terça-feira, 17 de março de 2026

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



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As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

Guerra na Ucrânia: Moscovo reconhece que toda a Rússia pode ser alvo de drones ucranianos... O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, reconheceu hoje que nenhuma parte da Rússia está livre de ser alvo dos drones ucranianos, dado o desenvolvimento dos equipamentos e os métodos de Kiev.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  17/03/2026 

Shoigu deu como exemplo a região dos Urais, que "até há pouco tempo" era um dos locais fora do alcance dos ataques aéreos da Ucrânia.

 A região encontra-se agora "na zona de ameaça imediata", afirmou Shoigu numa reunião do Conselho de Segurança em Ecaterimburgo, a principal cidade dos Urais e uma das maiores da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Com cerca de 1,4 milhões de habitantes, Ecaterimburgo situa-se a quase 1.700 quilómetros a leste da capital russa, Moscovo, e é o principal centro industrial do distrito federal dos Urais.

A Ucrânia tem efetuado ataques a grande distância da fronteira com a Rússia em operações que implicam o transporte de armamento desmontado para ser ativado em zonas mais próximas dos alvos.

Shoigu advertiu que os ataques nos Urais, uma região que aglutina seis entidades subnacionais, podem causar "importantes danos económicos".

Podem também perturbar o funcionamento de grandes áreas metropolitanas e interromper cadeias de abastecimento, incluindo as que considerou fundamentais para a continuação da guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em fevereiro de 2022.

"Este é o potencial industrial e de defesa da região, que é um dos principais centros industriais do nosso país", disse o ex-ministro da Defesa.

Shoigu referiu que se concentram na região empresas estratégicas da indústria de defesa, instalações energéticas e químicas, e as principais jazidas de petróleo e gás.

"Tudo o que constitui a base da segurança económica e a capacidade de defesa do Estado", afirmou.

O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que foram intercetados cerca de 200 drones ucranianos nas últimas 24 horas, grande parte dos quais sobre a região de Moscovo.

Após mais de quatro anos de guerra a defender-se da Rússia, a Ucrânia desenvolveu capacidades de produção e de defesa de aeronaves não tripuladas, um tipo de armamento que tem ganhado relevância em conflitos recentes.

A experiência particular com drones iranianos levou ao envio recente de técnicos ucranianos para países do Golfo Pérsico para ajudar a fazer frente aos ataques do Irão de retaliação pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que a navegação no estreito de Ormuz "não voltará a ser como antes" e defendeu que o encerramento da passagem se deve às necessidades defensivas do Irão.


Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo... A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

© Lusa  17/03/2026 

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril. 

"A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente", advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

"Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite", alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.

Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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A ONU denunciou hoje que mais de 36.000 palestinianos foram obrigados a deslocar-se em apenas um ano devido ao aumento da violência exercida pelas forças de segurança e pelos colonos israelitas na Cisjordânia.


Malam Sissé é o novo Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, em substituição de Uffé Vieira. A decisão consta do comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira, 17 de março de 2026.

Médio Oriente: Eis o essencial até agora do 18.º dia de guerra... Israel anunciou hoje ter matado um dos principais dirigentes iranianos, marcando o 18.º dia da guerra no Médio Oriente, que também já registou novos bombardeamentos em Teerão e Beirute e nos ataques a petroleiros.

Por LUSA 

Estes são os acontecimentos essenciais que marcam o início do dia na guerra iniciada a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

Israel diz ter eliminado Larijani e líder da Basij

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou a  "eliminação" do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e uma das figuras políticas mais influentes do país, Ali Larijani, um e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, após ataques aéreos realizados durante a noite pelas forças armadas israelitas.

"Foram alcançados resultados preventivos significativos durante a madrugada, que podem influenciar o resultado das operações e os objetivos do exército israelita", disse o exército israelita, em comunicado.

China envia ajuda humanitária

A China anunciou que vai enviar ajuda humanitária a quatro países do Médio Oriente: Irão, Líbano, Jordânia e Iraque.

"A guerra causou uma grave catástrofe humanitária para o povo do Irão e de outros países da região. A China expressa a sua solidariedade e compaixão aos povos dos países afetados", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Fortes explosões em Teerão

Fortes explosões atingiram a capital iraniana, segundo avançou um jornalista da agência de notícias francesa AFP, após uma noite marcada por fortes explosões.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais afetados ainda não foram identificados.

Dez "espiões estrangeiros" iranianos detidos

"Dez mercenários, traidores, foram identificados e presos", informou o departamento de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na província de Khorasan Razavi (noroeste), segundo a agência de notícias ISNA, que não especificou as suas nacionalidades.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro estavam a recolher informações "sobre locais sensíveis e infraestruturas económicas", enquanto os outros estavam ligados a um "grupo terrorista monárquico".

Novo ataque a instalações petrolíferas

A zona industrial petrolífera de Fujaira, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, foi alvo de mais um ataque com um drone, que provocou um incêndio, mas não fez feridos, segundo as autoridades locais.

As instalações, localizadas no Golfo de Omã, perto do Estreito de Ormuz, já tinham sido atingidas na segunda-feira por um drone, o que levou a companhia petrolífera nacional Adnoc a suspender os seus envios de crude.

Preço do petróleo volta a subir

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte estava a subir 4,58% às 06:30, atingindo os 104,80 dólares por barril. Na segunda-feira, tinha caído 2,84%.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 5,14% para 98,31 dólares, depois de ter caído 5,28% na segunda-feira.

Já os mercados bolsistas europeus abriram sem grandes variações: Paris -0,20%, Frankfurt -0,27%, Londres +0,05%, seguindo resultados mistos de fecho em Tóquio, Seul, Sydney e Hong Kong.

Emirados Árabes Unidos e Qatar atacados

Um cidadão paquistanês foi morto por destroços de um míssil balístico intercetado em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

No emirado vizinho do Dubai, um jornalista da AFP ouviu três explosões depois de um alerta enviado por telemóvel ter avisado os residentes sobre um possível ataque com míssil.

No Qatar, as autoridades disseram ter intercetado um ataque com míssil.

Petroleiro atingido no Golfo de Omã

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando estava ancorado no Golfo de Omã, perto da entrada do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO.

A embarcação sofreu apenas "danos ligeiros" e não houve vítimas, acrescentou a agência.

Israel bombardeia Teerão e Beirute

O exército israelita anunciou ter lançado "uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão", acrescentando que também "lançou uma nova vaga de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute".

De acordo com a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), aviões israelitas bombardearam os bairros de Kafaat e Haret Hreik, nos subúrbios do sul da capital, e um ataque aéreo atingiu um apartamento nos andares superiores de um prédio residencial em Doha Aramoun, na mesma região.

Ataques no Iraque

Pelo menos quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma fação pró-Irão.

A embaixada dos EUA na capital iraquiana foi atacada por duas vezes num intervalo de poucas horas, hoje e na segunda-feira, enquanto um ataque com drones teve como alvo um dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque.

Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano... O Governo israelita anunciou hoje a morte de Ali Larijani, um dos principais dirigentes iranianos, e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, na sequência de ataques aéreos, durante a noite, no Irão

@Fox News  Por LUSA 

"O chefe do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Soleimani, chefe da Basij, principal aparelho repressivo do Irão, foram eliminados ontem [segunda-feira] à noite ", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem vídeo.

O exército israelita tinha já anunciado a morte, num ataque na segunda-feira, do chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana.

Katz declarou aina que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".

A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


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A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.


O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi, presidiu nesta terça-feira (17.03) à cerimónia de abertura do ano de preparação combativa, no âmbito do cumprimento do plano de capacitação e aperfeiçoamento dos militares.


Defesa e Segurança: CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação, que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional.

O CEMFA pediu aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação, disciplina, honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino.

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. 

Ramo de poilão cai sobre toca-toca em Bandim (Forçado), sem vítimas mortais

O incidente ocorreu hoje, terça-feira, 17 de março, na zona de Forçado, no bairro de Bandim, e não provocou vítimas mortais.

O condutor encontrava-se no interior do veículo no momento da queda, mas conseguiu sair ileso. Alguns moradores das casas vizinhas sofreram ferimentos.

Os bombeiros foram chamados ao local e prestaram assistência, transportando os feridos para o hospital.

Ataques entre Rússia e Ucrânia danificam infraestruturas e fazem vítimas... Os ataques com drones entre a Rússia e a Ucrânia durante a noite causaram várias vítimas nas regiões russas junto à fronteira e danos nas infraestruturas energéticas, industriais e portuárias na região ucraniana de Odessa.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   17/03/2026 

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, não especificou qual o porto ucraniano atingido, mas afirmou que o ataque russo afetou a parte sul da região, que faz fronteira com o Mar Negro e o rio Danúbio e se situa no sul da Ucrânia, adiantando que não há registo de mortos ou feridos. 

Os danos causados pelo bombardeamento nas infraestruturas energéticas levaram a cortes de energia em algumas cidades da região de Odessa, acrescentou Kiper.

Já o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, reportou oito feridos e danos graves num terminal logístico pertencente à empresa postal privada Nova Poshta, nesta região sudeste da Ucrânia.

Segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou um total de 178 drones em território ucraniano, tendo sido neutralizados pelas defesas aéreas154.

Outros 22 drones não foram intercetados e atingiram 12 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou. A Força Aérea reportou ainda a queda de fragmentos de drones abatidos em outros dois locais.

Durante a noite, as defesas aéreas russas abateram 206 drones ucranianos num ataque que fez pelo menos um morto e vários feridos em regiões russas na fronteira com a Ucrânia.

O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, informou que um drone atingiu um veículo, matando um homem.

Cinco pessoas ficaram feridas na cidade de Korosha, a cerca de 50 quilómetros a nordeste da capital regional e outras três em ataques na região de Bryansk.

No ataque em Bryansk, onde foram abatidos 62 drones, enquanto outros 43 drones foram destruídos na região de Moscovo, 40 dos quais se dirigiam para atacar a capital russa.

Outros 28 drones foram intercetados em Krasnodar e 18 na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. As regiões de Smolensk, Kaluga, Belgorod, Rostov, Leninegrado, Astrakhan e Adiguésia também foram atacadas.


Leia Também: Cuba alvo de apagão... e de Trump (que a quer "tomar"): O que se sabe

Cuba sofreu um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional. Horas depois, Donald Trump declarava que seria "uma honra tomar" a ilha.


Irão: 200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito... As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

© iStock  Por  LUSA  17/03/2026 

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.  

Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.  

Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.


Leia Também: Objetivo de Estados Unidos e Israel com guerra contra Irão "não é claro"

O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que "não é claro", vai ditar a duração do conflito, e admite "profunda preocupação" com as consequências.


segunda-feira, 16 de março de 2026

"Desconexão total". Cuba sofre sexto apagão nacional em ano e meio... Cuba sofreu hoje um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, informou o Ministério da Energia e Minas.

Por LUSA 

"O correu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, estão a ser investigadas as causas e começam a ser ativados os protocolos para o restabelecimento", indicou o ministério cubano numa mensagem divulgada nas redes sociais, sem adiantar, ainda, a origem da falha.

O país enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2024, uma situação agravada nos últimos três meses por restrições no fornecimento de petróleo associadas às sanções impostas pelos Estados Unidos, que têm afetado a atividade económica e aumentado o descontentamento social.

Com base em episódios anteriores, a reposição do sistema elétrico poderá demorar vários dias, uma vez que o processo implica iniciar a produção com fontes de arranque mais simples, como energia solar, hidroelétrica ou motores de geração, para abastecer pequenas áreas que são, depois, interligadas.

O objetivo é fornecer energia suficiente às centrais termoelétricas, principal base da produção elétrica no país, para poderem voltar a operar e gerar eletricidade em grande escala.

Segundo as autoridades, a situação atual é agravada pela escassez de diesel e fuelóleo para os motores de geração, o que pode dificultar o arranque do sistema. Na semana passada, um apagão massivo afetou cerca de seis milhões de cubanos.

Antes da falha registada hoje, o Governo já previa cortes prolongados de eletricidade ao longo do dia, estimando que, no período de maior procura, cerca de 62% do país ficasse simultaneamente sem fornecimento.

Especialistas independentes indicam que a crise energética resulta de anos de desinvestimento no setor, agravados pelas sanções norte-americanas.

As autoridades cubanas estimam que seriam necessários entre oito e 10 mil milhões de dólares para modernizar o sistema elétrico.

Trump afasta possibilidade de guerra terminar esta semana: "Não creio"... O presidente norte-americano, Donald Trump, afastou hoje a possibilidade de o conflito no Médio Oriente terminar esta semana, limitando-se a reiterar que tal acontecerá "em breve".

Por LUSA 

"Não creio [que a guerra termine esta semana], mas será em breve. Não falta muito para termos um mundo muito mais seguro", respondeu Trump na Casa Branca, questionado pela imprensa sobre a duração do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que causou fortes perturbações nos mercados energéticos globais.

Trump reiterou que a operação militar em curso, denominada 'Fúria Épica' pelo Pentágono, permitiu dizimar a marinha, a força aérea e até a liderança iraniana.

"Em apenas duas semanas, dizimámo-los. Já não têm marinha; já não têm força aérea. Não têm liderança. A sua elite governante desapareceu", enfatizou. 

Insistindo na necessidade da ofensiva para impedir Teerão de desenvolver uma arma nuclear, Trump defendeu que o ataque americano "impediu uma Terceira Guerra Mundial".

"Tinha a obrigação de o fazer. Não queria fazê-lo. Se não tivéssemos agido, teria começado uma guerra e da qual não teria sobrevivido absolutamente nada", argumentou o Presidente norte-americano.

A administração Trump afirma que o objetivo da ofensiva é destruir o programa de mísseis do Irão e a sua capacidade de fabricar uma arma nuclear, mas não apresentou um calendário claro nem definiu a duração do conflito, que foi inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas.

Na semana passada, o Presidente já tinha declarado que a guerra está "praticamente terminada" porque as capacidades militares do Irão estão no mínimo.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.

As forças armadas norte-americanas informaram hoje que 200 soldados ficaram feridos, em sete países diferentes, no conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já voltaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

Israel reivindica destruição de quartel-general da Guarda Revolucionária... As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje que "atingiram e desmantelaram", em bombardeamentos aéreos na sexta-feira, o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, em Teerão.

Por LUSA 

O quartel-general estava localizado "dentro de um grande complexo militar do regime iraniano" nos arredores de Teerão, segundo um comunicado das FDI, acompanhado de uma infografia.

As FDI afirmam que as operações marítimas contra Israel e outros países do Médio Oriente eram controladas a partir daí.

"A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão é diretamente responsável pela realização de ataques terroristas contra embarcações civis. É também responsável por armar e financiar organizações terroristas afiliadas ao regime através de remessas de armas por via marítima", referem as FDI.

Um porta-voz militar israelita afirmou que as FDI ainda têm "milhares de alvos" no Irão para atacar no que preveem ser uma longa guerra, com uma duração entre três e seis semanas.

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde a sua nomeação, indicou um antigo chefe da Guarda Revolucionária como conselheiro militar, noticiou hoje a imprensa nacional.

"O general Mohsen Rezaei foi nomeado conselheiro militar por ordem do comandante-chefe, 'ayatollah' Mojtaba Khamenei", segundo a agência de notícias Mehr. 

Mojtaba Khamenei foi escolhido para líder supremo após a morte do seu pai, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, que desencadearam uma guerra que se alastrou à região.

Várias figuras ligadas ao regime de Teerão relataram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo bombardeamento que matou o pai.

Na quinta-feira, fez o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana, indicando que os funcionários nomeados por Ali Khamenei deveriam "continuar a exercer as suas funções".  

No seu primeiro discurso, Mojtaba Khamenei pediu também à Guarda Revolucionária que mantivesse o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, sob bloqueio militar, entre as medidas de retaliação contra a ofensiva israelo-americana, a que se juntam ataques aéreos contra Israel e os países vizinhos no Médio Oriente, visando bases dos Estados Unidos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira à noite a ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera do país.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA PARA SUSPEITA DA MORTE DE CRIANÇA DE 4 ANOS EM MANSOA

Por Rádio Sol Mansi

O Ministério Público requereu, esta segunda-feira, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva contra a encarregada de educação suspeita de envolvimento na morte de uma criança de quatro anos na cidade de Mansoa, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

De acordo com uma nota à imprensa, na posse da Rádio Sol Mansi, o pedido foi apresentado pelo delegado do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Oio ao Tribunal Regional de Oio, através do Juiz de Instrução Criminal (JIC), após o primeiro interrogatório da principal suspeita do alegado crime de infanticídio ocorrido na passada sexta-feira, 13 de março.

Segundo o magistrado responsável pelo processo, a solicitação da prisão preventiva baseia-se em vários fatores, nomeadamente a possibilidade de ocultação de provas, a necessidade de evitar a perturbação da ordem e tranquilidade públicas, bem como a proteção da paz social e a salvaguarda da segurança de outros menores que se encontram sob tutela da suspeita. 

A mulher apontada como principal suspeita é tia da vítima.

Apesar do pedido do Ministério Público, a decisão final cabe agora ao Juiz de Instrução Criminal, que deverá analisar os fundamentos apresentados antes de determinar se a suspeita permanecerá em prisão preventiva ou se será aplicada outra medida de coação, enquanto o processo segue os seus trâmites legais.

Caso venha a ser julgada e condenada, a suspeita de 28 anos de idade poderá enfrentar uma pena superior a oito (08) anos de prisão efetiva, conforme prevê a legislação penal em vigor na Guiné-Bissau.

Recorda-se que, na passada sexta-feira (13), uma tragédia chocou a cidade de Mansoa quando uma criança de quatro anos, do sexo mascolino, foi, segundo testemunhos, brutalmente espancada, resultando em sua morte.

A criança apresentava ferimentos graves no corpo e na cabeça, situação confirmada pelo médico de serviço, Wilson Pereira Gomes, que em entrevista à Rádio Sol Mansi informou que a criança poderia ter sido vítima de agressão física.

Ele afirmou que a criança morreu em casa e que o óbito só foi confirmado no hospital. Os técnicos de saúde suspeitam que a criança já sofria maus-tratos, pois apresentava cicatrizes antigas. Segundo o médico, a criança tinha também marcas de mordidas anteriores, demonstrando que havia sido atacada diversas vezes.

Na noite do mesmo dia, a tia suspeita já foi detida nas celas da polícia de Mansoa.

Desconfia-se que a criança tenha sido espancada há mais de 24 horas e só foi levada ao hospital depois que os ferimentos se complicaram. Havia hematomas nas nádegas, nas costas, na cabeça e em quase todo o corpo.

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 : 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢


A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 16 de Março de 2026, sob a presidência do Camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do partido, com a seguinte ordem do dia:

1. Informações Gerais;

2. Análise da situação política interna do partido;

3. Diversos.

No ponto de Informações, a Comissão Permanente deu conta do Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Crise Política na Guiné-Bissau, realçando o facto da Organização Continental ter insistido na libertação imediata e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, e na necessidade de reposição urgente da ordem constitucional, nomeadamente mediante o afastamento dos militares da tomada de decisões políticas, a retoma das atividades dos partidos, a formação de um governo inclusivo que reflita o espectro político e social da Guiné-Bissau, e a criação de condições idóneas para que os próximos atos eleitorais sejam credíveis e transparentes.

A Comissão Permanente foi ainda informada da decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar (UIP) que, exprimindo a mais profunda preocupação em relação à sua prisão arbitrária e abusiva, manifesta solidariedade ao camarada Domingos Simões Pereira e solicita informações mais concretas sobre as condições de sua detenção e sobre os limites impostos à sua deslocação ao exterior. 

Por último, a Comissão Permanente abordou a Nota de Contextualização e de Orientação Política, dirigida essencialmente às estruturas do Partido, visando apresentar o quadro da atual situação política, bem como os esforços que estão ser levados a cabo pelo Partido para o retorno à normalidade constitucional e a retoma das atividades político-partidárias.  

A Nota descreve de forma sucinta a crise pré-eleitoral e pós-eleitoral que culminou no golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e a repressão que se lhe seguiu; lembra o posicionamento da comunidade internacional, particularmente a CEDEAO, a UA, as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP, relativamente à subversão da ordem constitucional, e a total unanimidade destas organizações na condenação do golpe, na exigência do respeito das liberdades fundamentais e na reposição imediata da ordem constitucional.  

No plano interno do partido, a Nota destaca as celebrações do 70º aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso Ordinário do partido como componentes cruciais da agenda política do PAIGC no ano de 2026, e responde aos argumentos de alguns dos camaradas, quase todos membros do governo resultante do golpe de Estado, que, sob a capa de um suposto Grupo de Reflexão, tentam passar a falsa ideia de que existe uma crise interna no partido.    

No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente debruçou-se sobre a celebração do 70º aniversário do PAIGC, a 19 de Setembro de 2026, tendo criado uma Comissão Nacional Preparatória encarregue de coordenar os trabalhos de preparação e de organização dessa efeméride.   

Por outro lado, a Comissão Permanente discutiu a necessidade de começar a preparar o XI Congresso Ordinário do Partido, nomeadamente a fixação de uma data para o Congresso, a criação de uma Comissão Preparatória do Congresso e a aprovação de um Guião para a eleição dos delegados.  

Depois de uma aturada discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Criar a Comissão Nacional Preparatória das celebrações do70º aniversário do PAIGC;

3. Convocar a I Reunião Ordinária do Comité Central para o dia 28 de março de 2026, com vista à convocação do XI Congresso Ordinário, em conformidade com o artigo 31º dos Estatutos do PAIGC, e com a recomendação de fixar uma data, entre os finais de Junho e princípios de Julho de 2026;

4. Fixar a seguinte proposta de agenda para o Comité Central:

a) Informações Gerais

b) Análise da Situação Politica Interna

i. Fixação da data do XI Congresso Ordinário do Partido

ii. Criação da Comissão Preparatória do XI Congresso

iii. Discussão e Aprovação do Guião para Escolha dos Delegados ao Congresso

c) Diversos

5. Exigir mais uma vez a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas, incluindo o diálogo com os militantes e a preparação do XI Congresso;

6. Saudar o Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e a Decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar, e apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

7. Aprovar uma Moção de Louvor ao camarada Francisco Conduto de Pina, membro do Bureau Político do PAIGC e Presidente da Comissão Política de Bolama-Bijagós, distinguido na edição 2025 do prémio Literário Guerra Junqueiro, um galardão que reconhece o percurso literário e o contributo de escritores da lusofonia para a valorização da cultura e da escrita de língua Portuguesa. A camarada Maria Odete Costa Semedo, Membro da Comissão Permanente do PAIGC e Coordenadora do CONQUATSA, também havia sido galardoada da edição 2023 do referido prémio;

8. Lamentar o desaparecimento físico do camarada Braima Sori Baldé, membro do Bureau Político do PAIGC, ocorrido no passado dia 14 de março, e da camarada Adja Maria de Lurdes Sanó, membro do Comité Central, ocorrido no passado dia 10 de março, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.

𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟲 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲

𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲

@PAIGC 2023

GRUPO DE REFLEXÃO DO PAIGC MARCA CONGRESSO PARA MAIO MAS ADMITE ANTECIPAÇÃO

Por Tiago Seide  Jornal Odemocrata  16/03/2026  

O autodenominado Grupo de Reflexão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deliberou marcar o XI Congresso do partido para os dias 9 e 10 de maio de 2026, admitindo, contudo, que o evento poderá ser antecipado caso a evolução das circunstâncias políticas e organizacionais assim o justifique.

A decisão foi anunciada através de uma nota de imprensa divulgada após uma reunião realizada recentemente, na qual o grupo analisou a situação interna do PAIGC. O documento refere que as medidas agora tornadas públicas refletem o compromisso do Grupo de Reflexão com a estabilidade interna, o reforço da coesão e a preparação responsável dos próximos desafios.

Segundo a mesma nota, consultado pelo O Democrata, todo o processo será conduzido com “total transparência, inclusão e respeito” pelos princípios que regem a vida interna do partido.

No final, o Grupo de Reflexão reafirma a sua disponibilidade para continuar a contribuir, de forma construtiva e responsável, para o fortalecimento institucional e para a consolidação de um ambiente político favorável ao desenvolvimento do PAIGC.

EUA reivindicam destruição de "mais de 100 navios de guerra iranianos"... Os Estados Unidos (EUA) destruíram mais de 100 embarcações iranianas desde o início da guerra contra a República Islâmica, no contexto das tensões provocadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, anunciou hoje o Departamento de Defesa (Pentágono).

© Pixabay   Por  LUSA   16/03/2026 

"Por meio de uma combinação de capacidades aéreas, terrestres e navais, destruímos com sucesso mais de 100 navios de guerra iranianos, e ainda não acabámos", afirmou o almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (CENTCOM), num vídeo divulgado pelas Forças Armadas norte-americanas. 

Segundo Cooper, a ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

"Estamos totalmente focados em desmantelar a ameaça que o Irão representa há décadas ao livre fluxo do comércio através do Estreito de Ormuz", disse o representante militar norte-americano, acrescentando que as forças dos EUA estão a diminuir a capacidade iraniana de "ameaçar a liberdade de navegação" dentro e nas imediações do estreito.

Este anúncio surge num contexto de escalada das tensões na região após o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter declarado que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado em resposta aos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irão.

A via marítima é considerada estratégica para o comércio energético global, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transportado por via marítima passa pelo estreito.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou aos aliados para colaborarem na reabertura da passagem para o Golfo Pérsico, proposta recebida com ceticismo por alguns parceiros internacionais.

Na semana passada, Trump afirmou ter destruído "quase todos" os navios lança-minas iranianos no Estreito de Ormuz "numa única noite", sustentando que grande parte da Marinha iraniana foi neutralizada desde o início da ofensiva contra Teerão.

O comandante do CENTCOM indicou hoje ainda que as forças norte-americanas realizaram até agora mais de 6.000 missões de combate no âmbito da operação.

"As capacidades do Irão estão a diminuir, enquanto as nossas próprias capacidades e vantagens continuam a fortalecer-se", concluiu Cooper.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou hoje a falta de "entusiasmo" com que alguns aliados receberam o pedido de ajuda de Washington para desbloquear o Estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Irão.



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Susie Wiles, que é Chefe de Gabinete da Casa Branca, foi diagnosticada com "cancro da mama em fase inicial". A notícia foi dado pelo próprio presidente dos EUA na sua plataforma social.


A Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau (OMGB) celebrou, nesta segunda-feira (16), o 39.º aniversário da sua criação, com a realização de várias atividades institucionais.

 O evento ficou marcado pela assinatura de um protocolo de cooperação entre a OMGB e o Ministério da Saúde Pública (MINSAP), bem como pela tomada de posse do Corpo Diretivo do Colégio de Cirurgiões Dentistas.

As comemorações terminaram com uma palestra sobre Ética e Deontologia Profissional, destacando a importância do respeito pelos princípios éticos no exercício da medicina.

Os desenvolvimentos no 17.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos de hoje relacionados com a guerra no Médio Oriente, que vai no 17.º dia, com base em destaques da agência de notícias France-Presse (AFP) e da Lusa:

© Kaveh Kazemi/Getty Images    Por  LUSA  16/03/2026 

Portugal não vai enviar militares para o Estreito de Ormuz

 Portugal não vai participar em qualquer missão militar no Médio Oriente, incluindo no Estreito de Ormuz, anunciou hoje em Bruxelas o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel.

"Portugal não está, nem vai estar, envolvido neste conflito", afirmou Rangel à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE).

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que esta posição é partilhada pela maioria dos Estados-membros da UE.

Considerou ainda que "tudo aquilo que se possa fazer para desobstruir o Estreito de Ormuz e permitir a liberdade de navegação é positivo".

Novo balanço no Líbano: 886 mortos

Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram a morte de 886 pessoas, entre as quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

O balanço anterior sobre a guerra em curso desde 02 de março entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, divulgado no domingo, era de 850 mortos.

Além das vítimas mortais, 2.141 pessoas ficaram feridas em duas semanas de conflito, precisou o ministério.

Turquia condena operações terrestres de Israel no Líbano

A Turquia condenou firmemente as operações terrestres do exército israelita no Líbano, alertando para "uma nova catástrofe humana" no Médio Oriente.

O exército de Israel, que tem realizado incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e blindados desde o início do mês, anunciou hoje o início de "operações terrestres limitadas e direcionadas contra bastiões fundamentais" do Hezbollah.

Preços do petróleo recuam com esperança em Ormuz

As cotações do petróleo recuaram após a passagem de um navio não iraniano pelo Estreito de Ormuz, suscitando a esperança de uma melhoria na circulação nesta zona estratégica.

Pelas 14:05 em Londres e Lisboa, o barril de West Texas Intermediate (WTI) caía 5,47%, para os 93,37 dólares, enquanto o Brent perdia 2,77%, fixando-se nos 100,28 dólares.

Um petroleiro paquistanês atravessou o estreito no domingo com o sistema de rastreio ligado, o que sugere uma possível passagem segura negociada com o Irão.

Agência Internacional de Energia (IEA) disponível para libertar mais reservas estratégicas

A AIE está pronta para libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se necessário", afirmou o diretor executivo da organização, Fatih Birol.

Após a decisão de libertar 400 milhões de barris na quarta-feira, Birol disse que os governos e a indústria ainda detêm mais de 1,4 mil milhões de barris de reserva.

Iraque: Pelo menos quatro combatentes mortos em ataque

Pelo menos quatro combatentes de uma coligação de antigos paramilitares, que inclui grupos pró-iranianos, morreram num ataque no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.

Fonte do Hachd al-Chaabi elevou o balanço para seis mortos e imputou o ataque aos Estados Unidos, referindo que o alvo foi um posto de controlo partilhado com o exército e a polícia.

Emirados: Incêndio em edifício após ataque de drone

Um ataque de drone provocou um incêndio num edifício no emirado de Umm Al Quwain, no norte dos Emirados Árabes Unidos, sem causar feridos.

Horas antes, outro ataque de drone tinha causado um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa oriental do país.

Jerusalém: Explosões após alerta de mísseis iranianos

Explosões foram ouvidas sobre Jerusalém, onde as sirenes de alerta soaram após o exército ter detetado o disparo de mísseis a partir do Irão.

Os sistemas de defesa antiaérea foram ativados para proceder à interceção.

Qatar: Explosões em Doha

Explosões foram registadas na capital do Qatar, Doha, com o Ministério da Defesa a afirmar ter intercetado um ataque de míssil.

O porta-voz da diplomacia do Qatar referiu que conversações com o Irão seriam possíveis se Teerão cessasse os ataques.

Irão pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, declarou que o Irão está pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra contra Israel e os Estados Unidos.

"Penso que agora aprenderam a lição e compreenderam com que tipo de nação estão a lidar: uma nação que não hesita em defender-se", afirmou.

Starmer: Sem missão da NATO para o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o plano em que o Reino Unido trabalha para restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz não será "uma missão da NATO".

Starmer reiterou que Londres não se deixará "arrastar para uma guerra mais vasta".


Leia Também: Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de "escalada perigosa"

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Salman, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohammed ben Zayed, acusaram hoje o Irão de protagonizar uma "escalada perigosa" ao alvejar os vizinhos do golfo Pérsico.


O Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, presidiu nesta segunda-feira (16.03) à cerimónia de tomada de posse dos membros da Mutualidade de Saúde dos Profissionais e Colaboradores do Setor da Saúde da Guiné-Bissau (MUTUAL SAÚDE-GB) e dos comités da Campanha Nacional de Distribuição Universal de Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração de Ação (MILDA) 2026.