quinta-feira, 11 de junho de 2026

Trump cancela ataques contra o Irão. Assinatura de acordo será "em breve"... O Presidente norte-americano suspendeu hoje os ataques contra o Irão, horas após ter ameaçado atacar Teerão "com muita força" esta noite, alegando que as negociações "foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas".

©Fox News   Por  Lusa    11/06/2026 

"Tendo em conta que as negociações com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, na qualidade de Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques aéreos e bombardeamentos previstos contra o Irão para esta noite", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

"As discussões e os últimos pontos foram, tanto em conceito como em grande detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros", adianta na publicação, sem especificar a que se refere.

Trump acrescentou que "a hora e o local da assinatura serão anunciados em breve" e garantiu que o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos permanecerá vigor.


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O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão "com muita força" esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela."

Israel anuncia controlo do vale estratégico de Wadi Saluki no Líbano... O exército israelita anunciou hoje que assumiu o "controlo operacional" da parte norte do vale de Wadi Saluki, no sul do Líbano, uma zona que Israel considera estratégica por ser alegadamente utilizada pelo Hezbollah para lançar ataques.

© Courtney Bonneau / Middle East Images / AFP via Getty Images    Por  LUSA   11/06/2026 

"Foi alcançado o controlo operacional da zona norte do vale de Saluki. A organização terrorista Hezbollah utiliza a zona do vale de Saluki para lançar drones explosivos e projéteis contra as forças das Forças de Defesa de Israel [IDF] que operam na zona", indicou nas suas redes sociais o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adrai.

O anúncio surge num momento em que a agência libanesa NNA avançou que pelo menos seis pessoas foram mortas hoje em ataques israelitas, precisamente no sul do Líbano, elevando para mais de 3.700 os mortos desde o início das hostilidades no país.

Quatro pessoas morreram devido a bombardeamentos das tropas israelitas em Abasiya e outras duas em Deir Qanun al Nahr, ambas as localidades situadas no distrito de Tiro, acrescentou a NNA.

Por seu lado, o Ministério da Saúde libanês confirmou que 3.711 pessoas morreram e 11.483 ficaram feridas devido aos ataques do Exército israelita contra o seu território desde o passado dia 02 de março, data em que se retomaram os confrontos com o Hezbollah, após o início da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Na mensagem do exército, o porta-voz das IDF avançou que as tropas israelitas destruíram "centenas de infraestruturas terroristas", mataram mais de 50 combatentes e encontraram material militar, incluindo "engenhos explosivos, mísseis antitanque e plataformas de lançamento de mísseis antitanque".

Wadi Saluki situa-se entre três localidades localizadas nos distritos de Marjayún e Bint Jbeil e constitui um corredor estratégico, devido ao seu relevo, propício a emboscadas, segundo as informações do jornal libanês L'Orient-Le Jour.

Os governos de Israel e do Líbano chegaram a um acordo na semana passada sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo, condicionado ao facto de o Hezbollah pôr fim aos seus ataques e retirar-se para o norte do rio Litani, algo que o grupo se recusou a fazer, uma vez que o referido acordo não prevê a retirada das tropas israelitas nem mecanismos de garantia.

Níger criminaliza a homossexualidade com pesadas penas de prisão... O Níger promulgou um novo código penal que criminaliza, pela primeira vez, a homossexualidade com penas severas que podem ir até aos 20 anos de prisão, e pune também qualquer "ato indecente ou contra a natureza", informou hoje uma fonte judicial local.

© Reuters   Por LUSA   11/06/2026 

Embora a homossexualidade tenha sido, até agora, um tabu na sociedade nigeriana, maioritariamente muçulmana e conservadora, não era explicitamente criminalizada.

Vários países africanos, como o Burkina Faso, o Senegal e o Gana, endureceram recentemente as suas legislações contra as pessoas LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e outras identidades).

De acordo com o novo código penal nigerino, "qualquer pessoa que cometa ou tente cometer um ato indecente ou contra a natureza, ou práticas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, queer, intersexuais, assexuais (LGBTQIA+), mantiver ou tentar manter relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo, será punida com pena de prisão de cinco a 10 anos" e com uma multa que pode chegar aos 100 milhões de francos CFA (150.000 euros).

Outros artigos do código penal do Níger são ainda mais severos, nomeadamente no que diz respeito a "qualquer pessoa que contraia matrimónio com uma pessoa do mesmo sexo", o que é punível com pena de prisão de 10 a 20 anos. A mesma pena está prevista para "qualquer pessoa que administre, dirija, faça funcionar, financie ou participe em clubes, sociedades, organizações ou associações para homossexuais ou LGBTQIA+".

Esta reforma do código penal teve início sob o anterior regime civil do Presidente Mohamed Bazoum, pressionado por organizações muçulmanas e deputados.

Bazoum foi derrubado por um golpe de Estado militar a 26 de julho de 2023.

Guiné- Bissau: Tribunal Militar suspende processo contra Domingos Simões Pereira e remete questão de constitucionalidade ao Supremo Tribunal de Justiça

Por  Rádio Capital Fm 

O Tribunal Militar Regional de Bissau suspendeu o processo que envolve Domingos Simões Pereira e remeteu ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) um incidente de inconstitucionalidade suscitado no âmbito dos autos.

A decisão consta de um despacho do Juiz de Instrução Criminal, datado de 11 de junho de 2026, consultado pela Rádio Capital FM, no qual é admitido o requerimento que questiona a constitucionalidade de determinadas normas jurídicas aplicáveis ao processo.

Segundo o despacho, o Juiz de Instrução Criminal, Simão Bacale Biaguê, não dispõe de competência para decidir sobre questões de constitucionalidade, cabendo essa prerrogativa ao Supremo Tribunal de Justiça, reunido em plenário, nos termos da Constituição da República da Guiné-Bissau.

Por isso , o magistrado ordenou a remessa do incidente ao STJ e determinou a suspensão da instância até que seja proferida uma decisão sobre a matéria de constitucionalidade.

O Tribunal Militar Superior emitiu também um mandado de notificação dirigido à Promotoria Militar e ao suspeito Domingos Simões Pereira, através dos seus mandatários judiciais, para que tomem conhecimento do conteúdo do despacho.

Ucrânia assinala pela primeira vez o Dia das "Forças de Drones"... A Ucrânia assinala hoje pela primeira vez o Dia das Forças dos Sistemas Não Tripulados, também conhecido como "Dia das Forças de Drones", depois de o Presidente Volodymyr Zelensky ter instituído a celebração.

© Alberto Gardin/SOPA Images/LightRocket via Getty Image     Por  LUSA  11/06/2026 

Zelensky afirmou que a guerra moderna não pode ser "imaginada sem drones", frisando que os sistemas não tripulados da Ucrânia estão a operar "com sucesso" . 

O chefe de Estado ucraniano elogiou as missões com drones na linha da frente em ataques contra infraestruturas russas localizadas a "centenas de quilómetros".

Celebrar cada setor, profissão e ramo das Forças Armadas num dia específico do ano é uma das poucas tradições soviéticas que a Ucrânia ainda mantém.

Na mensagem, Zelensky destacou que as baixas russas atingiram níveis sem precedentes desde o início da guerra, ultrapassando as "trinta mil por mês", incluindo soldados mortos e feridos, em grande parte devido à utilização de drones.

Segundo as estatísticas oficiais ucranianas, mais de 90% das baixas russas no campo de batalha são atribuíveis aos drones.

Além dos drones de curto alcance, a Ucrânia desenvolveu capacidades não tripuladas de médio e longo alcance que lhe permitem atacar quase diariamente alvos militares, logísticos e económicos russos, tanto nos territórios ocupados como nas regiões russas junto à fronteira.

O sucesso dos drones ucranianos na guerra transformou num "herói popular" o chefe das Forças de Sistemas Não Tripulados, o empresário ucraniano de origem húngara que se tornou soldado durante a guerra, Robert Brovdi, também conhecido por "Magyar".

Numa mensagem gravada, Brovdi enfatizou o papel que os drones assumiram no campo de batalha em apenas alguns anos.

"Nenhum outro tipo de arma evoluiu tão rapidamente na história da humanidade", disse num vídeo publicado nas plataformas digitais.

MUNDIAL2026: África bate recordes no Mundial: "É um momento de orgulho"... A União Africana (UA) saudou hoje a participação recorde de 10 equipas africanas no Mundial, incluindo a de Cabo Verde, como "um momento de orgulho" e de união para o continente que demonstra o auge do futebol africano.

© Getty Images    Por  LUSA   11/06/2026 

"Este nível recorde de participação africana reflete o contínuo auge do futebol africano e o talento, a força e a determinação dos seus jogadores", assinalou num comunicado publicado quarta-feira à noite, o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf.

Os países africanos representados neste Mundial, que começa hoje, são a Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (RDCongo), Gana, Marrocos, Senegal, Egito, África do Sul e Tunísia.

"É um momento de orgulho para o continente que une os africanos de todas as regiões numa esperança e numa celebração comuns", acrescentou a instituição, sublinhando que "a força de África no futebol encarna a força dos seus jovens".

Youssouf descreveu o Mundial como "uma celebração global única que une as nações e os povos através do amor partilhado" pelo futebol, considerando que "o Mundial é onde o mundo se encontra em paz através do desporto".

"A União Africana felicita os jogadores, treinadores, árbitros e adeptos, cuja dedicação tornou este momento possível, e incentiva todas as equipas a competir com excelência, disciplina, integridade e respeito pelo 'fair play'", concluiu a organização pan-africana.

A UA divulgou esta mensagem alguns dias depois de as autoridades de imigração dos Estados Unidos terem recusado a entrada no país a Omar Abdulkadir Artan, que se tornaria o primeiro somali a arbitrar um jogo na história do Campeonato do Mundo.

Um porta-voz do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos indicou que o árbitro foi considerado "inadmissível" devido a problemas detetados durante o processo de verificação de antecedentes e, mais tarde, um funcionário da administração norte-americana atribuiu, sob anonimato, essa decisão a informações que o ligavam a supostos membros de organizações terroristas.

As autoridades somalis afirmaram que Artan possuía um visto norte-americano válido, mas a Somália figura entre os países sujeitos a restrições migratórias impostas pelo Governo do presidente Donald Trump por motivos de segurança nacional.

O Mundial decorrerá até 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá e tem início hoje com o jogo inaugural entre o México e a África do Sul no Estádio Azteca, no âmbito do Grupo A.

Necessidade de mão de obra estrangeira? UE denuncia discriminação... A necessidade de mão de obra estrangeira nos países da União Europeia (UE) não corresponde ao tratamento dispensado a esses trabalhadores, que enfrentam elevados níveis de discriminação e exploração, segundo um relatório sobre direitos fundamentais publicado hoje.

© Reuters    Por  LUSA    11/06/2026 

A Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da UE, no seu relatório anual divulgado hoje, foca com especial atenção a exploração laboral no espaço comunitário, classificando-o como um dos grandes problemas que enfrentam os 27 Estados-membros.

A FRA destaca que os trabalhadores de fora da UE estão a ser cada vez mais utilizados para colmatar a escassez de mão de obra, muitas vezes em contradição com as rigorosas políticas comunitárias de migração e com as posições anti-imigração de alguns dos seus países membros.

Uma vez na Europa, esses trabalhadores estão expostos ao risco de discriminação, racismo e exploração.

A agência da UE assinala, por exemplo, que as autorizações de residência concedidas em ligação a um determinado posto de trabalho expõem esses trabalhadores ao perigo de exploração laboral.

Em 2025, a UE registava uma taxa de vagas de emprego de 2,1%, o que representa milhões de postos de trabalho por preencher, especialmente na construção, saúde, cuidados e na hotelaria.

O relatório refere-se às tentativas de atrair trabalhadores, por exemplo, através de uma plataforma digital de ofertas de emprego acordada em novembro passado, e recorda que a regulamentação proposta oferece garantias e salvaguardas para os imigrantes.

No entanto, as organizações sindicais europeias têm assinalado que existe o risco de práticas de contratação fraudulentas e de problemas no cumprimento dos direitos laborais.

A FRA recorda que, em relatórios anteriores, já tinha salientado que os trabalhadores estrangeiros são mais vulneráveis à exploração, devido à sua dependência em relação aos empregadores para renovar as respetivas autorizações de residência, assim como ao desconhecimento da língua e respetivos direitos.

O relatório sublinha evidências de um aumento do tráfico de pessoas para a UE com o objetivo de exploração laboral, assim como de condições de trabalho precárias dos trabalhadores de países terceiros em comparação com os nascidos nos países da União Europeia.

A FRA presta especial atenção à situação dos trabalhadores deslocados da Ucrânia devido à invasão da Rússia, salientando que, enquanto os cidadãos ucrianianos podem aceder ao mercado de trabalho logo à chegada à UE, os requerentes de asilo de outros países podem ser obrigados a esperar até seis meses.

De acordo com os dados da agência, a taxa de emprego dos imigrantes de países terceiros é 13 pontos inferior à dos nacionais, uma diferença que sobe para 20 quando se trata de mulheres.

Além das taxas de emprego, a FRA alerta que a qualidade do trabalho dos nacionais de países terceiros pode afetar significativamente o seu bem-estar e o risco de viverem na pobreza.

"Os resultados dos inquéritos da FRA apontam para uma elevada insegurança laboral e um emprego precário, particularmente entre os nacionais de países terceiros recém-chegados", alerta o relatório.

O texto indica que 35% dos estrangeiros de países terceiros têm empregos pouco qualificados, em comparação com 8% da população geral nos 27 países da União Europeia, sendo que quase metade dos trabalhadores de fora da UE desempenha funções para as quais estão sobrequalificados.

Em geral, os imigrantes denunciam que enfrentam muitos obstáculos para aceder ao mercado de trabalho, discriminação e racismo nos respetivos empregos, e um terço deles revela dificuldades em chegar ao fim do mês com os salários que lhes são pagos, o dobro do que se verifica na população em geral.

Rússia disse que intercetou 330 drones ucranianos... O Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que as defesas aéreas intercetaram 330 drones ucranianos em território russo e na península da Crimeia, anexada em 2014.

© Oleksandr Oleksiienko/ Kordon.Media/ Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA   11/06/2026 

O relatório militar refere que os drones ucranianos foram abatidos sobre as regiões russas de Bryansk, Kursk, Belgorod, Oryol, Smolensk, Kaluga, Tver, Tula, Vladimir, Krasnodar e a região de Moscovo. 

As autoridades regionais russas da Crimeia e do Mar de Azov disseram que vários fragmentos dos drones abatidos atingiram edifícios de habitação, provocando incêndios.

Na mesma região, um ataque com um drone provocou um incêndio numa refinaria, que já foi extinto.

Entretanto, as autoridades regionais russas de Bryansk informaram que as defesas aéreas russas destruíram 90 drones na região junto à fronteira com a Ucrânia.

Mikhail Razvozhayev, governador da cidade de Sebastopol, na Crimeia, informou que 15 edifícios residenciais e um café ficaram danificados pelos ataques ucranianos.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, declarou nas redes sociais que as defesas aéreas russas intercetaram até 15 drones que se dirigiam para a capital da Rússia.

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa russo afirmou que a Rússia foi alvo de um ataque de grandes escala, tendo abatido 326 drones ucranianos durante o dia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar contra todo o território ucraniano em 2022.

DIRETOR-GERAL DA VIAÇÃO E TRANSPORTES TERRESTRES PROMETE “MÃO DURA” CONTRA COMPORTAMENTOS PERIGOSOS NO TRANSPORTE PÚBLICO

Por Rádio Sol Mansi   11 06 2026 

O Diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres, Nadilé Lima Banjaqui, prometeu reforçar a fiscalização nas vias públicas para combater comportamentos considerados perigosos por parte dos ajudantes de transportes públicos.

A advertência foi feita quarta-feira, durante uma entrevista concedida à Rádio Sol Mansi, na sequência das preocupações manifestadas pelo responsável da Comunicação do Departamento de Acidentes da Polícia de Trânsito sobre a conduta de alguns ajudantes de viaturas de transporte público, vulgarmente conhecidas por “toca-toca”, que representa um sério risco para passageiros e outros utentes da estrada.

Nadilé Lima Banjaqui afirmou que serão realizadas ações de fiscalização nas vias públicas e responsabilizou os motoristas pelos comportamentos dos respetivos ajudantes durante a circulação.

O Diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres explicou ainda que cada viatura possui uma lotação definida, incluindo um lugar reservado ao ajudante, o que impede que este permaneça de pé ao longo do percurso.

Durante a entrevista, Nadilé Lima Banjaqui lamentou igualmente o facto de grande parte dos acidentes de viação estar relacionada com o excesso de velocidade e a falta de manutenção das viaturas.

O responsável reconheceu, no entanto, que os serviços da Viação enfrentam várias dificuldades, entre a escassez de pessoal qualificado para assegurar as ações de fiscalização e controlo.

Teerão diz que vai converter Médio Oriente "num inferno" para os EUA... O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno" para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA   11/06/2026 

"Acham que podem tornar o sagrado estreito de Ormuz num lugar inseguro? Vamos converter toda a região num inferno para vocês", declarou Majid Mousavi, em resposta à "agressão norte-americana", informou a televisão estatal Press TV.

O Exército dos Estados Unidos lançou novos ataques contra "múltiplos alvos" em território iraniano em "resposta a agressões" da República Islâmica, às 00:30 de hoje em Teerão (21:00 de quarta-feira em Lisboa), anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom).

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana retaliou com o lançamento de drones e mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia durante a madrugada de quinta-feira, noticiou a agência Fars.

No contexto dos ataques, o Exército iraniano anunciou o encerramento "total" do estreito de Ormuz a todo o tipo de embarcações, advertindo que disparará contra qualquer navio que tente atravessar a via estratégica para o comércio mundial de petróleo.

"O estreito de Ormuz foi encerrado por completo a todo o tipo de embarcações, incluindo navios comerciais", declarou o Quartel-General Central Jatam al Anbiya em comunicado citado pela agência Tasnim.

Os Estados Unidos, porém, negaram que este bloqueio esteja em vigor, garantindo que os navios comerciais continuam a transitar.

"Esta noite, os navios comerciais prosseguem a passagem para dentro e fora do estreito de Ormuz", afirmou o Centcom numa breve nota.

Apesar de Washington e Teerão estarem a discutir um acordo de paz com a mediação de países como o Paquistão, os ataques intensificaram-se esta semana, com os Estados Unidos a justificarem inicialmente a ofensiva com o derrube de um helicóptero no estreito de Ormuz na terça-feira.

Agente da PSP afastado após ser gravado a consumir cocaína. Há vídeo... Um agente da Polícia de Segurança Pública foi filmado na casa de um antigo traficante a consumir cocaína, tendo já sido afastado de funções. Dono da casa onde aconteceu o consumo diz que "foi ameaçado de morte".

© Shutterstock    Por   Notícias ao Minuto   11/06/2026 

Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi afastado de funções depois de ter sido apanhado a consumir cocaína. As imagens do momento terão sido gravadas no início do ano na Ilha Terceira, nos Açores.

A notícia foi avançada na quarta-feira pela CNN Portugal/TVI, que falou com o dono da casa onde o agente terá consumido a droga.

As imagens captadas terão sido vistas por uma mulher com quem o proprietário se relacionou e, segundo o que conta à emissora, foi a partir daí que começou a ser alvo de perseguições.

"Na altura ele soube que eu tinha vídeos já antigos e esses agentes começaram a perseguir-me para eu apagar os vídeos que tinha deles, ameaçando-me de morte", acusa o proprietário, que é um ex-traficante brasileiro que vive em Portugal há quase 20 anos.

A CNN Portugal adianta que este homem está a ser investigado por um processo de violência doméstica, tendo perdido a guarda do filho. "Vão fazer dois meses que não vejo o meu filho por causa de uma restrição que leva este processo de violência doméstica ao qual esse agente está ligado".

O homem diz que não foi à PSP fazer uma queixa, mas que se dirigiu à Polícia Judiciária (PJ) para pedir ajuda: "Foi um grito de socorro".

Contactada pelo Notícias ao Minuto, a PJ confirmou que estão "em curso duas investigações que visam o fornecedor da droga". O Notícias ao Minuto está também a tentar entrar em contacto com a PSP, por forma a confirmar que o agente em questão se encontra "desarmado" e afastado, nomeadamente, "por baixa médica", tal como adiantou a emissora.

Teerão anuncia bombardeamento e destruição de base dos EUA na Jordânia... A Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

© Soeren Stache/picture alliance via Getty Images      Por  LUSA   11/06/2026 

Esta "operação punitiva contra o agressor" teve como alvo "a base aérea de Al-Azraq e o seu centro de controlo, com a utilização de 12 mísseis balísticos", declarou a Guarda, citada pela agência Tasnim, garantindo ter destruído essas instalações "e um grande número de aviões de combate".

Em comunicados publicados antes pela agência de notícias iraniana Fars, a Guarda afirmou ter atacado 18 alvos em duas vagas de ataques contra as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e Sheikh Issa, no Bahrein, e voltou a afirmar a determinação de controlar a navegação através do estreito de Ormuz, especificando que está fechado.

Washington negou que o estreito esteja fechado. "Esta noite [quarta-feira], os navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do estreito de Ormuz", afirmou o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) num breve comunicado.

As forças iranianas indicaram ainda que atacaram com drones a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein.

"Nesta onda de ataques com drones militares, as antenas de comunicações e as instalações de radar do sistema [de mísseis] Patriot da Quinta Frota foram o alvo", referiu a Fars.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra "múltiplos alvos" no Irão como "resposta às agressões" do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

"As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe", o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os "bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão".

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em "um ou dois dias".

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"Estávamos mesmo prestes a chegar a um acordo, mas eles não param de nos enrolar, estão a gozar connosco", exclamou Trump perante a imprensa.

Hegseth, por sua vez, acusou o Irão de "brincar ao gato e ao rato" nas negociações e ameaçou: "Se tivermos de negociar à base de bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso".


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Washington negou que o estreito de Ormuz esteja fechado, como afirmou Teerão, pouco depois de os Estados Unidos terem iniciado uma nova onda de ataques, no maior pico de tensão desde a assinatura do cessar-fogo em abril.

Forças Armadas dos EUA estão a atacar "múltiplos alvos" no Irão... As Forças Armadas dos Estados Unidos estão a atacar múltiplos alvos no Irão, anunciou o Comando Central militar norte-americano numa publicação nas redes sociais.

© Getty Images    Por LUSA 

"As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão, sob ordens do Comandante-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irão", adianta a publicação.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram explosões na costa sul do Irão, adiantando que foram ouvidas na ilha de Qeshm, em Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas.

Poucos antes do anúncio do Comando Central, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, alertou que os militares norte-americanos "atacariam com força esta noite" a República Islâmica.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje continuar a atacar o Irão "com força", insistindo que Teerão deve assinar o acordo que está a ser negociado há semanas pelos dois países.

"Atacámo-los com força ontem e vamos atacá-los com força novamente hoje", assegurou o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

Os Estados Unidos já tinham atacado o Irão nas últimas horas com vários mísseis, depois de um helicóptero norte-americano ter sido atingido por um drone perto do estreito de Ormuz, que Teerão diz ser parte das águas territoriais.

O Irão respondeu com bombardeamentos contra 21 alvos militares norte-americanos em todo o Médio Oriente, incluindo a Jordânia, o Kuwait e o Bahrein.

Estes ataques ocorreram apesar de Donald Trump ter afirmado na madrugada de terça-feira que poderia chegar a um acordo com o Irão em "dois ou três dias", mais um prazo apresentado após várias semanas de negociações com a República Islâmica.

O Presidente norte-americano procura uma saída para este conflito impopular nos Estados Unidos, à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato, e multiplica as declarações contraditórias, ora otimistas, ora belicistas.

Desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra com ataques ao Irão, o conflito abalou a economia global, fez subir os preços da energia em todo o mundo e encareceu os alimentos e outros bens básicos.


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Um jornalista da emissora Fox News, que diz ter conversado com o Presidente norte-americano por telefone, afirmou que Donald Trump lhe disse que altos responsáveis iranianos pediram que cessasse os ataques contra o Irão.