segunda-feira, 16 de março de 2026

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA PARA SUSPEITA DA MORTE DE CRIANÇA DE 4 ANOS EM MANSOA

Por Rádio Sol Mansi

O Ministério Público requereu, esta segunda-feira, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva contra a encarregada de educação suspeita de envolvimento na morte de uma criança de quatro anos na cidade de Mansoa, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

De acordo com uma nota à imprensa, na posse da Rádio Sol Mansi, o pedido foi apresentado pelo delegado do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Oio ao Tribunal Regional de Oio, através do Juiz de Instrução Criminal (JIC), após o primeiro interrogatório da principal suspeita do alegado crime de infanticídio ocorrido na passada sexta-feira, 13 de março.

Segundo o magistrado responsável pelo processo, a solicitação da prisão preventiva baseia-se em vários fatores, nomeadamente a possibilidade de ocultação de provas, a necessidade de evitar a perturbação da ordem e tranquilidade públicas, bem como a proteção da paz social e a salvaguarda da segurança de outros menores que se encontram sob tutela da suspeita. 

A mulher apontada como principal suspeita é tia da vítima.

Apesar do pedido do Ministério Público, a decisão final cabe agora ao Juiz de Instrução Criminal, que deverá analisar os fundamentos apresentados antes de determinar se a suspeita permanecerá em prisão preventiva ou se será aplicada outra medida de coação, enquanto o processo segue os seus trâmites legais.

Caso venha a ser julgada e condenada, a suspeita de 28 anos de idade poderá enfrentar uma pena superior a oito (08) anos de prisão efetiva, conforme prevê a legislação penal em vigor na Guiné-Bissau.

Recorda-se que, na passada sexta-feira (13), uma tragédia chocou a cidade de Mansoa quando uma criança de quatro anos, do sexo mascolino, foi, segundo testemunhos, brutalmente espancada, resultando em sua morte.

A criança apresentava ferimentos graves no corpo e na cabeça, situação confirmada pelo médico de serviço, Wilson Pereira Gomes, que em entrevista à Rádio Sol Mansi informou que a criança poderia ter sido vítima de agressão física.

Ele afirmou que a criança morreu em casa e que o óbito só foi confirmado no hospital. Os técnicos de saúde suspeitam que a criança já sofria maus-tratos, pois apresentava cicatrizes antigas. Segundo o médico, a criança tinha também marcas de mordidas anteriores, demonstrando que havia sido atacada diversas vezes.

Na noite do mesmo dia, a tia suspeita já foi detida nas celas da polícia de Mansoa.

Desconfia-se que a criança tenha sido espancada há mais de 24 horas e só foi levada ao hospital depois que os ferimentos se complicaram. Havia hematomas nas nádegas, nas costas, na cabeça e em quase todo o corpo.

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