sexta-feira, 17 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Milhares protestam em Kyiv contra saída do ministro da Defesa... Milhares de pessoas protestaram hoje à noite em Kiev contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, decisão tomada pelo presidente Volodymyr Zelensky no âmbito de uma remodelação governamental controversa.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

Concentrados pelo segundo dia consecutivo na capital ucraniana, os manifestantes agitaram bandeiras da Ucrânia e exibiram cartazes, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

"Devolvam Fedorov!", podia ler-se num cartaz, enquanto outro pedia "respeito e consideração pelo povo". Um terceiro denunciava a medida como "autossabotagem".

Jovem reformista e defensor da alta tecnologia no campo de batalha, Mykhailo Fedorov anunciou a sua demissão na quarta-feira, menos de seis meses depois de ter assumido a liderança do Ministério da Defesa.

Popular entre os ucranianos e bem visto pelos aliados ocidentais da Ucrânia, Fedorov explicou que tinha entrado em conflito com o comandante-chefe do Exército, Oleksandr Syrsky, que prefere uma abordagem mais tradicional às operações militares.

Volodymyr Zelensky apresentou poucas explicações para a sua decisão de substituir Fedorov, mas disse que queria preservar a união do comando militar em plena guerra com a Rússia.

Mykhailo Fedorov foi substituído interinamente por Yevhen Khmara, um funcionário pouco conhecido do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) sem experiência política.

O Parlamento ainda não votou estas alterações, e não foi agendada nenhuma sessão.

Mais de mil pessoas já se tinham manifestado na quinta-feira em Kiev e noutras cidades ucranianas para exigir a reintegração de Fedorov.

A remodelação governamental revelou também sinais de divisão dentro da hierarquia militar ucraniana em relação à condução das operações, mais de quatro anos após o início da invasão russa.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente. 

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  

Veja as imagens da manifestação 


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Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados hoje na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

EUA lançam nova vaga de ataques pelo sétimo dia consecutivo... As forças armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, pela sétima noite consecutiva, visando "enfraquecer as capacidades militares iranianas", adiantou o Comando Central norte-americano (Centcom).

© Lusa    17/07/2026 

Os novos ataques começaram pelas 20:00 (hora de Lisboa), referiu o Centcom na rede social X.

"[Os ataques] Visam continuar a enfraquecer as capacidades militares iranianas", conforme ordens do Presidente norte-americano, Donald Trump, acrescentou a mesma fonte.

Esta nova escalada começou no passado sábado, depois de Trump ter rescindido o memorando de entendimento assinado com o Irão em meados de junho, devido aos ataques iranianos contra navios comerciais no estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos também restabeleceram o cerco naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz, dois dias depois de o Irão ter voltado a declarar o encerramento desta passagem marítima estratégica.

Washington divulgou hoje que, desde que restabeleceram o bloqueio, as suas forças na zona desviaram quatro navios mercantes, incapacitaram um e abordaram outro.

"As forças norte-americanas mantêm-se vigilantes, ao mesmo tempo que aplicam rigorosamente o bloqueio naval contra o Irão", frisou numa outra nota o Centcom, sobre os resultados após os primeiros três dias da retoma do bloqueio aos portos e navios iranianos.

Desde a implementação inicial do bloqueio, que começou em 13 de abril, as forças norte-americanas desviaram mais de 140 embarcações, desativaram nove navios que desobedeceram às ordens e permitiram a passagem de mais de 50 embarcações comerciais que transportavam ajuda humanitária, segundo o Centcom.

Antes, o Centcom tinha anunciado a destruição de uma torre de vigilância que as forças iranianas utilizavam para atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz, para proteger a navegação livre na via.

A torre era utilizada pela Guarda Revolucionária Islâmica para rastrear navios, segundo a mesma fonte, sublinhando também que a sua destruição "reduz diretamente a capacidade" das forças iranianas de atacar tripulações civis inocentes.

Já a Guarda Revolucionária garantiu hoje que mantém o "controlo total" do estreito de Ormuz e advertiu que, enquanto as ações norte-americanas continuarem, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada desta região".

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


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A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje que se aproxima a "hora zero" para uma operação contra os navios do Comando Central dos Estados Unidos destacados nas águas da região, num contexto de crescente escalada entre as partes.

EX-PR SENEGALÊS MACKY SALL REÚNE-SE COM PRESIDENTE DO SENEGAL NA COMPANHIA DO EX-PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU UMARO SISSOCO EMBALÓ

Por  Radio Voz Do Povo 

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, foi recebido esta sexta-feira pelo atual chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, num encontro em Dakar que contou também com a presença do ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo nota oficial, a reunião decorreu “sob o signo do diálogo e da irmandade africana” e enquadra-se numa “dinâmica internacional que traz esperança”. 

O encontro foi associado à “grande ambição” do Senegal “no serviço ao multilateralismo e às Nações Unidas”.

Não foram divulgados detalhes sobre a agenda ou os temas específicos abordados entre os três líderes. Macky Sall deixou a presidência do Senegal em 2024, sendo sucedido por Bassirou Diomaye Faye após eleições. Umaro Sissoco Embaló que foi deposto no puder através do golpe de estado como Presidente da Guiné-Bissau.

A reunião reforça os laços diplomáticos entre os dois países da África Ocidental e sinaliza o papel ativo do Senegal no contexto multilateral.

O presidente do Gâmbia, Adama Barrow, receberá o ex-presidente do Senegal, Macky Sall, que é candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU. A reunião faz parte da turnê de campanha regional do candidato, que está visitando líderes africanos para angariar apoio...

©  State House of The Gambia

President Barrow to Receive Aspiring UN Secretary-General 

His Excellency President Adama Barrow will receive in audience the aspiring UN Secretary-General, His Excellency Macky Sall, former President of the Republic of Senegal, accompanied by H.E. Umaru Sissoco Embalo, former Head of State of the Republic of Guinea-Bissau.  

The Vice President, His Excellency Muhammed B.S. Jallow, will receive their Excellencies at the Banjul International Airport at 7:00 PM on Friday, 17th July 2026 before proceeding to the State House. 

H.E. Macky Sall is on a campaign tour as he vies for the position of UN Secretary-General

Filipinas protesta contra vídeo chinês que retrata filipinos como macacos... O governo das Filipinas apresentou hoje um protesto formal à China por considerar que um vídeo divulgado pelo jornal estatal China Daily retrata os filipinos como macacos, exigindo a remoção imediata do conteúdo.

© China Daily    Por LUSA    17/07/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros filipino disse que a série de vídeos e caricaturas de opinião, em particular uma animação publicada na página do jornal na rede social Facebook, em 10 de julho, centra-se na rejeição por Pequim da decisão arbitral de 2016, que invalidou as reivindicações territoriais chinesas sobre grande parte do mar do Sul da China.

As Filipinas recorreram ao tribunal internacional, sediado em Haia, em 2013, depois de a China ter assumido o controlo de um baixio a oeste do arquipélago, na sequência de um impasse entre os dois países.

Pequim contestou a jurisdição do tribunal, recusou participar no processo e rejeitou o acórdão, que classificou como uma fraude.

O vídeo publicado pelo China Daily - e que pode ver na galeria acima - mostra um macaco a segurar uma folha onde se lê "Sentença Arbitral sobre o mar do Sul da China", vestido com roupas que lembram um traje tradicional filipino. Em seguida, duas mãos identificadas como "EUA" e "Japão" lançam o macaco ao mar, onde este é atingido por um canhão de água disparado por um navio semelhante a um da guarda costeira chinesa.

A legenda do vídeo afirma que a decisão arbitral "não é um remédio para a paz, mas uma fonte de confronto disfarçada de lei", acrescentando que, ao "agarrar-se a forças externas e provocar problemas no mar do Sul da China", os políticos filipinos estão a transformar o país "num peão do jogo geopolítico de outros".

Na quinta-feira, Manila transmitiu a "firme objeção ao conteúdo ofensivo" ao embaixador chinês nas Filipinas, Jing Quan.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros filipino, Leo Herrera-Lim, exigiu a retirada dos conteúdos, sublinhando que "esse tipo de material é incompatível com o respeito mútuo esperado entre Estados", indicou o Ministério.

No protesto, Manila afirmou que o China Daily "ultrapassou os limites do debate político legítimo ao recorrer a representações degradantes, desumanizantes e racistas dos filipinos", acrescentando que "as divergências sobre questões jurídicas e políticas não justificam o recurso a imagens que não têm lugar no discurso público de Estados responsáveis".

A embaixada filipina em Pequim enviou também uma carta ao diretor do China Daily, reiterando o pedido para a remoção imediata do material considerado ofensivo.

Questionado sobre o caso, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou hoje que o vídeo "não representa a posição oficial" da China e recusou fazer mais comentários.

No entanto, reiterou que Pequim considera a arbitragem sobre o mar do Sul da China "uma farsa política disfarçada de processo jurídico", sustentando que a decisão arbitral é "ilegal, nula e sem qualquer força vinculativa".

O Governo filipino assinalou o aniversário da decisão de 12 de julho de 2016 como uma vitória histórica do Estado de direito face à agressão.

Os Estados Unidos, o Reino Unido, mais de uma dezena de países ocidentais e asiáticos e a União Europeia voltaram também a reafirmar o apoio à decisão arbitral.

Os confrontos territoriais no disputado mar do Sul da China intensificaram-se nos últimos anos, sobretudo entre forças e frotas pesqueiras da China, das Filipinas e do Vietname. As disputas envolvem igualmente a Malásia, o Brunei e Taiwan.

Kyiv reivindica ataque bombardeiro russo e alvos energéticos... As forças ucranianas destruíram um bombardeiro russo Tu-95 e atingiram também, entre outros alvos, uma refinaria na Rússia e um terminal de produtos petrolíferos na península ocupada da Crimeia, numa série de ataques de longo alcance, anunciou hoje Kyiv.

© ukrinform.net     Por  LUSA    17/07/2026 

A destruição do bombardeiro russo foi anunciada pelo próprio Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que, numa publicação nas redes sociais, salientou que o aeródromo militar de Engels, onde se encontrava estacionado o aparelho, fica a cerca de 800 quilómetros da fronteira ucraniana.

Regozijando-se por a Ucrânia estar a conseguir "aumentar o preço que a Rússia paga pela sua agressão", Zelensky adiantou ainda que o exército ucraniano também atacou durante a noite "instalações da indústria petrolífera russa" e alvos inimigos situados nos territórios ocupados da Ucrânia, sem fornecer mais detalhes.

Entretanto, o Estado-Maior de Ucrânia informou, em comunicado, que as forças ucranianas conseguiram atingir, numa série ataques de longo alcance realizados na última madrugada, uma refinaria situada na região de Yaroslavl, na Federação Russa, e o terminal de produtos petrolíferos de Kerch, no leste da península ocupada da Crimeia.

De acordo com Kyiv, a refinaria de Yaroslavl processa cerca de 15 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz vários tipos de combustível e outros derivados do petróleo utilizados, entre outros, pelo Exército russo.

Além do terminal portuário de Kerch, a Ucrânia atingiu também, de acordo com o Estado-Maior, um depósito de combustível e lubrificantes nesse porto da Crimeia, fundamental para as ligações da península com o território da Federação Russa, assim como um navio patrulha militar russo

Por fim, e ainda segundo as autoridades militares, a Ucrânia conseguiu danificar dois navios de transporte de petróleo e gás e um rebocador nas águas do Mar Negro e do Mar de Azov, além de ter atingido durante a passada madrugada um depósito de combustível na localidade de Shajtarsk, na parte da região de Donetsk ocupada.


Leia Também:  "Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"...             

O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.

EX: Presidente da República da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embaló, e o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU 🇺🇳, encontraram-se em Dakar, onde serão recebidos pelo Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, para um encontro de alto nível marcado pelo reforço da cooperação e do diálogo entre os líderes africanos

 

"Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"... O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com   17/07/2026 

O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, revelou que a esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia "está estimada entre os 20 e os 30 minutos".

Segundo o responsável, que discursou numa Cimeira de Defesa e Inovação na Pensilvânia, as forças ucranianas têm conseguido limitar o avanço das tropas russas, em grande parte graças às inovações em vários tipos de drones, incluindo alguns equipados com Inteligência Artificial.

"O que eu diria é que a nossa inteligência está de acordo com alguns dos relatórios de fontes abertas que podem ter visto na Ucrânia", disse Ratcliffe. "Assim sendo, a esperança média de vida de um recruta russo, neste momento, ao chegar ao campo de batalha na Ucrânia, está estimada entre os 20 e os 30 minutos."

"E isto deve-se ao facto de os drones com Inteligência Artificial se terem tornado máquinas de matar especializadas e de baixo custo. E é por isso que já estamos há quatro anos e meio neste conflito", acrescentou.

Sublinhe-se que quase 500 mil soldados russos morreram desde o início da guerra na Ucrânia, segundo estimou, em maio, a agência de espionagem e segurança britânica (GCHQ, na sigla em inglês). 

Já, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o número de soldados russos mortos na guerra desde o início deste ano terá ascendido a 86 mil.

Desde janeiro até ao final de maio, a Rússia terá registado também pelo menos 59 mil feridos graves e mais de 800 militares russos foram feitos prisioneiros pelas forças ucranianas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No entanto, desconhece-se o número de oficial de baixas da guerra, tanto civis como militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que será muito elevado.

O antigo presidente do Senegal, Macky Sall, regressou a Dacar no dia 17 de julho de 2026, aterrando no Aeroporto Militar Léopold-Sédar-Senghor.

 Esta foi a sua primeira visita ao país africano desde que deixou o cargo em abril de 2024, tendo sido recebido por uma multidão de apoiantes.

Irão: Teerão ameaça com mais ataques enquanto sofrer bombardeamentos... Os Guardas da Revolução, exército ideológico da República Islâmica, advertiram hoje que vão continuar os seus ataques enquanto os Estados Unidos mantiverem os bombardeamentos no sul do Irão e no estreito de Ormuz.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

"Os nossos ataques eficazes e direcionados, lançados a partir de todo o território iraniano contra o inimigo, vão continuar até ao regresso da calma à costa sul e ao estreito de Ormuz", declarou o comandante Força Aeroespacial dos guardas, Majid Mousavi.

A declaração, divulgada nas redes sociais e citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), surge após o Irão ter bombardeado alvos norte-americanos no Kuwait, Qatar e Jordânia.

Os ataques seguiram-se a bombardeamentos dos Estados Unidos no sul do Irão durante a noite, que causaram oito mortos e 20 feridos.

O exército do Kuwait informou que soldados do emirado ficaram feridos na sequência "da agressão criminosa iraniana".

O Governo do Kuwait também anunciou que "uma das centrais elétricas e de destilação de água" foi visada pelas forças iranianas.

O bombardeamento "provocou um incêndio, danos e avarias em várias unidades de produção", disse o Ministério da Eletricidade do Kuwait.

O ministério apelou aos utilizadores "para que racionalizem o consumo de eletricidade durante a fase excecional" que o país árabe está a viver.

O Irão também reivindicou ataques a bases militares norte-americanas no Qatar e na Jordânia.

Na Síria, uma fonte militar desmentiu à AFP que o Irão tenha bombardeado a base militar de Al-Tanf (sudeste), situada no triângulo fronteiriço com a Jordânia e o Iraque.

O primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, denunciou hoje "ataques injustificados" do Irão contra a região autónoma do norte do Iraque e exortou Teerão a pôr-lhes fim.

As forças de defesa aérea tinham anunciado anteriormente que abateram drones sobre Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, no segundo incidente do género esta semana.

Nove rebeldes curdos iranianos foram mortos no norte do Iraque em ataques aéreos, anunciou o respetivo grupo, atribuindo a responsabilidade ao Irão.

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


Leia Também: Guarda do Irão ataca base dos EUA no Qatar para "castigar agressor"

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares norte-americanas no Qatar para "castigar o agressor", em retaliação pelos ataques realizados durante a noite contra o Irão.

Nigéria repatriou 1.490 cidadãos ameaçados por xenofobia na África do Sul... A Nigéria anunciou esta semana que concluiu o repatriamento de 1.490 cidadãos nigerianos da África do Sul, onde os protestos anti-imigração levaram dezenas de milhares de estrangeiros a abandonar o país nos últimos meses.

© Lusa    17/07/2026 

Durante várias semanas, cidadãos estrangeiros de diversos países africanos, incluindo Gana, Nigéria, Maláui, Moçambique, Uganda e Zimbabué, abandonaram a África do Sul no âmbito de programas de repatriamento apoiados pelos respetivos governos.

O país, que é há muito um destino preferencial para os trabalhadores africanos, tem sido abalado há várias semanas por protestos e agitação contra os imigrantes, acusados de tirar empregos aos sul-africanos.

"Acabou", disse hoje Kimiebi Ebienfa, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, à agencia France-Presse, depois de os 1490 nigerianos terem regressado da África do Sul.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, Kimiebi Ebienfa indicou que um quinto voo operado pela Air Peace tinha partido de Joanesburgo nessa manhã com 305 nigerianos a bordo, juntamente com três funcionários do Governo encarregados de supervisionar a operação.

"O Governo federal já repatriou um total de 1.490 nigerianos da África do Sul através de uma série de voos humanitários coordenados" entre junho e julho, afirmou o porta-voz do ministério.

Uma operação decidida "em resposta às preocupações de segurança decorrentes dos ataques xenófobos em curso contra estrangeiros, incluindo nigerianos", acrescentou, no comunicado.

A violência xenófoba já matou 11 moçambicanos, segundo dados do Governo, que tem agora outros dois cidadãos gravemente feridos num ataque armado na terça-feira na província sul-africana de Gauteng, associado à violência contra imigrantes, segundo informação divulgada pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo).

Moçambique recebeu até agora 1.363 cidadãos repatriados vítima da violência, além de 6.156 malauianos que entraram no país em trânsito afetados pela mesma situação.

O Maláui informou, no início de julho, que tinha repatriado 38.000 cidadãos em apenas um mês, e o Zimbabué, 21.300.

"Não há sinais de que a situação esteja a melhorar", declarou a primeira ministra da Nigéria, anunciando novos voos de repatriamento e pedindo a Pretória que investigasse as mortes de dois nigerianos, que atribuiu à campanha anti-imigração, apesar da polícia sul-africana ter afirmado que estas mortes não tinham qualquer relação com os protestos.

A violência que tem marcado esta recente campanha anti-imigração fica ainda marcada por pilhagens e incêndios criminosos em estabelecimentos comerciais.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital recebe delegação do Fundo de Solidariedade Africano

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações 

Bissau, 16 de julho de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, recebeu, esta quinta-feira, no seu gabinete, uma delegação do Fundo de Solidariedade Africano (FSA), no âmbito de uma visita de trabalho destinada ao reforço das relações de cooperação entre a instituição e a Guiné-Bissau.

Durante o encontro, as duas partes abordaram questões de interesse comum, com enfoque nas oportunidades de cooperação em áreas estratégicas para o desenvolvimento económico do país, nomeadamente nos setores dos transportes, das telecomunicações e da economia digital.

Como demonstração de reconhecimento e consideração institucional, o representante do Fundo de Solidariedade Africano distinguiu o Ministro Florentino Mendes Pereira com a Medalha do Fundo de Solidariedade Africano, um gesto que simboliza o fortalecimento das relações de parceria e amizade entre a organização e a República da Guiné-Bissau.

Importa recordar que o Fundo de Solidariedade Africano (FSA) é uma instituição financeira multilateral composta por 24 Estados-membros, cuja missão é apoiar o financiamento de projetos de desenvolvimento em África, promovendo o crescimento económico e a integração regional.

A visita reafirma o compromisso das duas partes em aprofundar a cooperação e criar novas oportunidades de parceria que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau e para a concretização de projetos estruturantes em benefício da população. 

Pontes e aeroporto perto do estreito de Ormuz atacados pelos EUA... Ataques aéreos norte-americanos atingiram hoje à noite um aeroporto e duas pontes no sul do Irão, perto do estreito de Ormuz, segundo media estatais iranianos.

© Lusa   16/07/2026 

A emissora estatal IRIB referiu que o Aeroporto de Iranshahr (sudeste) foi atingido por "pelo menos um projétil do inimigo americano".

Também esta noite, a imprensa estatal iraniana noticiou uma série de explosões que abalou várias áreas no sul do Irão, após o anúncio dos Estados Unidos de uma nova ronda de ataques aéreos.

A cidade portuária de Bushehr, que alberga a única central nuclear do país, foi alvo dos ataques, segundo o governador, citado pela televisão estatal, que afirmou que "a agressão do inimigo americano continua".

Explosões também foram ouvidas na cidade costeira de Bandar Abbas.

A agência de notícias estatal IRNA noticiou ataques nas proximidades de Ahvaz, onde residentes assustados disseram à agência France-Presse (AFP) que ouviram intensos ataques aéreos pela segunda noite consecutiva.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos lançaram novas salvas de bombardeamentos contra o Irão, que atacou países da região aliados de Washington, num cenário que se repete há vários dias.


Agentes? Justiça da UE considera regras da FIFA potencialmente ilegais... O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que várias regras da FIFA relativas ao exercício da atividade de agente de futebolistas e treinadores podem ser incompatíveis com o direito comunitário da concorrência da União Europeia.

© Julien Warnand / Belga / Europa Press via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

De igual modo, o TJUE entende que outras normas da entidade que rege o futebol mundial podem dificultar a livre prestação de serviços destes agentes desportivos, embora tenha deixado nas mãos dos tribunais nacionais a decisão em cada caso.

Em causa, um pedido de decisão prejudicial -- esclarecimento na forma de interpretar - apresentado por um tribunal alemão, num processo que teve origem numa ação inibitória movida por dois agentes de futebolistas.

Entre outras, estão em causa regras que proíbem a representação simultânea de várias partes numa transferência, o limite máximo de remuneração dos agentes, as condições de obtenção e manutenção da licença profissional da FIFA, bem como as normas sobre a angariação de novos clientes e a comunicação de informações à federação.

Os dois agentes alegam que este conjunto de regras viola o direito da União, nomeadamente as proibições de cartéis e de abuso de posição dominante, a liberdade de prestação de serviços e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

No acórdão hoje divulgado, o TJUE esclarece que cabe, em última instância, ao tribunal alemão determinar se as regras da FIFA violam a proibição de cartéis, fornecendo várias orientações para essa apreciação.

No que toca ao abuso de posição dominante, o TJUE entende que a FIFA se enquadra nesse perfil nos mercados dos serviços de agentes e do emprego de jogadores e treinadores, atendendo aos poderes de regulamentação, controlo e sanção que exerce sobre os mesmos.

Caberá, também aqui, ao tribunal nacional avaliar se as regras em causa constituem um abuso dessa posição e se podem ser justificadas.

Já no que respeita à livre prestação de serviços, o TJUE identifica como entraves a esta liberdade as regras sobre representação múltipla, as condições de acesso à licença de agente e as normas relativas às abordagens a clientes de outros agentes.

Neste caso, o tribunal alemão terá de apurar se estas restrições podem justificar-se por objetivos legítimos, como evitar conflitos de interesses, fixar padrões éticos mínimos, proteger jogadores e treinadores no início de carreira ou garantir a integridade do sistema de transferências.

Sobre o RGPD, o TJUE recorda que este regulamento apenas se aplica ao tratamento de dados de pessoas singulares, cabendo ao tribunal nacional avaliar se a comunicação de dados pessoais à FIFA é necessária para a prossecução de interesses legítimos.

À luz das orientações emanadas pelo TJUE, a decisão final sobre a compatibilidade das regras da FIFA com o direito da União cabe agora ao tribunal alemão que suscitou a decisão prejudicial.


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O Reino Unido pediu hoje à FIFA uma investigação à Argentina por jogadores sul-americanos terem exibido uma faixa a reivindicar as ilhas Malvinas nos festejos da vitória de quarta-feira sobre Inglaterra, no Mundial de futebol

Comité condena novas restrições dos EUA a jornalistas internacionais... O Comité para a Proteção dos Jornalistas condenou hoje a decisão do Governo norte-americano de impor novas restrições de visto a correspondentes internacionais, com as quais procura limitar a permanência de profissionais estrangeiros nos EUA a 240 dias.

© BASTIEN OHIER/Hans Lucas/AFP via Getty Images   Por  LUSA 16/07/2026 

A organização norte-americana sem fins lucrativos considerou, em comunicado, que as novas normas abandonam uma política de décadas que permitia a jornalistas estrangeiros reportar nos Estados Unidos "sem o receio de que o seu estatuto de visto pudesse ser usado contra eles".

"Com estas restrições, a administração de Trump moveu-se para negar --- mais uma vez --- o acesso com base na sua fiscalização individual do trabalho jornalístico", denunciou hoje José Zamora, diretor regional do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) para as Américas.

"Esta é a mais recente escalada documentada pelo CPJ, seguindo um padrão de violações profundamente preocupantes da liberdade de imprensa por parte deste Governo. É o comportamento de uma democracia em retrocesso, não da vanguarda internacional da liberdade de expressão", acrescentou.

O Governo dos Estados Unidos divulgou hoje uma proposta para endurecer os requisitos de visto para estudantes, participantes de programas de intercâmbio cultural e para jornalistas estrangeiros, no âmbito da política de controlo da imigração defendida por Donald Trump.

As novas regulamentações do Departamento de Segurança Interna propõem como principal mudança que os vistos F (estudante), J (intercâmbio) e I (jornalista) passem do sistema atual --- que concede uma "duração de estatuto" que pode ser de vários anos --- para um sistema em que serão concedidos períodos de permanência fixos e mais curtos no país, exigindo que as prorrogações sejam solicitadas com muito mais frequência para quem deseja permanecer em território norte-americano.

A regulamentação deverá ser publicada no Registo Federal (equivalente ao Diário da República) na sexta-feira e entrará em vigor 60 dias após a publicação, embora a aplicação das novas regras esteja sujeita à revisão do Congresso.

Atualmente, a maioria dos portadores de vistos F, J e I são admitidos nos Estados Unidos através de um sistema de "duração de estatuto", que lhes permite permanecer no país enquanto mantiverem as suas atividades como estudantes, participantes de programas de intercâmbio ou funcionários de órgãos de comunicação social nesse período, que pode ser de vários anos.

As normas agora propostas estipulam que os novos solicitantes desses vistos receberão --- caso sejam aprovados pelo Departamento de Segurança Interna --- uma autorização de permanência com data de validade fixa no Formulário I-94, documento que verifica formalmente a situação migratória de pessoas com vistos temporários ou de não imigrante, como os vistos F, J e I.

No caso da Categoria I, para profissionais de comunicação social, a proposta estabelece um prazo máximo de 240 dias, período que se reduz para 90 dias no caso de jornalistas de nacionalidade chinesa.

Para prorrogar a validade dessas datas no formulário I-94, será necessário enviar um pedido de prorrogação antes da data de vencimento ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em território norte-americano ou numa secção consular norte-americana no exterior.

"Essas mudanças terão impacto em milhares de jornalistas estrangeiros e nas suas famílias que estão nos Estados Unidos com o visto de não imigrante 'I' para representantes da imprensa estrangeira", lamentou a CPJ, frisando que, no ano fiscal de 2024, o Departamento de Segurança Interna registou 37.330 admissões na categoria de visto I.

O Departamento de Segurança Interna propôs estas mudanças em 2025, tendo o CPJ, juntamente com organizações parceiras, enviado um parecer público instando o Governo de Trump a abandonar as mudanças propostas.

O CPJ instou agora o Congresso a garantir que as decisões sobre a emissão de vistos não levem em consideração o conteúdo das reportagens jornalísticas e pediu ao Governo de Trump "que revogue imediatamente essa política anti-imprensa".

EUA restringe permanência de jornaslitas e estudantes estrangeiros

Por  swissinfo.ch 16. julho 2026 

O governo dos Estados Unidos decidiu restringir o período de permanência legal de jornalistas e estudantes estrangeiros, segundo um documento administrativo divulgado nesta quinta-feira (16), em mais um endurecimento da política migratória do presidente Donald Trump.

Salvo se o Congresso impedir a medida, ela entrará em vigor em setembro.

De acordo com a nova regulamentação, os estrangeiros portadores de visto de estudante não poderão permanecer por mais de quatro anos em território americano.

As estadias de jornalistas estrangeiros serão limitadas a 240 dias, cerca de oito meses, embora seja possível solicitar prorrogações por períodos iguais.

Os jornalistas chineses estarão sujeitos a regras particularmente restritivas, com vistos de duração máxima de 90 dias.

A mudança, que entrará em vigor 60 dias após sua publicação no Registro Federal, prevista para esta sexta-feira, afetará jornalistas credenciados de centenas de veículos de comunicação estrangeiros nos Estados Unidos.

Uma centena de veículos de comunicação e organizações internacionais de imprensa, entre eles a AFP, afirmou em uma carta aberta que a medida “reduziria a quantidade e a qualidade da cobertura” da atualidade americana.

O Partido Republicano, de Trump, que prometeu acabar com a imigração irregular e limitar a imigração legal, possui maioria no Congresso.

Até agora, os Estados Unidos concediam vistos válidos por toda a duração do programa de estudos aos estudantes e vistos de até cinco anos para jornalistas.

Desde seu retorno ao poder, Trump promoveu deportações em massa de imigrantes em situação irregular e impôs uma série de restrições à entrada legal de cidadãos estrangeiros.

Além disso, o presidente ataca regularmente jornalistas e a cobertura de determinados veículos de comunicação, que acusa de divulgar notícias falsas.

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) advertiu que a medida constitui uma “violação direta” da liberdade de expressão e de imprensa e alertou que ela poderá “tornar extremamente difícil, quando não impossível, o funcionamento dos meios de comunicação internacionais em território americano”.

A medida já havia sido proposta pelo governo no ano passado, dando início a uma fase de consultas públicas.

Para justificar sua decisão, o Departamento de Segurança Interna, responsável pela gestão dos fluxos migratórios, apontou para um “aumento significativo” nos últimos anos do número de estudantes e jornalistas beneficiados por esses vistos.

Isso “representa um desafio para a capacidade do Departamento de supervisionar e monitorar esses não imigrantes durante sua permanência nos Estados Unidos”, acrescentou.

Em 2024, o Departamento registrou mais de 1,8 milhão de entradas com visto de estudante, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

As associações de ensino superior haviam criticado a proposta de limitar a permanência de estrangeiros, classificando-a como um obstáculo burocrático desnecessário que desestimularia estudantes talentosos.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, destituiu na quarta-feira o novo procurador federal de Seattle, Roger Rogoff, apenas uma hora após os juízes federais da região o terem nomeado por unanimidade.

Guiné-Bissau: Hospital Nacional Simão Mendes: SINDICATO DENUNCIA QUE O GOVERNO PAGA MENSALMENTE CERCA DE 70 MILHÕES DE FRANCOS CFA PARA EMPRESAS PRIVADAS, ENQUANTO MANTÉM TRABALHADORES COM SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Rádio Sol Mansi   16.07.2026 

O Sindicato de Base dos Funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes anunciou o início de uma greve de cinco dias, a partir de quarta-feira, 22 de julho, no maior centro hospitalar do país. A organização sindical acusa o Governo de manter silêncio perante as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Bissau, durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar as más condições de trabalho e a situação dos funcionários afetos à unidade hospitalar. O presidente do sindicato de base, Iburaime Sambú, afirmou que o estado em que se encontra o Hospital Nacional Simão Mendes não merece a devida atenção do Executivo de transição.

Após a conferência de imprensa, que durou cerca de uma hora, a Rádio Sol Mansi contactou o Ministério da Saúde Pública para obter uma reação do Governo. Fonte do ministério reconheceu que estão em curso diligências para responder às preocupações dos trabalhadores e assegurou que a situação será ultrapassada.

Segundo a mesma fonte, está agendada uma reunião entre o ministro da Saúde Pública e a sua equipa técnica para debater, entre outros assuntos, o diferendo entre o Governo e os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato constam a melhoria das condições de trabalho e o pagamento de mais de 30 meses de salários em atraso aos funcionários contratados para o serviço de infecciologia.

Apesar de reiterar a abertura do sindicato para o diálogo e a negociação, Iburaime Sambú denunciou que o Governo disponibiliza mensalmente cerca de 70 milhões de francos CFA para empresas privadas responsáveis pelos serviços de cozinha, limpeza e jardinagem no hospital, enquanto mantém trabalhadores com salários em atraso.

Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes reafirmaram que a paralisação dos serviços terá início na próxima semana, caso as suas reivindicações não sejam atendidas. 

Além da regularização dos salários em atraso dos contratados para a higienização do serviço de infecciologia, exigem melhores condições laborais e o apetrechamento dos serviços com equipamentos e materiais adequados para o exercício das suas funções.

Boris Nadejdine: "Putin conduz a Rússia para uma catástrofe"... O opositor russo Boris Nadejdine, alvo de um processo judicial que compromete a sua candidatura às eleições legislativas e poderá conduzi-lo à prisão, afirmou hoje que o Presidente Vladimir Putin está a conduzir a Rússia para uma possível "catástrofe".

© Alexander NEMENOV / AFP via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

"Temos de dizer a verdade às pessoas. Temos de dizer que a política com que Putin governa o país conduz ao caos e talvez, Deus nos livre, a uma catástrofe", afirmou Nadejdine, numa entrevista hoje divulgada e dada na quarta-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) em Dolgoprudny, nos arredores de Moscovo, onde reside.

O político, de 63 anos, pretende candidatar-se à Duma, a câmara baixa do parlamento russo, nas eleições legislativas de setembro, mas terá de comparecer na sexta-feira num tribunal de Dolgoprudny, acusado de "exibição de símbolos extremistas".

Por esta alegada infração administrativa arrisca uma pena máxima de 15 dias de detenção, embora não esteja excluída a possibilidade de as autoridades russas avançarem posteriormente com acusações de maior gravidade.

Nadejdine afirmou à AFP que ponderou nos últimos dias abandonar a Rússia caso se confirme a ameaça de prisão, embora tenha garantido que não pretende deixar o país e que se sente "ligado à pátria".

Contudo, essa possibilidade poderá já não existir. O opositor anunciou hoje, através da aplicação Telegram, que durante a noite foi notificado pelas autoridades de uma "proibição de sair do país", medida que está a analisar com os seus advogados.

Nadejdine é uma das poucas figuras na Rússia que continuam a criticar publicamente Putin e a ofensiva militar na Ucrânia sem estarem presas ou no exílio.

No final de 2023, o antigo deputado da Duma (2000-2003) foi o único opositor à guerra a apresentar uma candidatura contra Putin nas eleições presidenciais de março de 2024, mas as autoridades eleitorais recusaram validá-la, alegando irregularidades na recolha de assinaturas.

"É preciso fazer tudo o que estiver ao vosso alcance. Se forem políticos, devem dizer a verdade e tentar ser eleitos para que as pessoas vos apoiem. Se forem cidadãos comuns, podem ir votar e não votar na Rússia Unida", o partido pró-Kremlin, declarou.

Nadejdine afirmou agir "sempre exclusivamente dentro da legalidade" e defendeu que os esforços da oposição visam "uma mudança de poder na Rússia por meios pacíficos".

Na semana passada, foi incluído na lista de "agentes estrangeiros", estatuto imposto pelas autoridades russas que implica fortes restrições e cujo incumprimento pode ser punido com multas ou penas de prisão.

Devido a essa classificação e ao processo judicial em curso, a candidatura às legislativas, para a qual estava a recolher assinaturas, ficou seriamente comprometida.

Nadejdine disse que a abertura do processo tem a ver com o aumento da sua popularidade após o lançamento da campanha eleitoral, por representar, para o Kremlin (presidência russa), "a perspetiva indesejável" do aparecimento de um deputado da oposição na Duma.

"Hoje, absolutamente todos os deputados apoiam Putin e a guerra", afirmou.

Após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo intensificou a repressão interna, prendendo centenas de críticos da guerra. A quase totalidade das principais figuras da oposição encontra-se atualmente presa, morreu ou vive no exílio.

Nadejdine classificou como "ridículas" e "absurdas" as acusações de "exibição de símbolos extremistas" que lhe são imputadas.

Segundo explicou, as acusações baseiam-se apenas no facto de, em 2023, ter divulgado no seu canal na rede social Telegram o anúncio de um programa de outra opositora no qual, "ao minuto 48, surge fugazmente uma fotografia de Navalny".

O opositor Alexei Navalny, declarado "extremista" pelas autoridades russas, morreu na prisão em 2024. Os seus colaboradores sustentam que foi envenenado por ordem de Putin. Desde então, as autoridades têm acusado regularmente cidadãos de promover o "extremismo" por partilharem declarações ou até fotografias de Navalny.

"É como se eu fosse convidado para casa de uma jovem que tivesse um retrato de Navalny na parede e depois me dissessem: como visitou uma casa onde havia um retrato de Navalny, é extremista. Os nossos tribunais consideram que as fotografias de Navalny são símbolos de uma organização extremista. É um delírio", ironizou.


JAPÃO: Adeus gravata! Onda de calor leva japoneses a repensar visual de trabalho... Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e as opiniões dividem-se.

© Philip FONG / AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  16/07/2026 

Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país e que inclui dizer adeus às gravatas e olá aos calções. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e o novo estilo de vestir tem dividido as opiniões.

O Japão está a preparar-se para mais um verão escaldante e o governo de Tóquio está a incentivar os funcionários a deixarem de lado os fatos e gravatas a favor dos calções, t-shirts e ténis. A ideia surge numa iniciativa chamada "Tokyo Cool Biz" lançada pela governadora da cidade, uma versão atualizada da antiga "Cool Biz", implementada pelo ministério do Meio Ambiente em 2005.

O objetivo é reduzir o consumo de eletricidade e as emissões de dióxido de carbono, mantendo os ares-condicionados a temperaturas mais altas, enquanto os funcionários se vestem de forma mais confortável.

Ainda hoje em dia, o ambiente corporativo japonês é marcado por fatos escuros e camisas brancas, mesmo durante os meses mais quentes.

"No início, foi um pouco estranho", explicou Suda, um funcionário público de 34 anos, à Reuters. Envergava uma camisa polo azul-clara e calções azul-marinho pelos joelhos, no escritório, no centro de Tóquio, enquanto descrevia que a sensação de constrangimento foi desaparecendo gradualmente à medida que mais dos seus colegas começaram a adotar o estilo casual.

Outro funcionário governamental, Noboru Watanabe, de 50 anos, admitiu: "Sinceramente, já me habituei e é difícil voltar para trás". O homem, que lidera uma equipa de Tóquio para as medidas de combate às mudanças climáticas, considera ainda que apesar disso "as ocasiões formais ainda exigem trajes formais" e que tendo isso em conta ajusta a roupa tendo em conta "a tarefa e a situação".

Embora algumas empresas que atendem diretamente o público ainda esperem um visual formal, há um número crescente de empregadores a permitir aos funcionários uma maior liberdade na forma de vestir, principalmente quando não estão em reunião com clientes.

A campanha tem, no entanto, dividido opiniões, conta a AFP. Sachie Koike, uma agente imobiliária de 52 anos, confessou à agência que não se importava que os homens dispensassem a gravata ou o fato, mas que usar calções já era demais. "Associo calções a um dia de folga", explicou, acrescentando: "Acho que pernas peludas não ficam muito bem num ambiente de trabalho".

Na quarta-feira, a Agência Meteorológica do Japão e o Ministério do Meio Ambiente emitiram em conjunto alertas de insolação para a capital, os primeiros deste verão, recomendando a que as pessoas limitem as atividades ao ar livre e usem ar condicionado.

Pode ver algumas imagens do novo visual.⤵

Washington aprovou venda de armas à Arábia Saudita... O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.

© Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

A guerra foi desencadeada pela ofensiva lançada em fevereiro pelas forças norte-americanas e de Israel contra o Irão.

Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a aprovação da venda de material militar à Arábia Saudita envolvendo "sistemas de armas avançadas guiadas com precisão".

Washington especificou que vai comprar compra de até 10 mil secções ar-ar e outras 10 mil secções ar-solo para os sistemas de armas avançadas guiadas com precisão (APKWS-II).

O pacote inclui lançadores, ogivas, motores de foguete, equipamento de suporte, dispositivos de lançamento, peças sobressalentes, documentação técnica e formação especializada.

No documento, salienta-se que o negócio vai melhorar a segurança de "um importante aliado não pertencente à Aliança Atlântica".

O Departamento de Estado disse ainda que a venda vai melhorar a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a defesa e melhorando a operacionalidade conjunta com as forças dos Estados Unidos, da região e da NATO.

O contrato principal vai ficar a cargo da empresa BAE Systems, com sede em New Hampshire, Estados Unidos.

O anúncio da diplomacia norte-americana ocorreu depois de um porta-voz do Departamento de Estado ter manifestado o "apoio firme" de Washington a Riade face à "agressão iraniana".


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Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje o ataque a um aeroporto no sul da Arábia Saudita em retaliação por uma ofensiva que atribuem a Riade contra o aeroporto de Sana, que controlam.