© Shutterstock Por noticiasaominuto.com com Lusa 03/06/2026
Os últimos meses têm sido marcados por uma tentativa dos países europeus reduzirem a sua dependência de tecnologia e de empresas norte-americanas, procurando encontrar alternativas europeias.
Diz agora o site Politico que o Parlamento Europeu poderá vir a deixar o Google como motor de busca padrão nos computadores oficiais. Conta a publicação que, a partir desta quinta-feira, dia 4, as pesquisas feitas nos navegadores Firefox e Edge passarão a ser feitas por via do Qwant - um motor de busca francês originalmente lançado em 2013.
“O Qwant substituirá o Google como motor de busca padrão nos computadores do Parlamento Europeu”, pode ler-se num e-mail enviado aos legisladores europeus que foi obtido pelo Politico. É ainda referido que esta mudança será feita “de acordo com o compromisso do Parlamento Europeu para com a soberania digital e proteção dos dados pessoais dos utilizadores”.
O e-mail em questão também descreve o Qwant como uma alternativa “focada em privacidade”, notando assim que foi desenvolvido para evitar recolher dados pessoais dos utilizadores e não monitorizar a sua atividade.
Acredita-se que esta não será a única medida tomada pela Comissão Europeia para reduzir a dependência de tecnologia e serviços dos EUA e reforçar a sua soberania digital. A publicação afirma que esta quarta-feira, dia 3, serão apresentadas mais medidas com o objetivo de substituir serviços atuais por alternativas europeias.
Christine Lagarde defende soberania digital
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou hoje que a Europa deve tornar-se mais autossuficiente e acabar com a dependência da tecnologia dos EUA e da China, especialmente nos pagamentos digitais.
"Se pensarmos bem, neste momento muitos dos nossos pagamentos digitais, como as compras 'online', ou quando usamos o cartão ou o telemóvel, dependem sempre de infraestruturas não europeias", disse Lagarde numa entrevista ao programa de rádio irlandês 'The Pat Kenny Show'.
A presidente do BCE citou exemplos como o Visa, Mastercard, Paypal ou Alipay e acrescentou: "De onde é que eles vêm? Ou dos EUA ou da China. Toda a infraestrutura mecânica que permite efetuar pagamentos, de crédito e de débito, não é uma solução europeia", sublinhou.
Questionada pela jornalista irlandesa Pat Kenny sobre se isto significa que, sempre que é efetuado um pagamento com cartão ou por telemóvel na União Europeia (UE), a informação "deixa" a UE e vai para os EUA ou para a China, Lagarde respondeu: "Completamente".
Ressalvando, logo de seguida, que as referidas empresas financeiras trabalham em conformidade com a regulamentação da UE, Lagarde defendeu uma redução desta "vulnerabilidade" e a garantia da existência de uma alternativa própria em território europeu, porque "nunca se sabe".
Ao longo da entrevista, Lagarde alertou ainda para o facto de as consequências das tarifas norte-americanas serem "totalmente negativas para a economia", embora tenha evitado dar a sua opinião sobre a forma como a UE deve responder a estas taxas, por ser algo que "deve ser decidido pelos líderes políticos".
"O nosso trabalho no banco central é antecipar, explicar-lhes quais serão as consequências em termos de impacto económico, porque será sempre negativo em todo o mundo", acrescentou.
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Um incêndio num restaurante em Nova Deli provocou, pelo menos, 20 mortos na manhã desta quarta-feira. Primeiro-ministro do país já reagiu à tragédia. Polícia acredita que a origem das chamas estará relacionada com o estabelecimento de restauração que fica no R/C do edifício.



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