quinta-feira, 30 de julho de 2026

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA TEM NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Por Ministério dos Transportes e Comunicações    30/07/2026 

O Ministério dos Transportes e Telecomunicações realizou, esta quinta-feira, 30 de julho de 2026, a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau (INM), Sr. Fernando Dju.

O ato foi presidido pelo Secretário-Geral do Ministério, Lucas Na Sanhá, e contou com a presença de diretores-gerais, chefes de departamentos, membros dos Conselhos de Administração cessante e empossado, bem como demais convidados.

Durante a cerimónia, o novo Presidente do Conselho de Administração prestou juramento e assumiu o compromisso de liderar o INM com base nos princípios da transparência, rigor e dedicação, com vista à modernização e melhoria dos serviços meteorológicos no país.

Na sua primeira intervenção após a tomada de posse, Fernando Dju agradeceu a confiança depositada pelo Governo e reafirmou o seu compromisso em trabalhar para a valorização do Instituto Nacional de Meteorologia e para a prestação de serviços de qualidade à população guineense.

O Ministério dos Transportes e Telecomunicações destaca o papel estratégico do INM na segurança da navegação aérea e marítima, no apoio à agricultura, na gestão dos recursos hídricos e na prevenção de fenómenos meteorológicos extremos.

O Ministério deseja ao novo Presidente do Conselho de Administração muitos sucessos no exercício das suas funções.

MIGRAÇÕES: Milhares de pessoas entram em Ceuta a pé desde Marrocos... Milhares de pessoas entraram hoje a meio do dia a pé na cidade espanhola de Ceuta, desde Marrocos, depois de nos últimos dez dias mais de 1.500 terem alcançado o território a nado, relatam meios de comunicação no local.

© Europa Press via Getty Images      Por  LUSA    30/07/2026 

"Milhares de migrantes entram em Ceuta a pé pelo espigão fronteiriço" e "milhares de pessoas cruzam sem controlo a fronteira de Ceuta", lê-se em títulos de meios de comunicação social espanhóis como a agência EFE e o jornal El Pais, que têm jornalistas no local. 

Os agentes da Guarda Civil de Espanha "limitam-se a observar e deixar passar a multidão que cruza a fronteira, surpreendidos pelo grande número de pessoas que a atravessam", acrescenta o El Pais.

A passagem está a ocorrer junto ao designado "espigão", um muro largo de pedra que entra nas águas que separam Ceuta de Marrocos e que tem também uma vedação.

Segundo a EFE e o El Pais, centenas de jovens saltaram a vedação, que não estava vigiada, e outros contornaram a pé "o espigão", passando assim para o lado de Ceuta.

Elementos das forças de segurança questionados pela EFE garantiram desconhecer o motivo da massiva concentração de jovens para cruzar a vedação de Ceuta, que coincide com a celebração da Festa do Trono em Marrocos, um feriado nacional que celebra, em 30 de julho, a ascensão ao trono do Rei Mohammed VI em 1999.

Ceuta declarou-se hoje em "absoluta emergência humanitária e social" por mais de 1.500 pessoas que se atiraram ao mar em Marrocos terem entrado nos últimos dez dias neste enclave no norte de África.

O presidente da Cidade Autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu mesmo ao Governo de Espanha para ser declarada no território a situação de "emergência nacional", com envio de meios do Estado central para gerir a "crise migratória".

"Estamos numa situação de absoluta emergência humanitária e social que exige uma atuação consequente através de um comando único que garanta uma resposta enérgica, decidida e imediata", disse Juan Jesús Vivas, em declarações a vários meios de comunicação social espanhóis.

Entre 1.500 e 2.000 pessoas nos últimos dez dias conseguiram entrar em Ceuta depois de se terem atirado ao mar em Marrocos e nadado até águas espanholas, segundo os dados das autoridades da cidade.

"Para que o resto de Espanha possa ter uma ideia, é o equivalente a 2% de toda a população de Ceuta. É como se tivessem entrado por via marítima e de maneira irregular um milhão de pessoas em Espanha nos últimos dez dias", afirmou Juan Jesús Vivas à rádio Cadena Ser.

A pressão migratória é permanente em Ceuta, sobretudo no verão, pelas condições do mar e da meteorologia, mas o presidente da cidade sublinha que estão a ser registados nos últimos dez dias "picos de especial intensidade" que se transformaram numa "emergência nacional".

Segundo os números das autoridades locais, há neste momento nos centros de acolhimentos temporários de emergência para migrantes da cidade, que têm 512 lugares, perto de 700 pessoas, enquanto na rua estão outras 400, a aguardar uma solução.

A maioria de quem chega a Ceuta são jovens com menos de 30 anos, incluindo centenas de menores de idade, segundo as mesmas fontes.

O governo da cidade e fontes policiais sublinham que este ano já foram retirados do mar 30 cadáveres de pessoas que morreram quando tentaram alcançar Ceuta a nado.

Relatos de migrantes que entraram em Ceuta nos últimos dez dias citados por meios de comunicação social espanhóis falam num "efeito chamada" provocado por uma sentença do Supremo Tribunal de Espanha do início deste mês segundo a qual migrantes que chegam ao país por mar, de forma ilegal, não podem ser devolvidos imediatamente às autoridades de outro Estado.

Essa entrega a autoridades de outro país não se aplica no caso do mar, só a quem entra em Espanha "superando os elementos de contenção fronteiriça estabelecidos, como vedações", decidiu o tribunal.


Leia Também: Marrocos atribui entradas massivas em Ceuta a organizações criminosas

Marrocos atribui a entrada massiva de migrantes na fronteira com Ceuta a "organizações criminosas" e classifica como "exemplar" a colaboração com Espanha em matérias migratórias, disseram hoje fontes da embaixada marroquina em Madrid à agência espanhola Europa Press.

Nigéria desmantela o maior laboratório de metanfetaminas do país... As autoridades nigerianas desmantelaram "o maior laboratório" de metanfetamina do país, no âmbito de um processo judicial que envolve três cidadãos mexicanos, revelando uma rede transnacional de tráfico avaliada em várias centenas de milhões de dólares.

© Reuters    Por  LUSA   30/07/2026 

A apreensão, feita na quarta-feira, desta droga sintética, que permitiu desmantelar o maior laboratório deste tipo alguma vez descoberto na Nigéria, revelou o envolvimento de cartéis mexicanos no país, anunciaram hoje as autoridades locais.

O comandante adjunto responsável pela luta contra os estupefacientes da Agência Nacional de Combate às Drogas (NDLEA, na sigla em inglês), James Taalba, disse que a Nigéria está preparada para combater os cartéis, sublinhando que a agência dispõe de "pessoal capaz de pôr fim a uma situação deste tipo".

O laboratório ocupava cerca de 4.000 metros quadrados numa floresta na fronteira entre as aldeias de Abidagba e Iroto, no sul do país africano.

No hangar abandonado, os barris de produtos químicos e de produtos semiacabados deixados no local, apreendidos como provas, ainda exalavam vapores sufocantes, segundo as autoridades.

O tribunal ordenou o desmantelamento do laboratório por razões ambientais, adiantou a diretora dos serviços médico-legais da NDLEA, Patricia Afolabi, explicando que a poluição das águas subterrâneas e do ar deve-se às substâncias utilizadas na preparação da droga.

O processo judicial, que envolve três cidadãos mexicanos, ainda está em curso em Lagos.

Em maio, as autoridades da Nigéria detiveram dez pessoas, entre as quais sete cidadãos nigerianos, e realizaram rusga na zona onde se encontra este armazém, bem como a duas residências num bairro de luxo de Lagos.

Também apreenderam cerca de 360 milhões de dólares (316 milhões de euros) em metanfetamina e produtos químicos utilizados no seu fabrico.

Na Nigéria, as apreensões de metanfetamina e as rusgas a laboratórios têm vindo a aumentar desde 2011, de acordo com um relatório de 2019 do Instituto de Estudos sobre Segurança, à medida que traficantes sul-americanos exportam para lá o seu 'know-how'.

A África Ocidental tem-se afirmado, nos últimos anos, como um centro nevrálgico para o trânsito de estupefacientes da América do Sul para a Europa, principalmente cocaína.


DIA DA SOBRECARGA DA TERRA: Mundo entra hoje em dívida ecológica ao esgotar recursos anuais do planeta... O mundo entra hoje em dívida ecológica, no Dia da Sobrecarga da Terra, ao esgotar os recursos naturais do planeta disponíveis anualmente.

© Lusa   30/07/2026 

As contas são da organização internacional para a sustentabilidade Global Footprint Network, segundo a qual a humanidade está a utilizar os recursos naturais 73% mais rápido do que o planeta é capaz de os regenerar, o que equivale ao uso de 1,73 planetas Terra.

Segundo a organização, as consequências são nefastas: desflorestação, erosão dos solos, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Se a sobrecarga da Terra continuar a aumentar aos níveis atuais, a dívida ecológica vai crescer ao ritmo de 0,73 planetas ao ano, levando ao aumento da concentração de CO2, gás que contribui para o aquecimento global.

Portugal, sozinho, esgotou em 2026 os recursos naturais anuais disponíveis do planeta em 07 de maio, quatro dias depois da União Europeia no seu todo.

Para a associação ambientalista portuguesa Zero, a "humanidade tem de acelerar o passo e promover as mudanças necessárias", a começar, por exemplo, por aplicar uma taxa por tonelada de carbono de cerca de 90 euros a todas as atividades emissoras de gases com efeito de estufa, permitindo adiar a dívida ecológica em dois meses.

A redução para metade do consumo de carne, e a sua substituição por uma alimentação vegetariana, possibilitaria atrasar por 17 dias o uso do crédito ambiental, com 10 desses dias a resultarem das emissões de metano evitadas, de acordo com a mesma associação.

A Global Footprint Network realça que a dívida ecológica acumulada com o planeta é já de 20,6 anos de sobrecarga, o tempo que seria necessário para a regeneração da Terra se tal fosse possível, o que a organização considera improvável.


EUA lançam novos ataques contra o Irão após ofensiva iraniana na Jordânia... O exército norte-americano lançou esta quarta-feira ataques de retaliação contra alvos iranianos, em resposta à ofensiva de Teerão contra forças dos Estados Unidos na Jordânia.

© Central Command/Handout via REUTERS   Por LUSA  30/07/2026 

A ofensiva ocorreu depois de Washington ter coordenado com a Arábia Saudita ataques contra milícias apoiadas pelo Irão no vizinho Iraque, que provocaram pelo menos 20 mortos entre combatentes e seis conselheiros iranianos.

Os novos bombardeamentos foram anunciados poucas horas após o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometer atingir o Irão "com muita força", depois de forças pró-iranianas terem atacado uma base norte-americana na Jordânia.

A imprensa estatal iraniana referiu dois feridos na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e explosões na província do Khuzistão.

Na madrugada de terça para quarta-feira, aviões norte-americanos e sauditas tinham já bombardeado posições de milícias pró-iranianas no Iraque, em resposta a ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

O Hachd al-Chaabi, coligação de grupos xiitas integrada nas forças armadas iraquianas, confirmou 20 mortos, incluindo cinco iranianos, e 32 feridos nos ataques.

A Presidência iraquiana denunciou uma "violação flagrante da soberania", enquanto o Conselho de Segurança Nacional anunciou um plano para impedir que o território seja usado para ameaçar países vizinhos.

Ataques com drones incendiaram também dois navios de transporte de gás natural no porto egípcio de Damietta, segundo a empresa britânica Ambrey. Não ficou claro quem foi responsável pelos ataques contra uma unidade flutuante de armazenamento dos Estados Unidos e um petroleiro grego.

A escalada em múltiplas frentes, após três dias de relativa calma, aumentou o risco do regresso de uma guerra em larga escala e demonstra a dificuldade no encerramento de um conflito que leva já cinco meses e abalou a economia mundial.

O Egito, aliado próximo de Washington, tinha até agora sido poupado a ações militares diretas. A confirmação da responsabilidade do Irão ou dos seus aliados no ataque em território egípcio representa um desenvolvimento significativo da guerra.

Questionado na Casa Branca sobre os ataques aos navios de gás, Trump respondeu ser "mais do mesmo", acrescentando que os Estados Unidos irão "atingi-los [os iranianos] muito duramente".

Entretanto, os Huthis, grupo rebelde pró-iraniano do Iémen, anunciaram um bloqueio ao transporte marítimo saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, e reivindicaram o envio de drones contra instalações petrolíferas em Yanbu.

Antes desta nova vaga de violência, mediadores regionais tinham manifestado otimismo quanto a um regresso das partes à mesa de negociações. O acordo provisório colapsou nas últimas semanas devido ao recomeço dos combates no Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia, os ataques e bloqueios já provocaram uma subida acumulada de 12% no preço do petróleo desde o início da semana, agravando receios de recessão global.

Fontes diplomáticas em Bruxelas confirmaram à agência France-Presse que a União Europeia convocou para sexta-feira uma reunião extraordinária dos ministros da Energia para avaliar medidas de emergência face à escalada no Médio Oriente.


Leia Também: Estados Unidos dizem ter desviado 20 navios no bloqueio a portos iranianos

O Comando Central militar dos Estados Unidos garantiu que as forças norte-americanas continuam a aplicar "rigorosamente" o bloqueio naval ao Irão. Na quinta-feira, Washington lançou novos ataques contra Teerão.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Frangos que “tomam” anti-retrovirais põem em risco saúde pública – revela pesquisa zimbabueana

Por   mznews.co.mz 29 DE JULHO DE 2026

Uma pesquisa alarmante revela que avicultores do Zimbabué, país que faz fronteira com as províncias moçambicanas de Tete, Manica e Gaza, estão a usar anti-retrovirais para alimentar os frangos, colocando os consumidores em sérios riscos de saúde e comprometendo a eficácia do tratamento do HIV.

Na tentativa de maximizar os lucros, os criadores de frango compram regularmente medicamentos anti-retrovirais (ARVs), destinados a pacientes com HIV no país, no mercado negro para misturá-los à ração das aves.

Segundo uma publicação da Carta de Moçambique, a pesquisa desenvolvida por um Projecto de Jornalismo de Prestação de Contas da África Austral (SA AJP na sigla em inglês) entrevistou duas pessoas que se dedicam à criação de frangos de corte na região de Harare e ambas forneceram informações valiosas sobre a prática.

Zimbabué apresenta uma alta incidência de HIV. Especialistas afirmam que “há preocupações de que a exposição repetida a resíduos de anti-retrovirais possa interferir no tratamento do HIV ou contribuir para a resistência aos medicamentos, embora as evidências directas disso em humanos sejam limitadas”.

De acordo com a mesma publicação, o uso de anti-retrovirais na ração de frangos foi documentado noutros países africanos, principalmente em estudos realizados na Tanzânia e no Uganda. No entanto, essa prática, tal como ocorre em aviários do Zimbabué, não é amplamente conhecida ou divulgada.

De acordo com a Lei de Controlo de Medicamentos e Substâncias Afins do Zimbabué, os medicamentos destinados ao uso humano são regulamentados separadamente dos veterinários, e o uso de medicamentos humanos em animais destinados à produção de alimentos sem a devida autorização é proibido.

Daniel Zulu é o antigo chefe do Departamento de Toxicologia e Clínica do Laboratório de Análises do Governo no Zimbabué e agora gere a sua própria farmácia. Zulu afirmou que alimentar frangos de corte com anti-retrovirais é prejudicial para os consumidores humanos que compram e consomem a carne.

Explicou que a exposição repetida a resíduos de medicamentos anti-retrovirais pode representar riscos para as pessoas que vivem com VIH.

Embora a extensão desses riscos não tenha sido bem estudada, ele é de opinião de que pacientes HIV positivos que consomem aves expostas a ARVs poderiam potencialmente sofrer uma redução na eficácia do tratamento anti-retroviral.

Zimbabué tem actualmente 1,3 milhão de pessoas vivendo com HIV, das quais 1,2 milhão estão em tratamento com anti-retrovirais, segundo dados do Ministério da Saúde e Assistência à Infância.

“Outros consumidores que não têm HIV também podem ser expostos a esses medicamentos por meio de carne contaminada”, refere a mesma publicação.

Um consultor citado na pesquisa descreveu o que considerou características incomuns na carne de frangos de corte alimentados com ARVs. “Quando abatidos, os frangos apresentam uma coloração avermelhada anormal que não é encontrada em frangos de corte criados ao ar livre. O sabor do frango depois de cozido é insosso e difere do sabor natural dos frangos de corte criados ao ar livre”.

Trump promete responder "com muita força" aos novos ataques do Irão... O Presidente Donald Trump, prometeu hoje uma resposta militar "com muita força" aos novos ataques do Irão contra bases norte-americanas no Médio Oriente, apesar de apelos de países na região para suspender as hostilidades.

© Lusa    29/07/2026 

"Vamos atacá-los com muita força porque agora é a nossa vez. Eles sabem que isso vai acontecer", disse Trump aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, depois de a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) ter reivindicado um ataque com mísseis balísticos contra uma base aérea norte-americana na Jordânia. 

"Eles dispararam. Agora é a nossa vez, e veremos se conseguimos chegar a um acordo em algum momento. Mas vamos atacá-los com muita força", disse. 

Washington acredita que o Irão pode estar também por trás de um ataque com um drone contra um navio norte-americano que transportava gás natural liquefeito para o Egito. 

"Recebi informações sobre isso. É mais do mesmo, mas isso será resolvido. Será resolvido", adiantou Trump. 

O Presidente norte-americano disse estar a receber pedidos, alegadamente do Irão e de aliados de Washington na região, para reduzir a tensão, mas assegurou que irá responder ao mais recente ataque. 

A IRGC argumentou que o ataque constituiu uma "resposta às ações agressivas do exército norte-americano" contra o Irão. 

"Enquanto continuarem as ameaças contra o Irão e as ações ilegais das forças norte-americanas contra os nossos interesses, a resistência continuará.", sublinhou a IRGC, citada pela agência Fars. 

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), todos os mísseis iranianos foram intercetados. 

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita realizaram esta terça-feira ataques contra posições de grupos terroristas alinhados com o Irão no leste do Iraque, em resposta a mais de trinta ataques com drones dirigidos pela IRGC contra forças norte-americanas e infraestruturas energéticas sauditas nas últimas 72 horas, segundo CENTCOM. 

Os ataques destruíram vários centros logísticos e de armamento, segundo o CENTCOM, que advertiu a IRGC e os seus aliados para que cessassem os ataques, a fim de evitar uma nova resposta militar norte-americana. 

O Irão e os Estados Unidos tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários. 

Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo de paz definitivo. 

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano. 

Segundo o Axios, as negociações estão a ser desenvolvidas sobretudo por Irão e Omã, mas Qatar, Paquistão, Egito e os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão igualmente bastante envolvidos. 

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com o Irão têm "boas hipóteses" de produzir resultados, após a suspensão por vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica. 

O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão. 

O líder da Casa Branca afastou, por outro lado, quaisquer preocupações sobre uma eventual escassez de munições após vários meses de ataques contra o Irão desde o início da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.  

Segundo o jornal The New York Times, que cita duas fontes próximas deste assunto, a administração de Washington está preocupada com os 'stocks' cada vez mais curtos de sistemas de mísseis Patriot e outros equipamentos de defesa antiaérea que protegem os países da região do Golfo. 

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã confirmou ter mantido conversas com os homólogos do Irão, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para debater um "acordo justo" sobre a navegação no estreito de Ormuz. 

No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito. 

O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano. 

Região russa contrata funcionários de empresas para reforçar defesa antiaérea... As autoridades da região de Krasnodar (sul da Rússia) anunciaram que vão organizar defesas antiaéreas contra drones ucranianos empregando funcionários de empresas locais, aos quais prometem não enviar para a linha da frente e um salário, foi hoje divulgado.

© Reuters   Por  LUSA    29/07/2026 

Esta região banhada pelo Mar Negro tem sido das mais afetadas pelos ataques ucranianos.

"Krasnodar é um dos principais produtores agrícolas da Rússia. Por isso, temos de proteger as instalações diretamente ligadas à segurança alimentar do país. (...) Mas as empresas também devem preocupar-se em proteger os seus negócios", anunciaram os representantes governamentais da região após uma reunião do conselho de governo.

Desta forma, os responsáveis pela administração da região consideram que a melhor solução face aos ataques ucranianos é criar grupos móveis de resposta antiaérea compostos por funcionários de empresas locais.

"Assinarão um contrato com o Ministério da Defesa russo, mas será garantido que não serão enviados para a zona da operação militar especial [frente de guerra na Ucrânia], mas que permanecerão para proteger as empresas onde trabalham", explicaram as autoridades.

Além disso, cada indivíduo irá receber 50.000 rublos por mês (cerca de 551 euros ao câmbio atual) da administração regional, embora não tenha sido especificado se este salário se soma ao que recebe da empresa na qual trabalha.

"A vitória é importante para todos e cada um deve refletir sobre o que fez pessoalmente para a alcançar o mais rapidamente possível", acrescentou o chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB), Leonid Mijailiuk.

No final de maio, o jornal russo RBC informou que as empresas russas poderiam, a partir de agora, adquirir armas de grande calibre para se defenderem de ataques com drones.

Assim, as empresas poderão adquirir artilharia antiaérea, torres de artilharia, sistemas de radar, veículos especiais e sistemas de guerra eletrónica.

As autoridades esperam que as novas regulamentações adotadas a nível estatal permitam um fornecimento mais rápido de armas e equipamentos aos grupos responsáveis pela defesa móvel, compostos por reservistas, voluntários e funcionários do setor privado, com o objetivo de proteger as infraestruturas russas.

Para além do setor energético, os ataques ucranianos têm atingido nas últimas semanas o mercado logístico russo, em particular a empresa de comércio eletrónico Wildberries, conhecida como a "Amazon russa".


Leia Também:  Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"

 O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

NASA: Modelo 3D mostra o verdadeiro formato da Terra. Está irreconhecível... A NASA partilhou um modelo 3D que permite mostrar a forma como a gravidade afeta a superfície do nosso planeta. Os dados foram recolhidos ao longo de 15 anos por 19 satélites diferentes.

© NASA   Por  noticiasaominuto.com   29/07/2026 

A descrição mais aceite sobre o formato do nosso planeta é a de um que é ligeiramente achatado nos polos” mas, ainda assim, costumamos pensar na Terra como uma esfera lisa sem qualquer protuberância ou imperfeição. O nosso planeta é até descrito, nos EUA, como o “Blue Marble”, ou Berlinde Azul na tradução em português.

Se esta é a ideia que tem do nosso planeta, então é provável que não consiga esconder o choque com o modelo 3D agora partilhado pela NASA. O modelo em questão - descrito pela NASA como um geoide - é “uma superfície equipotencial que pode ser considerada como a forma que a superfície de um oceano assumiria devido ao campo gravítico da Terra”.

Por outras palavras, o modelo que pode ver no vídeo acima pretende representar o formato que a Terra teria se fosse determinado (de forma exclusiva) pela gravidade e rotação do nosso planeta. Sem qualquer interferência dos ventos e marés.

A agência espacial norte-americana explica que, recorrendo aos dados recolhidos pelo modelo de gravidade GOCO06s, os responsáveis exageraram as alturas deste geoide num fator de 10 mil vezes, procurando assim dar uma melhor ideia das diferenças que seriam verificadas no nosso planeta.

Por exemplo, a NASA aponta para um pico de 85 metros na nas proximidades na Islândia e para uma depressão de 106 metros negativos ao largo do sul da Índia.

A NASA explica ainda que este modelo é importante para observar como a gravidade exerce forças diferentes na superfície da Terra e como o nosso planeta planeta é muito mais complexo do que possa parecer à primeira vista, notando que o geoide foi baseado em “mais de mil milhões de observações adquiridas ao longo de 15 anos com 19 satélites”.

Irão: Teerão condena ataques dos EUA e da Arábia Saudita no Iraque... O Irão condenou hoje os ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no Iraque, classificando-os como uma "violação flagrante" do direito internacional e acusando Washington e Israel de escalarem o conflito.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por LUSA  29/07/2026 

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que os bombardeamentos "fazem parte das aspirações dos Estados Unidos e do regime sionista de prolongar a guerra e o conflito na região do Médio Oriente".

A diplomacia iraniana considerou ainda que os ataques constituem uma "violação flagrante" da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.

Teerão tem acusado repetidamente os Estados Unidos e Israel de promoverem uma escalada militar regional, numa altura em que se mantêm elevadas as tensões entre o Irão, Washington e os seus aliados israelitas e no golfo Pérsico, na sequência dos recentes confrontos militares e dos ataques cruzados registados nas últimas semanas.

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou hoje a convocação de uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias pró-Irão no território iraquiano.

As Forças Armadas norte-americanas informaram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque que, segundo Washington, são utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques.

O Comando Central dos Estados Unidos informou na mesma ocasião que todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente tinham sido intercetados, acrescentando que as tropas iam continuar vigilantes "e em estado de elevada prontidão".

Ao anunciar as ações no Iraque, os Estados Unidos alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita poderiam desencadear ações adicionais.

Antes da divulgação desta informação, o Comando Central dos Estados Unidos tinha informado que o Irão tinha tentado um "ataque surpresa" com mísseis balísticos contra as forças norte-americanas no Médio Oriente.

O Irão e os Estados Unidos tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários.


Leia Também: Irão: Trump diz que ataques no Iraque foram coordenados com Bagdade

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os recentes ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra grupos armados pró-Irão no Iraque foram coordenados com o Governo iraquiano.

Guiné-Bissau: A Polícia Judiciária (PJ) entregou esta quarta-feira (29.07) à embaixada portuguesa em Bissau, quatro das 16 viaturas furtadas em Portugal e mandadas para a Guiné-Bissau.

Por Rádio Sol Mansi  / Rádio Capital Fm   29.07.2026

PJ ALERTA PARA A COMPRA DE VIATURAS FURTADAS E REFORÇA COOPERAÇÃO COM PORTUGAL

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau apelou, esta quarta-feira, aos cidadãos para não comprarem viaturas de origem duvidosa, alertando que muitos compradores acabam por perder os veículos por falta de documentação que comprove a sua aquisição legal.

O apelo foi lançado pelo inspetor-coordenador superior da PJ e diretor da Diretoria de Bissau e Biombo, Cristiano Daniel Cancola, durante a entrega formal de quatro viaturas apreendidas, alegadamente furtadas em Portugal.

Segundo Cancola, embora os casos de reclamação não sejam frequentes, existem pessoas que reivindicam a posse das viaturas, mas não conseguem apresentar documentos de compra e venda. Acrescentou que as denúncias sobre o furto dos veículos foram registadas em diferentes esquadras da polícia portuguesa.

Na ocasião, o responsável anunciou ainda a inauguração da nova sede da Polícia Judiciária em Bafatá, iniciativa que visa reforçar a capacidade operacional da instituição no interior do país.

Por sua vez, o coronel António Quadrado, oficial de ligação do Ministério da Administração Interna de Portugal na Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, explicou que grande parte das viaturas chega ao país através de esquemas de abuso de confiança. Segundo o oficial, os suspeitos alugam os veículos em Portugal e transportam-nos posteriormente para a Guiné-Bissau.

António Quadrado sublinhou que este tipo de criminalidade tem sido registado em vários países da Europa e que a Guiné-Bissau, o Senegal e a Gâmbia figuram entre os principais destinos das viaturas furtadas.

As autoridades guineenses e portuguesas reafirmaram o compromisso de reforçar a cooperação no combate ao tráfico internacional de viaturas furtadas e apelaram à população para verificar a proveniência e a documentação dos veículos antes da compra, evitando prejuízos e contribuindo para o combate à criminalidade.

CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU DÁ ULTIMATO: RUAS LIVRES EM 30 DIAS E FACHADAS RECUPERADAS EM 90 DIAS

Por  Radio Voz Do Povo 

“Município lança operação para ordenar o centro da cidade e aplicar multas a infratores”

A Câmara Municipal de Bissau decidiu apertar a fiscalização urbana e deu dois prazos distintos para munícipes cumprirem as regras do Código de Posturas.

No Comunicado N°07/2026, a autarquia exige a remoção voluntária, num prazo de 30 dias, de todos os obstáculos nas vias públicas.

O alvo são viaturas abandonadas, carros em passeios e bermas, oficinas de mecânica, serralharia e bate-chapa a céu aberto, além de sucatas e materiais de construção que bloqueiem a circulação.

Passados os 30 dias, a Câmara inicia remoção coerciva sem aviso. As viaturas serão apreendidas e os donos terão de pagar remoção, transporte e depósito. Se não forem reclamadas, vão para sucata. O mesmo vale para materiais de oficinas.

Pelo Comunicado N°06/2026, todos os proprietários e responsáveis por edifícios no centro têm 90 dias para limpar, reparar e pintar fachadas, muros e paredes visíveis da rua.

A medida visa garantir a estética urbana, a higiene e a segurança pública. A Câmara diz que vai fiscalizar com rigor e aplicar multas, notificações e cobrança coerciva a quem não cumprir. O prazo é "improrrogável".

Nos dois comunicados assinados a 29 de julho, a Câmara apela ao cumprimento voluntário, mas garante que a lei será aplicada "com firmeza e sem exceções" em defesa da ordem urbana e do interesse público.

Workshop do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas sobre a Validação da Estratégia de Transformação dos Sistemas Alimentares na Guiné-Bissau.

Fotos/vídeos de Tuti Vitoria Iyere / Taibo Embalo 

0 objetivo deste evento e validar a Estrategia de Transformação dos Sistemas Alimentares, bem coma outros documentos complementares, atraves de um processo consultive participative, inclusivo e multissetorial, envolvendo representantes do governo, setor privado, organizações da sociedade civil,  instituições academicas, parceiros de desenvolvimento e comunidades locais.

O Governo da Guine-Bissau, em estreita colaborac;ao com o Sistema das Nac;oes Unidas e outros parceiros estrategicos, esta a liderar o processo de desenvolvimento da Estrategia nacional de Transformação dos Sistemas Alimentares, que servira coma um quadro orientador para a implementação de intervenções coordenadas e integradas, capazes de responder aos desafios atuais do sistema alimentar nacional.
 Video de Tuti Vitoria Iyere / Taibo Embalo 

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JAPÃO: Colapsos, 13 mortos e resgates: O que se sabe do sismo do Japão?... A magnitude do sismo que atingiu Kumamoto, no Japão, foi revista pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos de 7,1 para 6,8. Na manhã desta quarta-feira, ainda decorriam resgates, o número de mortos subiu e a primeira-ministra japonesa afirmou: "Todos os segundos contam".

© Reuters    noticiasaominuto com Lusa   29/07/2026 

Subiu para 13 o número de vítimas mortais após o sismo em Kumamoto, no Japão, que foi inicialmente registado com uma magnitude de 7,1 - agora, o Serviço Geológico dos Estados Unidos reviu este a magnitude para 6,8. O abalo aconteceu na terça-feira, mas a atualização do número de mortos foi dada esta quarta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi.

"Presto as minhas sinceras condolências à memória das vítimas mortais e expresso o meu profundo pesar à sua família", referiu Takaichi aos jornalistas.

"Há pessoas que ainda estão à espera de ajuda. Todos os segundos contam", disse.

Segundo a emissora NHK, há ainda pelo menos 33 feridos, mas o terremoto deixou para trás um grande rasto de destruição, com edifícios a colapsarem, como um centro comercial e um jardim de infância (ainda que parcialmente). O impacto do sismo fez ainda alguns incêndios deflagrarem, assim como o colapso de pontes, partes de uma muralha na região ou de torres de transmissão. Cerca de 48 mil pessoas ficaram sem eletricidade.

Segundo as publicações internacionais, o colapso de uma fábrica fez com que pelo menos 11 pessoas ficassem presas nos destroços. Duas dessas pessoas foram não apresentariam sinais de vida, mas o seu óbito ainda não tinha sido declarado durante a manhã desta quarta-feira. Outros dois trabalhadores terão sido retirados em estado crítico. A operação de buscas continuava durante a manhã pelos outros trabalhadores que ainda não foram encontrados.

Já esta quarta-feira, o ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão divulgou num relatório em que consta que duas autoestradas do país têm ainda 13 troços cortados, além de uma estrada nacional e três vias secundárias, na sequência do sismo registado.

Quanto ao serviço ferroviário, o MLIT indicou que não houve danos em infraestruturas, mas que foi determinada a suspensão total do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas.

A autoridade de transportes da cidade de Kumamoto indicou na rede social X que, embora o serviço de elétrico tenha sido suspenso na terça-feira, todas as linhas voltarão a operar hoje, ainda que com velocidades reduzidas e possíveis atrasos por motivos de segurança.

Nos aeroportos de Kumamoto e Amakusa, os serviços estão a ser restabelecidos, mas mantêm-se alguns cancelados. No transporte marítimo, foram registados danos menores em estaleiros e embarcações, estando suspensa uma rota de ferry.

O sismo ocorreu às 16h27 locais (6h27, em Lisboa) de terça-feira, com epicentro a cerca de 10 quilómetros de profundidade na província de Kumamoto, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que emitiu uma breve alerta de tsunami.

O abalo atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa de sete graus, centrada na intensidade à superfície e no potencial destrutivo, sendo a primeira vez que se regista esta magnitude desde o sismo que atingiu a península de Noto em 2024 e causou 400 mortos.

Em 2016, dois sismos devastadores - um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3 - atingiram Kumamoto. Causaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

Veja as imagens na galeria.

Iraque reúne conselho de segurança nacional após intervenção dos EUA... O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, ordenou hoje a convocação de uma reunião de emergência do conselho de segurança nacional na sequência do ataque conjunto da Arábia Saudita e dos Estados Unidos contra milícias pró-Irão no território iraquiano.

© Reuters    Por  LUSA   29/07/2026 

O ataque provocou "vários" mortos e feridos.

Um comunicado oficial do executivo de Bagdade indica que o primeiro-ministro ordenou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional, "tendo em conta a evolução da situação de segurança e os ataques aéreos realizados contra o país".

Segundo a agência noticiosa oficial do Iraque, INA, um comunicado detalhado sobre os acontecimentos e as decisões vai ser divulgado após a reunião, mas não foram adiantados mais pormenores.

As Forças Armadas norte-americanas informaram, na terça-feira, que intercetaram uma série de mísseis iranianos e atuaram em conjunto com as forças da Arábia Saudita para atacar locais no Iraque --- utilizados pelas milícias apoiadas por Teerão para lançar ataques nos últimos dias.

Todos os mísseis iranianos lançados contra as forças norte-americanas no Médio Oriente foram intercetados, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos, acrescentando que as tropas "continuam vigilantes e em estado de elevada prontidão".

Ao anunciar as ações no Iraque, os Estados Unidos alertaram que novos ataques contra as tropas norte-americanas ou contra infraestruturas da Arábia Saudita poderiam desencadear ações adicionais.

🚨 GUARDA NACIONAL DESMANTELA REDE DE EMIGRAÇÃO IRREGULAR EM BISSAU

Por  GN - Guarda Nacional 

Em operação coordenada pelo Comando Operacional, a Guarda Nacional — através do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Companhia da Unidade do Comando Geral — desmantelou ontem, 28/07/2026, uma rede de apoio à emigração clandestina no bairro Háfia, em Bissau. 

A ação culminou na detenção de 12 cidadãos africanos (dois homens e dez mulheres) concentrados numa única residência privada. 

O grupo é composto por: 

🇲🇱 8 malianos (incluindo uma criança de 1 ano) 

🇬🇳 2 conacri-guineenses

🇬🇲 1 gambiana 

🇧🇫 1 burquinabé 

Entre os detidos encontrava-se uma mulher grávida que recebeu assistência hospitalar imediata após manifestar indisposição. 

Um dos detidos foi identificado como um dos presumíveis líderes e organizadores da rede. 

As investigações prosseguem em sede de inquérito criminal.

Sobe para 41 número de mortos em deslizamento de terras no município chinês de Chongqing... As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.

Foto: Rede Social X @iChongqing_CIMC   Por  rtp.pt    29/07/2026

O acidente ocorreu às 09:08 locais (01:08 em Lisboa), quando uma grande quantidade de rochas e terra se desprendeu de uma encosta, provocando o colapso de vários edifícios residenciais situados no sopé da montanha, deixando pessoas soterradas e obrigando à retirada de cerca de 1.100 residentes.

Na quinta-feira passada, as autoridades locais indicaram que o número de mortos subiu para 11, com 50 pessoas dadas como desaparecidas.

Hoje, a agência oficial chinesa Xinhua informou que foram identificadas mais 30 vítimas mortais, após testes de ADN e exames aos restos mortais recuperados nos últimos dias.

As autoridades acrescentaram que prossegue a identificação de outros restos mortais, entretanto, encontrados, enquanto continuam as operações de busca.

Segundo estimativas preliminares, o deslizamento tinha cerca de 60 metros de comprimento, 30 metros de altura e 10 metros de espessura, com um volume aproximado de 18.000 metros cúbicos.

A maior rocha deslocada tinha um volume estimado em cerca de 3.000 metros cúbicos, equivalente a pouco mais do que o volume de uma piscina olímpica.

Elementos das equipas de socorro explicaram aos órgãos de comunicação locais que as operações de resgate foram dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas encostas e pelas linhas de água existentes na zona, que limitaram o acesso de maquinaria pesada, situação agravada pelas chuvas registadas no fim de semana seguinte ao acidente.

Após a tragédia, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de operações de busca e salvamento "científicas", defendendo também a prevenção de desastres secundários, o tratamento adequado dos feridos e uma gestão eficaz das consequências do acidente.

O deslizamento de Chongqing ocorreu poucas semanas após outro acidente semelhante na província de Gansu, no noroeste da China, que soterrou inicialmente 33 pessoas, provocando 21 mortos e sete feridos ligeiros.


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Dezenas de concelhos de oito distritos no norte e centro de Portugal estão hoje em perigo máximo de incêndio, uma situação ligeiramente melhor do que na terça-feira.

UCRÂNIA: Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

© Fox News    Por LUSA  29/07/2026 

"Pedimos todos os dias para pôr fim a esta guerra, pelo menos para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidade aos diplomatas de negociar. Mas Putin não quer (...). É por isso que temos de responder, ser duros, ser fortes. Não apenas nós. Contamos com as sanções", acrescentou o chefe de Estado ucraniano durante uma entrevista com a emissora Fox News.

Zelensky esteve em Washington para se reunir com o Presdiente norte-americano, Donald Trump, e assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham.

O Presidente ucraniano garantiu ter obtido do seu homólogo norte-americano, durante o encontro na Casa Branca, as licenças para a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea de Kiev.

"Ele aceitou dar-nos as licenças e depois tive uma reunião com representantes do setor da produção, empresas militares muito importantes dos Estados Unidos", disse. "Espero que possamos avançar para uma coprodução", disse.

Por seu lado, Donald Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que "correu muito bem" o encontro com o Presidente ucraniano.

Segundo a ONU, junho foi o mês mais mortífero para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar.

Apenas os sistemas Patriot norte-americanos conseguem abatê-los, mas a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis PAC-3, agravada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Um alto responsável ucraniano disse à agência France-Presse que Moscovo pretende intensificar os ataques, com o envio de novos lançadores balísticos para junto da fronteira e aguardando em agosto entregas adicionais provenientes da Coreia do Norte.

"É crucial que Washington autorize a compra de um lote de mísseis Patriot", acrescentou a fonte não identificada, admitindo que "muito dependerá do humor do Presidente Trump".

Só em julho, Moscovo lançou 120 mísseis balísticos e antinavio de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram intercetados, segundo a Força Aérea ucraniana. Em comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024.

Zelensky afirmou ainda que a reunião de terça-feira foi também ocasião para falar de "diplomacia", e que é "importante que o processo diplomático seja revivificado" para pôr fim ao conflito, escreveu na rede social X.

As relações entre Zelensky e Trump foram durante muito tempo tensas. Desde o regresso ao poder, Trump reduziu significativamente as entregas diretas de armas a Kiev, preferindo o programa PURL, que permite aos europeus comprar armamento e transferi-lo para a Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, os dois presidentes chegaram mesmo a discutir em frente às câmaras no Salão Oval, com Trump a acusar Zelensky de ingratidão e de "brincar com a Terceira Guerra Mundial".

Nas últimas semanas, porém, o Presidente norte-americano tem adotado uma postura mais conciliatória, chegando a elogiar Zelensky considerando publicamente que está a fazer "um trabalho formidável".

Após a reunião na Casa Branca, Zelensky dirigiu-se ao Senado para incentivar a adoção de novas sanções contra a Rússia, medidas que Trump terá apoiado. O Senado fez avançar um projeto na noite de terça-feira, que deverá agora ser votado em definitivo antes de seguir para a Câmara dos Representantes.

As relações entre Moscovo e Washington deterioraram-se nos últimos meses, mostrando-se significativamente distantes do clima de aparente entendimento resultante do encontro entre Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025.

Na semana passada, em Manila, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, advertiu o homólogo norte-americano, Marco Rubio, contra a continuação das entregas de armas à Ucrânia.


Leia Também: Zelensky reúne-se nos EUA com empresa que produz mísseis Patriot

O Presidente ucraniano reuniu-se hoje com representantes da empresa de armamento norte-americana Lockheed Martin, com a qual diz que Kyiv já está a trabalhar para avançar a "produção conjunta" de mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.