quarta-feira, 26 de março de 2025

Encontrada morta ex-procuradora americana ligada a investigações contra Moscovo

Jessica Aber (Mark Schiefelbein/AP)  CNN Portugal 

Jessica Aber liderou investigações de alto nível contra indivíduos e empresas suspeitos de ligação à Rússia

A ex-procuradora norte-americana Jessica Aber, que investigava crimes ligados à Rússia, foi encontrada morta em casa no sábado, aos 43 anos, em circunstâncias que estão a ser investigadas. 

Nomeada pelo ex-presidente dos EUA, Joe Biden, Jessica Aber assumiu o cargo de procuradora do Distrito Leste da Virgínia, em outubro de 2021. Durante o seu mandato, liderou uma equipa de cerca de 300 promotores e esteve à frente de diversas investigações relacionadas essencialmente com segurança nacional e terrorismo. Demitiu-se em janeiro, após a tomada de posse de Donald Trump.

Entre os casos mais mediáticos em que esteve envolvida estão processos ligados a crimes de guerra cometidos por indivíduos ligados à Rússia, investigações sobre suspeitos de fornecerem tecnologia norte-americana sensível a Moscovo e casos de fugas de informação. 

No final de 2023 esteve envolvida na acusação de quatro indivíduos com ligações à Rússia por crimes de tortura, tratamento desumano e confinamento ilegal de um cidadão norte-americano na Ucrânia.

"Temos orgulho em estar na linha da frente dos esforços do Departamento de Justiça para responsabilizar os autores de crimes de guerra na Ucrânia e continuaremos a persegui-los", declarou Jessica Aber na altura.

Em novembro de 2024 acusou uma empresa sediada na Virgínia de “três esquemas distintos para exportar ilegalmente tecnologia americana sensível para a Rússia”. Entre as acusações, constava o envio de equipamento para uma empresa de telecomunicações russa ligada ao Kremlin e à agência de segurança russa FSB.

“Não podemos permitir que sistemas e tecnologias críticos sejam transferidos para entidades que possam usá-las contra os Estados Unidos e os nossos parceiros globais. É imperativo protegermo-nos contra estas transferências e garantir que as violações das leis que salvaguardam a nossa segurança nacional sejam alvo de processos judiciais rigorosos", afirmou a antiga procuradora norte-americana.

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