Por LUSA
Em comunicado, publicado nas redes sociais acompanhado de vídeos alegadamente dos bombardeamentos, as FDI afiram ter concluído "várias vagas de ataques contra infraestruturas do Hezbollah em Beirute e no sul do Líbano", alegadamente usadas "para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e os seus civis".
A organização terrorista Hezbollah incorpora sistematicamente as suas infraestruturas na população civil em todo o Líbano. Este é mais um exemplo da exploração cínica da organização dos civis libaneses para as suas atividades terroristas", refere o comunicado.
Antes dos ataques, adianta, foram tomadas medidas para mitigar o risco de danos aos civis, incluindo avisos prévios, uso de munições de precisão e vigilância aérea.
"As FDI estão a operar com determinação contra a organização terrorista Hezbollah, na sequência da sua decisão deliberada de atacar Israel em nome do regime iraniano. As IDF não tolerarão qualquer dano aos residentes do Estado de Israel", adianta o comunicado.
Ao longo do dia, as forças israelitas realizaram bombardeamentos em grande escala no Líbano, que atingiram inclusive o centro da capital do país, Beirute, em resposta à maior vaga de ataques aéreos lançada na véspera pelo Hezbollah no norte de Israel.
Também hoje, o ministro da Defesa israelita e o comandante das forças armadas ameaçaram tomar o Líbano se o Hezbollah prosseguir os seus ataques contra Israel, lançados no começo do mês, logo após o início da ofensiva na República Islâmica e da morte de Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje que Israel "está a esmagar" o Irão e o seu aliado libanês Hezbollah e referiu-se ao novo líder supremo iraniano como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer publicamente.
"Estamos a viver dias históricos para o Estado de Israel", afirmou Netanyahu na sua primeira conferência de imprensa desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, e das operações militares no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah.
O líder israelita destacou que a operação contra o regime de Teerão conduziu à eliminação do "antigo tirano do Irão", Ali Khamenei, e que o seu filho, Mojtaba Khamenei, "não pode mostrar a cara em público", em alusão ao seu primeiro discurso como líder supremo, lido hoje na televisão iraniana por uma apresentadora.
"Alcançámos os nossos objetivos, mais do que o esperado, e continuaremos a fazê-lo", proclamou Netanyahu, acrescentando que a guerra em curso visa dar aos iranianos "os meios para derrubar o regime", mas terá de ser por sua iniciativa.
Além disso, o chefe do Governo observou que os objetivos de Israel são impedir os iranianos de produzirem armas nucleares, apontando a propósito a eliminação de cientistas de topo, e destruir as suas capacidades de mísseis balísticos.
Mesmo que o regime não caia, diz Netanyahu, "ficará muito mais fraco" e surgirá "um Irão diferente", que já não representará a mesma ameaça "contra a qual nada podia ser feito e contra o qual ninguém se conseguia unir".
Nesse sentido, sustentou que Israel está a receber apoios, tanto de forma explícita como outras que disse que ficarão claras mais tarde.
Na sua conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel.
"Eu disse-lhes: 'Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou.
Benjamin Netanyahu referiu-se ainda às atuais capacidades militares do Hezbollah, depois da forte ofensiva israelita em 2024 no Líbano, ao indicar que nessa altura o grupo libanês possuía 150 mil 'rockets' e mísseis, com potencial para atingir torres em Telavive e provocar entre 15 mil e 20 mil mortes.
"Isto não aconteceu porque os atingimos com um golpe massivo", defendeu, na conferência de imprensa, citado neste tema pela imprensa israelita.
O primeiro-ministro reconheceu que os combatentes do Hezbollah "ainda conservam certas capacidades", mas advertiu que, tal como no Irão, "estão muito enfraquecidos" e Israel vai continuar a lidar com eles.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que os países do Médio Oriente estão "muito satisfeitos" com o pessoal ucraniano destacado para colaborar na defesa contra 'drones' iranianos.
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