© Lusa 15/04/2026
"As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho", afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, num comunicado divulgado pela televisão estatal.
Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e "criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros", tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O Irão não faz fronteira com o mar Vermelho, mas pode contar com os aliados no Iémen, os rebeldes huthis, que ameaçaram atacar navios naquele setor a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio a "navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos", que entrou em vigor na segunda-feira.
O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.
Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.
As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim de semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.
O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Apesar do bloqueio, alguns navios provenientes de portos iranianos atravessaram o estreito na terça-feira, indicam dados de monitorização marítima.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, que cita fontes que não identificou, a navegação a partir dos portos iranianos prosseguiu apesar do bloqueio.
"Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo" nas últimas 24 horas, segundo a mesma fonte, citada pela AFP.
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O Irão adquiriu secretamente no final de 2024 um satélite espião chinês que lhe possibilitou identificar e atacar bases militares dos Estados Unidos na atual guerra, noticiou hoje o Financial Times.


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