terça-feira, 2 de março de 2021

SINJOTECS_Comunicado de Imprensa

O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau, na veste do representante legítimo da classe profissional do jornalismo com plenos   direitos civis e jurídico, convocou esta conferencia para reafirmar a sua intransigente luta em prol de promoção da liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau.

Com o efeito, condenar com veemência quaisquer exercícios políticos e sociais que contrariam tais valores democráticos, independentemente da sua proveniência.

Outrossim, SINJOTECS lamenta profundamente a infeliz declaração do Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, na sessão de balanço do seu primeiro ano de mandato, visando mais uma vez humilhar, humildes jornalistas e célebres profissionais que conduziram debate nas últimas eleições presidenciais entre os dois candidatos a segunda volta.

Lamentamos o facto de o Senhor Presidente da República não seja capaz de digerir satisfatoriamente o processo pós-eleitoral, atribuindo sistematicamente culpa aos jornalistas moderadores do debate de segunda volta das eleições presidenciais.

SINJOTECS reconhece que nem tudo é mar de rosa, quando se reflete sobre o exercício jornalístico da Guiné-Bissau, admitimos que pecamos pela vontade de fazer cada vez mais e melhor o nosso trabalho em defesa do interesse público. 

Discordamos que os jornalistas são responsáveis de tudo isto, apesar de todas as adversidades os jornalistas sempre estiveram na linha de frente para fazer face aos desafios nacionais.

SI NJOTECS, pugna-se pela defesa de todos os profissionais da comunicação social guineense, esta é a nossa missão, por isso não pouparemos esforços em lavrar instrumentos jurídicos e pedagógicos para melhorar status quo vigente.

De igual modo essa direção trabalhou e mobilizou sempre que possível, recursos para formação e capacitação dos seus associados, tendo como a meta fomentar a qualidade profissional.

Considerando o exposto, a Direção de SINJOTECS imbuída como de sempre do espírito pedagógico e conciliador exortar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló o seguinte:
1. O máximo respeito e consideração para com os jornalistas, em especial a Fátima Tchumá Caramá e que deixe em paz o João Umpa Mendes.
2. Esclarecer ao Senhor Presidente da República que o seu papel é de garantir a unidade nacional, não dividir a classe jornalística para reinar.
3. Esclarecer ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que o essencial para a Guiné-Bissau é de promover a reconciliação e concórdia nacional.
4. Relembrar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que os jornalistas não são seus adversários políticos.
5. Alertar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que a Guiné-Bissau é um país democrático, cuja liberdade de imprensa e de expressão constituem pilares essenciais.
6. Alertar ao Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que só é Presidente da República porque assim impõe a democracia, pelo que é obrigado a respeitar os valores imanados pela democracia.
7. Alertar aos profissionais de comunicação social da Guiné-Bissau, que o memento mais que nunca exige a comunhão para fazer face aos desafios que a natureza sociopolítica nos impõe.
8. Instar aos Senhor Presidente da República a promulgação da Lei de Carteira Profissional dos Jornalistas, assim daria um valioso contributo na organização da classe.
9. Alertar ao Senhor Presidente da República que não é a sua missão atribuir ou retirar licenças de funcionamento dos Órgãos de Comunicação Social, mas sim ajudar a promoção do livre exercício jornalístico no país, como rege os princípios de Estado de Direito e Democrático.
10. SI NJOTECS, manifesta a vontade de cooperar com as autoridades nacionais na procura de melhores soluções para os desafios nacionais.

CC, Federação Internacional Jornalistas FIJ
CC, Federação Africana dos Jornalistas FAJ
CC, Fórum dos Jornalistas de Língua Port.
CC, Repórter Sem Fronteiras
CC, Fundação para Promoção da Liberdade de Imprensa e Expressão África Ocidental MFWA
Bissau, 02 de marco de 21
Jornalista, Indira Correia Baldé
PresidentgdeSlNJOTECS


Fonte: RadioBantaba

Comunicação Social - Sinjotecs considera de “infeliz” declarações do Presidente da República sobre jornalistas

Bissau 02 Mar 21 (ANG) – A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs) disse hoje que lamenta, profundamente, e que qualifica de ”infeliz” as criticas do Presidente da República em relação a atuação de alguns profissionais da classe.

O Presidente da República, ao fazer o balanço de um ano de mandato, no passado dia 26 de Fevereiro criticou que alguns jornalistas são amadores, e andam a fazer “claques” nas rádios no lugar de se pautarem por um profissionalismo à exigência das necessidades do pais.

Sem citar nomes, Umaro Sissoco Embaló questionou as competências e experiências dos jornalistas que animaram o debate entre ele e o seu rival Domingos Simões Pereira, nas presidenciais do ano passado.

Indira Correia Baldé que falava hoje numa conferência de imprensa em reação as críticas do Presidente da República, considerou que as declarações de Sissoco Embaló só visam humilhar os jornalistas que conduziram o debate dos candidatos à segunda volta das presidenciais de Dezembro de 2019.

Reafirmou que será intransigente na luta do Sinjotecs em prol da promoção da liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau, frisando que lamenta o facto de o Presidente da República não ser capaz de degerir satisfatóriamente, o processo pós-eleitoral, atribuindo sempre culpa aos jornalistas moderadores do debate da segunda volta das eleições presidenciais .

“Contudo, o Sinjotecs reconhece que nem tudo é mar de rosa no exercício da função dos jornalistas guineenses. Admitimos que pecamos pela vontade de fazer cada vez mais e melhor o nosso trabalho, em defesa do interesse público e descordamos que os jornalistas são os responsáveis de tudo isto”, disse.

Correia Baldé afirmou que, apesar de todas as adversidades, os jornalistas sempre estiveram na linha de frente para fazer face aos desafios nacionais, por isso, não pouparão esforços em lavrar instrumentos jurídicos e pedagógicos para melhorar as prestações dos profissionais de comunicação social.

Considerou que a direcção do Sinjotecs imbuída, como sempre, do espirito pedagógico e conciliador, exorta o Presidente da República a ter o máximo respeito e consideração para com os jornalistas, em especial a Fátima Tchumá Camará e que deixe em paz o João Umpa Mendes.

Disse que, o papel do chefe de Estado é de garantir a unidade nacional e não dividir a classe jornalística para reinar.

“Vamos alertar o Presidente da República que a Guiné-Bissau é um país democrático, cuja liberdade de imprensa e de expressão constituem pilares essenciais. Alertar aos profissionais da comunicação social do país que o momento, mais do que nunca, exige a comunhão para fazer face aos desafios que a natureza sociopolítica nos impõe, e instar ao Chefe de Estado a promulgação da lei da Carteira Profissional dos Jornalistas, para assim dar um valioso contributo à organização da classe”, referiu Correia Baldé.

O Sinjotecs ainda diz ao Umaro Sissoco Embaló que o seu papel não é de atribuir ou retirar licenças de funcionamento dos órgãos de comunicação social, mas sim ajudar a promoção do livre exercício jornalístico no país, como rege os princípios do Estado de Direito Democrático.

Falando do balanço do primeiro ano de mandato do chefe de Estado, em que participaram só órgãos públicos, e um privado, ( Rádio África FM) Indira Correia Baldé disse que essa oportunidade devia ser aberta à todos os órgãos da comunicação social, sem exceção, e que, por assim não acontecer, si
gnignifica que “a liberdade de expressão e de imprensa está limitada na Guiné-Bissau” .

“E é uma situação que todos nós devemos ter em conta e lutar para que não volte a acontecer e se acontecer saber como reagir”, afirmou.

Aquela responsável acrescentou que o sucedido é um sinal de que a liberdade de imprensa e o livre exercício do jornalismo estão ameaçados, e diz que essa decisão não ajuda ao Presidente da República nem à sua presidência.

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