segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Michelle Bolsonaro apresentada como candidata ao Senado brasileiro... Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022), é candidata ao Senado pelo Partido Liberal (PL), a formação liderada pelo marido, com vista às eleições legislativas em outubro, foi anunciado.

© Lusa    03/08/2026 

Michelle Bolsonaro não pôde comparecer no domingo ao lançamento da candidatura, em Brasília, porque nas últimas horas foi submetida a um "bloqueio anestésico de nervos cranianos" num hospital da capital, com o intuito de aplacar umas dores de cabeça persistentes.

A agora aspirante ao Senado Federal deu entrada na noite de sábado na clínica privada DF Star, em Brasília, com um quadro de cefaleia resistente à medicação oral, de acordo com o boletim divulgado pelo hospital.

Na clínica, realizou uma série de exames e, logo de seguida, foi submetida ao procedimento, com resultado "satisfatório" e recebendo alta este mesmo domingo, mas acabando por não comparecer à convenção do PL em Brasília, onde foi confirmada a sua candidatura ao Senado.

Em fevereiro de 2023, a ex-primeira-dama foi nomeada presidente da divisão feminina do PL, cargo que deixou em junho passado após uma série de desavenças com o filho mais velho do ex-presidente de extrema-direita, o senador Flávio Bolsonaro.

Flávio será o candidato do PL nas eleições presenciais de outubro, uma vez que o pai está inelegível e em prisão domiciliária após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, depois de perder as eleições de 2022.

Na cerimónia deste domingo, o senador desejou à madrasta uma rápida recuperação.

"Dentro em breve estará de volta, firme e forte, para nos ajudar a recuperar este Brasil", disse o primogénito de Jair.

Michelle Bolsonaro é considerada uma figura-chave para atrair o eleitorado feminino. É evangélica praticante e teve uma participação importante na frustrada campanha eleitoral de 2022 do seu marido, na qual serviu de ponte com as igrejas neopentecostais, de crescente influência no Brasil.

A partir da posição de primeira-dama, entre 2019 e 2022, Michelle Bolsonaro dedicou-se à promoção da língua gestual e à inclusão das pessoas surdas, além de coordenar campanhas de voluntariado dirigidas ao apoio a crianças de comunidades pobres.


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A antiga líder de Myanmar (antiga Birmânia) Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliária, encontrou-se com um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), numa primeira aparição desde o golpe de Estado de 2021.

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