quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cuba pode receber petróleo venezuelano sob condições... O Governo norte-americano afirmou hoje que o petróleo de origem venezuelana pode ser revendido e transportado para Cuba, desde que as transações não beneficiem o regime de Havana, mas sim "o povo" da ilha.

© Reuters    Por  Lusa  25/02/2026 

O departamento responsável pelas sanções económicas da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou estar disposto a "implementar uma política de concessão de licenças" aos intervenientes que desejem vender a Cuba petróleo extraído na Venezuela, de acordo com um comunicado publicado no 'site' oficial. 

As autoridades de Washington salientaram que se trata de uma medida de "apoio e solidariedade ao povo cubano", numa altura em que a ilha caribenha sofre com o bloqueio energético imposto em janeiro pelos Estados Unidos.

Ministro dos Transportes reforça medidas para eliminar atrasos na emissão de documentos

Bissau, 25 de fevereiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, realizou hoje uma visita técnica de trabalho à Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT) e à empresa QUIPUX, com o objetivo de avaliar os procedimentos administrativos relacionados à emissão de documentos e identificar as causas da demora reportada por cidadãos.

A visita surge na sequência de reclamações públicas relativas ao atraso na entrega de documentos, apesar de os processos constarem como registados no sistema informático. Durante os encontros técnicos realizados com as equipas da DGVTT e da QUIPUX, foram analisados detalhadamente os fluxos processuais, desde a receção até à emissão final dos documentos.

Na DGVTT, o Ministro determinou o início do processo de digitalização documental, com vista à criação de um banco de dados moderno e estruturado, capaz de garantir maior celeridade, controlo e transparência nos serviços prestados. Para o efeito, orientou a Direção a mobilizar os mecanismos técnicos e administrativos necessários para a implementação urgente do sistema de digitalização.

Na QUIPUX, os responsáveis reconheceram a existência de falhas operacionais que contribuíram para os atrasos verificados, tendo informado que o constrangimento já foi solucionado e assegurado que, neste momento, o processo encontra-se normalizado, não se registando novos atrasos na emissão de documentos.

O Ministro sublinhou ainda a necessidade estratégica de se criar um serviço notarial nas instalações da QUIPUX, de forma a evitar que os utentes tenham de interromper o processo para proceder à autenticação de documentos fora da instituição, regressando posteriormente para dar continuidade ao mesmo. Segundo o governante, esta medida permitirá reduzir etapas desnecessárias, melhorar a eficiência do atendimento e oferecer maior comodidade aos cidadãos.

O Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital reafirma o seu compromisso com a modernização administrativa, a melhoria contínua dos serviços públicos e a satisfação dos cidadãos, garantindo maior eficiência, transparência e responsabilidade institucional.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações

Transição política: CNT APELA AO REEQUIPAMENTO DA CNE PARA GARANTIR ELEIÇÕES DE DEZEMBRO

Por: Aguinaldo Ampa  JORNAL ODEMOCRATA  25/02/2026 

O vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, exortou o Governo de Transição a reequipar a Comissão Nacional de Eleições (CNE), de modo a colocá-la em condições de responder às exigências do processo e avançar com a preparação das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro deste ano.

Fodé Caramba Sanhá falava durante a cerimónia de passagem de testemunho entre o presidente interino da CNE e a nova presidente eleita pelo Conselho Nacional de Transição.

A cerimónia teve lugar nas instalações da CNE, em Bissau, ocasião em que o conselheiro de transição sublinhou que a credibilidade do processo eleitoral — legislativo, presidencial e autárquico — é da inteira responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições.

O vice-presidente do CNT afirmou que “os homens passam, mas as instituições permanecem” e defendeu que estas devem ser constantemente melhoradas através de reformas nos processos, acompanhando a evolução do tempo e adaptando-se às novas dinâmicas.

Nesse sentido, apelou aos funcionários da CNE para colaborarem com a nova presidente, demonstrando sempre profissionalismo no exercício das suas funções.

Fodé Caramba Sanhá enfatizou ainda que a Comissão Nacional de Eleições tem sido uma instituição “altamente profissional”.

“Ninguém consegue fazer o que quer, porque os procedimentos são claros. Quem se encontra em situação de desvantagem pode ter a sua própria interpretação, mas o fundamental é que existem mecanismos práticos e legais que regem o funcionamento desta instituição”, afirmou.

Em declarações à imprensa, o ex-presidente interino da CNE, Mpabi Cabi, desejou êxitos à nova presidente e manifestou disponibilidade para continuar a colaborar sempre que for útil à instituição.

“Dirigi a CNE em meio a desafios, mas consegui ultrapassá-los de forma sábia. Fiz algumas pessoas sentirem-se satisfeitas e outras não. O mais importante é que dei a minha contribuição como cidadão, na função para a qual fui chamado”, declarou.

Por sua vez, a nova presidente da CNE, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, garantiu que assumirá o cargo com elevado sentido de responsabilidade e dedicação.

Apelou à colaboração de todos os técnicos da Comissão Nacional de Eleições, sublinhando que “só com trabalho em equipa é possível alcançar bons resultados”.

Carmem Lobo exortou igualmente o Governo a disponibilizar os meios necessários para que a CNE possa exercer plenamente as suas funções e cumprir o calendário eleitoral estabelecido pelo Presidente da República de Transição.

A Guiné-Bissau prepara-se para realizar eleições gerais — presidenciais e legislativas — no próximo dia 6 de dezembro, data anunciada em decreto presidencial pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-A.

O anúncio foi feito após o Presidente ouvir os órgãos nomeados pelos militares que tomaram o poder em 26 de novembro, interrompendo o processo eleitoral iniciado a 23 de novembro de 2025, destinado à eleição do novo Presidente da República e dos deputados à Assembleia Nacional Popular.

Países lusófonos importaram valor recorde de produtos chineses em 2025... Os países lusófonos importaram em 2025 produtos da China no valor de 88,1 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 3,1% e o montante mais alto de sempre, segundo dados oficiais hoje divulgados.

© Lusa    25/02/2026

O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013.

O Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar das importações vindas da China terem caído 0,7% em comparação com 2024, para 71,6 mil milhões de dólares (60,7 mil milhões de euros), de acordo com a informação dos Serviços de Alfândega da China.

Pelo contrário, o segundo na lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 7,19 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), um aumento de 17,7%.

Na direção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 1,4% em 2025, para 137,7 mil milhões de dólares (116,9 mil milhões de euros), o valor mais baixo desde 2021, no pico da pandemia de covid-19.

A descida deveu-se, sobretudo, a Angola, o segundo maior fornecedor lusófono do mercado chinês, que viu as exportações decrescerem 9,1%, para 16 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros).

Além disso, também as vendas de mercadorias de Portugal - o terceiro mais importante parceiro comercial chinês no bloco lusófono - diminuíram 10,2% para 2,85 mil milhões de dólares (2,42 mil milhões de euros).

Cinco dos nove países de língua portuguesa viram cair as respetivas exportações para o mercado chinês.

As vendas de Moçambique para a China desceram 11,9%, para 1,59 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros), enquanto as exportações da Guiné Equatorial desceram 20,6%, para 779,8 milhões de dólares (662,1 milhões de euros).

As remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 40,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de oito mil dólares (cerca de 6.800 euros) em mercadorias.

Pelo contrário, as exportações do Brasil - de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês - subiram 0,3% para 116,4 mil milhões de dólares (98,8 mil milhões de euros).

A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares (748 mil euros) em 2024 para 27,2 milhões de dólares (23,1 milhões de euros) no ano passado.

As exportações de São Tomé e Príncipe mais que triplicaram, atingindo 54 mil dólares (46 mil euros), enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares (850 euros) para oito mil dólares.

Apesar de vender mais e comprar menos, a China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 49,6 mil milhões de dólares (42,1 mil milhões de euros) em 2025.

Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 225,8 mil milhões de dólares (191,6 mil milhões de euros), mais 0,3% do que no ano anterior.


Leia Também: Testes nucleares? China acusa EUA de "incriminar e difamar outros países"

A China qualificou hoje como infundadas as acusações dos Estados Unidos sobre alegados ensaios nucleares explosivos no seu território e acusou Washington de procurar pretextos para retomar os próprios testes atómicos.


Coreia do Sul e EUA vão treinar defesa militar face a ameaça do Norte... A Coreia do Sul e os Estados Unidos vão realizar exercícios militares de "natureza defensiva" em março, perante a crescente tensão com a Coreia do Norte, anunciaram os exércitos dos dois países.

Por  LUSA 

O exercício "Escudo de Liberdade" está agendado para decorrer entre 09 e 19 de março, informaram o Estado-Maior Conjunto (JCS) do Sul e as Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK).

Trata-se do habitual exercício conjunto realizado na primavera, que a Coreia do Norte frequentemente critica por considerar como um "simulacro de invasão", segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O exercício servirá também "para apoiar os preparativos em curso para uma transição operacional em tempo de guerra", afirmaram os dois comandos num comunicado conjunto citado pelo jornal sul-coreano The Korean Times.

A transição do controlo operacional está prevista no acordo entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e insere-se nas competências que o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pretende recuperar antes do final do mandato em 2030.

Como parte dos esforços para alcançar a mudança, os dois países concordaram em completar um processo de verificação, que terá um total de três etapas e permitirá verificar as capacidades das forças combinadas até ao final de 2026.

Um responsável do JCS disse ao Korean Times que o exercício deste ano será realizado numa escala semelhante à de 2025, com cerca de 18 mil efetivos.

Também hoje, as USFK, pertencentes ao Comando do Indo-Pacífico e que servem de apoio ao Comando das Nações Unidas, notificaram Seul de que uma das manobras realizadas recentemente pela força aérea norte-americana provocou um incidente com caças chineses.

O incidente ocorreu depois de caças F-16 terem sobrevoado as zonas de identificação aérea da China e da Coreia do Sul, o que levou o exército chinês a destacar vários aviões.

O comandante norte-americano Xavier Brunson lamentou que as forças sul-coreanas não tivessem sido notificadas atempadamente e deu explicações durante uma chamada telefónica com o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, após Seul ter protestado.

No entanto, o lado norte-americano esclareceu que Brunson não pediu desculpas a Ahn, como foi noticiado, segundo o Korean Times.

"As Forças dos Estados Unidos na Coreia realizam atividades de treino de forma regular ao mais alto nível e garantem que podem cumprir totalmente a sua missão. Não pedimos desculpa por manter a prontidão", esclareceu o comando norte-americano.

Um porta-voz do Ministério da Defesa confirmou a conversa telefónica do comandante norte-americano com o ministro sul-coreano, mas sem divulgar pormenores.

"Seria inapropriado revelar detalhes da conversa ou qualquer conteúdo que não tenha sido acordado pela outra parte", justificou, citado pelo jornal sul-coreano.

A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e pela China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos.

O conflito causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra.

As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de julho de 1953.

Na chamada Área de Segurança Conjunta, militares dos dois lados vigiam-se cara a cara.


Leia Também: Quinze aviões reabastecedores dos EUA continuam estacionados nas Lajes

Quinze aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana continuam estacionados na Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.

MAIS DE 80% DOS CASOS DE FÍSTULA NA GUINÉ-BISSAU LIGADOS À MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

Por  RSM 25.02.2026

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) afirma que mais de 80% das mulheres com fístula obstétrica na Guiné-Bissau foram submetidas à prática da Mutilação Genital Feminina.

Os dados foram revelados pela presidente do Comité esta quarta-feira, em Bissau, durante uma entrevista à margem da apresentação da primeira revista das estratégias e do Plano Nacional de Ação para a Erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau.

Marliatu Djaló alerta que a fístula é uma das mais de mil consequências provocadas pela prática da Mutilação Genital Feminina.

Ainda segundo Marliatu Djaló, os dados do MICS6 indicam que a problemática da Mutilação Genital Feminina continua a afetar 52% das mulheres guineenses, o que demonstra a urgência de adotar práticas culturais mais flexíveis e saudáveis, que não deixem marcas negativas, tanto no corpo como na alma dos seres humanos.

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) anuncia que continua a criar estratégias para a erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau, através de parcerias com organizações, nacionais e internacionais, que zelam pelo bem-estar das meninas e mulheres no país.

Por isso, apela a mais união e apoio para que esta prática, que considera negativa, seja definitivamente eliminada

O Presidente de Transição, General de Exército Horta-Inta-a, recebe nesta quarta-feira os cumprimentos de Ano Novo do Poder Tradicional, reforçando a união, o respeito e o compromisso com a estabilidade.

Comité americano contabiliza 129 jornalistas mortos em 2025 em todo mundo... Cento e vinte e nove jornalistas e profissionais dos média foram mortos em 2025, de acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que atribui dois terços das mortes ao Estado de Israel, foi hoje divulgado.

Por LUSA 

"O exército israelita já cometeu mais assassínios seletivos de membros da imprensa do que qualquer outro exército governamental até o momento, sendo a grande maioria jornalistas e profissionais palestinianos em Gaza", escreve a organização não-governamental (OMG) norte-americana.

Após 124 mortes em 2024, 2025, com 129, marca o segundo recorde anual consecutivo nos 30 anos em que o CPJ mantém essa contagem.

Além da guerra em Gaza (86 jornalistas mortos), os outros dois conflitos mais letais para a imprensa foram a Ucrânia (quatro mortes) e o Sudão (nove mortes), observa o CPJ.

"Uma das observações mais marcantes dos últimos anos é o aumento do uso de drones", com 39 casos documentados, em comparação com apenas dois em 2023, disse à agência de notícias AFP Carlos Martinez de la Serna, gerente de projetos da organização.

Além dos conflitos armados, o crime organizado também tem sido particularmente letal para membros da imprensa.

No México, seis jornalistas foram mortos em 2025, somando-se vários casos registados na Índia e no Peru.

Na Arábia Saudita, o renomado colunista Turki al-Jasser foi executado pelo Estado em junho, após ser condenado por diversas acusações que o CPJ descreveu como "alegações fabricadas" usadas para punir jornalistas.

Este é o primeiro assassínio documentado de um jornalista no país do Golfo desde a morte de Jamal Khashoggi em 2018.

"Jornalistas estão a ser mortos em números recorde num momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca. Os ataques à imprensa são um importante indicador de ataques a outras liberdades, e muito mais precisa ser feito para prevenir esses assassínios e punir os responsáveis. Todos corremos perigo quando jornalistas são mortos por reportarem as notícias", disse a diretora-executiva do Comité para a Proteção dos Jornalistas, Jodie Ginsberg.

Fundado em 1981 em Nova Iorque para defender a liberdade de imprensa e os jornalistas de todo o mundo, o CPJ, financiado por doações privadas e fundações, é administrado por um conselho de jornalistas e líderes da sociedade civil.

Londres diz que a Rússia está a recorrer a tropas com pouco treino... A maioria das forças regulares da Rússia envolvidas na invasão da Ucrânia há quatro anos já não se encontra disponível obrigando Moscovo a recorrer a efetivos mal treinados, disseram hoje os serviços de informações britânicos.

Por LUSA 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala no dia 24 de fevereiro de 2024 contra todo o território ucraniano. 

De acordo com os serviços de informações do Executivo de Londres, aliado de Kyiv, a Rússia está neste momento a "reestruturar as forças" devido ao número de baixas elevado o que limita a capacidade de formar novas unidades ou reconstituir as existentes.

"As mais de 1.250.000 baixas russas, incluindo mortos e feridos, prejudicaram a qualidade da força russa", indicaram os serviços britânicos de informações ligados ao Ministério da Defesa. 

Segundo os mesmos dados, a maioria dos efetivos do Exército russo, atualmente, receberam treino mínimo, obrigando os comandantes a utilizar táticas básicas para obter avanços.

Neste sentido, Londres referiu que as forças russas adaptaram as táticas, aumentando a utilização de veículos ligeiros, aparelhos aéreos não tripulados e equipas de infiltração, permitindo ultrapassar as posições defensivas ucranianas e perturbar a logística da Ucrânia. 

O relatório do Governo britânico, divulgado hoje através das redes sociais, menciona que Moscovo "acelerou" os "avanços territoriais" na Ucrânia em 2025, atingindo o auge no final do ano.

Apesar dos avanços, o documento acrescenta que as operações ofensivas contínuas foram apoiadas pela "tolerância" da liderança russa face às elevadas baixas e pela vantagem quantitativa das forças da Rússia em relação ao contingente militar ucraniano.


Leia Também: Forças ucranianas dizem que abateram quase uma centena de drones da Rússia

As autoridades ucranianas declararam hoje que abateram quase uma centena de drones lançados pelas forças armadas russas nas últimas horas.

Trump garante que não hesitará em "confrontar ameaças à América"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira que procurará a paz onde puder, mas garantiu que "nunca hesitará em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário".

Por LUSA 

A garantia foi dada durante o discurso sobre o Estado da União, num momento em que os Estados Unidos equacionam um ataque ao Irão.

Como Presidente, procurarei a paz onde puder, mas nunca hesitarei em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário", disse.

Após mais de hora e meia de discurso, Donald Trump finalmente abordou o tema do Irão, celebrando a "Operação Martelo da Meia-Noite", que em junho atingiu as três maiores centrais de enriquecimento de urânio iranianas: Natanz, Fordow e Isfahan.

"Nós aniquilámos tudo e eles querem começar tudo de novo", acusou.

Virando-se para os acontecimentos atuais, o Presidente declarou que os líderes iranianos mataram 32 mil manifestantes no mês passado.

"Essas pessoas são terríveis", criticou.

Trump admitiu "querer chegar a um acordo" com o Irão e que a sua preferência "é resolver esse problema através da diplomacia", num momento em que os negociadores norte-americanos se encontrarão com os iranianos para novas conversas em Genebra, na quinta-feira.

Num momento em que os Estados Unidos mantêm o seu maior destacamento militar em torno do Irão desde a Guerra do Iraque, de 2003, o chefe de Estado garantiu esta terça-feira que não permitirá que o Irão obtenha uma arma nuclear.

"Não ouvimos aquelas palavras secretas: 'Nunca teremos uma arma nuclear'", disse Trump sobre os líderes iranianos.

Contudo, algumas horas antes do discurso de Trump, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, repetiu a promessa de que o Irão "nunca irá desenvolver uma arma nuclear, sob nenhuma circunstância", numa publicação na plataforma X.

Para as autoridades norte-americanas, o problema nunca foi a retórica do Irão, mas sim as evidências, reunidas ao longo de anos, de que o país aparentava estar a testar componentes que seriam usados na fabricação de armas nucleares, salientou hoje o jornal New York Times.

"Eles foram avisados para não tentarem reconstruir o seu programa de armas, particularmente armas nucleares. No entanto, eles continuam a começar do zero", reforçou o líder norte-americano.

Numa outra frente de política externa, Trump continuou a repetir a afirmação de que a guerra da Rússia contra a Ucrânia não teria acontecido se fosse Presidente em 2022.

Trump foi eleito com a promessa de acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" após tomar posse, mas, mais de um ano após ter regressado à Casa Branca, o conflito ainda decorre e completou esta terça-feira o seu quarto ano.

O Presidente norte-americano garantiu estar a "trabalhar arduamente" para acabar com o conflito na Ucrânia.

"Tudo o que enviamos para a Ucrânia é enviado para a NATO e eles pagam-nos integralmente", afirmou ainda, sob aplausos, sobre as armas norte-americanas fornecidas a Kiev.

O líder referiu igualmente o seu trabalho para alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e destacou a libertação dos reféns detidos pelas forças do grupo islamita palestiniano.

No discurso, Donald Trump voltou a alegar que colocou fim a "oito guerras", afirmação que foi prontamente contestada no Capitólio pela congressista Rashida Tlaib, uma democrata de Michigan, que gritou: "É mentira!"

Quando Trump mencionou Israel, Tlaib gritou: "É genocídio!"

O Presidente Trump atribuiu a si mesmo o mérito de derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, de interromper o fluxo de drogas da América Latina para os EUA e de ajudar a garantir a libertação de presos políticos das cadeias venezuelanas.

De fora ficaram referências aos ataques militares contra barcos de alegados narcotraficantes, que resultaram em mais de 150 mortes, consideradas largamente como execuções, desde setembro. 

Donald Trump anunciou também o recebimento de "mais de 80 milhões de barris" de petróleo venezuelano, descrevendo o país latino-americano como um "amigo e parceiro".

O republicano assegurou que o seu Governo está a trabalhar "em estreita colaboração com a nova Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez" para "impulsionar um progresso económico extraordinário para ambos os países e trazer nova esperança àqueles que sofreram tanto".

Donald Trump fez esta terça-feira o primeiro discurso sobre o Estado da União do segundo mandato, perante uma sessão conjunta do Congresso.

Ao discursar por mais de uma hora e 40 minutos, Trump quebrou o seu próprio recorde de discurso presidencial mais longo ao Congresso. O republicano havia estabelecido o recorde anterior no ano passado.

Trump discursou aproximadamente durante uma hora e 47 minutos na terça-feira.

Caças F-22 aterram em Israel para se juntarem ao destacamento dos EUA... Aterragem dos caças ocorre dois dias antes das conversações entre o Irão e os EUA, previstas para quinta-feira em Genebra, para tentar alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano que impeça uma intervenção militar norte-americana no país.

Por SIC Notícias e lusa

Vários caças F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos aterraram em Israel, procedentes do Reino Unido, como parte do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente antes de um possível ataque ao Irão.

A comunicação social israelita noticiou este destacamento que, segundo o diário The Times of Israel, é composto por 12 aviões de combate que aterraram numa base israelita no sul do país.

As aeronaves, indicou o jornal, descolaram da base de Lakenheath, no Reino Unido, onde se encontravam desde a semana passada, alegadamente devido a problemas com o reabastecimento de combustível em voo.

A aterragem destes caças ocorre dois dias antes das conversações entre o Irão e os Estados Unidos (EUA), previstas para quinta-feira em Genebra, para tentar alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano que impeça uma intervenção militar norte-americana no país, e na véspera da chegada a Telavive do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para uma visita de dois dias a Israel.

As negociações em Genebra vão realizar-se sob ameaça militar dos Estados Unidos, cujo destacamento no Golfo Pérsico é o maior desde a invasão do Iraque em 2003, contando com dois porta-aviões, vários contratorpedeiros e dezenas de caças estacionados perto da República Islâmica.

A reunião de quinta-feira será a terceira ronda de negociações nucleares indiretas entre o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, após dois encontros anteriores em Omã e Genebra, nos quais o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, desempenhou o papel de mediador.

A Ucrânia não estava preparada em 2022?... A nova “narrativa” impingida ao gentil público é a de que, em fevereiro de 2022, a Ucrânia não estava preparada, foi apanhada de surpresa e só tomou nota do que se passava depois de avisada pelo MI6 e pela CIA. Nada mais afastado da realidade.

Os comentadores da SIC José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam, no habitual espaço de comentário Guerra Fria, os quatro anos da guerra na Ucrânia.