© Kevin Frayer/Getty Images Por LUSA 27/03/2026
"Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]", afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O ministro salientou que a AIEA desempenha "um papel vital na governação nuclear mundial", manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.
De acordo com o comunicado oficial, Grossi apelou para que todos os países colaborem para enfrentar os "preocupantes" desafios atuais e assegurou que a AIEA está disposta a aprofundar a comunicação e a cooperação com a China "para resolver as questões críticas pertinentes e promover a utilização pacífica da energia nuclear".
Esta semana, Grossi afirmou numa entrevista concedida ao jornal italiano Corriere della Sera que poderão realizar-se em Islamabade (Paquistão), este fim de semana, novas conversações entre delegações do Irão e dos Estados Unidos, nas quais Washington poderá exigir o "enriquecimento zero" por parte de Teerão como condição para o acordo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês intensificou esta semana os contactos com os homólogos de outras potências e do Médio Oriente, com quem já falara quando o conflito teve início no final de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e veículos aéreos não tripulados ("drones") contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.
Perante a crise, Pequim enviou o enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, numa visita a vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein, do Kuwait, do Qatar e do Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.
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