domingo, 5 de julho de 2026

Trump exalta "grandeza" dos EUA no 250.º aniversário da Independência... O Presidente norte-americano exaltou "a grandeza" dos Estados Unidos no discurso das comemorações dos 250 anos da Independência, numa intervenção adiada devido ao mau tempo e na qual afirmou que ninguém poderá igualar o poderio do país.

© Lusa   05/07/2026

"Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós", afirmou no sábado Donald Trump, no início do discurso, que começou mais de uma hora depois do previsto. 

O republicano agradeceu à multidão, composta na grande maioria por apoiantes, que tiveram de esperar várias horas no meio de uma onda de calor, para depois terem de abandonar o recinto e passar novamente pelo rigoroso controlo de segurança ao regressarem.

Ao estilo de um comício político, Trump reiterou advertências sobre a ameaça do comunismo. "Não queremos comunistas no nosso país. Nunca funcionou", afirmou, referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas socialistas nas primárias para as eleições intercalares de novembro próximo.

Aproveitou também para promover a controversa reforma eleitoral, que tornaria mais rigorosos os requisitos para se registar e votar nas eleições federais, ainda paralisada no Congresso.

"Os Estados Unidos estão de volta e queremos manter a sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei 'SAVE America', o que implica que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, terão de apresentar um documento de identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania, e não haverá voto por correspondência, salvo em alguns casos", insistiu.

Trump encadeou relatos de heroísmo e acontecimentos para refletir os valores de patriotismo e liberdade que, segundo afirmou, constituem o espírito norte-americano, ao mesmo tempo que convidou veteranos a subir ao palco para saudar várias bandeiras históricas.

"Juntos, reafirmamos também a verdade de que a força e o poder dos Estados Unidos não são motivo de vergonha. É algo de que nos sentimos muito, muito orgulhosos", acrescentou.

Entre as bandeiras homenageadas no evento encontrava-se a que hasteou no navio almirante quando a Marinha norte-americana afundou a frota espanhola na baía de Manila, "uma das maiores vitórias navais da história", que comparou à "recente vitória ao afundar toda a Marinha iraniana" no recente conflito com Teerão.

Além disso, afirmou que iria entregar uma bandeira que hasteou no Capitólio e que "em breve será hasteada por astronautas norte-americanos no próximo regresso à Lua", assegurou.

O discurso de Trump no 'National Mall' marcou o ponto alto de uma série de celebrações que se prolongaram por semanas na capital norte-americana e que suscitaram polémica entre os críticos, que acusam o Presidente de politizar uma comemoração que, pela sua natureza, deve incluir todos os norte-americanos.

A Administração republicana criou o "Freedom 250" para organizar eventos alternativos aos planeados pela organização apartidária "America250", entre os quais a Grande Feira Estadual Americana na capital, um evento que ficou aquém das expectativas devido a um número de participantes inferior ao previsto, a uma onda de calor e ao cancelamento de dezenas de artistas.

As palavras de Trump foram precedidas por um espetáculo de fogo de artifício, o maior do género em Washington, com o qual o Governo pretende estabelecer um recorde, mas que provocaria condições insalubres em partes da cidade, de acordo com documentos do Serviço Nacional de Parques analisados pelo jornal The Washington Post.

Outras cidades, como Nova Iorque ou Los Angeles, celebraram os 250 anos da Independência dos Estados Unidos com concertos, desfiles, feiras e festivais, embora vários destes eventos ao ar livre tenham sido adiados ou cancelados devido à onda de calor extremo que assola o país.


sábado, 4 de julho de 2026

MALI: Pelo menos 26 suspeitos de terrorismo e um militar mortos no Mali... Pelo menos 26 suspeitos de terrorismo e um soldado morreram hoje em ataques lançados por rebeldes separatistas e jihadistas contra posições militares em várias cidades do Mali, bem como contra uma prisão perto da capital, segundo o Exército maliano.

© Shutterstock    Por  LUSA   04/07/2026 

Neste momento, a situação, que afetou várias cidades do norte e centro do Mali, encontra-se "completamente controlada", afirmou o Exército do Mali.

Os ataques começaram na madrugada deste sábado contra posições das Forças Armadas do Mali (FAMA) e dos seus aliados do grupo paramilitar russo "Africa Corps" nas cidades de Aguelhoc, Anefis e Gao (no norte do país), Sevaré (centro), bem como contra a prisão de Kenieroba, situada a cerca de 60 quilómetros a sudoeste de Bamako.

Em comunicado, as FAMA informaram que 20 terroristas a bordo de motos e veículos blindados foram mortos em Sevaré, enquanto outros seis morreram em Gao, onde um soldado também faleceu e outros quatro ficaram feridos.

"Todos os ataques foram repelidos com firmeza. As operações de rastreio aéreo e terrestre continuam. A situação está controlada em todas as posições atacadas", referiu as FAMA.

Por sua vez, o porta-voz da Frente de Libertação de Azawad (FLA, movimento que reivindica a independência do norte do Mali), Mohamed Elmaouloud, afirmou, na sua conta nas redes sociais, que o grupo lançou durante a madrugada uma ofensiva para tomar o controlo de Anefis, localizada a cerca de 100 quilómetros a sudoeste de Kidal, cidade que ficou sob controlo dos rebeldes em abril, após uma onda de ataques coordenados com jihadistas.

Além disso, a prisão de Kenieroba foi atacada esta madrugada e vários veículos foram incendiados numa ação atribuída a alegados membros do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, afiliado da Al-Qaeda no Sahel).

Em Gao, no norte do país, vários disparos e "fortes explosões" foram relatados à agência de notícias AFP por habitantes que vivem nas imediações de um quartel do Exército.

No centro do país, em Sévaré, "foram ouvidas explosões por volta das 05:00 [locais], sem que a sua origem seja ainda conhecida".

Pouco depois, várias aeronaves foram avistadas a sobrevoar a zona, afirmou uma fonte de segurança à AFP.

A algumas dezenas de quilómetros da capital, Bamako, o importante estabelecimento prisional de Kéniéroba, onde estão detidos, entre outros, vários jihadistas, está igualmente a ser alvo de um ataque.

"Estamos escondidos debaixo das camas, os tiros continuam", disse à AFP, por telefone, um recluso.

Estes ataques seguem-se a uma onda de atentados coordenados pela FLA e pelo JNIM, lançados a 25 de abril contra a capital e várias cidades do país, nos quais foi assassinado o ministro da Defesa, Sadio Camara.

Governado desde 2020 por uma junta militar que tomou o poder num golpe de Estado, o Mali enfrenta há mais de uma década uma grave crise de segurança, marcada pela atividade de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, bem como pela insurgência de movimentos independentistas no norte do país.


Leia Também:  Mali volta a ser alvo de ataques coordenados de grande escala

O Mali voltou a ser alvo, na manhã deste sábado, 04 de Julho, de ataques coordenados de grande envergadura por parte de grupos jihadistas e aliados independentistas tuaregues em várias zonas do país. Os ataques acontecem apenas algumas semanas depois de uma vasta ofensiva rebelde marcada pela tomada da cidade estratégica de Kidal e pela morte do ministro da Defesa.

GUINÉ-BISSAU E MAURITÂNIA CONCLUEM NEGOCIAÇÕES PARA FACILITAR REGULARIZAÇÃO DE CIDADÃOS GUINEENSES

Por  Rádio Sol Mansi  04 07 2026 

A Guiné-Bissau e a Mauritânia concluíram as negociações de um acordo bilateral que vai flexibilizar e simplificar as condições de regularização dos cidadãos guineenses residentes em território mauritano. A iniciativa responde a uma das principais preocupações da comunidade guineense naquele país e pretende reforçar a proteção dos seus direitos.

O entendimento foi alcançado durante a visita oficial da Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau, Fatumata Jau, à República Islâmica da Mauritânia, realizada nos dias 1 e 2 de julho de 2026. A missão diplomática terminou com resultados considerados significativos, abrindo um novo capítulo nas relações de cooperação entre Bissau e Nouakchott.

De acordo com fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o acordo será formalmente assinado no próximo dia 13 de julho, em Bissau, durante a visita oficial do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Mauritanos no Exterior da Mauritânia, Mohamed Salem Ould Merzoug.

Entre os principais resultados da missão destaca-se ainda o compromisso de reativar a Comissão Mista de Cooperação Guiné-Bissau–Mauritânia e organizar um Fórum Empresarial bilateral, com o objetivo de impulsionar o investimento, o comércio e as parcerias entre empresas dos dois países.

Com esta missão, o Governo da Guiné-Bissau reafirma o compromisso de desenvolver uma diplomacia moderna, pragmática e orientada para resultados, colocando a política externa ao serviço dos cidadãos, do desenvolvimento económico e do reforço da integração africana.

Durante a deslocação, segundo a mesma fonte, a ministra Fatumata Jau foi recebida em audiência pelo Presidente da República Islâmica da Mauritânia, Mohamed Ould Cheikh El Ghazouani, e manteve encontros de trabalho com membros do Governo mauritano, representantes do setor privado, da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura da Mauritânia e do Instituto Diplomático e Consular.

Putin reitera em conversa com Trump que Rússia vai tomar todo o Donbass... A conversa entre os dois líderes mundiais antecede a cimeira da NATO na Turquia, onde Trump participará nos próximos dias.

Por  SIC Notícias Com LUSA   04 jul.2026 

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou este sábado por telefone com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, anunciou o Kremlin, reiterando, sobre a situação da guerra com a Ucrânia, que a Rússia pretende "tomar todo o Donbass".

Putin contactou Trump por ocasião do 250.º aniversário dos Estados Unidos, assinalados hoje, Dia da Independência, que se comemora no país anualmente a 04 de julho.

"Os presidentes abordaram, naturalmente, a questão de uma resolução na Ucrânia, tendo em conta, nomeadamente, a próxima participação de Donald Trump na cimeira da NATO na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho", indicou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático do Kremlin, citado pela agência de notícias Ria Novosti.

Na conversa, Putin salientou que a Rússia "irá tomar todo o Donbass, apesar dos esforços da Ucrânia", segundo Yuri Ushakov.

"Por mais que o regime de Kiev se agarre aos bastiões que lhe restam, o nosso Exército irá tomá-los sem falhar", afirmou Ushakov numa conferência de imprensa por telefone, para dar conta da conversa.

Putin sublinhou ainda a história comum das relações entre a Rússia e os Estados Unidos, e aproveitou para posicionar o seu país como potência mundial, uma vez que ambos são "potências nucleares" e "têm a responsabilidade essencial de garantir a segurança e a estabilidade à escala global".

Não fez qualquer referência à Guerra Fria, mas sim ao facto de terem sido "aliados em duas guerras mundiais" e de "juntos terem libertado a humanidade dos horrores do nazismo", bem como ao subsequente "papel vital na construção das bases da ordem mundial moderna".

O chefe de Estado russo manifestou a sua confiança no estabelecimento de laços construtivos, equitativos e mutuamente benéficos entre Moscovo e Washington, segundo o conselheiro.

Antes deste contacto entre os chefes de Estado da Rússia e dos Estados unidos, Kiev anunciou igualmente que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tinha conversado também por telefone com Donald Trump.

"O presidente Trump e eu discutimos a situação atual na linha da frente, bem como os nossos esforços diplomáticos. Existe uma perspetiva real de pôr fim a esta guerra e a determinação dos Estados Unidos é decisiva", afirmou Zelensky nas suas redes sociais.

Está prevista, a partir de terça-feira, em Ancara, na Turquia, a chegada de chefes de Estado e delegações de 32 países, incluindo Donald Trump, para esta cimeira da Aliança Atlântica.

"Acordámos em prosseguir estas discussões durante a cimeira da NATO", acrescentou o líder ucraniano.

Senegal: Presidente Diomaye Faye anuncia criação de partido próprio e oficializa rutura com Sonko

Por Correio Kianda  04/07/2026 

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, anunciou a criação da sua própria formação política, formalizando a rutura com o seu antigo aliado, Ousmane Sonko, líder do PASTEF. A informação foi avançada este sábado pela imprensa senegalesa, nomeadamente pelo portal SenePlus, que descreve a decisão como um marco na reorganização do cenário político do país.

Segundo o SenePlus, o anúncio foi feito durante um encontro realizado no Palácio da República, em Dakar, que reuniu os 306 presidentes de câmara da Coligação Diomaye Président, oriundos das 14 regiões do Senegal. Na ocasião, o Chefe de Estado orientou os seus apoiantes a iniciarem os trabalhos para a estruturação da nova força política, destinada a reunir os setores que apoiam a sua governação.

A iniciativa surge após vários meses de crescentes divergências entre Diomaye Faye e Ousmane Sonko, uma crise que culminou, em maio, com a exoneração de Sonko do cargo de primeiro-ministro. Dias depois, o PASTEF anunciou a retirada do novo Governo, selando o fim da aliança que levou ambos ao poder nas eleições presidenciais de 2024.

Na sequência da separação política, o Presidente senegalês nomeou Ahmadou Al Aminou Lô para chefiar um novo executivo de perfil tecnocrático e de base mais alargada, procurando assegurar a estabilidade institucional e dar continuidade ao programa de governação.

Analistas políticos citados pela imprensa senegalesa consideram que a criação do novo partido representa uma das mais importantes reconfigurações do panorama político do Senegal desde a ascensão de Diomaye Faye à Presidência, podendo alterar o equilíbrio de forças entre a Presidência, a Assembleia Nacional onde o PASTEF continua a manter forte influência  e os restantes atores políticos.

Com esta decisão, Bassirou Diomaye Faye procura afirmar a sua autonomia política e consolidar uma plataforma própria de apoio, numa altura em que o Senegal atravessa uma fase de profundas mudanças no seu sistema político. 

PRENDA: Antuérpia dá a Trump anel com diamantes, safiras, esmeraldas e rubis... O presidente do Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia ofereceu a Donald Tump, através do embaixador dos EUA na Bélgica, um anel de ouro, do tamanho de um relógio, com 321 diamantes, 56 safiras, 13 esmeraldas e seis rubis.

O anel  © AWDC     Por  Notícias ao Minuto   04/07/2026 

Dezenas de diamantes fazem duas gigantes letra 'T' e outras os números 45 e 47, no formato do Super-Homem (Trump é o 45.º e o 47.º presidente dos EUA)

O presidente do Centro, Isidore Mörsel, deu a prenda em nome da comunidade diamantífera, velha de séculos, desta cidade portuária.

"Possa este anel servir como lembrança de que as parcerias verdadeiras, como o diamante natural mais fino, são feitas sob pressão, passam o teste do tempo e brilham quando baseadas na confiança", disse Morsel.

No interior, o anel tem a frase "Crafted in Antwerp for Donald John Trump" (Feito em Antuérpia para Donald John Trump).

Em termos de valor pecuniário, o anel -- avaliado entre 25 mil e 35 mil dólares - empalidece perante prendas como o avião dado pelo Qatar, avaliado em 400 milhões de dólares, que Trump ordenou que fosse convertido no novo avião presidencial (Air Force One).

Mas é mais uma demonstração do papel que as prendas ostentatórias -- e quase sempre douradas -- têm nas manobras de aproximação a Trump,

Esta prenda é dada meses depois de a indústria diamantífera belga ter conseguido a remoção das taxas alfandegárias dos EUA sobre as suas exportações para o país.

Em setembro, o Centro revelou que "tinha conseguido garantir zero por cento de taxas alfandegárias" para as exportações anuais de Antuérpia, de valor superior a dois mil milhões de dólares de diamantes para os EUA.


Leia Também: Independência. UE felicita EUA e destaca histórica amizade transatlântica

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou hoje os Estados Unidos pelo 250.º aniversário da assinatura da Declaração de Independência, que assinalou o nascimento do país, destacando a histórica amizade transatlântica com a Europa.

AÇORES: Corvo aumenta apoio à natalidade. Cada bebé recebe agora 4 mil euros... O município do Corvo, o mais pequeno dos Açores, aprovou um Regulamento de Apoio à Natalidade e Infância, que atribui um incentivo de 4.000 mil euros a cada criança nascida na ilha, para combater o envelhecimento populacional.

© iStock     Por  LUSA   04/07/2026 

O novo regulamento, que foi aprovado pela Assembleia Municipal do Corvo no dia 25 de junho e publicado na sexta-feira em Diário da República, duplica o incentivo que estava em vigor desde 2022.

Segundo o documento, o apoio à natalidade e à infância traduz-se num incentivo, no valor de 4.000 euros, a concretizar monetariamente (50% do valor) e em espécie (restantes 50%), "relativamente a cada filho nascido ou a cada criança dentro da idade elegível, por uma única vez" e é respeitante "quer aos recém-nascidos, quer às crianças que integram o agregado familiar do beneficiário até aos 5 anos de idade".

O montante em dinheiro é atribuído até 15 dias após a aprovação do apoio pelo município e o restante valor, em espécie, será mediante a apresentação, pelo beneficiário, de fatura e recibo, relativamente à aquisição de bens para a criança (fraldas, leite, carrinhos de bebé, berços, cadeiras auto, alcofas, etc.).

O presidente da Câmara Municipal do Corvo, Marco Silva (PS), justifica a medida por a baixa natalidade constituir uma "relevante preocupação social e política" a que o município, o único da ilha, "não pode, nem deve ficar alheio".

Nesse âmbito, a autarquia atualizou a regulamentação dos apoios municipais para a natalidade e a infância, procurando "atenuar os custos associados à parentalidade" e promover "políticas de combate ao sobre envelhecimento populacional e à baixa taxa de natalidade registados nas últimas décadas".

"A inversão da tendência de declínio demográfico e o combate ao envelhecimento populacional constituem, hoje, prioridades estratégicas inadiáveis. No caso específico da ilha do Corvo, a ultraperiferia e a reduzida escala territorial exponenciam a vulnerabilidade social face à baixa taxa de natalidade, fenómeno que o município não pode, nem deve, ignorar", lê-se.

O município criou em 2022 um Regulamento de Apoio à Natalidade e Infância, que previa um apoio global de 2.000 mil euros (metade atribuído em dinheiro e a outra metade em espécie) que apoiou até 2025 um total de 28 agregados familiares, num investimento de 47.017,49 euros.

Com o novo regulamento, a autarquia visa "contribuir para o aumento da taxa de natalidade no município do Corvo e propiciar o desenvolvimento saudável das famílias e a melhoria das condições de vida".

São beneficiários os cidadãos que, à data da apresentação da candidatura, residam há pelo menos 24 meses no município do Corvo, que contabilizava 434 residentes em 2025, segundo dados de junho do Serviço Regional de Estatística.

O regulamento, que entrou hoje em vigor, estabelece que as candidaturas devem ser efetuadas junto da autarquia, até 30 dias após o nascimento da criança (para as situações de recém-nascidos) e até ao final do mês de novembro de cada ano civil para as demais situações.

O beneficiário deverá manter residência efetiva e contínua no município do Corvo por um período mínimo de 24 meses após a atribuição dos apoios previstos.

Excecionalmente, todas as crianças nascidas entre 01 de janeiro de 2026 e a data de entrada em vigor do regulamento podem beneficiar das disposições previstas.

Ataques ucranianos danificam terminal petrolífero em São Petersburgo... Os ataques ucranianos da madrugada de hoje contra a Rússia danificaram um terminal petrolífero em São Petersburgo, já atingido em junho, e provocaram cortes parciais no fornecimento de eletricidade na cidade de Belgorod, capital da região homónima.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images     Por LUSA     04/07/2026 

"As forças de defesa antiaérea repeliram um ataque com drones inimigos em São Petersburgo e na região de Leninegrado. O ataque atingiu as instalações de um terminal petrolífero no distrito de Kirovski, em São Petersburgo", informou o governador da segunda maior cidade da Rússia, Aleksandr Beglov, nas redes sociais.

Segundo vídeos divulgados nas redes sociais, são visíveis várias colunas de fumo a elevar-se da zona do terminal, que já tinha sido alvo de um ataque no início de junho, coincidindo com o Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.

O governador da região de Leninegrado, Aleksandr Drozdenko, afirmou que os sistemas de defesa antiaérea abateram 72 drones durante a noite, embora os destroços de um aparelho intercetado tenham caído no porto de Vysotsk.

Entretanto, em Belgorod, registaram-se cortes de eletricidade em várias zonas da cidade, próxima da fronteira com a Ucrânia, na sequência de ataques com drones contra uma central termoelétrica.

"Os serviços públicos e as equipas de emergência trabalharam durante toda a noite para responder às consequências do ataque com mísseis do inimigo contra Belgorod", escreveu o governador da região, Aleksandr Shuvayev, nas redes sociais.

As autoridades esperam restabelecer o fornecimento de eletricidade ainda hoje, embora tenham alertado para a possibilidade de interrupções no abastecimento de água.

As autoridades da região de Pskov informaram igualmente ter abatido mais de 30 drones, embora a queda de um deles tenha provocado três feridos entre a população civil.

O Ministério da Defesa russo anunciou ter abatido um total de 389 drones durante a última noite nas regiões de Belgorod, Briansk, Vladimir, Kaluga, Kursk, Lipetsk, Leninegrado, Novgorod, Oriol, Pskov, Rostov, Riazan, Saratov, Smolensk, Tver, Tula, Krasnodar, na região de Moscovo e na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia.

Segundo o ministério, foram ainda intercetados drones que sobrevoavam o mar Negro e o mar de Azov.


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O Exército russo prometeu hoje retaliar contra os ataques da Ucrânia com drones e mísseis durante a última madrugada, que atingiram em particular São Petersburgo.

Donald Trump diz que EUA são o país "mais livre e mais forte da história"... O presidente norte-americano afirmou, no início das comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, no Monumento Nacional do Monte Rushmore (Dakota do Sul), que o país é o "mais livre e mais forte da história".

© Getty Images/Chip Somodevilla/Getty Images    Por LUSA  04/07/2026 

"Somos o povo mais livre do mundo, temos a Constituição mais justa e duradoura do mundo e somos a nação mais poderosa do mundo", afirmou na sexta-feira Donald Trump, num tom patriótico e durante o evento de comemoração do aniversário da independência, que incluiu homenagens às Forças Armadas e sobrevoos militares.

O dirigente apresentou a fundação dos EUA como "um acontecimento único na história da humanidade" e reivindicou o legado dos Pais Fundadores e da Declaração de Independência de 1776.

O Monte Rushmore é um dos símbolos mais reconhecido dos Estados Unidos, tendo na fachada esculpidos os rostos de quatro presidentes fundamentais na história do país: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln.

Trump já tinha escolhido este local para celebrar o Dia da Independência em 2020, durante o primeiro mandato, quando defendeu os monumentos históricos face aos protestos do movimento Black Lives Matter. Na altura, afirmou que o Monte Rushmore "nunca será profanado".

Segundo escreveu a agência de notícias EFE, no discurso de sexta-feira, Trump, apoiando-se no simbolismo do local, fez uma ampla e desconexa revisão histórica do país, desde a Guerra da Independência até à expansão para o Oeste, à Guerra Civil, à industrialização e às guerras mundiais, na qual tentou enquadrar a mensagem na continuidade dos quatro presidentes esculpidos.

Trump alertou ainda, num tom ideológico, para o que considera serem "tentativas de alterar o caráter excecional dos Estados Unidos" e de "afastar os cidadãos da própria história".

"Este país não é a norma, é a exceção. É raro, é precioso e é milagroso", afirmou, e insistiu que a identidade nacional foi "fundamental para preservar a liberdade ao longo de dois séculos e meio".

O Presidente passou depois a associar a mensagem à agenda política e citou a Segunda Emenda, que garante o direito ao porte de armas: "Salvámos a vossa Segunda Emenda e continuarei a fazê-lo", afirmou.

Trump lançou também uma dura crítica ideológica contra o "ressurgimento do comunismo" nos Estados Unidos, que definiu como "o inimigo da liberdade, da Constituição e do 04 de julho de 1776". Garantiu: "Não permitirei a sua expansão".

No plano internacional, Trump reivindicou "a força" dos Estados Unidos, exaltando o poder militar e a capacidade de dissuasão norte-americana.

"Derrotámos a Venezuela num dia e demos uma surra tremenda ao Irão. Eles estão desesperados por chegar a um acordo, estão muito ansiosos por negociar. Concedemos-lhes uma semana de trégua por causa de um funeral", afirmou.

O discurso combinou referências históricas e promessas para o futuro, nas quais projetou uma nova "era dourada" para o país, baseada na liderança tecnológica, na independência energética e na expansão da exploração espacial, entre outros aspetos.

"Isto não é um fim, é o início da era dourada da América", concluiu.


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O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou hoje o homólogo norte-americano, Donald Trump, pelo 250.º aniversário do Dia da Independência dos Estados Unidos.

Kyiv nega que Rússia tenha tomado cidade estratégica de Kostiantynivka... A Ucrânia negou hoje que a cidade estratégica de Kostiantynivka, no leste do país invadido pela Rússia, tenha sido conquistada pelas forças russas, como Moscovo afirmou na sexta-feira.

© Aleksandr Gusev/SOPA Images/LightRocket via Getty Images        Por  LUSA     04/07/2026 

"Os defensores ucranianos continuam a manter as suas posições nas linhas definidas. A situação continua difícil, mas está sob controlo das Forças de Defesa da Ucrânia", declarou ao jornal Ukrainska Pravda e à agência Ukrinform o porta-voz do Estado-Maior-General ucraniano, Andrii Kovalev.

Kovalev sublinhou que, de acordo com o sistema automatizado "Dzvin", do Centro de Controlo Operacional das Forças Armadas da Ucrânia, e com o sistema DELTA, Kostiantynivka continua sob controlo das Forças de Defesa.

O porta-voz indicou que as unidades e subunidades do 19.º Corpo de Exército das Forças Armadas da Ucrânia, integrado no agrupamento de tropas "Leste", continuam a realizar operações defensivas nas posições definidas no interior da cidade e nos respetivos acessos.

Ao mesmo tempo, admitiu que as forças russas mantêm as tentativas de conquistar a cidade, situada na região de Donetsk.

Kovalev explicou que foram registados casos de infiltração de pequenos grupos de infantaria, compostos por uma a três pessoas, na retaguarda das posições de combate ucranianas, mas sublinhou que as Forças de Defesa continuam a realizar operações de contra-sabotagem na cidade.

Acrescentou que, na sexta-feira, as forças russas realizaram 11 operações de assalto naquela direção, que, segundo o porta-voz ucraniano, não obtiveram êxito.

O porta-voz do Estado-Maior-General ucraniano salientou ainda que não é a primeira vez que a Rússia recorre à "divulgação de desinformação e notícias falsas".

Na sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Kostiantynivka tinha sido conquistada, ao dar conta de uma reunião entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Valeri Gerasimov.

No mesmo dia, aliás, o Kremlin divulgou imagens de Putin, perante o seu estado-maior, reivindicando a captura da cidade ucraniana de Kostyantynivka, de "grande importância estratégica".

Os combates por Kostiantynivka, cuja conquista abriria caminho para a tomada de Sloviansk e Kramatorsk, os principais objetivos da ofensiva russa no Donbass, começaram em outubro de 2025.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 -- após a desagregação da antiga União Soviética -- e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões -- Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia -- além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


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O Kremlin divulgou na sexta-feira imagens do Presidente Vladimir Putin, perante o seu estado-maior, reivindicando a captura da cidade ucraniana de Kostyantynivka (leste), de "grande importância estratégica".

CPLP falha no acompanhamento da crise política na Guiné-Bissau... Analistas declararam à Lusa, no âmbito dos 30 anos da CPLP, que a organização falhou no acompanhamento da crise na Guiné-Bissau, especialmente com o seu ex-secretário-executivo, e consideraram a suspensão do país um ato simbólico.

© Lusa    Por  Notícias ao Minuto  04/07/2026 

O analista político guineense Rui Landim criticou a atuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que, a seu ver, desde os primórdios, nunca teve uma atuação eficaz no seu país.

"A CPLP foi criada em 1996, em 1998 a Guiné-Bissau mergulhou numa guerra civil e logo aí não houve intervenção", refletiu.

Agora, o país encontra-se, pela primeira vez na sua História, suspenso da CPLP, assim como de outras organizações, devido ao golpe de Estado militar de 26 de novembro de 2025, na véspera da divulgação dos resultados eleitorais de 23 de novembro.

Nesse seguimento, o ativista guineense questionou: "Qual é a consequência dessa suspensão? A Guiné-Bissau vive há cerca de 12 anos uma crise [política] e nada de CPLP".

Além disso, prosseguiu, Domingos Simões Pereira, líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que foi secretário-executivo da CPLP entre 2008 e 2012, está detido e a organização lusófona, aparentemente, nada fez sobre isso. 

O professor moçambicano Elísio Macamo corrobora essa opinião. 

"Domingos Simões Pereira, líder da oposição guineense e ex-secretário-executivo da CPLP, está detido há meses "sem nenhuma acusação (...) e não se vê nada da parte da CPLP em relação a isso", criticou.

"É nesses momentos que se pode perguntar, com certa legitimidade, para que é que uma organização dessas existe", frisou o docente.

O especialista brasileiro em História das Relações Internacionais Adriano de Freixo questionou o efeito prático do envio de uma missão de ofício ao país. 

"Mandar uma missão de ofício seria muito mais para chegar lá e verificar que, de fato, a situação se deteriorou desde o golpe de Estado [militar de 26 de novembro], que a oposição está calada, que há violações de direitos humanos, que há repressão a manifestações contrárias ao Governo militar. [Essa missão] iria lá, confirmaria isso, a Guiné-Bissau continuaria suspensa, e aí, qual a consequência prática disso?", refletiu.

"O que significou para a Guiné-Bissau a suspensão da CPLP? Nada. É uma coisa mais simbólica do que outra coisa. Não tem efeito prático, da mesma maneira que uma missão no país não teria nenhum efeito prático porque não há mecanismos dentro da CPLP que permitam exercer controlo sobre os Estados-membros para que cumpram os princípios fundadores", acrescentou.

Para o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, Liberato Moniz, tem havido uma indiferença internacional enorme perante o que se passa na Guiné-Bissau. 

"Nós vemos, na televisão portuguesa e brasileira, guerras que estão a milhares de quilómetros, mas o que está mesmo aqui ao lado ninguém fala", lamentou ex-pré-candidato presidencial, que considerou que a missão de ofício à Guiné-Bissau "faz todo o sentido", mas exige "objetivos concretos" para ajudar a mudar a situação do país.

Divergindo sobre o estatuto do país na comunidade, o politólogo angolano Almeida Henriques defendeu que a Guiné-Bissau "não reúne condições para pertencer à organização".

O analista argumentou que a falta de verticalidade institucional, a profunda instabilidade política interna e a necessidade de respeitarem os valores democráticos impedem o país de responder aos anseios mínimos exigidos pela CPLP.

Por outro prisma, o analista português Fernando Jorge Cardoso explicou que "o que se passa na Guiné-Bissau tem raízes regionais que ultrapassam a CPLP".

"O que aconteceu, como sabemos, foi uma encenação de golpe. Ele [Sissoco Emabaló] ia perder as eleições e, portanto, fez-se de conta que houve um golpe de Estado. Mas sabe-se que ele tem apoio da Nigéria e nenhum país da CPLP vai confrontar Lagos", explicou. 

"Qual é o país da CPLP que se vai meter com a Nigéria? Portugal? Nem pensar. O Brasil? Nem pense", acrescentou o especialista em estudos africanos.

Nesse seguimento, o professor na Universidade Autónoma de Lisboa sustentou que a não interferência da CPLP na Guiné-Bissau se explica porque "aqueles que mandam na CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, sediada em Abuja, na Nigéria] não deixam".

"As organizações regionais africanas têm primazia territorial e a CPLP não tem capacidade política nem militar para agir de forma independente neste contexto", contextualizou.

Para o sociólogo cabo-verdiano Redy Lima, comparar a CPLP à CEDEAO é injusto, pois "a CEDEAO tem muito mais peso, tem muito mais presença".

De acordo com o analista cabo-verdiano, a "Guiné-Bissau é um grande exemplo do peso político inexistente da CPLP". 

Por outro lado, e referindo-se diretamente a Portugal, "o passado colonial acaba sempre por envergonhar um pouco a ação da CPLP", pois facilmente é usado esse argumento contra a ex-metrópole, como o próprio Sissoco Embaló chegou a fazer, recordou.

Sobre o anúncio de 23 de junho relativo à possibilidade da saída da Guiné-Bissau da CPLP, após as eleições previstas para dezembro, Fernando Jorge Cardoso declarou que uma rutura ou saída formal do país é improvável, uma vez que o atual regime depende do financiamento de Portugal e da União Europeia, assim como de doadores internacionais, defendido pela diplomacia portuguesa.

A CPLP, que assinala 30 anos a 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, que detém a presidência rotativa temporária da organização desde a suspensão de Bissau. 


IRÃO: Funeral de Khamenei arranca hoje em Teerão e prolonga-se por seis dias... As cerimónias fúnebres do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto num ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, começam hoje em Teerão e prolongam-se por seis dias, percorrendo várias cidades do Irão e do Iraque.

© Getty Images/AFP    Por LUSA  04/07/2026  

O funeral, que será o maior da história do país, será acompanhado por elevadas medidas de segurança, numa altura em que o Irão e os Estados Unidos estão envolvidos em negociações indiretas para terminar a guerra, depois de os líderes dos dois países terem assinado um memorando de entendimento, a que se seguiu uma troca de ataques.

Entre hoje e domingo, o corpo do antigo 'ayatollah' estará exposto na Mosalla (significa 'local de oração'), um dos locais mais importantes da República Islâmica, antes de um desfile pelas ruas da capital, na segunda-feira.

O funeral percorrerá cidades com um importante simbolismo político e religioso: a cidade-seminário xiita de Qom, Karbala e Narjaf (Iraque), antes do sepultamento, na quinta-feira, em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irão e local do santuário do imã Reza, que alberga o seu túmulo, o principal local de peregrinação no território iraniano.

As autoridades esperam que milhões de pessoas acompanhem as cerimónias, que decorrem cerca de seis meses após uma dura repressão de protestos populares contra o Governo de Khamenei.

Na sexta-feira, centenas de altos responsáveis iranianos e estrangeiros já prestaram homenagem ao antigo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que governou o Irão durante mais de três décadas.

Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, e o funeral foi sendo adiado devido ao conflito.

Sucedeu-lhe o filho Mojtaba, que foi ferido no mesmo bombardeamento e que não foi visto desde então.


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O dia mal tinha começado hoje em Teerão quando uma multidão de fiéis apelava à vingança diante do caixão de Ali Khamenei, exposto para uma última homenagem pública à figura da República Islâmica.


Guiné-Bissau confirma primeiro caso de MPOX e reforça medidas de resposta sanitária... A confirmação foi feita numa declaração a nação este sábado 4 de julho pelo Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Confederação Geral dos Sindicatos, realiza uma conferência de imprensa para anunciar a segunda vaga de greve, na sequência da ausência de avanços nas negociações com o Governo

GABÚ | População de Pirada denuncia estrada intransitável na época das chuvas

Por  TV O PAÍS

Moradores do sector de Pirada, na região de Gabú, denunciam as dificuldades de circulação na estrada que liga Gabú a Pirada devido ao seu avançado estado de degradação durante a época das chuvas.

Em declarações à TV O PAÍS, o residente de Camalidja, Hamadu Djau, afirmou que a má condição da via impede a circulação de pessoas e mercadorias, prejudicando uma estrada considerada importante para a economia da região.

Além do problema das estradas, a população denuncia a falta de escolas, água potável, centros de saúde e a fraca cobertura das redes móveis.

Hamadu Djau apelou ao Governo e ao Ministério das Obras Públicas para uma intervenção urgente, de forma a melhorar as condições de vida das comunidades da zona fronteiriça.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

As coligações API Cabas Garandi e PAI - Terra Ranka enviam uma carta aberta à CEDEAO, explanando a realidade política guineense.

Por  PAIGC 2023  2 Julho 2026



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Os partidos da oposição na Guiné-Bissau acusaram hoje a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de parcialidade e ainda de legitimar a revisão da Constituição do país feita por militares que assumiram o poder desde novembro.

Grupo de 38 moçambicanos legais agredido em ataques xenófobos na África do Sul... Seis mulheres, uma delas grávida, no grupo de 38 moçambicanos legais que foi agredido e obrigado a sair das suas casas na África do Sul. Uma mulher deu à luz na missão de repatriamento que a acolheu.

ESTELA SILVA/LUSA O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu o agravamento da xenofobia na África do Sul  Por  Agência Lusa   02 jul. 2026

O Presidente moçambicano disse esta quinta-feira que 38 cidadãos moçambicanos residentes legalmente na África do Sul foram agredidos e expulsos das suas casas em ataques xenófobos, enquanto o Governo prossegue o repatriamento dos nacionais afetados.

“Em Benoni Town, na província de KwaZulu-Natal, tivemos 38 cidadãos moçambicanos que foram agredidos e obrigados a abandonar as suas casas. E estes já não são aqueles que estão lá ilegalmente. São os moçambicanos que estão lá legalmente”, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, em resposta a perguntas de jornalistas.

Entre os cidadãos agredidos contam-se “seis mulheres, uma das quais em estado de gravidez”, referiu o chefe do Estado moçambicano, acrescentando que o grupo era composto por residentes em situação migratória regular.

O Gabinete de Informação de Moçambique informou esta quinta-feira, em comunicado, que prossegue o processo de assistência e repatriamento de cidadãos moçambicanos afetados pelos atos de xenofobia registados em várias províncias da África do Sul.

Segundo o documento, o Alto Comissariado de Moçambique em Pretória repatriou na quarta-feira 287 cidadãos moçambicanos, dos 336 inicialmente acolhidos nas suas instalações, permanecendo atualmente sob assistência consular outros 63 cidadãos provenientes de Joanesburgo e da província de North West, cujo repatriamento está em preparação.

O gabinete acrescenta que uma cidadã moçambicana, encaminhada pela polícia sul-africana para o Alto Comissariado, deu à luz nas instalações da missão diplomática, tendo sido posteriormente transferida para o Hospital Steve Biko, onde permanece sob cuidados médicos.

“O Alto Comissariado prestou a devida assistência à mãe e ao recém-nascido”, refere.

Na província de KwaZulu-Natal, o Consulado de Moçambique em Durban repatriou 60 cidadãos através do posto fronteiriço da Ponta do Ouro, enquanto, na província de Limpopo, 67 moçambicanos continuam sob assistência consular na esquadra de Groblersdal, aguardando a conclusão da triagem para posterior repatriamento.

“As missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul continuam a acompanhar a situação e a prestar assistência aos cidadãos afetados”, acrescenta.

Os episódios de violência contra estrangeiros levaram o Governo moçambicano a reforçar a assistência consular e as operações de repatriamento dos cidadãos afetados, mantendo o acompanhamento da situação através das representações diplomáticas e consulares na África do Sul.

O antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza considerou esta quinta-feira a xenofobia na África do Sul um momento de “turbulência” para o continente, pedindo união na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para acabar com a crise.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu na quarta-feira o agravamento da xenofobia na África do Sul, na sequência de incidentes violentos envolvendo cidadãos moçambicanos, e garantiu existirem condições logísticas para o repatriamento e acolhimento das vítimas.


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Atos de violência e intimidação registados durante as manifestações anti-imigrantes ocorridas esta terça-feira no país.

Portugal: Quatro detidos e cerca de 4 toneladas de droga apreendidas em Setúbal... Na mesma ação, foram apreendidas duas embarcações e 10 jerricãs, quatro deles ainda com combustível no seu interior. As autoridades apuraram também que um dos detidos se encontra em processo de expulsão do território nacional.

© GNR    Por  Notícias ao Minuto   02/07/2026 

Quatro homens foram detidos e cerca de quatro toneladas de droga e duas embarcações foram apreendidas, no passado sábado, pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) através do Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa da Guarda Nacional Republicana.

Em comunicado enviado às redações esta quinta-feira, a GNR detalha que apreendeu duas embarcações de fibra, 101 fardos de haxixe e 10 jerricãs na madrugada do dia 27 de junho. Os quatro homens, com idades compreendidas entre os 26 e os 66 anos, também foram detidos nessa altura.

Entretanto, na noite de ontem, o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC) detetou uma embarcação de alta velocidade (EAV) a navegar em direcção à barra de Setúbal. 

"Através da monitorização permanente dos movimentos da embarcação, identificou-se um transbordo de carga entre esta embarcação e duas outras, o que indiciava a prática do crime de tráfico de estupefacientes", indica a mesma missiva.

Nesse sentido, a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras levou a cabo uma "acção concertada" entre as suas componentes marítima, terrestre e aérea, acabando por interceptar uma das embarcações. Um dos ocupantes foi detido e o produto estupefaciente e combustível no seu interior foram apreendidos.

Segundo a GNR, a segunda embarcação "tentou a fuga, mas os meios projectados conseguiram interceptar a mesma junto à península de Tróia, deter os seus tripulantes e apreender a embarcação, o produto estupefaciente e o combustível no seu interior".

Ao todo, nesta ação, foram apreendidas duas embarcações de fibra, 101 fardos de haxixe (estimando-se 40 kg por cada fardo, estima-se que a quantidade total seja de quatro toneladas) e 10 jerricãs, quatro deles ainda com combustível no seu interior.

Mais tarde, as autoridades apuraram que um dos detidos se encontra em processo de expulsão do território nacional. Este e os outros três homens detidos vão apresentados ao Tribunal Judicial de Setúbal ainda esta quinta-feira para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

"Além dos meios do Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa, esta acção contou ainda com meios do Destacamento de Vigilância Aérea e do Destacamento de Vigilância Móvel", esclarece a GNR, que garante que vai manter a "vigilância permanente da costa portuguesa, reforçando o dispositivo operacional com vista à prevenção e ao combate da criminalidade transfronteiriça, nomeadamente o tráfico de estupefacientes e outras atividades ilícitas associadas à utilização da via marítima".


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Um homem, de 22 anos, foi detido pela GNR, em Beja, por suspeitas de tráfico de droga, tendo sido apreendidas mil doses de heroína, revelou hoje aquela força de segurança.

"Paciência de Trump não é ilimitada. Irão deve cumprir obrigações"... O embaixador norte-americano junto da ONU avisou hoje o Irão que a "paciência do Presidente Donald Trump não é ilimitada" e garantiu que Washington não permitirá que a república islâmica continue a manter a economia mundial refém.

© ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images    Por LUSA   02/07/2026 

"O Irão não pode, e nós não podemos permitir, que mantenha a economia mundial como refém. Muitos civis inocentes em todo o mundo estão a ser afetados", disse Mike Waltz numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, referindo que a agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) constatou, esta semana, que o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão terá efeitos duradouros em 61 economias em desenvolvimento.

Waltz afirmou que o regime iraniano impediu a passagem de todos os navios pelo Estreito de Ormuz, independentemente de transportarem "fertilizantes para agricultores na África, ajuda humanitária para o Sudão, combustível para o Japão ou se estavam ou não envolvidos no conflito".

O Irão deve cessar os seus ataques contra os países vizinhos e deixar essa via navegável internacional aberta para todos, apelou o diplomata norte-americano

"Não posso enfatizar o suficiente a possibilidade de uma oportunidade transformadora e positiva real para a nação e povo do Irão, mas a paciência do Presidente Trump não é ilimitada. O mundo não pode continuar a sofrer, o Irão deve cumprir as suas obrigações perante este Conselho (...) e o mundo deve responsabilizar este regime", acrescentou.

Apesar das conquistas e acordos diplomáticos, incluindo um memorando de entendimento assinado há duas semanas entre Teerão e Washington, "o Irão ainda não demonstrou ao mundo um nível básico de decência e respeito", argumentou Waltz, contestando o argumento de que o Irão retaliou apenas contra alvos militares.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se hoje de emergência a pedido do Bahrein, para abordar os ataques iranianos contra o seu país,

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al Zayani, desde 28 de fevereiro - data em que os EUA e Israel lançaram uma guerra contra o Irão - o seu país sofreu um total de 808 ataques iranianos, que envolveram 203 mísseis balísticos e 605 drones armados.  

Por sua vez, o embaixador iraniano junto da ONU, Amir Saeid Iravani, acusou o homólogo norte-americano de recorrer a mentiras e desinformação contra o Irão, "numa tentativa desesperada de justificar os atos ilegais de agressão dos EUA".

Em plena negociação, e juntamente com o regime israelita, os Estados Unidos "traíram a diplomacia duas vezes" e lançaram duas guerras de agressão contra o Irão, em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, afirmou o diplomata iraniano.

"O Irão é a principal vítima das guerras de agressão lançadas pelos Estados Unidos e pelo regime israelita. Os papéis de vítima e agressor não devem ser invertidos", enfatizou Iravani.  

O diplomata também rejeitou as imputações feitas pelo representante do Bahrein e alguns membros do Conselho, acusando-os de não abordarem a causa principal da crise atual e de ignorarem a "agressão ilegal cometida contra o Irão". 

"Os vossos dois pesos e duas medidas e comportamento hipócrita estão a privar-vos de qualquer credibilidade para dar lições aos outros", criticou.

Amir Saeid Iravani disse também que a presença de bases militares norte-americanas e a interferência estrangeira na região do Golfo Pérsico só resultam em insegurança. 

"A prioridade deve ser a plena implementação do memorando de entendimento e a continuação das negociações para um acordo abrangente", defendeu, enfatizando que o Conselho de Segurança deve apoiar esse processo, incentivar o pleno cumprimento do acordo e "abster-se de ações provocativas que possam prejudicar a diplomacia ou agravar ainda mais as tensões".

A reunião de hoje ocorre em plena ronda de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos no Qatar para abordar a execução do memorando de entendimento assinado no passado dia 17 de junho.


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O Bahrein exigiu hoje que Teerão acabe imediatamente com os ataques contra o seu território, pedindo ao Conselho de Segurança da ONU um mecanismo eficaz para monitorizar a aplicação do memorando de entendimento iraniano-americano e para garantir a responsabilização.

"Rússia receberá uma resposta pelo ataque de hoje a Kyiv; não há dúvida"... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje responder ao ataque em grande escala lançado durante a madrugada pelas forças russas contra Kyiv, que provocou pelo menos 21 mortos e 85 feridos.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  02/07/2026 

"A Rússia receberá uma resposta pelo ataque de hoje a Kyiv; não há dúvida disso", assegurou Zelensky durante uma visita ao bairro de Darnytsia, uma das zonas da capital ucraniana atingida pelos bombardeamentos, citado pela agência de notícias RBC.

Segundo o chefe de Estado ucraniano, a Rússia lançou cerca de 500 drones e mais de 70 mísseis balísticos contra a Ucrânia, tendo a maioria dos projéteis sido direcionada para Kyiv, no que classificou como um dos maiores ataques desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Moscovo afirmou que os alvos escolhidos eram exclusivamente de natureza militar e justificou a operação como uma resposta aos recentes ataques ucranianos de longo alcance contra infraestruturas energéticas e industriais em território russo.

Na sequência do ataque, Zelensky voltou a insistir na necessidade de reforçar a defesa antiaérea da Ucrânia.

"O fornecimento de equipamento de defesa aérea à Ucrânia é uma prioridade absoluta e crucial", escreveu o líder ucraniano nas redes sociais.

Zelensky reiterou igualmente o interesse de Kyiv em celebrar um acordo de licenciamento com os Estados Unidos para fabricar, em território ucraniano, mísseis destinados ao sistema de defesa antiaérea Patriot.

"Estas são as medidas que podem travar esta guerra e prevenir ataques como este", afirmou Zelensky.


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A ONU condenou hoje os bombardeamentos russos contra Kyiv e a normalização do assassínio de civis, num momento em que o número de mortes civis aumentou 40% em comparação com 2025.