segunda-feira, 1 de junho de 2026

Câmara Municipal de Bissau suspende processos de reversão de terrenos e obriga pagamentos via banco para reforçar transparência

Por  Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, assinou nesta segunda-feira (01.06) dois despachos com medidas para aumentar a transparência e o controlo na gestão municipal, com destaque para a suspensão temporária de processos de reversão de terrenos e a obrigatoriedade de pagamentos através do sistema bancário oficial.  

Através do Despacho nº 02/GP/CMB/2026, a Câmara suspende, com efeitos imediatos, todos os novos processos de reversão de terrenos promovidos pelo município, bem como os processos já em tramitação. A medida, de natureza cautelar e temporária, terá a duração de 90 dias e visa permitir uma avaliação técnica, administrativa e jurídica exaustiva da situação fundiária municipal.  

Durante o período de suspensão, ficam vedados quaisquer atos administrativos destinados à conclusão, homologação ou execução de reversões. Os serviços municipais deverão proceder ao levantamento completo dos processos existentes, identificando estado de tramitação, fundamentos jurídicos e localização dos terrenos. Findo o prazo, a Câmara decidirá sobre o levantamento da suspensão ou adoção de novas orientações com base num relatório técnico.  

A suspensão, segundo o despacho, não prejudica direitos legalmente adquiridos pelos cidadãos nem impede a apresentação de requerimentos junto dos serviços competentes.  

Já o Despacho nº 01/GP/CMB/2026 determina que todos os pagamentos iguais ou superiores a 1.000 FCFA referentes a taxas, licenças, multas, impostos, emolumentos e outros serviços municipais passem a ser feitos exclusivamente através das contas bancárias oficiais da Câmara Municipal de Bissau, mediante depósito ou transferência bancária.  

Ficam excetuadas as taxas diárias dos mercados municipais, fixadas em 150 FCFA, e os requerimentos simples de 500 FCFA, que continuam a ser cobrados pelos mecanismos atuais. O despacho proíbe qualquer funcionário, agente ou fiscal de receber diretamente valores abrangidos pela medida, sob pena de sanções disciplinares e legais. Pagamentos feitos fora dos circuitos oficiais serão considerados irregulares e sem efeitos.  

Ao justificar as medidas, a Câmara Municipal de Bissau invoca a necessidade de reforçar a transparência, a boa governação, a rastreabilidade e o controlo das receitas municipais, bem como garantir que os atos administrativos relacionados com terrenos observem os princípios da legalidade, imparcialidade e proteção dos direitos dos munícipes.  

Os dois despachos entraram em vigor na data da assinatura, 01 de junho de 2026, e deverão ser amplamente divulgados junto dos serviços municipais e do público em geral.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Governo da Guiné Bissau e em parceria com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos iniciou desde dia 1 de junho e prolonga-se até 8 de julho de 2026, a campanha de emissão de Bilhete de Identidade Biométrico padrão CEDEAO.

A campanha decorre sob o lema, " Meus documentos em dia, meu direito garantido" e conta com o financiamento do Projeto de Reforço do Sector Público II, através do Banco Mundial.

A emissão de Bilhetes de Identidade Biométrico padrão CEDEAO à todos os servidores públicos e pensionistas que ainda não possuem decorre em todo território nacional e é gratuita.

O documento vai ser emitido em todos os centros de produção do Bilhete de Identidade Biométrico à nível nacional.

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Putin avisado por governo que gastos da guerra são incomportáveis... O presidente russo, Vladimir Putin, foi avisado por altos funcionários das Finanças e do banco central de que os gastos com a guerra na Ucrânia estão numa trajetória insustentável, noticiou a Bloomberg News.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

Segundo a agência, que cita fontes próximas do assunto e documentação analisada, as referidas autoridades alertaram o Kremlin de que o nível atual de gastos projetados com defesa corre o risco de aumentar perigosamente o défice orçamental do governo e propuseram novos cortes nestas despesas.   

Uma divisão entre os decisores políticos fez com que altos funcionários do Ministério da Defesa e alguns no Kremlin, determinados a prosseguir os objetivos de guerra de Putin, insistissem em proteger as despesas militares, argumentando que muitas empresas dependem de contratos militares para produzirem e criarem emprego.

Putin pediu aos funcionários do Ministério das Finanças que identificassem cortes de despesas noutras áreas do orçamento, antes da defesa, segundo as fontes da Bloomberg, que não obteve reação da parte do Kremlin.

O Ministério da Defesa exige mesmo financiamento adicional, segundo duas fontes próximas do Governo russo.  

As pressões orçamentais, tanto no ano passado como este ano, são do conhecimento do Presidente russo, de quem dependerá exclusivamente a dimensão de quaisquer cortes nas despesas.

No quinto ano da invasão em grande escala da Ucrânia, a economia e as finanças da Rússia enfrentam dificuldades crescentes, apesar da recente subida dos preços do petróleo resultante da guerra no Irão.

Segundo a Bloomberg, o preço do petróleo teria de se manter acima dos 100 dólares por barril durante pelo menos um ano para que a economia melhorasse significativamente, e este ganho inesperado não resolveria os problemas estruturais que afetam o crescimento, a inflação e o setor bancário.

Mesmo os setores ligados às encomendas da indústria de defesa estatal deverão expandir apenas 4% a 5% em 2026, tendo crescido perto de um terço nos últimos anos, devido às encomendas militares.

Depois de ter reduzido a sua previsão de crescimento em maio, a Rússia está à beira da recessão, com o Ministério da Economia a prever agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,4% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 1,3%. Os dados oficiais mostram que a economia contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez em três anos.

Apesar do aumento das receitas petrolíferas devido à guerra no Médio Oriente, o défice nos primeiros quatro meses do ano aumentou para 2,5% do PIB, cerca de 50% acima do orçamentado, segundo dados oficiais.

Fortemente afetada pelas sanções internacionais, a economia russa está mais debilitada e o governo aumentou alguns impostos, estando ainda a considerar novos agravamentos fiscais, nomeadamente sobre alguns produtores de matérias-primas e bancos para ajudar a cobrir o défice orçamental.

O crescente rombo financeiro da Rússia provocou na semana passada a ira de um parlamentar veterano da câmara baixa do parlamento, Valery Gartung, que recordou a hiperinflação após o colapso da União Soviética.

"O que vamos fazer em relação a isso?", questionou. "Imprimir dinheiro ou quê? Como em 1992, quando os preços subiam 30% todas as semanas? Sabemos que não é essa a solução", afirmou o parlamentar.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


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Mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia e da NATO, denunciaram hoje na ONU o comportamento "inaceitável" da Rússia, num comunicado lido pela chefe da diplomacia romena após a queda de um drone alegadamente russo na Roménia.

Governo inicia exportação de caju 2026: Os Ministros da Economia, do Comércio e dos Transportes assistiram, no Porto de Bissau, à primeira exportação da castanha de caju da campanha 2026. Na ocasião, foi anunciado que já foram escoadas para Bissau 102 mil toneladas de castanha, no âmbito da Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju.


GOVERNO INICIA EXPORTAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU DA CAMPANHA DE 2026

O Governo de Transição deu início ao processo de exportação da castanha de caju referente à campanha de 2026, com a saída inicial de 20 mil toneladas do produto.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, durante a cerimónia de lançamento oficial das exportações, realizada no Porto de Bissau.

Segundo o ministro, Mamadú Mudjetaba Djaló, cerca de 102 mil toneladas de castanha já se encontram em Bissau prontas para exportação e apelou a uma maior mobilização dos intervenientes do setor, com vista ao aumento das receitas do Estado.

“É importante que todas as exportações sejam devidamente registadas e que todas as cobranças sejam canalizadas para o Tesouro Público, para que o Estado possa continuar a definir e implementar políticas públicas, investindo em setores como a educação, a saúde e as infraestruturas”, afirmou o governante.
Por sua vez, o ministro dos Transportes e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, destacou a prontidão da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) no arranque do processo de exportação da campanha de 2026, já em curso no Porto de Bissau.

“A APGB, apesar das dificuldades, conseguiu disponibilizar todos os equipamentos necessários para este processo, garantindo a operacionalidade das exportações no Porto de Bissau. Todas as básculas e máquinas encontram-se operacionais”, assegurou o ministro.

Já o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, sublinhou as reformas em curso no seu ministério para reforçar os mecanismos de controlo das exportações e importações, sobretudo da castanha de caju, considerado o principal motor de crescimento da economia nacional.

“Estas reformas permitirão aumentar os rendimentos do país provenientes da castanha de caju, garantindo que os benefícios não fiquem concentrados em poucas pessoas, mas que contribuam para a redução da pobreza da maioria da população”, afirmou Jaimantino Có.

A cerimónia marcou o arranque oficial das exportações do principal produto agrícola da Guiné-Bissau, um setor estratégico para a economia nacional.

Recorde-se que o Governo de Transição prevê exportar cerca de 200 mil toneladas de castanha de caju durante a campanha de comercialização de 2026.

MULHER DE 24 ANOS DISFARÇADA DE GRÁVIDA DETIDA APÓS SUSPEITA DE TENTATIVA DE ROUBO DE RECÉM-NASCIDO

Uma mulher de 24 anos foi retida na manhã desta segunda-feira, 1 de junho de 2026, na maternidade do Hospital Regional de Bafatá, por suspeita de tentativa de roubo de um recém-nascido.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi (RSM), a jovem teria entrado na maternidade disfarçada de grávida e alegadamente procurava levar um bebé recém-nascido. A situação foi detetada a tempo pelas parteiras e outros profissionais de saúde, que impediram a ação e acionaram as autoridades competentes.

Neste momento, a suspeita encontra-se sob custódia da Polícia de Ordem Pública em Bafatá, enquanto decorrem as investigações para o esclarecimento do caso.

@Rádio Sol Mansi 01 06 2026

Presidente da República de Transição General de Exército Horta Inta-A foi recenseado esta segunda-feira, (01.06), marcando o arranque do 4.° Recenseamento Geral da População e Habitação no país.

Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, Preside o lançamento das atividades do IV recenseamento geral da população e habitação (RGPH4).

Populares denunciam alegada dupla cobrança da Consulmar no transporte marítimo para zonas insulares

Por  Radio TV Bantaba 

Populares das zonas insulares denunciaram aquilo que consideram ser uma prática abusiva por parte da empresa Consulmar, responsável pelo transporte marítimo de pessoas e mercadorias.

Segundo os denunciantes, os passageiros são obrigados a pagar pelo transporte da carga e, posteriormente, pelo uso da grua, equipamento utilizado para embarcar e desembarcar mercadorias.

De acordo com os populares, o pagamento da carga já deveria cobrir o espaço ocupado no barco. No entanto, dizem que são novamente cobrados pelo serviço da grua, apesar de ambos os pagamentos serem feitos à mesma empresa.

“Pagamos a carga porque ela ocupa espaço no barco. Depois ainda temos de pagar a grua à mesma empresa para embarcar ou desembarcar a mercadoria. Como é que isso se explica?”, questionam os denunciantes.

Os populares consideram que esta prática penaliza sobretudo as populações das zonas insulares, que dependem do transporte marítimo para abastecimento, comércio e deslocações. Para muitos, estes custos adicionais agravam ainda mais as dificuldades enfrentadas pelas comunidades insulares.

Os denunciantes apelam às autoridades competentes para que fiscalizem a situação e esclareçam se estas cobranças são legais ou se representam uma forma de exploração da população.

Até ao momento, a empresa Consulmar ainda não se pronunciou publicamente sobre as denúncias. 

Xenofobia: África do Sul deporta cerca de 600 moçambicanos vítimas de xenofobia... As autoridades sul-africanas vão deportar cerca de 600 moçambicanos vítimas de atos xenófobos naquele país, disse hoje à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique.

© Lusa  01/06/2026 

"São cerca de 600 moçambicanos e só chegam amanhã [terça-feira]. São vítimas de xenofobia", disse Juca Bata, porta-voz do Senami.

Segundo o responsável, os transportes com os moçambicanos partem hoje por volta das 14:00 da Cidade do Cabo, África do Sul, e chegam a Maputo, em Moçambique, no período da manhã, através da fronteira de Ressano Garcia, a maior e principal entre os dois países.

Questionado pela Lusa, Juca Bata disse que as autoridades não têm ainda dados sobre moçambicanos feridos ou mortos na África do Sul.

Entretanto, no domingo, o líder da comunidade moçambicana na África do Sul avançou que pelo menos quatro moçambicanos morreram e vários outros ficaram feridos durante confrontos com cidadãos sul-africanos em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.

"Usaram instrumentos, catanas, os outros foram esfaqueados e os outros também foram atingidos por pedras. É assim que os nossos irmãos moçambicanos perderam a vida no bairro de Mossel Bay", disse Manuel Chicanhane, líder da comunidade moçambicana no Cabo Ocidental, citado pela Rádio Moçambique.

De acordo com o líder comunitário, os incidentes começaram durante a noite de quinta-feira e culminaram com ataques a residências de moçambicanos e de outros estrangeiros, levando alguns moradores a reagirem para se defenderem.

"Quase atingiram todas as casas de moçambicanos naquele bairro. Os estrangeiros começaram a reagir para se defender também. Por isso aconteceram essas mortes", acrescentou.

A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, no este do país.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Os relatos surgem depois de, em 05 de maio, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ter garantido, na África do Sul, que não há registo de cidadãos nacionais mortos ou feridos em incidentes relacionados com xenofobia naquele país vizinho, criticando a circulação de informações falsas nas redes sociais.

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul, com a Presidência a avançar antes, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.


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Pelo menos sete moçambicanos morreram e mais de 800 foram vítimas de ataques xenófobos na África do Sul desde sexta-feira, anunciaram hoje as autoridades, que alertam para o agravamento da situação de segurança no país vizinho.

Kremlin condena interceção de navio russo por França: "A roçar pirataria"... A presidência russa (Kremlin) declarou hoje ilegal a apreensão feita no domingo pela França de um petroleiro que tinha partido da Rússia e estava no Atlântico, alegando que o caso se assemelha a um ato de pirataria.

© PAVEL BEDNYAKOV/POOL/AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

"Consideramos estas ações ilegais, a roçar a pirataria internacional", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.

"A Rússia está a tomar medidas para garantir a segurança dos seus navios de carga", acrescentou, sublinhando que "terá em conta esta experiência negativa".

A Marinha francesa, com o apoio do Reino Unido, intercetou um petroleiro sob sanções internacionais que partira da Rússia, no mais recente esforço das nações que apoiam a Ucrânia para atingir as exportações de petróleo russo que ajudam a financiar a guerra.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a interceção numa publicação feita hoje nas redes sociais, referindo que o navio 'Tagor' tinha sido abordado no domingo no oceano Atlântico.

A publicação incluía um vídeo que mostrava uma pessoa a descer em 'rapel' de um helicóptero para um navio.

Esta é a mais recente de uma série de interceções navais francesas de petroleiros suspeitos de ligações à Rússia.

"É inaceitável que as embarcações contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava há mais de quatro anos contra a Ucrânia", escreveu Macron.

"Estes navios, que não respeitam as regras mais elementares da navegação marítima, representam também uma ameaça para o ambiente e para a segurança de todos", disse.

As receitas do petróleo são uma parte fundamental da economia russa, permitindo ao Presidente, Vladimir Putin, injetar dinheiro no esforço de guerra contra a Ucrânia sem agravar a inflação para a população em geral e evitando um colapso da economia.

Acredita-se que a Rússia está a utilizar uma frota de centenas de navios para contornar as sanções internacionais impostas devido à guerra.

A França e outros países prometeram reprimir a chamada "frota paralela" ou "frota fantasma", que viola as sanções.

As autoridades marítimas francesas adiantaram que o petroleiro foi intercetado a mais de 400 milhas náuticas a oeste de França, em águas internacionais no Atlântico.

O navio partiu, segundo as autoridades francesas, do porto russo de Murmansk, no noroeste do país, sendo que o petroleiro é suspeito de operar sob uma bandeira falsa.

A Marinha francesa está a escoltá-lo até uma área de ancoragem para novas inspeções.

Entre os petroleiros anteriormente intercetados pela França está o 'Deyna', abordado no Mar Mediterrâneo em março, e o 'Grinch', também intercetado no Mediterrâneo mas em janeiro. Este último foi libertado em fevereiro após o pagamento de uma multa multimilionária.


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O Ministério Público de Brest, França, disse hoje que o capitão do petroleiro, sujeito a sanções europeias e apresado no domingo no Atlântico, se recusou repetidamente a cumprir ordens da Marinha francesa.

Governo de Israel ordenou bombardeamentos contra o Hezbollah em Beirute... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje um ataque contra os arredores da capital ibanesa, alegando que o grupo xiita Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.

© Jack GUEZ / AFP via Getty Images   Por LUSA  01/06/2026 

Um comunicado conjunto do primeiro-ministro de Israel e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah ("Partido de Deus") nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.

Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objectivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.

Mais de 3.400 pessoas morreram no Líbano em consequência dos ataques israelitas desde 02 de Março, quando Israel começou a atacar o Líbano retaliação pelo lançamento de foguetes de artilharia contra o território de Israel.

Em Israel, os ataques do Hezbollah, no auge do conflito, provocaram a morte de dois civis, enquanto 26 soldados israelitas morreram no sul do Líbano.

A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar hoje uma reunião de emergência.

O Presidente francês Emmanuel Macron já afirmou que "nada justifica o grande agravamento da situação no sul do Líbano".

A reunião do Conselho de Segurança da ONU vai decorrer enquanto os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de "forma duradoura" à guerra no Médio Oriente.

Teerão reiterou hoje que um acordo com Washington está condicionado a um cessar-fogo no Líbano.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que a França intercetou no domingo mais um petroleiro russo, o Tagor, que está sujeito a sanções internacionais.

Estados Unidos anunciam novos ataques contra sul do Irão... Os Estados Unidos anunciaram que realizaram ataques durante o fim de semana no sul do Irão, visando sistemas de radar e controlo de drones, apesar do cessar-fogo em vigor entre os dois países.

© Lusa  01/06/2026 

Esta onda de ataques norte-americanos, a terceira em pouco mais de uma semana, teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, informou o Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), no domingo, na rede social X.

As operações foram realizadas "no sábado e no domingo em resposta a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 norte-americano que operava em águas internacionais", acrescentou o Centcom, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro, se mantêm estagnadas.

"Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais", acrescentou o comando.

Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que acrescentou que "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo".

A Guarda Revolucionária do Irão, num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal IRNA, afirmou hoje que as forças norte-americanas visaram uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan.

A força paramilitar disse que respondeu com um ataque contra a base utilizada pelos militares norte-americanos para realizar esta ofensiva contra o território iraniano.

O comunicado não especificou a localização da base norte-americana, mas garantiu que "os alvos pretendidos foram destruídos".

A Guarda alertou que "se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente" e que "a responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA".

Também hoje, o Kuwait afirmou na rede social X que as defesas aéreas abriram fogo durante a madrugada para intercetar disparos de drones e mísseis.

O Estado-Maior do Exército do Kuwait disse que os sistemas de defesa estão a intercetar "ataques inimigos", sem especificar qual a zona do país afetada.

As forças armadas disseram que "quaisquer sons de explosão que possam ser ouvidos são resultado da interceção" e exortaram a população a seguir "as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes".


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O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou hoje os Estados Unidos de continuarem a violar o cessar-fogo com o Irão, depois dos ataques aéreos americanos em território iraniano, que provocaram retaliação militar.

domingo, 31 de maio de 2026

Tomada de fortaleza no Líbano é "ponto de viragem", diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que a tomada da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, constituiu um "ponto de viragem decisivo" na ofensiva do exército de Israel contra o Hezbollah no país vizinho.

© Getty Images/Ilia YEFIMOVICH/AFP    Por  LUSA   31/05/2026 

"Ordenei às Forças de Defesa de Israel (Tsahal) que alargassem as operações no Líbano. As nossas forças atravessaram o rio Litani. Assumiram o controlo de zonas estratégicas. Conquistaram a crista de Beaufort. E, a partir de agora, as minhas instruções são para aprofundar e alargar o nosso controlo sobre os locais que estavam sob o controlo do Hezbollah", afirmou Netanyahu, num vídeo divulgado pelo seu gabinete, citado pela AFP.

O primeiro-ministro israelita acrescentou que "a tomada de Beaufort é um passo espetacular e um ponto de viragem decisivo" na ofensiva.

Segundo referiu o governante, na mesma publicação, desde 02 de março, Israel matou três mil "terroristas do Hezbollah" no Líbano, 700 dos quais no último mês.

"Isto representa mais do que eliminámos durante a Segunda Guerra do Líbano", acrescentou, referindo-se ao conflito de 2006 entre Israel e o Hezbollah, quando mais de mil libaneses foram mortos em pouco mais de um mês.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, tinha anunciado hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

As forças israelitas usaram Beaufort como base durante a anterior ocupação do sul do Líbano, que durou duas décadas e terminou em 2000.

O local oferece vistas panorâmicas de vastas áreas do Líbano.

Imagens da AFP mostraram hoje de manhã a bandeira israelita içada na fortaleza, enquanto se ouviam tiros de artilharia, por entre fumo na área circundante.


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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

Ucrânia ataca uma das refinarias mais importante da região russa Volga... O Exército da Ucrânia atacou durante a madrugada de hoje a grande refinaria de Saratov, oeste da Rússia, considerada uma das unidades de processamento de petróleo mais importantes da região do Volga.

© @Guerranaucrania/X     Por  LUSA   31/05/2026 

O bombardeamento foi confirmado pelas autoridades locais russas, que se limitaram a constatar, por agora, danos na infraestrutura.

O Estado Maior do Exército da Ucrânia, numa publicação no Facebook, informou que esta noite unidades das Forças de Defesa da Ucrânia "atacaram a refinaria de petróleo de Saratov" e puderam confirmar "um incêndio de grandes proporções" nas instalações.

O governador da região de Saratov, Roman Busargin, confirmou nas redes sociais que, segundo os relatórios preliminares, há "danos na infraestrutura civil", mas o ataque não causou vítimas mortais.

A refinaria, operada pela petrolífera Rosneft, processa anualmente sete milhões de toneladas de petróleo e produz "gasolina, gasóleo e outros combustíveis" que, denuncia o Estado Maior ucraniano, estão a ser usados pelo Exército russo na guerra.


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Há várias teorias da conspiração que envolvem o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Uma delas é a de que o russo morreu e que um sósia ocupou o seu lugar enquanto chefe de Estado. A teoria reapareceu após o vice-primeiro-ministro russo ter chamado Putin de "Pal Laich".

ÁFRICA: "Ocidentais lutavam por oportunidades e nós cuidávamos dos filhos delas"... A ativista guineense Arthimiza Mendonça lamentou que as mulheres africanas continuem a lutar por direitos básicos conquistados há décadas no Ocidente, defendendo um feminismo ligado à realidade do continente africano.

© Lusa   31/05/2026 

"Enquanto elas [mulheres ocidentais] lutavam por salários e oportunidades, nós cuidávamos dos filhos delas", disse, acrescentando que muitas mulheres africanas "nem tinham direito à escola, nem a uma boa alimentação, nem a uma moradia digna".

Fundadora da revista "Pérola Afrikana", Arthimiza Mendonça disse, numa entrevista telefónica à Lusa, que o projeto nasceu da necessidade de criar "um espaço" onde mulheres africanas e afrodescendentes possam "falar de si na primeira pessoa" e não através do olhar de terceiros.

Segundo a jornalista, a revista procura destacar a diversidade cultural, social e económica destas mulheres, dando visibilidade aos seus percursos e contributos para as comunidades.

Arthimiza Mendonça considera que a realidade enfrentada por muitas mulheres africanas continua distante da experiência das mulheres ocidentais, lembrando que ambas "não partiram do mesmo princípio" ao longo da história.

A primeira edição da revista foi lançada em março de 2025, na véspera do Dia Internacional da Mulher, e mais tarde apresentada também em Portugal, decisão que Arthimiza justifica com a importância da diáspora africana, visto que estão longe dos países de origem e precisam de alguma forma de estar ligados às suas raízes.

"Fomos para Portugal porque sabemos que temos uma diáspora enorme", explicou, acrescentando que muitas mulheres precisavam "ver a revista física, tocar, folhear" e sentir que "o mundo está a escutar" as suas histórias.

A ativista sublinhou que defende os direitos de todas as mulheres, mas considera que o feminismo deve respeitar a história, a cultura e as especificidades sociais africanas.

"Respeito a luta de todas as mulheres, mas permitam-nos primeiro chegar onde vocês estão", declarou.

A revista procura também preservar a memória cultural africana através da escrita, numa sociedade onde muitas histórias "continuam a ser transmitidas pela oralidade". Histórias de guerra, tradições e costumes são contadas pelos "mais velhos", antigos combatentes.

A ativista alertou ainda para o crescimento de práticas de clareamento da pele em vários países africanos e na diáspora, incluindo crianças, motivado pela não-aceitação da sua cor e cultura.

"No Congo Brazzaville e na Nigéria há mulheres que aplicam cimento na pele para clarear mais rapidamente" e fazem o mesmo aos seus filhos, para que não se notem as diferenças de tom de pele, afirmou, descrevendo o processo como "cruel e doloroso".

Para combater situações semelhantes, Arthimiza Mendonça anunciou o lançamento, em junho, da revista infantil Winne, apresentada como a primeira publicação do género na Guiné-Bissau.

"Winne significa: precisam me ver", explicou, para defender uma maior proteção e valorização das crianças africanas.

Arthimiza Mendonça estará em Portugal na primeira semana de junho para participar nas comemorações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras, organização cultural internacional, sem fins lucrativos, da qual é representante na Guiné-Bissau.

Irão? "Se se tiver pressa não se consegue um bom acordo", afirma Trump... O Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou numa entrevista transmitida este sábado que não tem pressa em chegar a um acordo de paz com o Irão, apesar dos prejuízos que o conflito está a causar aos norte-americanos.

© Getty Images   Por LUSA   31/05/2026 

"Isto está a avançar lentamente, demora muito tempo. Não tenho pressa. Gostaria de dizer que tenho pressa, porque, como sabem... Os preços da gasolina vão baixar significativamente [quando houver acordo], mas, se se tiver pressa, não se consegue um bom acordo", afirmou Trump numa entrevista concedida à sua nora, a apresentadora Lara Trump, na Fox News.

Durante a entrevista, gravada na quinta-feira, Trump não se referiu à "decisão final" que, segundo os meios de comunicação norte-americanos este sábado, tomaria sobre a última oferta iraniana, depois de se reunir com a sua equipa de conselheiros de segurança.

"Aos poucos, mas com segurança, estamos a conseguir, creio eu, o que queremos. E, se não o conseguirmos, acabaremos de outra forma", acrescentou, em linha com afirmações este sábado do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que afirmou que o Pentágono está pronto para voltar a atacar o Irão se não houver acordo.

O Presidente afirmou que os iranianos são bons negociadores, mas que Washington tem "todas as cartas na mão", porque - segundo ele - "derrotou militarmente" a República Islâmica.

O líder voltou a afirmar que, se o seu país não tivesse bombardeado instalações-chave do programa nuclear iraniano no verão de 2025, o Irão teria neste momento uma arma nuclear.

Washington e Teerão há semanas que tentam negociar um acordo para pôr fim ao conflito iniciado pelos Estados Unidos em fevereiro passado, enquanto se prolonga um cessar-fogo decretado unilateralmente por Trump, que se tem revelado frágil, com vários ataques limitados, de uma e outra parte, em torno de Ormuz e do Golfo Pérsico.


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O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que fossem alterados alguns aspetos de um futuro acordo de paz com o Irão relativos ao programa nuclear de Teerão e à reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Axios.

Seul e Tóquio agendam para junho 1.º exercício naval conjunto em 9 anos... Coreia do Sul e Japão vão retomar, no dia 07 de junho, um exercício naval de busca e salvamento que estava suspenso há nove anos, num contexto de recente aproximação das relações bilaterais face às tensões regionais.

© Lusa   31/05/2026

Os detalhes do exercício foram concretizados este sábado, durante uma reunião bilateral em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, entre o ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, e o seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi, informou um comunicado do Ministério da Defesa sul-coreano.

O Exercício de Busca e Salvamento (SAREX) é um simulacro marítimo destinado a melhorar a capacidade de resposta conjunta entre a Marinha sul-coreana e a Força Marítima de Autodefesa japonesa no caso de navios em situação de emergência, bem como a promover a cooperação humanitária.

Pela parte sul-coreana, participará o navio de desembarque Cheonjabong, de 4.900 toneladas, enquanto o Japão mobilizará o contratorpedeiro Aegis Kongo, de 7.250 toneladas, e um helicóptero de operações marítimas SH-60K, de acordo com o comunicado.

As manobras serão realizadas em águas internacionais a sudeste da ilha sul-coreana de Jeju.

Ambos os países acordaram em janeiro retomar estas manobras, sem especificar na altura a data nem os meios participantes.

Os exercícios tinham sido suspensos depois de, em 2018, o Japão ter acusado um contratorpedeiro sul-coreano de ter apontado o seu radar de tiro a um avião de patrulha japonês na zona económica exclusiva japonesa, num ano marcado por fortes tensões bilaterais devido a disputas históricas.

O reinício do SAREX, realizado pela última vez em dezembro de 2017, constitui mais um sinal do reforço da cooperação em matéria de defesa entre Seul e Tóquio, num contexto marcado pelos recentes lançamentos de mísseis por parte de Pionyang e pelas crescentes tensões entre a China e o Japão em torno de Taiwan.

Na reunião deste sábado, Koizumi, que assumiu o cargo em outubro, afirmou que nunca antes se tinha verificado "uma reunião tão próxima entre as duas partes", sublinhando que estas sessões não respondem apenas à amizade, mas à necessidade de fazer face ao difícil contexto de segurança regional, segundo foi citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Da mesma forma, em meados de maio, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizaram uma cimeira em Andong, cidade natal de Lee, apesar do perfil revisionista histórico da líder japonesa, e reafirmaram a necessidade de cooperar com os Estados Unidos em questões de segurança, incluindo a desnuclearização da Coreia do Norte.

sábado, 30 de maio de 2026

EUA reverte exigência que requerentes de residência voltem a países de origem... O governo dos Estados Unidos reverteu o anúncio feito a 22 de maio que exigia que os candidatos à residência permanente (conhecida como 'green card') concluíssem o processo nos seus países de origem, foi hoje anunciado.

© John Moore/Getty Images    Por LUSA   30/05/2026 

Segundo o jornal The New York Times, o Departamento de Segurança Interna, responsável pelos assuntos de imigração, admitiu que a nova política não se aplicaria a todos os candidatos ao 'green card', nomeadamente os "candidatos altamente qualificados e profissionais talentosos que cumpriram a lei". 

O departamento adiantou ao jornal que a medida anunciada na semana passada visou servir de "lembrete para que os agentes usem o seu poder discricionário" para exigir que os candidatos deixassem os Estados Unidos para completar os seus pedidos.

O recuo representa uma mudança abrupta, já que o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, na sigla em inglês) tinha anunciado que a medida teria efeito imediato e que "os estrangeiros em situação temporária nos Estados Unidos que pretendessem obter um 'green card' deviam regressar ao seu país de origem para fazer o pedido".

Os titulares de vistos de curta duração, "como estudantes, trabalhadores temporários ou turistas, vêm para os Estados Unidos por um curto período e com um propósito específico. O nosso sistema está desenhado para que abandonem o país no final da sua estadia. A sua permanência não deve funcionar como um primeiro passo para o processo de obtenção do 'green card'", explicou na altura o porta-voz do USCIS, Zach Kahler.

Várias organizações de defesa dos direitos dos imigrantes e escritórios de advogados manifestaram o seu descontentamento com a medida, temendo que gerasse confusão aos requerentes de residência permanente.

O deputado democrata Chuy Garcia classificou a nova política como "absurda e cruel" e alertou que "forçaria milhares de imigrantes legais, incluindo cônjuges de cidadãos norte-americanos, a deixar as suas casas, famílias e empregos durante semanas, até mesmo meses, para obterem os seus 'green card' fora dos Estados Unidos".

De acordo com o jornal Washington Post, os Estados Unidos emitem mais de um milhão de 'green card' por ano, sendo que mais de metade dos requerentes já se encontra no país.

Na ampla ofensiva anti-imigração lançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso à Casa Branca, uma outra via para a imigração legal - a dos refugiados - já foi amplamente encerrada.

"O Presidente continua a dar prioridade à imigração que fortalece os Estados Unidos cultural, social e financeiramente, ao mesmo tempo que impede a imigração em massa dos países em desenvolvimento que prejudica o nosso país e os americanos", declarou o USCIS.

Hematomas nas mãos de Trump? Relatório médico explica o porquê... A Casa Branca divulgou os resultados do exame médico de Donald Trump, revelando a causa das nódoas negras nas suas mãos. O médico do presidente explicou que os hematomas são benignos e relacionados ao uso de aspirina.

© Saul Martinez/Getty Images   Notícias ao Minuto   30/05/2026 

A Casa Branca divulgou os resultados do mais recente exame médico realizado a Donald Trump… e o documento contém, finalmente, a razão por trás das misteriosas nódoas negras que, frequentemente, aparecem nas mãos do presidente norte-americano.

Foi na terça-feira, dia 26 de maio, que a task-force de Serviços Preventivos dos Estados Unidos realizou uma "avaliação preventiva abrangente" a Donald Trump, que incluiu uma análise aos seus exames de laboratório e o estudo completo dos seus diagnósticos até à data. Três dias mais tarde, na sexta-feira, 29 de maio, e depois de Trump afirmar que o exame tinha corrido "de forma perfeita", o presidente autorizou a divulgação dos resultados - e é aí que surge a explicação.

No documento, citado pela People, o médico de Trump, Sean Barbabella, afirma que os hematomas são "compatíveis com uma irritação leve dos tecidos moles, relacionada com apertos de mão frequentes, num contexto de uso de aspirina para prevenção cardiovascular".

"Isto representa um efeito comum e benigno da terapia com aspirina. Nenhuma lesão ou crescimento suspeitos foram identificados", escreveu ainda Barbabella.

A publicação do relatório surge depois de ter sido noticiado na terça-feira que Donald Trump estava, mais uma vez, no hospital - a 3.ª desde o início do mandato. A Casa Branca alega que esta visita foi para realizar a avaliação acima mencionada.

Desde que tomou posse, em janeiro de 2025, Donald Trump tem sido fotografado inúmeras vezes com hematomas, nomeadamente nas mãos. A situação, que já tentou disfarçar com maquilhagem, levantou questões sobre a sua saúde, que o próprio garante estar "perfeita."

"O presidente Trump tem hematomas na mão porque está constantemente a trabalhar e a apertar mãos todos os dias", chegou a alegar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, aquando da visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

Já em março, Trump voltou a aparecer com uma condição física que levantou questões sobre a sua saúde. Desta vez, surgiu com uma erupção cutânea no lado direito do pescoço. O seu médico pessoal alegou que a irritação era uma consequência de um novo creme que Trump começou a usar.

Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, que tomou posse em janeiro de 2025, tornou-se no presidente mais velho a assumir o cargo dos EUA.

Pode ver as imagens dos hematomas e da erupção cutânea de Trump na nossa galeria.➧

EUA e China trocam expulsões de jornalistas após visita de Trump a Pequim... O governo norte-americano revogou o visto a uma funcionária chinesa da agência de notícias estatal Xinhua nos Estados Unidos, numa aparente retaliação pela decisão de Pequim de expulsar uma jornalista do The New York Times, segundo media locais.

© Global Imagens    Por LUSA   30/05/2026

Um funcionário do Departamento de Estado confirmou à agência AP que estava planeado revogar o visto da funcionária da Xinhua, após o Times noticiar em primeira mão a medida recíproca do governo de Donald Trump, que visitou Pequim este mês.

A medida de retaliação norte-americana ocorreu após a expulsão por Pequim de Vivian Wang, correspondente do The New York Times na China.

A causa aparentemente da expulsão foi a presença do Presidente taiwanês, Lai Ching-te, num evento do grupo de media norte-americano, no qual Wang não teve qualquer participação.  

O governo chinês reivindica a soberania sobre a ilha de Taiwan, que se autonomizou em 1949 sob liderança dos nacionalistas, após a guerra civil terminar na China continental com a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung.  

O jornal divulgou hoje um comunicado a pedir a reintegração de Wang como jornalista credenciada na China e a exortar ambos os governos a "reverterem esta deterioração no acesso dos jornalistas".

"A decisão do Governo chinês de expulsar Vivian Wang é errada", disse Joseph Kahn, editor executivo do jornal, num comunicado.

"A sua expulsão tornará ainda mais difícil para o nosso público global obter reportagens precisas, independentes e aprofundadas sobre a segunda maior economia do mundo num momento crítico", adiantou.

A presença dos media norte-americanos na China já é escassa, após rondas anteriores de disputas sobre credenciais jornalísticas.

"O número de correspondentes de meios de comunicação social americanos autorizados a trabalhar na China caiu para um nível alarmantemente baixo, precisamente quando a necessidade de as pessoas de todo o mundo compreenderem a China é maior do que nunca", adiantou Kahn.

Todos os jornalistas estrangeiros precisam de ser acreditados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China para fazerem reportagens no país, e Pequim tem utilizado a política de acreditação e de vistos para expulsar ou impedir a entrada de profissionais cujo trabalho tenha desagradado à liderança chinesa ou para demonstrar descontentamento com o que Pequim considera ser uma cobertura desfavorável ou maliciosa da China.

Pequim restringiu drasticamente os vistos para jornalistas que trabalham para os meios de comunicação norte-americanos.

No total, pelo menos 18 jornalistas estrangeiros que trabalhavam para o The Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal foram expulsos no primeiro semestre de 2020, segundo o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.

Muitos outros receberam vistos de curta duração, que variam entre um e três meses, de acordo com o inquérito anual do grupo.

Em 2020, o governo chinês expulsou três correspondentes do Wall Street Journal depois de o jornal ter publicado um artigo de opinião intitulado "A China é o verdadeiro homem doente da Ásia", após o surto da pandemia de COVID-19.

Com o agravamento das relações entre os Estados Unidos e a China, o Departamento de Estado norte-americano designou, em 2020, alguns dos principais grupos de notícias chineses como "missões estrangeiras".

A Xinhua, por exemplo, tem a função, atribuída pelo Partido Comunista Chinês, de servir de porta-voz do partido e do governo, o que inclui a distribuição de notícias oficiais.


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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou hoje que há "razões legítimas para alarme" face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um "equilíbrio estável" e rejeitam qualquer "hegemonia"

Medico de Trump descreve estado de saúde do presidente como "excelente"... Um relatório médico divulgado pela Casa Branca esta sexta-feira afirma que a saúde cardiovascular do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, equivale à de uma pessoa 14 anos mais jovem, descrevendo o estado de saúde como "excelente".

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   30/05/2026 

De acordo com o relatório assinado pelo médico da Casa Branca, Sean Barbabella, Trump tem uma "idade cardíaca" de 65 anos, apesar de completar 80 anos no próximo dia 14 de junho, o estado de saúde do Presidente é considerado como «excelente», com plenas capacidades cognitivas.

Os resultados da avaliação, realizada a 26 de maio no centro médico militar Walter Reed, destacam ainda uma função cardíaca normal, sem evidência de insuficiência cardíaca nem outras afeções cardiovasculares significativas.

O relatório também aborda as contusões visíveis nas mãos do Presidente, que nos últimos meses têm suscitado especulação pública, e o médico atribuiu as marcas a uma combinação de apertos de mão frequentes e ao uso diário de aspirina como parte de um regime preventivo cardiovascular, descartando que sejam sinal de um problema médico mais grave.

A principal anomalia médica mencionada pelo médico presidencial é um ligeiro inchaço nas pernas causado por insuficiência venosa crónica, uma condição considerada comum e benigna em pessoas com mais de 70 anos.

Além disso, o médico pessoal afirma que Trump obteve uma pontuação perfeita de 30 em 30 no teste cognitivo Montreal Cognitive Assessment (MoCA), enquanto as análises laboratoriais e um ecocardiograma revelaram resultados dentro dos parâmetros normais, de acordo com a avaliação divulgada pela Casa Branca.

O relatório sublinha igualmente a prolongada abstinência do Presidente de álcool e tabaco, hábitos que Barbabella apontou como fatores que favorecem o atual estado de saúde.

Trump, prestes a completar 80 anos, pesa cerca de 224 libras (101,6 quilos) e mede 6 pés e 3 polegadas (1,90 metros), de acordo com os detalhes do exame.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, apenas assinará um acordo com o Irão se as suas "linhas vermelhas" forem cumpridas, adiantou hoje fonte da Casa Branca.