segunda-feira, 20 de abril de 2026

BAD e Itália abrem linha de crédito de 140 milhões de euros para África... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Itália anunciaram hoje um acordo de cofinanciamento de até 140 milhões de euros para setores prioritários para o crescimento em países de África, incluindo energia, agricultura, água, infraestruturas e capital humano.

© Lusa   20/04/2026 

"O acordo bilateral de cofinanciamento reforça a parceria estratégica para apoiar projetos prioritários em setores-chave em África, incluindo energia, agricultura, água, infraestruturas e desenvolvimento do capital humano", lê-se no comunicado, que dá conta que o montante total, que será gerido pelo Banco, divide-se em 100 milhões de euros em financiamento concessional e 40 milhões de euros em recursos de subvenção

A iniciativa foi anunciada à margem dos Encontros da Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que decorreram na semana passada, em Washington, e insere-se no Plano Mattei, um abrangente programa de investimentos de Itália em África.

"Para além dos recursos adicionais que proporciona em benefício dos nossos países membros regionais, o acordo marca o culminar de iniciativas conjuntas entre o Grupo Banco e a Itália, para dar resposta aos desafios de desenvolvimento em África", disse o presidente do BAD, Sidi Ould Tah, citado no comunicado.

Esta linha de crédito bilateral agora anunciada "reforçará a dotação de recursos e a capacidade de cofinanciamento do Grupo Banco, permitindo o aumento dos investimentos alinhados com as prioridades estratégicas do Banco e os seus Quatro Pontos Cardeais, particularmente na mobilização de capital, na ampliação de parcerias e na promoção do crescimento impulsionado pelo investimento", afirma-se ainda no texto.

Do lado italiano, o ministro da Economia e Finanças, Giancarlo Giorgetti, afirmou que o acordo é "um passo concreto na implementação do Plano Mattei e reafirma o compromisso da Itália em construir parcerias equitativas e de longo prazo com os países africanos".

O Plano Mattei é uma iniciativa estratégica lançada pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para construir uma parceria de igualdade com as nações africanas, centrada na energia, infraestruturas, educação, saúde e agricultura.     

Apoiado por mais de 1,2 mil milhões de euros, visa promover o desenvolvimento, travar a imigração irregular e transformar Itália num centro energético do Mediterrâneo.     

O Plano italiano passou a ter 18 países em março, com a inclusão da República do Congo, Ruanda, Gabão e Zâmbia, como anunciou Meloni na conferência "Lançar as bases para o emprego em África", que decorreu no princípio de março no Banco de Itália.     

Os países membros que já faziam parte do plano são Argélia, República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Quénia, Costa do Marfim, Marrocos, Moçambique e Tunísia, a que se juntam cinco "parceiros adicionais": Angola, Gana, Senegal, Mauritânia e Tanzânia.


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O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que há "provas" de fraude nas eleições de 2020, que deram a vitória a Joe Biden sobre Donald Trump. Patel garantiu que Trump "está a dizer a verdade" quando diz que foi roubado nessa ida às urnas.

Trump aconselha Teerão a "não brincar" com as negociações... O Presidente norte-americano confirmou hoje que uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo vice-presidente, JD Vance, está a caminho do Paquistão para uma nova ronda de conversações, advertindo o Irão para "não brincar" com as negociações.

© Getty Images    Por  LUSA  20/04/2026 

Donald Trump insistiu que o Irão "não deve brincar" com a iniciativa, prevista para os próximos dias em Islamabad, possivelmente na terça-feira, para a qual ainda não foi confirmada a presença de Teerão.

"Ele [Vance] está a caminho agora. É a noite toda", confirmou Trump em entrevista ao jornal The New York Post, acrescentando que "supõe" que novas conversas deverão ocorrer na sequência da primeira ronda de contactos, realizada a 11 de abril, também na capital paquistanesa.

Perante esta nova ronda de contactos, o Presidente norte-americano mostrou-se disposto a participar pessoalmente nas negociações, garantindo que não tem "qualquer problema" em reunir-se com os líderes iranianos. 

"Se quiserem reunir-se, e apesar de termos pessoas muito competentes, não tenho qualquer problema nisso", afirmou.

Assim sendo, Trump salientou que no centro das negociações previstas em Islamabad estão as ambições nucleares do Irão, sublinhando que a linha vermelha de Washington para qualquer acordo é que o país asiático deve "livrar-se das armas nucleares". 

"É tudo muito simples. Não haverá armas nucleares", afirmou.

A viagem de Vance ao Paquistão destina-se a possibilitar uma segunda ronda de contactos, que se segue às longas conversações de há dez dias, quando a reunião com a delegação iraniana durou mais de 21 horas.

Neste momento, a incerteza rodeia o encontro no Paquistão, embora, segundo apontam outros meios de comunicação social norte-americanos, como a estação Fox News, Donald Trump tem expressado otimismo sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado neste segundo encontro.

Os contactos diretos de alto nível entre Washington e Teerão ocorridos há dez dias em Islamabad foram classificados como os mais significativos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Esta potencial segunda ronda irá decorrer ainda durante a vigência de um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que termina na quarta-feira (22 de abril).

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Lisboa 🇵🇹| Denuncia: Mais um grupo de estudantes guineenses retidos no Aeroporto de Lisboa, associações “MEGBP & AEGBL” denuncia situação em conferência de imprensa. Por outro lado a associação anuncia a realização da primeira conferência académica de estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.

SOCIEDADE CIVIL DESAFIADA A LIDERAR CONSTRUÇÃO DE UM PAÍS MAIS JUSTO E TRANSPARENTE

 Rádio Sol Mansi   20/04/2026 

O Coordenador Nacional da Convenção de Cidadãos exortou a sociedade civil guineense a assumir, com responsabilidade, o seu papel na construção de um país mais justo, transparente e responsável.

A declaração foi feita esta segunda-feira, em Bissau, por Gueri Gomes Lopes, durante a abertura de uma formação de três dias sobre monitorização das políticas públicas, que decorre na Casa dos Direitos.

Na ocasião, Gueri Gomes Lopes manifestou confiança no futuro da Guiné-Bissau, sublinhando que este depende, em grande medida, da capacidade dos cidadãos de participarem ativamente na vida pública.

Por sua vez, Carlos Zarza, em representação da União Europeia, afirmou que a organização está consciente dos desafios que o país enfrenta, destacando a sua disponibilidade para apoiar as organizações da sociedade civil.

A União Europeia reiterou ainda o seu compromisso em criar condições para que as organizações da sociedade civil desempenhem um papel cada vez mais relevante nos processos de governação e desenvolvimento do país.

Presidente do Líbano quer país a negociar paz por conta própria... O Presidente libanês, Joseph Aoun, declarou hoje que o Líbano negociará por conta própria e que não aceitará que o Irão o faça em seu nome no âmbito das conversações entre os Estados Unidos e o Irão.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images     Por LUSA  20/04/2026 

Num comunicado da Presidência, Aoun indicou que uma delegação libanesa liderada pelo diplomata Simon Karam irá conduzir a próxima ronda de negociações com Israel, numa altura em que se mantém um cessar-fogo frágil de 10 dias entre Israel e o Hezbollah. A data das conversações ainda não foi confirmada.

"Ninguém participará com o Líbano nesta missão nem o substituirá", afirmou Aoun.

O Presidente libanês acrescentou que o objetivo das negociações é travar "ações hostis, pôr fim à ocupação israelita de áreas do sul e destacar o exército até às fronteiras meridionais reconhecidas internacionalmente".

Aoun indicou que o Líbano enfrenta duas opções: a continuação da guerra ou negociações para lhe pôr termo. 

O Hezbollah, movimento xiita pró-iraniano, já manifestou oposição a negociações diretas entre o Líbano e Israel. 

Na semana passada, os embaixadores libanês e israelita em Washington realizaram as primeiras conversações diretas em décadas.

A Ministra da Administração Pública, trabalho e segurança social, Assucénia Donate de Barros, presidiu hoje (20.04) a sessão inaugural da Rede de Recursos Humanos que surgiu para reforçar a boa governação no setor, promover a troca de experiências e fortalecer as competências técnicas.

O Hospital Nacional Simão Mendes lançou o Guichê Único para reforçar a qualidade e a transparência dos serviços prestados. A iniciativa centraliza o atendimento ao público, permitindo acesso mais rápido a informações, marcação de consultas e outros procedimentos administrativos.

O ato foi presidido pelo Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote,  que destacou a importância da medida para melhorar a eficiência e reduzir o tempo de espera dos utentes.

Exército israelita confirma que soldado destruiu estátua de Jesus no Líbano... O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.

© Lusa   20/04/2026 

"Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano", escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.

"Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação", acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com "o máximo rigor".

As IDF reiteraram o compromisso de "ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar" e afirmaram que não tinham "qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos".

A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.

A fotografia ostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.

Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.

As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.

Israel assumiu o controlo de várias áreas no sul do Líbano, um bastião do Hezbollah, depois de o movimento pró-Irão ter atacado Israel a 02 de março, em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão. Um cessar-fogo entrou em vigor no Líbano na sexta-feira.


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O exército israelita está a investigar uma fotografia que alegadamente mostra um dos seus militares a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano.


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O Governo israelita deu ordens aos militares que estão no Líbano para usarem a força se forem ameaçados, mesmo com o cessar-fogo em vigor.

EUA e Filipinas iniciam exercícios anuais com 17 mil soldados mobilizados... Milhares de soldados filipinos e norte-americanos, acompanhados pela primeira vez por um importante contingente japonês, iniciaram hoje exercícios militares anuais nas Filipinas, num contexto de tensões regionais crescentes.

© Lusa       20/04/2026 

Mais de 17 mil militares das forças terrestres, aéreas e navais participam nas manobras "Balikatan" ("ombro a ombro", em tagalo), um número semelhante ao da edição do ano passado. França, Austrália, Nova Zelândia e Canadá também prestam apoio.

Os exercícios decorrem no norte das Filipinas, voltados para Taiwan -- ilha reivindicada por Pequim -- e para o mar do Sul da China, onde Manila e Pequim mantêm disputas territoriais.

Estão previstos exercícios com fogo real. As Forças Armadas japonesas, representadas por cerca de 1.400 militares, vão afundar um navio com um míssil de cruzeiro, indicou o porta-voz filipino das manobras, Dennis Hernandez.

"Balikatan (...) constitui uma oportunidade para evidenciar a nossa sólida aliança com as Filipinas e demonstrar o nosso compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto", afirmou o porta-voz norte-americano, Robert Bunn, antes do início dos exercícios.

Segundo o mesmo responsável, a participação de Washington -- que realiza um dos seus maiores destacamentos dos últimos anos -- não foi afetada pela guerra no Médio Oriente, embora tenha recusado avançar o número exato de militares norte-americanos envolvidos.

O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, provocou uma crise energética global, com impacto particular nas Filipinas, dependentes de importações de combustíveis.

As manobras ocorrem também num momento em que a China mantém pressão militar em torno de Taiwan.

Em agosto e novamente em novembro, o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., alertou que o país deve preparar-se para um eventual envolvimento num conflito relacionado com Taiwan, onde trabalham muitos cidadãos filipinos.

Em fevereiro, Estados Unidos, Japão e Filipinas realizaram exercícios aéreos e navais junto ao canal de Bashi, uma via estratégica entre Taiwan e o arquipélago filipino. Pequim condenou as operações, acusando Manila de "perturbar a paz e a estabilidade na região".


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Taiwan indicou hoje que as Forças Armadas da ilha vão conduzir um "acompanhamento exaustivo" de um recente exercício, envolvendo vários navios de guerra, da marinha chinesa no Pacífico Ocidental.

domingo, 19 de abril de 2026

EUA capturam navio iraniano no Golfo de Omã... Forças militares dos EUA capturaram um navio iraniano no Golfo de Omã por alegada violação do bloqueio imposto por Washington, anunciou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump

Por LUSA 

Segundo Trump, o navio, identificado como Touska, foi intercetado pelo contratorpedeiro USS Spruance após não responder a comunicações.

O chefe de Estado indicou que a tripulação foi detida depois de uma ação militar que incluiu danos na casa das máquinas da embarcação, acrescentando que o navio se encontra sob custódia de fuzileiros navais norte-americanos.

Trump afirmou que o Touska integra a lista de alvos de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um alegado histórico de atividades ilegais, informação confirmada pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros.

O navio é descrito como um porta-contentores de bandeira iraniana com cerca de 275 metros de comprimento.

Entretanto, a companhia francesa CMA CGM revelou que um dos seus cargueiros foi alvo de disparos de advertência no Estreito de Ormuz, no sábado, sem registo de vítimas.

Segundo a empresa, a embarcação sofreu danos ligeiros e foi forçada a regressar, sem que tenha sido identificada a origem dos tiros.

A Organização Marítima Internacional confirmou que o navio foi atingido, mas não avançou detalhes adicionais.

Trump tinha anteriormente acusado o Irão de disparar contra um navio francês e outro britânico na região, agravando as tensões numa das principais rotas marítimas do comércio mundial.


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O Irão não planeia, neste momento, participar em novas negociações com os Estados Unidos, que tinham anunciado o envio de uma equipa de negociação para o Paquistão, noticiou hoje a televisão estatal iraniana.

CIDADÃOS GUINEENSES RETIDOS NO AEROPORTO DE LISBOA

Radio TV Bantaba 

Bissau, 19 de abril de 2026 – Sete cidadãos da Guiné-Bissau, estudantes, encontram-se retidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, desde a última sexta-feira, 17 de abril, após terem sido impedidos de entrar em território português, uma vez que apresentaram todas as documentações exigida pelas autoridades de imigração portuguesa.  

De acordo com informações recolhidas pela nossa redação, as autoridades portuguesas afirmaram que os estudantes deviam apresentar os termos de responsabilidade de acordo com a zona de residência e o comprovativo de pagamento das propinas nas instituições de ensino em que estavam inscritos, deviam ser pagas na totalidade, além de outros documentos essenciais considerados fundamentais para a atribuição de visto de entrada destinado a estudantes estrangeiros.  

Fontes familiares dos retidos afirmaram que contactaram advogados, mas sem sucesso, e que foram impedidos de ter acesso às informações sobre os jovens, que desde sexta-feira enfrentam condições precárias no aeroporto lisboeta, onde aguardam decisão das autoridades portuguesas. Entre as dificuldades apontadas estão a ausência de alojamento confortável, escassez de alimentação – limitada a maçã, água e sopa, fornecidas duas vezes por dia – e falta de produtos de higiene e de uso pessoal.  

As mesmas fontes lamentaram o sucedido e apelaram a uma rápida intervenção das entidades competentes da Guiné-Bissau, sublinhando a necessidade de garantir condições dignas aos cidadãos em situação de retenção e de agilizar os procedimentos administrativos urgentes que possam conduzir a uma solução viável.  

PR cabo-verdiano alerta em Portugal para discriminações contra comunidade na diáspora.... O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, alertou hoje na Maia (distrito do Porto) para discriminações e restrições à mobilidade da comunidade cabo-verdiana emigrada noutros países, no arranque da V Presidência na Diáspora, em Portugal.

© Lusa     19/04/2026 

"Há, neste momento, mais restrições à mobilidade. E há mais discriminações às comunidades emigradas. Em todo o mundo, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Temos de ter consciência disso", disse hoje num encontro com a comunidade cabo-verdiana da região do Porto, que decorreu no Auditório Principal da Universidade da Maia.

Para José Maria Neves, é importante os cabo-verdianos estarem "conscientes desse facto", sendo igualmente necessário que se faça "tudo para conhecer os desafios e defender os interesses dos cabo-verdianos espalhados pelo mundo".

Dando como exemplo os Estados Unidos, em que "os vistos para turismo e negócios estão sujeitos a uma caução que pode ir até aos 15 mil dólares", o chefe do Estado apontou que "na Europa também há muitas restrições à mobilidade".

"É claro que nós temos conversado com vários governos, mesmo com o governo dos Estados Unidos é preciso manter o diálogo, as pontes, para mostrar que a comunidade cabo-verdiana é uma comunidade que não causa problemas, é uma comunidade trabalhadora, é uma comunidade que se integra bem e que tem dado um grande contributo para o desenvolvimento dos países de acolhimento", apontou.

José Maria Neves considerou ainda "importante a participação cívica e a participação política nos países de acolhimento".

Numa sessão em que também apelou à participação nas eleições legislativas de 17 de maio e assinalou o aumento do custo de vida para as comunidades emigrantes, vários elementos do público colocaram questões ao Presidente da República, sobretudo jovens estudantes preocupados não só com as questões de discriminação, mas também com o valor das bolsas de estudo.

Vasco Costa, estudante de Engenharia, mostrou-se preocupado com "o aumento da xenofobia, do racismo e de inúmeras situações em que os estudantes têm-se sujeitado a inúmeras humilhações" em Portugal, nomeadamente no processo de regularização dos seus processos, além das questões do custo de vida.

"Sabemos que em vários países está a crescer a xenofobia, o racismo, etc. Temos é de continuar a colocar as nossas questões a todos os partidos políticos, a todos os partidos políticos nos países de acolhimento, aos governos, às autoridades municipais, para irmos protegendo e ir propondo acordos aos diferentes países para irmos protegendo os cabo-verdianos que estão em muitos países", respondeu José Maria Neves.

O Presidente de Cabo Verde comprometeu-se ainda a "levar essa questão das bolsas, do valor das bolsas, para colocar ao Governo, após as eleições, qualquer que seja o Governo" formado após as legislativas de 17 de maio.

José Maria Neves iniciou hoje na Maia a V Presidência na Diáspora, sobretudo no Norte de Portugal, e segunda-feira será recebido pelo Presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, nos Paços do Concelho, indo também a Lisboa ser recebido pelo Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, na sexta-feira.

"Entre os dias 19 [hoje] e 26 de abril [domingo], José Maria Neves cumprirá uma intensa agenda nos municípios do Porto, Guimarães, Braga e Barcelos, além de deslocações a Tondela, no distrito de Viseu, e a Lisboa, em áreas estratégicas como a Saúde, o Ensino Superior e a Inovação, bem como a cooperação descentralizada", pode ler-se numa nota de imprensa no 'site' da Presidência de Cabo Verde.

Candidatos à ONU começam a ser ouvidos terça-feira em Nova Iorque... O diálogo interativo com os quatros candidatos a secretário-geral da ONU arranca na terça-feira, num processo que moldará o futuro do multilateralismo e que poderá levar, pela primeira vez na história da organização, à eleição de uma mulher.

© Getty Images     Por  LUSA   19/04/2026 

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet será a primeira candidata a ser ouvida, na manhã de terça-feira, em Nova Iorque, seguindo-se o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, na tarde do mesmo dia.

Na quarta-feira será a vez da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, que terá a sua audição de manhã, e do ex-presidente senegalês Macky Sall, que será ouvido no período da tarde.

A diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, chegou a entrar na corrida para suceder a António Guterres como líder da ONU através da nomeação das Maldivas. Contudo, a nação insular acabou por retirar o apoio à sua candidatura, eliminando-a assim do processo eleitoral.

Cada potencial candidato teve de ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Todas as sessões de diálogo interativo serão transmitidas 'online' e decorrerão na sala do Conselho de Tutela das Nações Unidas, um dos seis principais órgãos da organização, em Nova Iorque.

Cada candidato terá a oportunidade de apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

A sessão de cada candidato terá três horas de duração, período que será dividido, numa primeira fase, em torno das declarações de visão pessoal e das competências de gestão do candidato.

Na segunda parte, serão abordados três pilares: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e o clima, e os direitos humanos.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Já se passaram 35 anos desde que um latino-americano liderou a ONU. A região argumenta que ignorar essa tradição agora quebraria o pacto informal e não escrito que mantém o equilíbrio geográfico da ONU.

Contudo, muitas nações africanas argumentam que, como Guterres (Europa Ocidental) representou uma "interrupção" na rotação em 2016 (informalmente, era a vez da Europa Oriental), o ciclo está efetivamente quebrado e alegam que o fardo da manutenção da paz de África confere ao continente o direito de liderar.

Muitos países também defendem que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, são os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho, que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

O Conselho de Segurança realizará votações secretas - chamadas de votações informais -- até que chegue a um consenso. 

Por fim, os cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - devem concordar com um candidato. 

O Conselho adotará então uma resolução, tradicionalmente a portas fechadas, recomendando uma nomeação para a Assembleia-Geral. A resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

Embora se presuma que a resolução conterá o nome de um único candidato (uma convenção que remonta a 1946; não uma regra restrita), crescem os apelos para que o Conselho apresente à Assembleia-Geral dois ou mais candidatos, entre os quais uma seleção possa ser feita. 

A Assembleia-Geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.

A carta de competências exige que o próximo secretário-geral demonstre fortes capacidades de liderança, dedicação e eficácia, com experiência em estruturas de governação, assim como em relação às Nações Unidas e à gestão da instituição à luz das reformas.

Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise multidimensional da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.

Apesar dos esforços do atual secretário-geral para tentar convencer o mundo de que a ONU é hoje mais vital do que nunca, a organização fundada após a Segunda Guerra Mundial tem hoje a sua influência desacreditada e o seu pleno funcionamento em risco devido aos cortes de financiamento de nações como os Estados Unidos, país que acolhe a sede da instituição, em Nova Iorque, e o seu maior doador.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de 2026.


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Duas mulheres e dois homens mantêm-se na disputa pelo cargo de secretário-geral da ONU e serão ouvidos a partir de terça-feira pelos Estados-membros, dando início a um processo que poderá ser histórico caso a liderança eleita seja feminina.


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A presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou à Lusa que a seleção do próximo secretário-geral será "uma questão de credibilidade" para a organização, uma vez que em 80 anos de história nunca teve uma mulher na liderança.

Bissau assume presidência do Comité Permanente do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento.

Radio Voz Do Povo

A decisão foi tomada à margem das Assembleias Anuais do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial, realizadas em Washington, nos Estados Unidos da América, com a participação do Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Mudjetaba Djaló.

Com esta eleição, o país substitui a Libéria na liderança do Comité, para um mandato de um ano, com início previsto após a próxima Assembleia Anual do Banco Africano de Desenvolvimento, a ter lugar no Congo.

O Comité Permanente desempenha um papel central na governação interna da instituição, sendo responsável pela definição das condições de serviço dos dirigentes e pela promoção da ética, transparência e boas práticas.

O Ministério da Economia, Plano e Integraçâo Regional diz que esta conquista reforça a posição da Guiné-Bissau no sistema financeiro africano, permitindo maior influência nas decisões e contribuindo para o reforço da sua presença no cenário económico regional.

Fonte: MEPIR

Negociações de paz com EUA avançaram, mas acordo "ainda está longe"... O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final "ainda está longe".

© Lusa  19/04/2026 

"Ainda estamos longe de ter concluído o debate", declarou Ghalibaf numa entrevista à televisão iraniana.

O presidente do parlamento iraniano participou nas negociações de 11 e 12 de abril, em Islamabade, juntamente com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance.

"Fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto", acrescentou.

Durante o encontro em Islamabade - o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Iraniana de 1979 - Teerão salientou que "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos, declarou Ghalibaf.

"Os Estados Unidos têm de tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano", prosseguiu. E acrescentou: "devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição na sua abordagem ao diálogo".

De acordo com o responsável, o Irão só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, que entrou em vigor a 08 de abril, porque os Estados Unidos pediram que o fizesse.

"Estávamos a sair vitoriosos no terreno, o inimigo não tinha alcançado nenhum dos seus (...) objetivos e o Irão também controlava o estreito" de Ormuz, afirmou.

"Se aceitámos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram os nossos pedidos", referiu.

sábado, 18 de abril de 2026

Ormuz? Irão "tentou ser espertinho", mas não pode "chantagear" os EUA... O presidente norte-americano, Donald Trump, deu conta de que a sua administração terá "mais informações" sobre o encerramento do estreio de Ormuz "até ao final do dia", mas frisou que o Irão "não pode chantagear" os Estados Unidos.

© Getty Images  noticiasaominuto.com 18/04/2026 
O presidente norte-americano, Donald Trump, remeteu esclarecimentos sobre o encerramento do estreio de Ormuz para mais tarde, mas assinalou que o Irão "não pode chantagear" os Estados Unidos, este sábado.

"Não nos podem chantagear", disse, após ter reiterado que as conversações continuam e estão "a correr muito bem".

Aliás, o magnata apontou que os oficiais iranianos "tentaram ser espertinhos, como têm feito há 47 anos", mas deu força às alegações de que os Estados Unidos praticamente eliminaram a marinha, a força aérea e a liderança daquele país.

"Teremos mais informações até ao final do dia. Estamos a dialogar e a adotar uma postura firme", frisou.

Estas declarações foram proferidas à margem da assinatura de uma ordem executiva que flexibiliza as restrições aos tratamentos com drogas psicadélicas, junto do streamer Joe Rogan, um dos principais defensores da medida.

Recorde-se de que o estreito de Ormuz voltou "ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, este sábado, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos.

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, significa isto que a rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO".

A decisão foi tomada depois de, na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Aragchi, ter anunciado que "a passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Ormuz" permaneceria "totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo".

Trump reagiu pouco depois, com uma mensagem escrita totalmente em letra maiúscula, na qual indicou que "O ESTREITO DO IRÃO ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL".

Numa outra publicação, também em letra maiúscula, o magnata alertou que "O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO".

Mais tarde, o chefe de Estado assegurou que Teerão "concordou em nunca mais fechar" aquela rota.

"O Irão concordou em nunca mais fechar o estreito de Ormuz. Já não será utilizado como arma contra o mundo!", escreveu, assinalando, novamente em letra maiúscula, o que classificou como "UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!"

Recorde-se de  que as negociações visam pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. O Irão respondeu com ataques contra Israel e os países da região, bem como com o bloqueio do estrito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

A guerra e o bloqueio do estreito fizeram subir os preços do petróleo e causaram o receio de uma crise económica a nível global. Além disso, o conflito provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para os confrontos pela ação do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei.

Israel recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. No entanto, e após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

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O vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros ironizou hoje sobre o comportamento do Presidente norte-americano, dizendo que faz muitas publicações nas redes sociais e fala muito, após Trump dizer que podia não prolongar o cessar-fogo com o Irão.

Estreito de Ormuz novamente fechado. Passagem "requer aprovação do Irão"... O estreito de Ormuz voltou "ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos. A rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO", de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB.

Por LUSA 

Um porta-voz do Quartel-General Central de Hazrat Khatam al-Anbiya disse, este sábado, que o estreito de Ormuz "voltaria ao seu estado anterior" de controlo rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos.

"A República Islâmica do Irão, em conformidade com acordos anteriores alcançados nas negociações, concordou de boa-fé com a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios comerciais pelo estreito de Ormuz. Infelizmente, os americanos continuam o chamado bloqueio. Por esta razão, o controlo do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e este estreito estratégico está sob a gestão e controlo rigorosos das forças armadas", lê-se, num comunicado citado pela Sky News.

A mesma nota deu conta de que, "enquanto os Estados Unidos não garantirem a total liberdade de passagem de embarcações do Irão de e para o Irão, a situação no estreito de Ormuz permanecerá sob controlo rigoroso e no seu estado anterior".

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, significa isto que a rota marítima "está agora novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÃO".

Recorde-se que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Aragchi, anunciou, na sexta-feira, que "a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz" permaneceria "totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo".

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica do Irão", escreveu, na rede social X (Twitter).
Por seu turno, o presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à abertura do estreio de Ormuz com uma mensagem escrita totalmente em letra maiúscula, na qual indicou que "O ESTREITO DO IRÃO ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL".

Numa outra publicação, também em letra maiúscula, o magnata alertou que "O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO".

"O ESTREITO DE ORMUZ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA O COMÉRCIO E TRÂNSITO LIVRE, MAS O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃO, ATÉ QUE A NOSSA TRANSAÇÃO COM O IRÃO ESTEJA 100% CONCLUÍDA. ESTE PROCESSO DEVE DECORRER MUITO RAPIDAMENTE, UMA VEZ QUE A MAIORIA DOS PONTOS JÁ FOI NEGOCIADA", advertiu.

Poucos minutos mais tarde, o chefe de Estado assegurou que Teerão "concordou em nunca mais fechar" aquela rota.

"O Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Já não será utilizado como arma contra o mundo!", escreveu, assinalando, novamente em letra maiúscula, o que classificou como "UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!"

Note-se que Trump indicou que deveria ser rápido alcançar um acordo com o Irão, "uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada".

As negociações visam pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. O Irão respondeu com ataques contra Israel e os países da região, bem como com o bloqueio do estrito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

A guerra e o bloqueio do estreito fizeram subir os preços do petróleo e causaram o receio de uma crise económica a nível global. Além disso, o conflito provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para os confrontos pela ação do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei.

Aliás, Israel recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. No entanto, e após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

O presidente norte-americano declarou que o bloqueio aos portos iranianos é para manter se não for alcançado um acordo de paz com Teerão, acrescentando que pode não prorrogar o cessar-fogo, que termina na quarta-feira.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Teerão nega acordo sugerido por Trump sobre entrega de urânio enriquecido... O Irão negou hoje ter concordado com a transferência dos seus 'stocks' de urânio enriquecido, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter sugerido o contrário, ao abordar este tema central nas divergências entre os dois países.

© Getty Images     Por  LUSA    17/04/2026 

"Ourânio enriquecido do Irão não será transferido para lado nenhum. Tal como o solo iraniano é sagrado para nós, esta questão é de grande importância", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, citado pela televisão estatal.

Anteriormente, Donald Trump tinha afirmado na sua rede social Truth Social que "os Estados Unidos ficarão com toda a 'poeira' nuclear criada pelos magníficos bombardeiros B2", referindo-se ao urânio iraniano que foi visado pela aviação norte-americana em junho do ano passado.

O líder norte-americano publicou hoje uma série de mensagens na sua rede social sobre o atual conflito com a República Islâmica, desencadeado em conjunto com Israel em 28 de fevereiro, além de ter prestado declarações à agência France-Presse (AFP) a indicar que já "não há pontos de atrito" para um entendimento com Teerão, que acredita estar muito próximo.

"Os iranianos querem reunir-se. Querem chegar a um acordo. Penso que provavelmente haverá uma reunião este fim de semana. Penso que chegaremos a um acordo dentro de um ou dois dias", acrescentou noutra conversa com o jornal digital norte-americano Axios.

Na sua sequência de 'posts', o líder da Casa Branca disse também que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após o chefe da diplomacia de Teerão ter hoje anunciado a reabertura da rota marítima, saudada por Trump como "um dia grandioso para o mundo".

O político republicano disse porém que os Estados Unidos vão manter o seu bloqueio naval aos portos iranianos até que as negociações de paz "estejam 100% concluídas".

Em reação, as agências de notícias Fars e Tasnim, próximas da Guarda Revolucionária iraniana, indicaram posteriormente que Ormuz voltará a ser encerrado se o bloqueio naval dos Estados Unidos prosseguir.

O anúncio da reabertura do estreito estratégico, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, ocorreu no seguimento do cessar-fogo de dez dias no conflito no Líbano, que entrou em vigor na última madrugada.

Esta trégua era uma das condições exigidas pelo Irão para prosseguir negociações de paz, no seguimento do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos para o conflito no Golfo e implementado desde 08 de abril.

Delegações de Washington e Teerão reuniram-se no passado fim de semana sob mediação do Paquistão em Islamabad, mas o diálogo terminou sem entendimento e levou ao anúncio do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O anúncio da reabertura do estreito foi recebido com uma queda de 10% nos preços do petróleo e uma recuperação nos mercados bolsistas europeus, após cinco semanas de uma guerra devastadora para a economia global.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou hoje, numa entrevista, que espera chegar a um acordo com o Irão "dentro de um ou dois dias" para pôr fim à guerra.

Médio Oriente: Líbano procura "acordo permanente" com Israel... O Líbano está a trabalhar para um "acordo permanente" com Israel após o cessar-fogo que entrou em vigor na última madrugada, afirmou hoje o Presidente libanês, afastando qualquer "sinal de fraqueza" nas negociações com Telavive.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  17/04/2026 

"Encontramo-nos numa nova fase", declarou Joseph Aoun no seu primeiro discurso à nação desde o começo da trégua com Israel, que assinalou como uma etapa de transição "para trabalhar no sentido de um acordo permanente que salvaguarde os direitos do povo libanês" e a unidade e soberania nacional.

Para Aoun, as primeiras negociações diretas entre os dois países, que não têm relações diplomáticas, não devem ser vistas como "um sinal de fraqueza ou uma concessão", nem de cedência de território nacional, apesar da atual ocupação israelita no sul do país.

"Estamos confiantes de que vamos salvar o Líbano, (...) recuperámos o Líbano e o poder de decisão do Líbano pela primeira vez em quase meio século", prosseguiu o chefe de Estado, acrescentando que o seu país não é nem voltará a ser "o teatro de guerra de ninguém".

Nesse sentido, avisou que não permitirá que "um único libanês morra", nem a continuação do derramamento de sangue do seu povo "devido à influência de terceiros ou aos cálculos de potências próximas ou distantes".

O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo xiita, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.

Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.

No mais recente balanço, as autoridades de Beirute registaram 2.294 mortos nos últimos 45 dias, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de descolados.

Após um mês e meio de confrontos, Israel e o Líbano acordaram um cessar-fogo de dez dias, que o Hezbollah também aceitou apesar de não ter participado no entendimento mediado pelos Estados Unidos, e anunciaram o início de negociações diretas.

No seu discurso à nação, o Presidente libanês agradeceu "a todos os que contribuíram para alcançar o cessar-fogo", apontando em concreto o Presidente norte-americano, Donald Trump, que identificou como seu amigo, bem como a Arábia Saudita.

Após anunciar na quinta-feira o início da trégua, Trump indicou que Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deverão encontrar-se na Casa Branca, em Washington, "nos próximos quatro ou cinco dias".

O Presidente libanês declarou hoje que o objetivo de Beirute é "travar a agressão israelita" e conseguir a retirada das suas tropas, bem como garantir o regresso dos prisioneiros de guerra e dos deslocados às suas casas "em segurança, liberdade e dignidade".

A declaração do chefe de Estado surge horas depois de o primeiro-ministro israelita ter afirmado que o seu país "ainda não terminou o trabalho" contra o Hezbollah, apesar de Donald Trump ter avisado que os Estados Unidos proibiram Israel de retomar os seus ataques no país vizinho.

"Israel não vai bombardear mais o Líbano. Estão proibidos [escrito em maiúsculas] de o fazer pelos Estados Unidos. Já chega!", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, Truth Social.

O cessar-fogo decorre sob garantias dos Estados Unidos, embora Israel invoque a prerrogativa de manter "o direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso".

O Governo libanês implementará pelo seu lado "medidas significativas para impedir que o Hezbollah" e qualquer outro grupo armado não estatal ataquem o território israelita, segundo os termos do acordo divulgados por Washington.

Ao abrigo do cessar-fogo, apenas as forças armadas e de segurança libanesas estão autorizadas a usar armas no país.

 Em comunicado, o grupo político e militar libanês avisou hoje que os seus combatentes estão "prontos para atacar" caso Israel viole o cessar-fogo. Na mesma nota, Hezbollah reivindicou 2.184 operações militares contra o território israelita e o seu exército durante os 45 dias de guerra.

"Os combatentes vão manter o dedo no gatilho porque receiam a traição do inimigo", acrescentou.

Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde novembro de 2024, após mais um ano de confrontos diretos no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, que nunca foi verdadeiramente respeitado e que acabou por ficar comprometido, no início de março, com o reatamento das hostilidades.


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O Exército israelita informou hoje sobre uma operação realizada no sudeste do Líbano "minutos antes" de entrar em vigor do acordo de cessar-fogo de dez dias anunciado na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.