que tem paciência para esperar pelo fim miserável do inimigo agora? Os Estados Unidos só têm 249 anos. O império Persa foi fundado há mais de 2.500 anos. Vamos ver o que é que acontece daqui a 100…"

Recorde-se de que os Estados Unidos e Israel lançaram este sábado um "ataque preventivo" contra o Irão para "eliminar ameaças" na liderança do país.

Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão "tolerar" mais o "terror" que o Estado iraniano tem sido ao longo dos últimos quase 50 anos, sublinhando que o Irão estava a reconstruir o seu programa nuclear e a desenvolver mísseis de longo alcance.

Ao povo iraniano, disse: "A hora da liberdade está próxima. Quanto terminarmos, assumam o governo. Ele será vosso".

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