© Lusa 15/04/2026
"Os sindicatos, auscultando os profissionais de saúde, tomaram a devida nota da maioria que se mostra revoltada e descontente face ao arrastar das pendências laborais há dois anos e meio e lamentam que, apesar da assinatura de dois acordos, no sentido de se resolver as reivindicações constantes do caderno reivindicativo em 2024 e 2025, não vejam a resolução efetiva dessas reivindicações", explicou o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) em comunicado.
A greve foi convocada pelos sete sindicatos que representam a classe e arranca às 08:00 (10:00 em Lisboa) de 28 de abril, prolongando-se até às 08:00 de 01 de maio, afetando todos os departamentos e serviços de saúde nas nove ilhas habitadas de Cabo Verde e abrangendo todas as classes profissionais que exercem funções nas respetivas estruturas de saúde.
Segundo os sindicatos, o acordo estabelecia prazos concretos para a concretização das medidas acordadas, mas, mais de oito meses depois, verificaram-se incumprimentos, o que levou a uma primeira greve de dois dias, posteriormente suspensa na expectativa de novos entendimentos com o Governo.
As estruturas sindicais referem ainda que, em janeiro e abril de 2025, voltaram a reunir-se com o executivo, tendo sido reafirmados compromissos e definidas novas datas para a execução das medidas.
No entanto, afirmam que a situação "permanece praticamente inalterada".
No comunicado acrescenta-se que, em dezembro de 2025, os sete sindicatos voltaram a avançar com um pré-aviso de greve devido a novos incumprimentos, apesar de terem sido publicadas listas de transição de médicos, enfermeiros e outros profissionais do setor.
Ainda assim, denunciam atrasos persistentes em vários processos, como o pagamento de retroativos, a regulamentação das carreiras já aprovadas, o pagamento do subsídio de risco aos profissionais do regime geral em locais de risco, a atualização das horas extraordinárias e situações de salários desatualizados em contratos de médicos e enfermeiros.
Em Cabo Verde, existem cerca de 4.000 profissionais de saúde filiados nos sete sindicatos.
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