quinta-feira, 12 de março de 2026

Israel reivindica ataques a centros de comando do Hezbollah no Líbano ... As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram ataques hoje no Líbano a vários centros de comando do movimento pró-iraniano Hezbollah.

Por LUSA 

Em comunicado, publicado nas redes sociais acompanhado de vídeos alegadamente dos bombardeamentos, as FDI afiram ter concluído "várias vagas de ataques contra infraestruturas do Hezbollah em Beirute e no sul do Líbano", alegadamente usadas "para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e os seus civis". 

A organização terrorista Hezbollah incorpora sistematicamente as suas infraestruturas na população civil em todo o Líbano. Este é mais um exemplo da exploração cínica da organização dos civis libaneses para as suas atividades terroristas", refere o comunicado. 

Antes dos ataques, adianta, foram tomadas medidas para mitigar o risco de danos aos civis, incluindo avisos prévios, uso de munições de precisão e vigilância aérea. 

"As FDI estão a operar com determinação contra a organização terrorista Hezbollah, na sequência da sua decisão deliberada de atacar Israel em nome do regime iraniano. As IDF não tolerarão qualquer dano aos residentes do Estado de Israel", adianta o comunicado. 

Ao longo do dia, as forças israelitas realizaram bombardeamentos em grande escala no Líbano, que atingiram inclusive o centro da capital do país, Beirute, em resposta à maior vaga de ataques aéreos lançada na véspera pelo Hezbollah no norte de Israel. 

Também hoje, o ministro da Defesa israelita e o comandante das forças armadas ameaçaram tomar o Líbano se o Hezbollah prosseguir os seus ataques contra Israel, lançados no começo do mês, logo após o início da ofensiva na República Islâmica e da morte de Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão. 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje que Israel "está a esmagar" o Irão e o seu aliado libanês Hezbollah e referiu-se ao novo líder supremo iraniano como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer publicamente. 

"Estamos a viver dias históricos para o Estado de Israel", afirmou Netanyahu na sua primeira conferência de imprensa desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, e das operações militares no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah. 

O líder israelita destacou que a operação contra o regime de Teerão conduziu à eliminação do "antigo tirano do Irão", Ali Khamenei, e que o seu filho, Mojtaba Khamenei, "não pode mostrar a cara em público", em alusão ao seu primeiro discurso como líder supremo, lido hoje na televisão iraniana por uma apresentadora. 

"Alcançámos os nossos objetivos, mais do que o esperado, e continuaremos a fazê-lo", proclamou Netanyahu, acrescentando que a guerra em curso visa dar aos iranianos "os meios para derrubar o regime", mas terá de ser por sua iniciativa.  

Além disso, o chefe do Governo observou que os objetivos de Israel são impedir os iranianos de produzirem armas nucleares, apontando a propósito a eliminação de cientistas de topo, e destruir as suas capacidades de mísseis balísticos. 

Mesmo que o regime não caia, diz Netanyahu, "ficará muito mais fraco" e surgirá "um Irão diferente", que já não representará a mesma ameaça "contra a qual nada podia ser feito e contra o qual ninguém se conseguia unir". 

Nesse sentido, sustentou que Israel está a receber apoios, tanto de forma explícita como outras que disse que ficarão claras mais tarde.  

Na sua conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel. 

"Eu disse-lhes: 'Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou. 

Benjamin Netanyahu referiu-se ainda às atuais capacidades militares do Hezbollah, depois da forte ofensiva israelita em 2024 no Líbano, ao indicar que nessa altura o grupo libanês possuía 150 mil 'rockets' e mísseis, com potencial para atingir torres em Telavive e provocar entre 15 mil e 20 mil mortes. 

"Isto não aconteceu porque os atingimos com um golpe massivo", defendeu, na conferência de imprensa, citado neste tema pela imprensa israelita. 

O primeiro-ministro reconheceu que os combatentes do Hezbollah "ainda conservam certas capacidades", mas advertiu que, tal como no Irão, "estão muito enfraquecidos" e Israel vai continuar a lidar com eles. 


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Irão ameaça destruir estruturas de petróleo e gás na região caso sofra ataques... O Exército iraniano ameaçou hoje incendiar e destruir instalações de petróleo e gás no Médio Oriente caso a sua infraestrutura seja atacada.

Por LUSA 

"O mais pequeno ataque às infraestruturas energéticas e aos portos da República Islâmica do Irão resultará numa resposta esmagadora e devastadora da nossa parte", alertou o porta-voz do quartel-general central do Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica.

Em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás na região, na qual os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e destruída", acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

Desde o início do conflito, iniciado pelos ataques israelo-americanos, o Irão tem lançado ataques aéreos contra Israel e contra instalações, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países do Médio Oriente.

O tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido por ameaças e ataques iranianos a navios mercantes desde o início da ofensiva israelo-americana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão reafirmou hoje que os navios que pretendam transitar pelo Estreito de Ormuz devem coordenar-se com as autoridades iranianas, em cumprimento com o pedido do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.

O porta-voz argumentou que as autoridades iranianas atuam como "guardiãs do Estreito de Ormuz" e comentou que a atual insegurança "não beneficia o país", acusando os Estados Unidos e Israel por imporem esta situação, em resultado do início dos seus bombardeamentos contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

Anteriormente, o comandante da força naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, tinha afirmado que o Irão vai manter o bloqueio do Estreito de Ormuz em articulação com o novo líder supremo.

Mojtaba Khamenei afirmou hoje que o Estreito de Ormuz "deve permanecer fechado", no seu primeiro discurso à nação, lido por um apresentador na televisão iraniana, desde que foi escolhido para suceder como líder supremo ao seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques contra o Irão.

Apesar das declarações aparentemente contraditórias entre a diplomacia de Teerão e a Guarda Revolucionária, as autoridades iranianas estão a implementar um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.


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Líbano convoca encarregado de negócios iraniano após ataque "conjunto"... O ministro dos Negócios Estrangeiros libanês convocou hoje o encarregado de negócios iraniano, um dia depois do movimento xiita Hezbollah e a Guarda Revolucionária do Irão terem conduzido um ataque "conjunto" contra Israel.

Por LUSA 

Yusef Ragi afirmou que o encarregado de negócios iraniano foi convocado à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros e confirmou que deu instruções para que "seja transmitida a firme objeção do Líbano face a incidentes e declarações que constituem uma clara violação da soberania" do país.

"Isto constitui um incumprimento das decisões do nosso Governo", afirmou, de acordo com uma mensagem divulgada nas redes sociais.

Ragi criticou repetidamente o Hezbollah e acusou anteriormente Teerão de intervir nos assuntos libaneses ao apoiar o movimento xiita e condenou ainda "qualquer ingerência nos assuntos internos do Líbano".

Na quarta-feira, o Hezbollah disparou, em coordenação com o Irão, 200 projéteis e 20 drones no norte de Israel, segundo o porta-voz do exército israelita, Nadav Shoshani.

"Foi o maior bombardeamento do Hezbollah (...). Utilizou uma combinação de 'rockets', veículos aéreos não tripulados e diferentes tipos de mísseis, como mísseis antitanque e lança-foguetes", indicou Shoshani à imprensa estrangeira.

Na quarta-feira, o representante libanês na ONU afirmou perante o Conselho de Segurança do organismo que o país está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.

Ahmad Arafa denunciou a "grave situação humanitária" no Líbano diante da escalada de violência entre Israel e o Hezbollah.

"Estamos presos numa guerra que não escolhemos. Os ataques israelitas continuam a desrespeitar as leis da guerra num momento em que o Hezbollah foi declarado ilegal pelas nossas autoridades nacionais", disse o embaixador libanês nas Nações Unidas.

 O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional em 02 de março, ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.

O Governo libanês anunciou na semana passada a proibição das atividades militares do Hezbollah, bem como de qualquer atividade da Guarda Revolucionária no seu território.

O Líbano também decidiu impor vistos para a entrada de iranianos no país.

Uma centena de iranianos, incluindo diplomatas, foram retirados de Beirute no domingo a bordo de um avião russo, revelou à agência de notícias France-Presse (AFP) um responsável libanês que pediu para permanecer anónimo.

Por sua vez, a missão iraniana na ONU acusou Israel de ter assassinado quatro dos seus diplomatas em Beirute durante um ataque no domingo.

Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do mês, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.


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Ataques de drones? "Não existe tal ameaça do Irão aos EUA. Nunca existiu"... A Casa Branca negou hoje a existência de uma ameaça de ataque com drones iranianos ao território dos Estados Unidos (EUA).

Por LUSA 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt refutou uma notícia publicada na quarta-feira pelo canal televisivo ABC News, segundo a qual o FBI (agência de serviços secretos internos norte-americana) terá avisado os departamentos de polícia da Califórnia de que o Irão estaria a planear ataques com drones, em retaliação pela ofensiva norte-americana à República Islâmica.

"Para que fique claro: Não existe tal ameaça do Irão ao nosso país e nunca existiu", escreveu Leavitt na rede social X.

A porta-voz da presidência dos Estados Unidos esclareceu que a notícia tinha como base um e-mail enviado às autoridades locais da Califórnia sobre "uma pista não-verificada" - um "facto fundamental" que a estação "omitiu" no seu artigo.

"A ABC News deveria retratar-se imediatamente por esta publicação", sustentou.

Questionado sobre essa alegada ameaça à Califórnia, o estado do país com mais população iraniana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quarta-feira estar em curso uma investigação.

Por seu lado, o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, confirmou que responsáveis federais alertaram o estado para a situação, mas indicou mais tarde não existir uma "ameaça iminente".

A guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão levou o FBI a elevar o nível de alerta terrorista em território norte-americano, com o objetivo de impedir potenciais ataques de retaliação à ofensiva.

Os Estados Unidos e Israel justificaram a campanha de ataques aéreos com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, já substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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Os ataques israelo-americanos no Irão resultaram em cerca de 1.300 mortos e 17.000 feridos, causando um êxodo de iranianos que fogem do país. Entre as vítimas civis destaca-se o bombardeamento de uma escola feminina que matou pelo menos 160 meninas, levando senadores democratas americanos a exigirem investigação.


Ministério Público pede prisão preventiva para suspeitos em três casos criminais, incluindo atropelamento que matou alunos em Bissau

@RDN

Bissau, 12 mar 2026 (RDN) - O Ministério Público pediu a prisão preventiva do motorista suspeito de provocar o acidente de viação que matou três alunos do Centro Escolar Atadamum, em Bissau.

A informação consta numa nota de imprensa divulgada esta quinta-feira pelo Gabinete de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a nota, o pedido foi apresentado ao Juiz de Instrução Criminal na última terça-feira, 10 de março, após a conclusão do debate instrutório.

O acidente ocorreu no dia 2 de março, na Avenida João Bernardo Vieira, no Bairro Internacional, momentos depois da saída dos alunos do primeiro turno.

No total, 15 estudantes foram atropelados, resultando em três mortos e doze feridos.

As investigações apontam para desatenção do motorista, excesso de velocidade e violação grave das regras de circulação rodoviária.

Caso os factos sejam confirmados em tribunal, o suspeito poderá responder pelo crime de condução perigosa, punível com pena de um a cinco anos de prisão, além de multa e eventual indemnização às famílias das vítimas.

Entretanto, no caso da criança alegadamente queimada pelo seu encarregado de educação, no bairro de Empantcha, o Ministério Público também solicitou a aplicação da medida de prisão preventiva.

Contudo, o Juiz de Instrução Criminal rejeitou o pedido e aplicou a medida de Termo de Identidade e Residência, obrigando o arguido a apresentar-se duas vezes por semana no tribunal.

Assim, ao contrário do que circula nas redes sociais, o suspeito foi libertado por decisão judicial.

Ainda nesta quinta-feira, 12 de março, o Ministério Público apresentou igualmente um pedido de prisão preventiva contra um cidadão suspeito de homicídio ocorrido no dia 10 deste mês, no setor de Prábis, na região de Biombo.

Segundo as autoridades, a vítima terá sido mortalmente agredida com golpes de garrafa.

Se for condenado por homicídio qualificado, o suspeito pode enfrentar uma pena de até 30 anos de prisão.

Guiné-Bissau: Défice de professores preocupa setor educativo na região de Bafatá

@No Pintcha

A região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, enfrenta um grave défice de professores, situação que tem preocupado as autoridades educativas e a população local. Nos últimos anos, o número de docentes diminuiu significativamente, provocando dificuldades no funcionamento normal de várias escolas da região.

De acordo com responsáveis do setor educativo, a falta de professores tem deixado um número considerável de crianças fora do sistema de ensino, agravando os desafios já existentes no acesso à educação. Muitas escolas funcionam com poucos docentes, o que compromete a qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

Além da escassez de professores, a região enfrenta também outros problemas estruturais, como a insuficiência de infraestruturas escolares, falta de salas de aula e escassez de carteiras para os alunos. Estas dificuldades contribuem para o fraco aproveitamento escolar e, em alguns casos, para o abandono da escola por parte dos estudantes.

Perante esta situação, especialistas e responsáveis educativos defendem que o governo, através do Ministério da Educação, deve adotar políticas eficazes para garantir a retenção de professores nas regiões do interior do país. Entre as medidas sugeridas estão a melhoria das condições de trabalho, incentivos para os docentes e uma melhor gestão da colocação de professores nas escolas.

A falta de professores na região de Bafatá continua a ser vista como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do setor educativo, exigindo soluções urgentes para garantir o direito à educação de todas as crianças.


Israel lança grande ataque em Beirute e amplia evacuações no sul do país... O exército israelita lançou hoje bombardeamentos em grande escala em Beirute, incluindo no centro, no dia em que emitiu um aviso de evacuação que amplia as áreas já abrangidas no sul do Líbano onde decorrem combates terrestres.

Por LUSA 

Os ataques aéreos em Beirute seguiram-se igualmente a um inédito aviso de retirada para a população no centro da capital libanesa, quando os alertas são habitualmente dirigidos a Dahieh, o reduto no subúrbio sul do grupo xiita Hezbollah e que também foi severamente bombardeado nas últimas horas.

Além disso, pelo menos 12 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas na madrugada de hoje, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, num bombardeamento israelita a uma zona de praia em Beirute com uma grande concentração de deslocados, no pior ataque contra a cidade desde o início da ofensiva de Israel, há mais de dez dias.

Ao longo do dia, Israel lançou mais bombardeamentos em Beirute e atingiu um edifício no centro da capital que já tinha sido evacuado no seguimento dos avisos israelitas.

O edifício, localizado a apenas 600 metros da icónica Mesquita Mohammad al-Amin, foi atingido três vezes num curto espaço de tempo.

As operações israelitas surgem após o maior ataque aéreo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o agravamento das hostilidades entre as partes, no seguimento da ofensiva israelo-americana desencadeada em 28 de fevereiro no Irão, aliado do grupo xiita libanês.

Na quarta-feira, o Hezbollah disparou, em coordenação com o Irão, 200 projéteis e 20 drones no norte de Israel, segundo o porta-voz do exército, Nadav Shoshani.

"Foi o maior bombardeamento do Hezbollah (...). Utilizou uma combinação de 'rockets', veículos aéreos não tripulados e diferentes tipos de mísseis, como mísseis antitanque e lança-foguetes", indicou Shoshani à imprensa estrangeira.

Já hoje, as forças israelitas alargaram o perímetro no sul do Líbano com aviso de retirada para a população, estendendo-o até ao rio Zahrani.

"Para sua segurança, solicitamos a todos os residentes localizados a sul do rio Zahrani que se retirem das suas casas imediatamente", segundo o aviso divulgado.

O rio Zahrani está situado entre 10 e 15 quilómetros a norte do rio Litani, que era o limite do alerta de deslocação anterior e também da zona-tampão sob supervisão da missão de paz da ONU (FINUL) e do exército libanês, supostamente vedada tanto às tropas de Israel como às milícias do Hezbollah.

Deste o reatamento do conflito aberto entre Israel e o grupo libanês, as tropas israelitas alargaram as posições terrestres no sul do país que já ocupavam no conflito anterior, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca interrompeu as hostilidades por completo.

Os militares de Israel justificaram o alargamento da área de retirada, associado à progressão das suas forças terrestres, com as atividades militares do Hezbollah na região.

Na manhã de hoje, Israel deslocou a Brigada Golani, uma conhecida unidade de infantaria, da Faixa de Gaza e áreas adjacentes para a fronteira com o Líbano, antecipando um aumento das operações no país vizinho.

Esta movimentação coincide com a ordem do ministro da Defesa, Israel Katz, às forças armadas para se prepararem para "expandir as atividades" no Líbano, como medida para "restaurar a paz e a segurança" nas comunidades fronteiriças.

O ministro ameaçou ainda ocupar o território libanês caso as autoridades de Beirute não impeçam o Hezbollah de atacar Israel.

O Governo libanês proibiu na semana passada as atividades militares do Hezbollah, após uma campanha de recolha de armas, medidas contestadas pelo grupo xiita que as vê como cedências a Israel e Estados Unidos.

Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do mês, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.

Guerra no Médio Oriente provoca 3,2 milhões de deslocados no Irão... Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Irão devido à guerra com Israel e os Estados Unidos, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

O número de famílias que saíram de casa devido aos bombardeamentos oscila entre as 600 mil e um milhão, de acordo com avaliações preliminares divulgadas pelo diretor de emergências da agência, Ayaki Ito.

A maioria da população fugiu da capital, Teerão, e de outras grandes áreas urbanas em direção ao norte e a zonas rurais em busca de segurança, assinalou Ito num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

Ito alertou que o número de pessoas deslocadas deverá aumentar à medida que a guerra persista.

A situação vai agravar as necessidades humanitárias de um país que já era um dos principais destinos de acolhimento de refugiados no mundo, com cerca de 1,6 milhões de pessoas, na maioria afegãos.

O ACNUR reiterou a "necessidade urgente" de proteger os civis no Irão, manter o acesso humanitário e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para quem procura segurança, em conformidade com as obrigações internacionais.

Noutra frente do atual conflito no Médio Oriente, no Líbano, as hostilidades entre Israel e o Hezbollah causaram a deslocação forçada de mais de 600 mil pessoas, disse o ACNUR.

Desde o início da atual guerra, a agência das Nações Unidas tem alertado que a capacidade de resposta humanitária poderá ser ultrapassada na região, onde inúmeros países já acolhiam milhões de refugiados de outros conflitos.

A guerra foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada por Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, a que o Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.

O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje, na primeira declaração desde que foi nomeado, que todas as bases norte-americanas na região devem ser imediatamente fechadas, sob pena de serem atacadas.

Disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados compilados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.


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Entre o primeiro discurso do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei (ainda que não tenha sido lido pelo próprio), e a discussão sobre o petróleo, são vários os assuntos que marcam o 13.º dia de guerra no Médio Oriente.



"Estúpido". Conselheiro de Khamenei qualifica Trump de "Satanás"... Um conselheiro militar sénior do novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, chamou ao presidente dos EUA, Donald Trump, "Satanás", e prometeu que o seu país destruirá Israel.

Por LUSA 

"Trump é o presidente americano mais corrupto e estúpido", afirmou Yahya Rahim Safavi na televisão estatal, chamando-lhe "o próprio Satanás."

No Médio Oriente, Israel e o Irão não podem coexistir. Um dos dois tem de ficar. O que permanecerá será o Irão, e o que será destruído é, sem dúvida, o regime sionista", acrescentou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.

Usa estes fones? Especialistas alertam para perigos à saúde dos ouvidos... O uso muito prolongado de fones, sobretudo os auriculares, poderá representar riscos para a saúde dos ouvidos. Um artigo do Science Alert destaca para evidências de estudos que notaram uma relação entre o uso de fones e a probabilidade de desenvolver infeções.

Por noticiasaominuto.com 

Seja a ouvir um podcast, música ou a falar ao telemóvel, muitas pessoas passam várias horas por dia com fones nos ouvidos. As recomendações de saúde no que ao uso de fones diz respeito alertam, sobretudo, para o volume do som, que poderá prejudicar a audição. 

Mas este não é o único problema. O uso de fones, especialmente os auriculares - bloqueia o canal auditivo e coloca a pele em contacto com qualquer sujidade ou bactérias que tenha. 

O que acontece quando usamos fones?

Quando usamos fones, as vibrações viajam pelo canal auditivo até chegarem ao tímpano. Ora, segundo o Science Alert, as partes mais profundas do canal produzem cera e óleos, que ajudam a manter a pele saudável, hidratada e menos suscetível a infeções. 

Existem pequenos 'pelos' no canal auditivo que ajudam a regular a temperatura e a impedir a entrada de detritos. Estes 'pelos', assim como a cera do ouvido, ajudam a reter e a remover pequenas partículas, células mortas da pele e bactérias do canal auditivo. 

A cera do ouvido é, basicamente, o método de autolimpeza do ouvido. 

Como os fones podem afetar as bactérias do ouvido

Os canais auditivos saudáveis contêm uma variedade de micróbios não nocivos, como bactérias, assim como fungos ou vírus. Estes competem por espaço e nutrientes. Esta diversidade torna difícil a permanência de quaisquer microorganismos causadores de doenças.

Os fones de ouvido poderão perturbar o equilíbrio entre as bactérias "boas" e as "más".

Um estudo realizado no ano passado apurou que o uso de fones estava associado a um risco maior de infeções no ouvido. Tal acontece porque os fones tornam o canal auditivo externo mais quente e húmido.

Uso fones, o que devo fazer?

Para aqueles que gostam de usar fones de ouvidos é importante fazer uma pausa, de forma a permitir que os canais auditivos 'respirem' em diferentes momentos do dia para não ficarem bloqueados, húmidos e quentes. 

É importante também limpar os dispositivos com frequência, pelo menos uma vez por semana, ou logo após um treino físico.

Nunca deverá usar fones quando estiver doente, pois poderão aumentar a temperatura e afetar a recuperação. 


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Estar sentado na sanita mais do que o tempo necessário é um hábito desaconselhado pelos médicos. Um novo estudo apurou que quem faz isto tem uma maior probabilidade de vir a desenvolver hemorroidas.



Explosões em Jerusalém e no Dubai, Irão diz ter atacado bases e Shin Bet... Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais.

Por LUSA 

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado "mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea.

As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita).

"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.

A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra.

No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como "muito forte", foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos

Os Estados Unidos e Israel, que já tinham protagonizado uma guerra de 12 dias contra o Irão em junho, lançaram esta nova onda de ataques justificada pela inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão mais de 1.200 civis mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, para cujo cargo foi entretanto escolhido o seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.


Moçambique ultrapassa 7.300 infetados por cólera desde setembro... Moçambique registou 63 novos casos de cólera em 24 horas, somando 7.326 infetados na atual epidemia, que totaliza 82 óbitos desde setembro, indicam dados oficiais.

Por  LUSA 

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública e com dados de 03 de setembro a 09 de março, do total de 7.326 casos neste período, 3.207 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 38 mortos, e 2.625 em Tete, com 32 óbitos, além de 1.006 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado indica 124 casos e um morto na província da Zambézia, 106 casos e dois mortos em Manica, 256 casos e um morto em Sofala, um caso na cidade de Maputo e outro na província de Gaza.

Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (09 de março), foram confirmados 63 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1,1% e 54 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há mais de 72 horas. Contudo, houve declaração de surto no distrito de Doa, na província de Tete.

No surto anterior no país, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

"O país tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.

O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", declarou então o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

Novo estudo. Café ajuda a manter o cérebro 'jovem' por mais tempo... Um estudo publicado pelo JAMA, que acompanhou um grupo de mais de 130 mil pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que o consumo moderado de café poderá trazer benefícios para o cérebro, evitando o declínio cognitivo e mantendo-o 'jovem' durante mais tempo.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues,   noticiasaominuto.com 12/03/2026 

Apesar do excesso de café poder levar a sintomas como o nervosismo, sono irregular e mesmo pressão alta, quando consumido em quantidades moderadas poderá trazer benefícios para a saúde. 

Conforme sublinha o jornal Huffington Post, vários estudos científicos mostraram que o consumo de café estava associado a uma melhor saúde cardíaca, maior longevidade e mesmo um envelhecimento mais saudável. 

Um novo estudo, publicado na revista JAMA, sugeriu que esta bebida pode também retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência. 

Porque é que o café pode ajudar no envelhecimento cerebral?

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 131.821 participantes ao longo de 43 anos. Nenhuma destas pessoas apresentava sinais de demência, doença de Parkinson ou cancro no início da pesquisa. 

A cada dois/quatro anos, os cientistas pediam aos participantes que partilhassem o seu consumo de café no âmbito de questionários alimentares. 

Esses dados foram devidamente analisados e cruzados com os resultados de testes cognitivos. Ao longo do período de acompanhamento, mais de 11 mil pessoas desenvolveram demência. 

"Um maior consumo de café e chá com cafeína foi associado a um menor risco de demência a uma função cognitiva ligeiramente melhor, com a associação mais pronunciada em níveis de consumo moderados", lê-se no estudo.

Neste artigo, o consumo moderado de café correspondia a duas/três chávenas por dia ou a uma/duas chávenas de chá. 

Mesmo para aqueles cujo consumo era considerado elevado - até cinco chávenas por dia - o risco de demência revelou-se 18% mais reduzido. O declínio cognitivo, por seu turno, também se registou mais lento naqueles que consumiam café com cafeína.

Será que o café, efetivamente, diminui o risco de demência?

Vale notar que o estudo foi observacional, o qual demonstrou apenas uma ligação entre o consumo de café e a demência. 

Os pesquisadores não conseguiram provar de forma definitiva que o café, por si só, faz realmente a diferença. Fatores como a qualidade da alimentação dos participantes, medicamentos, entre outras coisas, poderão ter influenciado os resultados. 

No entanto, estes resultados não foram observados em quem não consumia café, levando os pesquisadores a concluir que a bebida, de facto, poderá ter influência.

Não resiste a um café? A regras dos "45 minutos" aconselhada por uma nutricionista

Para muitas pessoas o dia só começa ao fim de beber um café. Contudo, esta prática é desaconselhada por nutricionistas, como é o caso de Pablo Ojeda. 

Em declarações ao Cuidate Plus, o especialista sugeriu que se tivesse em conta "regra dos 45 minutos", ou seja, esperar este período de tempo após acordar antes de beber um café.

Além de evitar o desenvolvimento de azia, como quando bebe qualquer uma destas bebidas de barriga vazia, esta "regra dos 45 minutos permite que os níveis naturais de cortisol atinjam o seu pico", zelando por "uma energia mais estável e com menos quedas".

Operação "Portugal Sempre Seguro": mais de 130 detidos e 170 estrangeiros fiscalizados... Mais de 130 pessoas foram detidas e 170 estrangeiros foram fiscalizados na primeira ação da operação 'Portugal Sempre Seguro' deste ano realizada entre 2 e 8 de março, indicou esta quarta-feira o Sistema de Segurança Interna.

Por sicnoticias.pt

Em comunicado, o o Sistema de Segurança Interna (SSI) precisa que diversas polícias e entidades realizaram entre 2 e 8 de março um conjunto ações de "prevenção, dissuasão e fiscalização de práticas ilícitas com especial incidência em estabelecimentos comerciais, de venda e consumo de bebidas alcoólicas, segurança alimentar, imigração irregular e ilegal e segurança rodoviária" no âmbito da operação 'Portugal Sempre Seguro 2026'.

Na primeira ação deste ano da operação foram detidas 138 pessoas, 83 das quais por crimes rodoviários e 19 por crimes relacionados com droga, e registados 173 crimes (36 relacionados com droga, 15 com imigração ilegal e 11 por detenção ou tráfico de armas proibidas) e 1.777 contraordenações no âmbito rodoviário, económico alimentar e tributário ou aduaneiro, segundo o SSI.

O Sistema de Segurança Interna acrescenta também que foram apreendidos cinco armas de fogo e seis armas brancas, 81 munições, 35 viaturas e motociclos, 10.900 euros em dinheiro, 9.846 mercadorias no valor de 20.000 euros, 689 géneros alimentícios.

No âmbito desta operação foram ainda fiscalizados durante uma semana 779 estrangeiros fiscalizados, 72 dos quais estavam em situação ilegal e 33 em processo de regularização.

A operação 'Portugal Sempre Seguro' contou com a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária, Autoridade para as Condições do Trabalho e Agência para a Integração Migrações e Asilo.

O SSI refere ainda que foram mobilizados mais de 3.200 meios humanos, apoiados por 927 meios auto e 30 binómios (equipas formadas por 1 elemento policial e 1 cão) que fiscalizaram 1.189 estabelecimentos, nomeadamente 330 de diversão noturna, 334 de restauração e bebidas, 303 lojas comerciais de conveniência e minimercados.

Pentágono indica que primeira semana de guerra custou 9,8 mil milhões... O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

© Getty Images  Lusa  12/03/2026 

O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.

A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.

O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.


Leia Também: Trump defende que EUA precisam de "terminar o trabalho"

O presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente, defendeu hoje que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

Ucrânia ataca fábrica de mísseis russa com Storm Shadow britânicos e faz seis mortos... Nas últimas 24 horas, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia voltou a provocar vítimas civis em ambos os países. A Rússia acusa o Reino Unido de ter participado num ataque à região russa de Briansk.

Por sicnoticias.pt

As autoridades ucranianas divulgaram imagens depois de o presidente Volodymyr Zelensky confirmar que o exército da Ucrânia atingiu uma fábrica de produção de mísseis em território russo. Segundo Kiev, a instalação destruída tratava-se de um alvo militar estratégico atingido com Storm Shadow, mísseis de cruzeiro fornecidos pelo Reino Unido.

Nas redes sociais russas circularam também imagens que alegadamente mostram as consequências do mesmo ataque, que terá provocado a morte de seis civis.

Moscovo acusa o Reino Unido de estar diretamente envolvido na operação, afirmando que o lançamento dos mísseis Storm Shadow não seria possível sem a presença de especialistas britânicos.

Kremlin garante que continuará a "desmilitarização" da Ucrânia

O Kremlin garante que continuará a chamada "desmilitarização" da Ucrânia e, nas últimas horas, forças russas realizaram novos ataques no leste do país.

Na cidade de Sloviansk, terão sido lançadas três bombas aéreas guiadas, provocando quatro mortos e 16 feridos. Já em Kharkiv, dois civis morreram depois de um drone russo atingir um matadouro.

No plano diplomático, continuam as tensões entre a Ucrânia e a Hungria. O governo de Budapeste enviou esta quarta-feira uma delegação à Ucrânia, liderada pelo ministro da Energia, para avaliar a situação do oleoduto Druzhba, através do qual a Hungria recebia petróleo russo.

A infraestrutura está parada desde o final de janeiro devido a um ataque. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusa Volodymyr Zelensky de estar a atrasar a reparação do oleoduto.

Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia

Perante este impasse, Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia e bloqueou também um empréstimo da União Europeia à Ucrânia.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que os responsáveis húngaros entraram no país sem estatuto oficial e sem reuniões agendadas. Num tom irónico, Kiev acrescentou que qualquer cidadão do Espaço Schengen pode entrar na Ucrânia, inclusive por motivos turísticos.

Tudo isto acontece numa altura em que a crise no Médio Oriente está a fazer subir os preços do petróleo e quando as eleições parlamentares na Hungria estão a pouco mais de quatro semanas de distância.


Leia Também: Drone russo atinge edifício da polícia ucraniana. Há vários feridos

O impacto de um drone russo contra um edifício da polícia ucraniana causou hoje várias dezenas de feridos, todos pessoal da Polícia da cidade de Shostka, na região de Sumi, no norte da Ucrânia.


Petróleo: EUA vão libertar 172 milhões de barris da sua reserva estratégica... Os Estados Unidos vão libertar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, anunciou hoje o ministro da Energia.

© Reuters   Por  LUSA  12/03/2026 

A medida é tomada no âmbito de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

"O presidente Trump autorizou o Departamento de Energia a libertar 172 milhões de barris provenientes da reserva estratégica de petróleo a partir da próxima semana", escreveu Chris Wright, ministro da Energia, na rede social X.

"Tendo em conta as taxas de descarga previstas, a entrega levará cerca de 120 dias", acrescentou.


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Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" hoje libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Um morto e buscas em curso após ataques contra petroleiros no Iraque... Um ataque a dois petroleiros na costa sul do Iraque fez um morto, estando também a decorrer operações de busca por tripulantes desaparecidos, adiantou hoje à noite a televisão estatal iraquiana.

© Ahsan Mohammed Ahmed Ahmed/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  11/03/2026 

A Al-Ikhbariya TV, que citou o diretor da Autoridade Portuária, Farhan al-Fartousi, transmitiu imagens de um navio no mar de onde se elevavam impressionantes bolas de fogo e colunas de fumo, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

Além de noticiar uma vítima mortal, a estação iraquiana informou ainda o resgate de 38 pessoas, acrescentando que "continua a busca por tripulantes desaparecidos".

Na sequência dos ataques israelo-americanos contra o Irão, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os principais acontecimentos de quarta-feira no Médio Oriente incluíram ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Aeroporto Internacional do Dubai, intensificando a campanha de pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo, no meio das crescentes preocupações globais com a energia.

Dois drones foram abatidos na noite de quarta-feira perto de um centro de convenções e de um hotel de luxo numa zona nobre de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão iraquiano, informou uma fonte de segurança local à AFP.

Um dos drones atingiu a fachada do Centro de Convenções Saad Abdullah --- que acolhe comemorações e importantes reuniões de líderes e autoridades curdas --- provocando danos materiais e quebra de vidros, segundo fonte da defesa civil.

O centro de convenções, localizado numa zona rica de Erbil, fica em frente à torre de um grande hotel de luxo.

"Dois drones foram abatidos e caíram perto do centro de convenções sem causar vítimas", disse a fonte de segurança, falando sob anonimato, à AFP, sem conseguir identificar o alvo do ataque.

Segundo esta fonte, os projéteis foram neutralizados pelas defesas aéreas da coligação internacional liderada pelos EUA contra os jihadistas, cujos conselheiros militares estão sediados no aeroporto de Erbil.

Noutra zona de Erbil, foram ouvidas fortes explosões perto do aeroporto, onde as defesas aéreas visavam drones, informou um correspondente da AFP.

E na região de Harir, a nordeste de Erbil, dois drones foram abatidos, disse um responsável local à AFP.

A área alberga uma base militar que já foi alvo de ataques por parte de Teerão, que afirmou que o alvo era um quartel-general de tropas norte-americanas.

Desde 28 de fevereiro, com o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que o Iraque não escapa ao conflito que assola o Médio Oriente.

Diariamente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (a norte), são alvos de ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais neutralizados pelas defesas aéreas. As autoridades locais registaram mais de 200 ataques até à data.

Em retaliação, os ataques aéreos atribuídos às forças armadas dos EUA estão a visar posições destes grupos armados no Iraque.

O ataque da noite de quarta-feira ocorreu poucas horas depois de um novo alerta da embaixada dos EUA em Bagdade, alertando para possíveis ataques planeados pelo Irão ou pelos seus aliados contra "infraestruturas petrolíferas e energéticas detidas pelos EUA no Iraque".

A embaixada indicou que "milícias terroristas" aliadas a Teerão "também atacaram hotéis frequentados por americanos no Iraque e no Curdistão".


Leia Também: Guarda Revolucionária reivindica ataque com Hezbollah contra Israel

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje ter lançado um ataque em conjunto com o movimento xiita libanês Hezbollah contra alvos em Israel, a primeira ofensiva coordenada entre ambos após 12 dias de conflito no Médio Oriente.


quarta-feira, 11 de março de 2026

27 de Março de 2026 - Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Terá lugar no dia 27 de março, às 18 horas, a apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” da autoria de José Antonio González Carrillo e Mário Rui Simões Rodrigues, no auditório da UCCLA. 

 “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, que será apresentado por Eduardo Machado, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno: a Ordem de São Francisco.

 O livro traz à luz uma preciosíssima documentação desconhecida e inédita, revelando descobertas fundamentais sobre a sua história e a sua configuração arquitetónica e resgata do esquecimento pormenores minuciosos, tradições ancestrais, capelas e aspetos singulares da sua expansão religiosa e cultural que, até agora, permaneciam ignorados pela historiografia contemporânea, com uma visão holística sobre um património secular irrepetível.

 Uma leitura que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença. 

Sinopse:

“Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, dos autores Mário Rui Simões Rodrigues e o oliventino José Antonio González Carrillo, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno de Olivença: a Ordem de São Francisco. Através de uma abordagem rigorosa, explora-se a dicotomia entre o primitivo cenóbio rural do início do século XVI e a subsequente transferência para o espaço urbano intra-muros no final da centúria de Quinhentos.

O presente volume destaca-se pelo seu valioso contributo histórico ao revelar:

- Documentação inédita: Com acesso a fontes primárias desconhecidas que permitem fazer uma nova leitura sobre a configuração histórica e patrimonial da Ordem em Olivença.

- Evolução: O exame detalhado da expansão cultural que consolidou este convento como um dos mais insignes complexos monásticos do Alentejo e de Portugal.

- Resgate historiográfico: A recuperação de numerosos pormenores que, até este momento, permaneciam à margem da historiografia contemporânea.

Este livro oferece uma visão holística e tecnicamente fundamentada sobre um património secular irrepetível, uma leitura imprescindível que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.

Biografias:

José Antonio González Carrillo (Olivença - 1975) formou-se na área da publicidade e do desenho, aprofundando disciplinas como a fotografia, a ilustração ou a edição. Especializou-se em conservação histórica, ampliando conhecimentos e bagagem profissional sobre estas matérias. O grosso principal da sua obra exprime-se em diversos livros onde o eixo gráfico e a criatividade partilham protagonismo com a narração histórica. A sua obra, definida pela crítica como “trabalho comprometido e de vincada personalidade”, é imparável, criando atualmente diferentes trabalhos e livros no prisma principal da sua inspiração: o contexto cultural e histórico do seu meio mais próximo. É autor das seguintes obras: Saudade; Olivença oculta; Herança portuguesa nas confrarias de Olivença; Almas da Madalena; Quando já não estivermos; Matriz e Ruas e Aldeias de Olivença. É coautor dos livros Oliventinos e O Foral Manuelino de Olivença. 

Mário Rui Simões Rodrigues (Angola - 1967) licenciou-se em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e em Direito, pela Faculdade de Direito da mesma universidade. É autor dos seguintes estudos: Olivença na Conferência da Paz de 1919; Viagens pela História de Alvaiázere; Da Estrada Romana ao Telégrafo Visual: Dois mil anos de viagens e comunicações por terras de Alvaiázere; O Diário “Perdido” da Viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772; Sinóptica proposição para a autoria d’O Couseiro. É coautor das seguintes obras: Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas - Alvaiázere / Ansião; Informações Paroquiais e História Local. A Diocese de Coimbra. Século XVIII; Alvaiázere e os Seus Forais; Forais de Figueiró dos Vinhos; Foral Manuelino de Olivença; D. Frei Gaspar do Casal e o Convento de Santo Agostinho, em Leiria: Contributos para a sua História.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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