terça-feira, 17 de março de 2026

Israel diz que Hezbollah planeia ataque de grande escala... As Forças de Defesa de Israel afirmam que o Hezbollah está a planear um grande ataque de grande escala com rockets contra o centro e o norte de Israel nas próximas horas. Depois de anunciar operações terrestres limitadas, Telavive poderá estar a preparar terreno para uma invasão alargada do sul do Líbano.

Por  sicnoticias.pt   17 mar. 2026

“Em muitos casos, os ataques aéreos israelitas destruíram edifícios residenciais inteiros em zonas urbanas densamente povoadas, tendo muitas vezes provocado a morte de vários membros da mesma família, incluindo mulheres e crianças”, afirmou Thameen Al-Kreetan.

A ameaça de julgamento por crimes de guerra não parece demover Benjamin Netanyahu, sobre quem já recai um mandado do Tribunal Penal Internacional.

Entretanto, há sinais de que a estratégia aplicada em Gaza poderá vir a ser replicada no Líbano.

“Nas últimas horas, identificámos um aumento nos preparativos da organização terrorista Hezbollah para lançar rajadas de rockets contra o território israelita. As Forças Armadas não permitirão que civis israelitas sejam atacados”, declarou Effie Defrin.

Nas últimas horas, as operações intensificaram-se no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel dizem ter atingido infraestruturas militares ligadas ao Hezbollah, uma versão contrariada por habitantes locais.

Telavive admitiu que, à semelhança do que fez com túneis e estruturas do Hamas, pretende destruir posições do Hezbollah para impedir o regresso do grupo xiita pró-iraniano.

Apesar de serem apresentadas como operações terrestres limitadas, o site Axios avança que Israel planeia invadir toda a área a sul do rio Litani. A concretizar-se, será a maior operação terrestre desde a guerra de 2006.

Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido já alertaram para as potenciais consequências humanitárias devastadoras e para o risco de agravamento do conflito.


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A missão de paz das Nações Unidas no Líbano (FINUL) alertou hoje para a presença de reforços israelitas na sua área de operações no sul do país, em plena ofensiva contra as milícias do grupo xiita Hezbollah.

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O exército israelita emitiu hoje uma ordem urgente de evacuação da cidade libanesa de Tiro e de vários campos de refugiados nos arreadores, devido aos ataques contra a milícia xiita libanesa Hezbollah no sul do país.

Anemia: O sintoma pouco conhecido a que deve estar atento... A anemia por falta de ferro é uma das mais comuns. Existe um sintoma menos conhecido que muitas pessoas ignoram e que pode ser uma forma de conseguir detetar este problema. Saiba tudo.

© Shutterstock   Adriano Guerreiro  noticiasaominuto.com  17/03/2026 

A falta de ferro pode levar à anemia que o deixa sem energia uma vez que os glóbulos vermelhos acabam por não transportar todo o oxigénio necessário para o corpo. Existe um sintoma de anemia pouco conhecido a que deve estar muito atento.

O serviço nacional de saúde britânico partilhou um dos sintomas que pode revelar anemia por falta de ferro. Alguns acabam por ignorar, mas é importante perceber o que se está a passar com o seu corpo. 

Os sintomas de anemia (e um menos conhecido)

Alguns dos sintomas típicos de anemia passam por fadiga, energia em baixo, falta de ar, palpitações e dores de cabeça. Por outro lado, podem aparecer sinais menos comuns a que importa dar alguma atenção.

São eles: zumbido nos ouvidos, comichão, dores na língua, queda de cabelo, alterações no paladar, nas unhas, aftas e até dificuldade em engolir. Há ainda um sintoma nas pernas que nem todos associam à anemia.

Falamos da síndrome das pernas inquietas. “Esta condição causa uma forte compulsão para mover as pernas, frequentemente durante o repouso à noite. Caso suspeite de anemia por deficiência de ferro, consulte o seu médico”, explica o serviço de saúde britânico.

“Existem outras variantes, como anemia por deficiência de vitamina B12 ou de folato, que o exame de sangue também detecta. Assim, se a causa da sua anemia por deficiência de ferro for identificada, o seu médico irá sugerir um tratamento adequado."

Falta de ferro vê-se na pele. Eis um sintoma que provavelmente desconhece

Um nutriente como o ferro ajuda a manter o bom funcionamento do organismo. A escassez deste nutriente provoca baixa imunidade, deixando-nos suscetíveis a potenciais infeções e até a sofrer de anemia, uma doença que resulta da diminuição abrupta do número de glóbulos vermelhos no sangue ou do conteúdo de hemoglobina no sangue para valores inferiores aos considerados normais. 

Segundo a rede de saúde CUF, a falta de ferro pode dever-se a "perdas por hemorragia, como acontece nas gastrites associadas ao uso de anti-inflamatórios, nas úlceras do estômago e duodeno ou em lesões cancerosas do tubo digestivo". 

"A anemia também pode ser consequência de um aumento das necessidades de ferro, decorrente, por exemplo, da gravidez ou de fases de crescimento rápido, como a idade pré-escolar e a adolescência", explica. Outra causa frequente de défice de ferro é "uma dieta desequilibrada e pobre em ferro", como acontece, por exemplo, nas dietas vegetarianas. 

Mas, afinal, como saber se tem uma baixa concentração de ferro no organismo? Um dos sintomas "mais comuns" é a palidez, alerta o Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS na sigla inglesa). No entanto, este não é o único sinal de alerta. O NHS afirma que os sintomas podem incluir cansaço, fadiga e, entre outros, ritmo cardíaco acelerado.

Para prevenir esta insuficiência, garanta que a sua dieta inclui alimentos como carne vermelha, peixe, feijão, gema de ovo e frutos secos.

Centenas de estudantes formam filas para receber antibióticos após surto de meningite no Reino Unido... Um surto de meningite na região de Kent, no Reino Unido, provocou a morte de dois estudantes e mais de uma dezena de casos confirmados, possivelmente ligado a um evento social. A reportagem é da Sky News, televisão parceira da SIC.

Por SIC Notícias

A preocupação entre os jovens e as suas famílias em Kent está a aumentar, após a morte de dois estudantes devido a um surto de meningite.

Um dos alunos frequentava a Universidade de Kent, enquanto o outro era estudante numa escola secundária próxima. Pelo menos 11 pessoas encontram-se hospitalizadas em estado grave, algumas tendo sido colocadas em coma induzido.

Centenas de estudantes formaram filas para serem avaliados e receberem antibióticos preventivos. As autoridades de saúde apelaram a todos os que tenham visitado a discoteca Chemistry, em Canterbury, nos dias 5, 6 ou 7 de março, para que se apresentem para tratamento.


Duas pessoas morreram na sequência de um surto de meningite registado no Reino Unido, que está a afetar sobretudo jovens ligados à Universidade de Kent, em Canterbury. Entre as vítimas está um estudante da instituição.

Teerão seleciona navios aliados que podem atravessar Estreito de Ormuz... O Irão está a selecionar navios de "países aliados" autorizados a atravessar o Estreito de Ormuz, sob bloqueio imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana iniciada em fevereiro, mostraram hoje dados de rastreio.

Por LUSA 

Pelo menos cinco navios saíram da via navegável estratégica, por onde normalmente passam quase 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, transitando por águas iranianas nos dias 15 e 16 de março, informou a empresa de informações marítimas Windward, num relatório de análise hoje divulgado.

"Esta nova rota ilustra como o bloqueio seletivo do Irão se alterou para permitir o trânsito dos seus aliados e apoiantes", afirmou a empresa.

Nos últimos dois dias, pelo menos quatro navios saíram do Estreito de Ormuz através do canal Larak-Qeshm, junto à costa iraniana, segundo um comunicado publicado por Natasha Kaneva, analista de matérias-primas do banco JPMorgan Chase.

"Esta não é uma rota padrão para navios. Pode refletir um procedimento para confirmar a propriedade do navio e a natureza da carga, permitindo a passagem de embarcações não ligadas aos Estados Unidos ou aos seus aliados", declarou.

Entre os navios, estava um petroleiro com pavilhão paquistanês que transitou pelo estreito com o seu sistema de identificação automática (AID) ativado, segundo uma publicação do 'site' especializado MarineTraffic, ao passo que a maioria dos navios o mantém desligado para evitar serem alvos de fiscalização.

A maior parte do crude que atravessou o estreito tinha como destino a Ásia, principalmente a China, acrescentou Kaneva.

Um navio pertencente a interesses turcos também conseguiu passar o estreito com a permissão do Irão, afirmou hoje o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu.

Embora os responsáveis de Teerão tenham emitido declarações contraditórias umas atrás das outras, em meados de março o chefe da diplomacia iraniana garantiu que o seu país estava disposto a autorizar a passagem de navios de determinados países pelo Estreito de Ormuz.

Teerão tem como objetivo tornar o estreito intransponível e perturbar a economia mundial, para pressionar Washington.

"A situação no Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra", advertiu hoje o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X, sem fornecer mais pormenores.

O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou hoje como um "erro realmente estúpido" a recusa de muitos Estados-membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) em ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos - entre os quais o aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei - e mais de 10.000 civis feridos.

A organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) indicou, a 11 de março, que morreram mais de 1.825 pessoas, quase 1.300 das quais civis, incluindo pelo menos 200 crianças.


Leia TambémIrão: Guarda Revolucionária confirma morte de líder da milícia Basij

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada hoje pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu 'site' oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente "foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista".

Ucrânia enviou "201 especialistas" para intercetar drones iranianos... A Ucrânia enviou 201 especialistas em defesa aérea para o Médio Oriente para ajudar os seus aliados na região a intercetar os drones iranianos, revelou hoje em Londres o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Por LUSA 

"Há 201 ucranianos no Médio Oriente e no Golfo, e outros 34 estão prontos para serem destacados, especialistas militares, capazes de prestar assistência e permitir a defesa contra os drones Shahed" iranianos, declarou o chefe de Estado ucraniano, durante um discurso no parlamento britânico.

Zelensky afirmou que os peritos ucranianos estão nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait. 

"Estamos a trabalhar com vários outros países. Já existem acordos em vigor", acrescentou, explicando que o envio foi feito "a pedido dos nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos". 

Zelensky disse estar aberto à cooperação no domínio dos drones e a parcerias no setor da defesa com outros países porque os drones intercetores desenvolvidos pela Ucrânia são mais baratos do que os mísseis usados pelos Estados Unidos, Reino Unido e países árabes, que podem custar até vários milhões de dólares. 

"A nossa abordagem é muito mais económica", vincou. 

Desde o início do conflito no Irão, desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e Israel, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

Kiev tem experiência no abate de drones com tecnologia iraniana, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Durante o mesmo discurso, ao qual assistiu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o Presidente ucraniano agradeceu ao Reino Unido por não ter levantado as sanções ao petróleo russo, como fizeram os Estados Unidos.

"Um forte apoio à Ucrânia, sanções severas contra a Rússia e projetos conjuntos de defesa robustos são a única base para uma diplomacia eficaz que permita pôr fim a esta guerra", defendeu.

O discurso de Zelensky numa sala do parlamento britânico ocorreu após uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e antes de um encontro com o Rei Carlos III. 

Quem era Ali Larijani?... Filho de um ayatollah, Ali Larijani, o líder iraniano que terá sido morto por Israel, era um foi conselheiro do líder supremo Ali Khamenei

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



Leia Também: Teerão apela para manifestações populares contra "planos inimigos"

As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

Guerra na Ucrânia: Moscovo reconhece que toda a Rússia pode ser alvo de drones ucranianos... O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, reconheceu hoje que nenhuma parte da Rússia está livre de ser alvo dos drones ucranianos, dado o desenvolvimento dos equipamentos e os métodos de Kiev.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  17/03/2026 

Shoigu deu como exemplo a região dos Urais, que "até há pouco tempo" era um dos locais fora do alcance dos ataques aéreos da Ucrânia.

 A região encontra-se agora "na zona de ameaça imediata", afirmou Shoigu numa reunião do Conselho de Segurança em Ecaterimburgo, a principal cidade dos Urais e uma das maiores da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Com cerca de 1,4 milhões de habitantes, Ecaterimburgo situa-se a quase 1.700 quilómetros a leste da capital russa, Moscovo, e é o principal centro industrial do distrito federal dos Urais.

A Ucrânia tem efetuado ataques a grande distância da fronteira com a Rússia em operações que implicam o transporte de armamento desmontado para ser ativado em zonas mais próximas dos alvos.

Shoigu advertiu que os ataques nos Urais, uma região que aglutina seis entidades subnacionais, podem causar "importantes danos económicos".

Podem também perturbar o funcionamento de grandes áreas metropolitanas e interromper cadeias de abastecimento, incluindo as que considerou fundamentais para a continuação da guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em fevereiro de 2022.

"Este é o potencial industrial e de defesa da região, que é um dos principais centros industriais do nosso país", disse o ex-ministro da Defesa.

Shoigu referiu que se concentram na região empresas estratégicas da indústria de defesa, instalações energéticas e químicas, e as principais jazidas de petróleo e gás.

"Tudo o que constitui a base da segurança económica e a capacidade de defesa do Estado", afirmou.

O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que foram intercetados cerca de 200 drones ucranianos nas últimas 24 horas, grande parte dos quais sobre a região de Moscovo.

Após mais de quatro anos de guerra a defender-se da Rússia, a Ucrânia desenvolveu capacidades de produção e de defesa de aeronaves não tripuladas, um tipo de armamento que tem ganhado relevância em conflitos recentes.

A experiência particular com drones iranianos levou ao envio recente de técnicos ucranianos para países do Golfo Pérsico para ajudar a fazer frente aos ataques do Irão de retaliação pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que a navegação no estreito de Ormuz "não voltará a ser como antes" e defendeu que o encerramento da passagem se deve às necessidades defensivas do Irão.


Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo... A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

© Lusa  17/03/2026 

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril. 

"A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente", advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

"Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite", alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.

Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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A ONU denunciou hoje que mais de 36.000 palestinianos foram obrigados a deslocar-se em apenas um ano devido ao aumento da violência exercida pelas forças de segurança e pelos colonos israelitas na Cisjordânia.


Malam Sissé é o novo Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, em substituição de Uffé Vieira. A decisão consta do comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira, 17 de março de 2026.

Médio Oriente: Eis o essencial até agora do 18.º dia de guerra... Israel anunciou hoje ter matado um dos principais dirigentes iranianos, marcando o 18.º dia da guerra no Médio Oriente, que também já registou novos bombardeamentos em Teerão e Beirute e nos ataques a petroleiros.

Por LUSA 

Estes são os acontecimentos essenciais que marcam o início do dia na guerra iniciada a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

Israel diz ter eliminado Larijani e líder da Basij

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou a  "eliminação" do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e uma das figuras políticas mais influentes do país, Ali Larijani, um e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, após ataques aéreos realizados durante a noite pelas forças armadas israelitas.

"Foram alcançados resultados preventivos significativos durante a madrugada, que podem influenciar o resultado das operações e os objetivos do exército israelita", disse o exército israelita, em comunicado.

China envia ajuda humanitária

A China anunciou que vai enviar ajuda humanitária a quatro países do Médio Oriente: Irão, Líbano, Jordânia e Iraque.

"A guerra causou uma grave catástrofe humanitária para o povo do Irão e de outros países da região. A China expressa a sua solidariedade e compaixão aos povos dos países afetados", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Fortes explosões em Teerão

Fortes explosões atingiram a capital iraniana, segundo avançou um jornalista da agência de notícias francesa AFP, após uma noite marcada por fortes explosões.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais afetados ainda não foram identificados.

Dez "espiões estrangeiros" iranianos detidos

"Dez mercenários, traidores, foram identificados e presos", informou o departamento de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na província de Khorasan Razavi (noroeste), segundo a agência de notícias ISNA, que não especificou as suas nacionalidades.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro estavam a recolher informações "sobre locais sensíveis e infraestruturas económicas", enquanto os outros estavam ligados a um "grupo terrorista monárquico".

Novo ataque a instalações petrolíferas

A zona industrial petrolífera de Fujaira, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, foi alvo de mais um ataque com um drone, que provocou um incêndio, mas não fez feridos, segundo as autoridades locais.

As instalações, localizadas no Golfo de Omã, perto do Estreito de Ormuz, já tinham sido atingidas na segunda-feira por um drone, o que levou a companhia petrolífera nacional Adnoc a suspender os seus envios de crude.

Preço do petróleo volta a subir

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte estava a subir 4,58% às 06:30, atingindo os 104,80 dólares por barril. Na segunda-feira, tinha caído 2,84%.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 5,14% para 98,31 dólares, depois de ter caído 5,28% na segunda-feira.

Já os mercados bolsistas europeus abriram sem grandes variações: Paris -0,20%, Frankfurt -0,27%, Londres +0,05%, seguindo resultados mistos de fecho em Tóquio, Seul, Sydney e Hong Kong.

Emirados Árabes Unidos e Qatar atacados

Um cidadão paquistanês foi morto por destroços de um míssil balístico intercetado em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

No emirado vizinho do Dubai, um jornalista da AFP ouviu três explosões depois de um alerta enviado por telemóvel ter avisado os residentes sobre um possível ataque com míssil.

No Qatar, as autoridades disseram ter intercetado um ataque com míssil.

Petroleiro atingido no Golfo de Omã

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando estava ancorado no Golfo de Omã, perto da entrada do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO.

A embarcação sofreu apenas "danos ligeiros" e não houve vítimas, acrescentou a agência.

Israel bombardeia Teerão e Beirute

O exército israelita anunciou ter lançado "uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão", acrescentando que também "lançou uma nova vaga de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute".

De acordo com a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), aviões israelitas bombardearam os bairros de Kafaat e Haret Hreik, nos subúrbios do sul da capital, e um ataque aéreo atingiu um apartamento nos andares superiores de um prédio residencial em Doha Aramoun, na mesma região.

Ataques no Iraque

Pelo menos quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma fação pró-Irão.

A embaixada dos EUA na capital iraquiana foi atacada por duas vezes num intervalo de poucas horas, hoje e na segunda-feira, enquanto um ataque com drones teve como alvo um dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque.

Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano... O Governo israelita anunciou hoje a morte de Ali Larijani, um dos principais dirigentes iranianos, e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, na sequência de ataques aéreos, durante a noite, no Irão

@Fox News  Por LUSA 

"O chefe do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Soleimani, chefe da Basij, principal aparelho repressivo do Irão, foram eliminados ontem [segunda-feira] à noite ", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem vídeo.

O exército israelita tinha já anunciado a morte, num ataque na segunda-feira, do chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana.

Katz declarou aina que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".

A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


Leia Também: Escoltas a navios no estreito de Ormuz não garantem segurança

A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.


O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi, presidiu nesta terça-feira (17.03) à cerimónia de abertura do ano de preparação combativa, no âmbito do cumprimento do plano de capacitação e aperfeiçoamento dos militares.


Defesa e Segurança: CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação, que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional.

O CEMFA pediu aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação, disciplina, honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino.

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. 

Ramo de poilão cai sobre toca-toca em Bandim (Forçado), sem vítimas mortais

O incidente ocorreu hoje, terça-feira, 17 de março, na zona de Forçado, no bairro de Bandim, e não provocou vítimas mortais.

O condutor encontrava-se no interior do veículo no momento da queda, mas conseguiu sair ileso. Alguns moradores das casas vizinhas sofreram ferimentos.

Os bombeiros foram chamados ao local e prestaram assistência, transportando os feridos para o hospital.

Ataques entre Rússia e Ucrânia danificam infraestruturas e fazem vítimas... Os ataques com drones entre a Rússia e a Ucrânia durante a noite causaram várias vítimas nas regiões russas junto à fronteira e danos nas infraestruturas energéticas, industriais e portuárias na região ucraniana de Odessa.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   17/03/2026 

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, não especificou qual o porto ucraniano atingido, mas afirmou que o ataque russo afetou a parte sul da região, que faz fronteira com o Mar Negro e o rio Danúbio e se situa no sul da Ucrânia, adiantando que não há registo de mortos ou feridos. 

Os danos causados pelo bombardeamento nas infraestruturas energéticas levaram a cortes de energia em algumas cidades da região de Odessa, acrescentou Kiper.

Já o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, reportou oito feridos e danos graves num terminal logístico pertencente à empresa postal privada Nova Poshta, nesta região sudeste da Ucrânia.

Segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou um total de 178 drones em território ucraniano, tendo sido neutralizados pelas defesas aéreas154.

Outros 22 drones não foram intercetados e atingiram 12 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou. A Força Aérea reportou ainda a queda de fragmentos de drones abatidos em outros dois locais.

Durante a noite, as defesas aéreas russas abateram 206 drones ucranianos num ataque que fez pelo menos um morto e vários feridos em regiões russas na fronteira com a Ucrânia.

O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, informou que um drone atingiu um veículo, matando um homem.

Cinco pessoas ficaram feridas na cidade de Korosha, a cerca de 50 quilómetros a nordeste da capital regional e outras três em ataques na região de Bryansk.

No ataque em Bryansk, onde foram abatidos 62 drones, enquanto outros 43 drones foram destruídos na região de Moscovo, 40 dos quais se dirigiam para atacar a capital russa.

Outros 28 drones foram intercetados em Krasnodar e 18 na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. As regiões de Smolensk, Kaluga, Belgorod, Rostov, Leninegrado, Astrakhan e Adiguésia também foram atacadas.


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Cuba sofreu um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional. Horas depois, Donald Trump declarava que seria "uma honra tomar" a ilha.


Irão: 200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito... As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

© iStock  Por  LUSA  17/03/2026 

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.  

Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.  

Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.


Leia Também: Objetivo de Estados Unidos e Israel com guerra contra Irão "não é claro"

O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que "não é claro", vai ditar a duração do conflito, e admite "profunda preocupação" com as consequências.


segunda-feira, 16 de março de 2026

"Desconexão total". Cuba sofre sexto apagão nacional em ano e meio... Cuba sofreu hoje um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, informou o Ministério da Energia e Minas.

Por LUSA 

"O correu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, estão a ser investigadas as causas e começam a ser ativados os protocolos para o restabelecimento", indicou o ministério cubano numa mensagem divulgada nas redes sociais, sem adiantar, ainda, a origem da falha.

O país enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2024, uma situação agravada nos últimos três meses por restrições no fornecimento de petróleo associadas às sanções impostas pelos Estados Unidos, que têm afetado a atividade económica e aumentado o descontentamento social.

Com base em episódios anteriores, a reposição do sistema elétrico poderá demorar vários dias, uma vez que o processo implica iniciar a produção com fontes de arranque mais simples, como energia solar, hidroelétrica ou motores de geração, para abastecer pequenas áreas que são, depois, interligadas.

O objetivo é fornecer energia suficiente às centrais termoelétricas, principal base da produção elétrica no país, para poderem voltar a operar e gerar eletricidade em grande escala.

Segundo as autoridades, a situação atual é agravada pela escassez de diesel e fuelóleo para os motores de geração, o que pode dificultar o arranque do sistema. Na semana passada, um apagão massivo afetou cerca de seis milhões de cubanos.

Antes da falha registada hoje, o Governo já previa cortes prolongados de eletricidade ao longo do dia, estimando que, no período de maior procura, cerca de 62% do país ficasse simultaneamente sem fornecimento.

Especialistas independentes indicam que a crise energética resulta de anos de desinvestimento no setor, agravados pelas sanções norte-americanas.

As autoridades cubanas estimam que seriam necessários entre oito e 10 mil milhões de dólares para modernizar o sistema elétrico.

Trump afasta possibilidade de guerra terminar esta semana: "Não creio"... O presidente norte-americano, Donald Trump, afastou hoje a possibilidade de o conflito no Médio Oriente terminar esta semana, limitando-se a reiterar que tal acontecerá "em breve".

Por LUSA 

"Não creio [que a guerra termine esta semana], mas será em breve. Não falta muito para termos um mundo muito mais seguro", respondeu Trump na Casa Branca, questionado pela imprensa sobre a duração do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que causou fortes perturbações nos mercados energéticos globais.

Trump reiterou que a operação militar em curso, denominada 'Fúria Épica' pelo Pentágono, permitiu dizimar a marinha, a força aérea e até a liderança iraniana.

"Em apenas duas semanas, dizimámo-los. Já não têm marinha; já não têm força aérea. Não têm liderança. A sua elite governante desapareceu", enfatizou. 

Insistindo na necessidade da ofensiva para impedir Teerão de desenvolver uma arma nuclear, Trump defendeu que o ataque americano "impediu uma Terceira Guerra Mundial".

"Tinha a obrigação de o fazer. Não queria fazê-lo. Se não tivéssemos agido, teria começado uma guerra e da qual não teria sobrevivido absolutamente nada", argumentou o Presidente norte-americano.

A administração Trump afirma que o objetivo da ofensiva é destruir o programa de mísseis do Irão e a sua capacidade de fabricar uma arma nuclear, mas não apresentou um calendário claro nem definiu a duração do conflito, que foi inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas.

Na semana passada, o Presidente já tinha declarado que a guerra está "praticamente terminada" porque as capacidades militares do Irão estão no mínimo.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.

As forças armadas norte-americanas informaram hoje que 200 soldados ficaram feridos, em sete países diferentes, no conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já voltaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

Israel reivindica destruição de quartel-general da Guarda Revolucionária... As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje que "atingiram e desmantelaram", em bombardeamentos aéreos na sexta-feira, o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, em Teerão.

Por LUSA 

O quartel-general estava localizado "dentro de um grande complexo militar do regime iraniano" nos arredores de Teerão, segundo um comunicado das FDI, acompanhado de uma infografia.

As FDI afirmam que as operações marítimas contra Israel e outros países do Médio Oriente eram controladas a partir daí.

"A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão é diretamente responsável pela realização de ataques terroristas contra embarcações civis. É também responsável por armar e financiar organizações terroristas afiliadas ao regime através de remessas de armas por via marítima", referem as FDI.

Um porta-voz militar israelita afirmou que as FDI ainda têm "milhares de alvos" no Irão para atacar no que preveem ser uma longa guerra, com uma duração entre três e seis semanas.

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde a sua nomeação, indicou um antigo chefe da Guarda Revolucionária como conselheiro militar, noticiou hoje a imprensa nacional.

"O general Mohsen Rezaei foi nomeado conselheiro militar por ordem do comandante-chefe, 'ayatollah' Mojtaba Khamenei", segundo a agência de notícias Mehr. 

Mojtaba Khamenei foi escolhido para líder supremo após a morte do seu pai, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, que desencadearam uma guerra que se alastrou à região.

Várias figuras ligadas ao regime de Teerão relataram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo bombardeamento que matou o pai.

Na quinta-feira, fez o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana, indicando que os funcionários nomeados por Ali Khamenei deveriam "continuar a exercer as suas funções".  

No seu primeiro discurso, Mojtaba Khamenei pediu também à Guarda Revolucionária que mantivesse o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, sob bloqueio militar, entre as medidas de retaliação contra a ofensiva israelo-americana, a que se juntam ataques aéreos contra Israel e os países vizinhos no Médio Oriente, visando bases dos Estados Unidos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira à noite a ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera do país.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA PARA SUSPEITA DA MORTE DE CRIANÇA DE 4 ANOS EM MANSOA

Por Rádio Sol Mansi

O Ministério Público requereu, esta segunda-feira, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva contra a encarregada de educação suspeita de envolvimento na morte de uma criança de quatro anos na cidade de Mansoa, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

De acordo com uma nota à imprensa, na posse da Rádio Sol Mansi, o pedido foi apresentado pelo delegado do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Oio ao Tribunal Regional de Oio, através do Juiz de Instrução Criminal (JIC), após o primeiro interrogatório da principal suspeita do alegado crime de infanticídio ocorrido na passada sexta-feira, 13 de março.

Segundo o magistrado responsável pelo processo, a solicitação da prisão preventiva baseia-se em vários fatores, nomeadamente a possibilidade de ocultação de provas, a necessidade de evitar a perturbação da ordem e tranquilidade públicas, bem como a proteção da paz social e a salvaguarda da segurança de outros menores que se encontram sob tutela da suspeita. 

A mulher apontada como principal suspeita é tia da vítima.

Apesar do pedido do Ministério Público, a decisão final cabe agora ao Juiz de Instrução Criminal, que deverá analisar os fundamentos apresentados antes de determinar se a suspeita permanecerá em prisão preventiva ou se será aplicada outra medida de coação, enquanto o processo segue os seus trâmites legais.

Caso venha a ser julgada e condenada, a suspeita de 28 anos de idade poderá enfrentar uma pena superior a oito (08) anos de prisão efetiva, conforme prevê a legislação penal em vigor na Guiné-Bissau.

Recorda-se que, na passada sexta-feira (13), uma tragédia chocou a cidade de Mansoa quando uma criança de quatro anos, do sexo mascolino, foi, segundo testemunhos, brutalmente espancada, resultando em sua morte.

A criança apresentava ferimentos graves no corpo e na cabeça, situação confirmada pelo médico de serviço, Wilson Pereira Gomes, que em entrevista à Rádio Sol Mansi informou que a criança poderia ter sido vítima de agressão física.

Ele afirmou que a criança morreu em casa e que o óbito só foi confirmado no hospital. Os técnicos de saúde suspeitam que a criança já sofria maus-tratos, pois apresentava cicatrizes antigas. Segundo o médico, a criança tinha também marcas de mordidas anteriores, demonstrando que havia sido atacada diversas vezes.

Na noite do mesmo dia, a tia suspeita já foi detida nas celas da polícia de Mansoa.

Desconfia-se que a criança tenha sido espancada há mais de 24 horas e só foi levada ao hospital depois que os ferimentos se complicaram. Havia hematomas nas nádegas, nas costas, na cabeça e em quase todo o corpo.

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 : 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢


A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 16 de Março de 2026, sob a presidência do Camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do partido, com a seguinte ordem do dia:

1. Informações Gerais;

2. Análise da situação política interna do partido;

3. Diversos.

No ponto de Informações, a Comissão Permanente deu conta do Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Crise Política na Guiné-Bissau, realçando o facto da Organização Continental ter insistido na libertação imediata e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, e na necessidade de reposição urgente da ordem constitucional, nomeadamente mediante o afastamento dos militares da tomada de decisões políticas, a retoma das atividades dos partidos, a formação de um governo inclusivo que reflita o espectro político e social da Guiné-Bissau, e a criação de condições idóneas para que os próximos atos eleitorais sejam credíveis e transparentes.

A Comissão Permanente foi ainda informada da decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar (UIP) que, exprimindo a mais profunda preocupação em relação à sua prisão arbitrária e abusiva, manifesta solidariedade ao camarada Domingos Simões Pereira e solicita informações mais concretas sobre as condições de sua detenção e sobre os limites impostos à sua deslocação ao exterior. 

Por último, a Comissão Permanente abordou a Nota de Contextualização e de Orientação Política, dirigida essencialmente às estruturas do Partido, visando apresentar o quadro da atual situação política, bem como os esforços que estão ser levados a cabo pelo Partido para o retorno à normalidade constitucional e a retoma das atividades político-partidárias.  

A Nota descreve de forma sucinta a crise pré-eleitoral e pós-eleitoral que culminou no golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e a repressão que se lhe seguiu; lembra o posicionamento da comunidade internacional, particularmente a CEDEAO, a UA, as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP, relativamente à subversão da ordem constitucional, e a total unanimidade destas organizações na condenação do golpe, na exigência do respeito das liberdades fundamentais e na reposição imediata da ordem constitucional.  

No plano interno do partido, a Nota destaca as celebrações do 70º aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso Ordinário do partido como componentes cruciais da agenda política do PAIGC no ano de 2026, e responde aos argumentos de alguns dos camaradas, quase todos membros do governo resultante do golpe de Estado, que, sob a capa de um suposto Grupo de Reflexão, tentam passar a falsa ideia de que existe uma crise interna no partido.    

No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente debruçou-se sobre a celebração do 70º aniversário do PAIGC, a 19 de Setembro de 2026, tendo criado uma Comissão Nacional Preparatória encarregue de coordenar os trabalhos de preparação e de organização dessa efeméride.   

Por outro lado, a Comissão Permanente discutiu a necessidade de começar a preparar o XI Congresso Ordinário do Partido, nomeadamente a fixação de uma data para o Congresso, a criação de uma Comissão Preparatória do Congresso e a aprovação de um Guião para a eleição dos delegados.  

Depois de uma aturada discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Criar a Comissão Nacional Preparatória das celebrações do70º aniversário do PAIGC;

3. Convocar a I Reunião Ordinária do Comité Central para o dia 28 de março de 2026, com vista à convocação do XI Congresso Ordinário, em conformidade com o artigo 31º dos Estatutos do PAIGC, e com a recomendação de fixar uma data, entre os finais de Junho e princípios de Julho de 2026;

4. Fixar a seguinte proposta de agenda para o Comité Central:

a) Informações Gerais

b) Análise da Situação Politica Interna

i. Fixação da data do XI Congresso Ordinário do Partido

ii. Criação da Comissão Preparatória do XI Congresso

iii. Discussão e Aprovação do Guião para Escolha dos Delegados ao Congresso

c) Diversos

5. Exigir mais uma vez a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas, incluindo o diálogo com os militantes e a preparação do XI Congresso;

6. Saudar o Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e a Decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar, e apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

7. Aprovar uma Moção de Louvor ao camarada Francisco Conduto de Pina, membro do Bureau Político do PAIGC e Presidente da Comissão Política de Bolama-Bijagós, distinguido na edição 2025 do prémio Literário Guerra Junqueiro, um galardão que reconhece o percurso literário e o contributo de escritores da lusofonia para a valorização da cultura e da escrita de língua Portuguesa. A camarada Maria Odete Costa Semedo, Membro da Comissão Permanente do PAIGC e Coordenadora do CONQUATSA, também havia sido galardoada da edição 2023 do referido prémio;

8. Lamentar o desaparecimento físico do camarada Braima Sori Baldé, membro do Bureau Político do PAIGC, ocorrido no passado dia 14 de março, e da camarada Adja Maria de Lurdes Sanó, membro do Comité Central, ocorrido no passado dia 10 de março, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.

𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟲 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲

𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲

@PAIGC 2023