quarta-feira, 8 de abril de 2026

Irão: Trump quer EUA a remover urânio iraniano após cessar-fogo... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para "desenterrar e remover" o urânio enriquecido soterrado após os ataques conjuntos com Israel no verão passado, garantindo que "não haverá enriquecimento".

© Alex Wong/Getty Images    Por  LUSA  08/04/2026 

Numa série de mensagens divulgadas nas redes sociais, o chefe de Estado norte-americano assegurou que o material nuclear não foi tocado desde os bombardeamentos de junho e sublinhou que a sua remoção será uma operação complexa, dependente de um acordo com Teerão. 

Trump indicou ainda que Washington mantém negociações com o Irão sobre o alívio de tarifas e sanções, no quadro de um entendimento mais amplo alcançado nas últimas horas.

As declarações surgem após os Estados Unidos, Israel e o Irão terem anunciado um cessar-fogo, embora ataques esporádicos tenham sido registados após a entrada em vigor do acordo.

Israel esclareceu que o cessar-fogo não abrange as operações contra o grupo Hezbollah no Líbano, tendo sido reportados bombardeamentos no centro de Beirute durante o dia de hoje.

Segundo a agência oficial libanesa, várias explosões foram ouvidas na cidade, com colunas de fumo visíveis em diferentes pontos, incluindo zonas comerciais densamente povoadas, não sendo ainda claro o número de vítimas.

Paralelamente, Trump ameaçou impor direitos aduaneiros de 50% a todos os países que forneçam armas ao Irão, "sem exceção ou isenção", reforçando a pressão económica sobre os aliados de Teerão.

O Presidente norte-americano assegurou também que a questão do programa nuclear iraniano ficará "completamente resolvida" no âmbito de um acordo negociado ao longo de duas semanas.


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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinalou que o presidente norte-americano "conseguiu que o Irão implorasse" por um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que exaltou que "a Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica".


O que já se sabe sobre o plano de 10 pontos apresentado pelo Irão aos EUA... Na segunda-feira, o Irão produziu um plano de 10 pontos que contrapôs ao plano dos 15 pontos de Donald Trump. Por via do falhanço negocial seguiu-se um ultimato americano. Sabemos agora que Trump aceitou negociar esta lista de exigências durante um cessar-fogo de 15 dias.

Por  SIC Notícias 

Trump chegou a ameaçar mandar destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não fosse atendido. Uma hora antes do fim do ultimato, o Irão surgiu com um novo plano.

As negociações arrancam na sexta-feira em Islamabad, a capital do Paquistão, para discutir o plano de 10 pontos apresentado por Teerão a Washington.

Estes são os 10 pontos propostos pelo Irão:

  • Garantia de que o Irão não será novamente atacado;
  • Fim permanente da guerra, não apenas um cessar-fogo;
  • Fim dos ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano;
  • Levantamento de todas as sanções dos EUA contra o Irão;
  • Fim de todos os combates regionais contra aliados iranianos;
  • Irão compromete-se em levantar o bloqueio do Estreito de Ormuz;
  • O Irão quer exigir uma taxa de 2 milhões de dólares por cada navio que queira atravessar o estreito de Ormuz;
  • Parte do dinheiro servirá para dividir com Omã;
  • O restante dinheiro deverá servir para reconstruir infraestruturas que ficaram danificadas nos ataques das últimas semanas;
  • O Irão forneceria um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

O anúncio do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos foi feito uma hora antes do fim do ultimato feito por Donald Trump, que ameaçou erradicar "uma civilização inteira" caso Teerão não abrisse o Estreito de Ormuz.

O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.


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O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que da sua parte não há felicitações ao cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irão e pediu a ambos para mostrarem "decência" e "sentido de Estado".

Vice-presidente norte-americano avisa Teerão para negociar paz de boa-fé... O vice-presidente norte-americano, JD Vance, qualificou hoje como frágil o cessar-fogo no Irão e aconselhou Teerão a negociar de boa-fé sob pena de descobrir que Donald Trump "não é alguém com quem se brinque".

© Getty Images   Por  LUSA  08/04/2026 

O presidente dos Estados Unidos "está impaciente por fazer as coisas avançar", afirmou Vance durante uma conferência em Budapeste, perante cerca de 200 estudantes do Mathias Corvinus Collegium (MCC), uma instituição privada próxima do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán. 

Vance disse que Trump pediu aos negociadores para que lidassem com Teerão de boa-fé quando se reunirem em Islamabad, na sexta-feira, para tentar um acordo de paz.

"Se eles [os iranianos] negociarem de boa-fé, seremos capazes de chegar a um acordo, mas esse é um grande 'se' e, em última análise, depende dos iranianos, da forma como negociarem", declarou.

"Espero que tomem a decisão correta", disse o vice-presidente, que viajou para a Hungria para apoiar a campanha eleitoral de Orbán para as eleições legislativas de domingo, 12 de abril.

A televisão norte-americana CNN noticiou que Vance deverá participe nas conversações com o Irão, juntamente com o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o genro do Presidente, Jared Kushner.

Vance avisou que se os iranianos mentiram e "tentarem impedir que mesmo a frágil trégua" aconteça, os Estados Unidos dispõem "ainda de um poderio militar e diplomático evidente".

"E, talvez mais importante, de uma alavanca económica extraordinária", ferramentas que Trump decidiu ainda não utilizar, acrescentou.

Trump anunciou na terça-feira à noite o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão pouco antes de expirar o prazo que tinha dado a Teerão para não destruir a civilização persa, como ameaçou fazer.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais.

O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.


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O Irão lançou hoje ataques com mísseis e drones contra o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, horas depois de um bombardeamento às suas instalações petrolíferas, já após o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos.

Kuwait e Emirados sob ataques aéreos iranianos: "Intensa onda"... As autoridades do Kuwait e Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram hoje que os respetivos territórios estavam sob ataques aéreos iranianos, apesar do anúncio de cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão horas antes.

© Lusa  08/04/2026 

"Desde as 08h00 horas (05h00 de Lisboa), as defesas antiaéreas do Kuwait estão a enfrentar uma intensa onda de ataques hostis e criminosos realizados pelo Irão", lê-se em comunicado das forças armadas kuwaitianas, que acrescentaram o abate de 28 drones. 

A mesma fonte adiantou que a ofensiva já causou "danos materiais significativos às infraestruturas petrolíferas, centrais de energia e de dessalinização".

Mais a sul, também no golfo Pérsico, o governo dos EAU relatou novos ataques iranianos, igualmente poucas horas após anúncio da trégua temporária de duas semanas para negociações no Paquistão, sobretudo quanto à navegação segura no estreito de Ormuz.

"As defesas antiaéreas estão atualmente a enfrentar ataques de mísseis e de drones com origem no Irão", lê-se em comunicado do ministério da Defesa dos EAU.

Washington e Teerão concordaram na madrugada de hoje parar as hostilidades e negociar um acordo de paz, com base num plano de 10 pontos, que garanta a passagem de navios petroleiros e outros entre os golfos Pérsico e de Omã, rota onde passava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

A República Islâmica iraniana retaliou com o bloqueio daquela via marítima perante a ofensiva israelo-americana iniciada em 28 de fevereiro.

O cessar-fogo acontece ao 40.º dia da guerra, num conflito que já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico, além de ter feito disparar o preços dos combustíveis, temendo-se uma inflação generalizada dos mais variados produtos.


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O Qatar pediu hoje ao Irão que cesse "imediatamente todas as ações hostis" na sequência do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, que considerou um primeiro passo para diminuir a tensão na região.

terça-feira, 7 de abril de 2026

No final da reunião entre o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, e o sindicato de motoristas e transportadores públicos, o governante e o porta-voz do Sindicato de Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Manuel Fernando da Silva, falaram à imprensa sobre os objetivos do encontro.

Diretor-Geral das Comunidades Fala à Imprensa sobre Situação dos Estudantes no Aeroporto de Lisboa

NASA: Probabilidade de encontrar vida alienígena é "bastante alta"... O atual administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que considera “bastante alta” a probabilidade de eventualmente se encontrar sinais de vida alienígena. Lembrar que Isaacman já participou em duas missões espaciais privadas.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com   07/04/2026 

O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou em entrevista à CNN que a descoberta de vida alienígena está entre as missões da agência espacial norte-americana e notou ainda que há uma boa probabilidade de o objetivo vir a ser cumprido.

“A nossa missão é sair e tentar desbloquear os segredos do Universo. Um dessas questões é: estamos sozinhos?”, perguntou-se Isaacman. “Portanto, diria que isto é inerente a todos os nossos esforços científicos, de exploração, até mesmo da construção da base lunar no polo sul da Lua”.

Antes de chegar à posição de administrador da NASA, Isaacman foi responsável por liderar missões privadas ao Espaço em 2021 e 2024 e parte dessa experiência para afirmar que, na vastidão do Espaço e com biliões de galáxias espalhadas pelo Universo, há uma hipótese “bastante alta” de haver vida em outros planetas.

“Já estive no Espaço duas vezes e ainda não encontrei alienígenas lá em cima. Não vi nada que sugira que já tivemos visitas de formas de vida inteligentes”, notou Isaacman. “Mas, quando pensas sobre isso, temos dois biliões de galáxias lá fora, quem sabe quantos sistemas estelares temos em cada uma delas. Diria que a probabilidade de encontrarmos alguma coisa em algum momento para indicar que não estamos sozinhos é bastante alta”.

A entrevista concedida por Isaacman à CNN foi dada antes de a missão Artemis II sobrevoar a face oculta da Lua, cumprindo assim o objetivo de ir até uma distância inédita em relação à Terra.

Quanto este objetivo foi cumprido, Isaacman fez uma publicação na rede social X onde deu conta do novo recorde.

“A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu Isaacman. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilómetros de distância, o Reid, o Victor, a Christina e o Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso a casa. Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os EUA podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipa da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais, mas esta missão só acaba quando estiveram em segurança sob a segurança dos paraquedas a pousarem no oceano Pacífico”.

ESTADOS UNIDOS: Casa Branca diz que só Trump conhece decisão sobre ação contra o Teerão... A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou hoje que apenas o Presidente norte-americano, Donald Trump, conhece a decisão final sobre uma eventual ação contra o Irão, horas antes do fim do ultimato imposto a Teerão.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  LUSA    07/04/2026 

"O regime iraniano tem até às 20h00, hora de Washington (01h00 de quarta-feira em Portugal continental), para aproveitar a oportunidade e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Só o presidente sabe qual é a nossa posição e o que vai fazer", declarou Leavitt.

A responsável respondia a questões sobre a possibilidade de recurso a armas nucleares e sobre notícias de que o Irão teria interrompido todas as linhas de comunicação com Washington.

As declarações surgem num momento de elevada tensão, com o prazo fixado pelos Estados Unidos a expirar durante a noite e sem sinais claros de um entendimento entre as partes.

A agenda de Trump foi totalmente esvaziada, nas últimas horas.

Segundo a agenda oficial, Trump manteve reuniões internas e contactos diplomáticos, incluindo um encontro com o embaixador norte-americano na Índia, poucas horas antes do fim do prazo estipulado.

Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que poderão surgir novos desenvolvimentos ainda hoje, sem esclarecer se existem condições para retomar negociações com o Irão.

As tensões mantêm-se elevadas, com relatos de suspensão de contactos diretos entre Teerão e Washington, num contexto de intensificação dos ataques militares e de crescente incerteza quanto à evolução do conflito.


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O exército israelita vai aumentar a pressão militar no Irão e "intensificar os danos causados ao regime", afirmou hoje o chefe do Estado-maior, Eyal Zamir, argumentando que a campanha militar está a aproximar-se de uma encruzilhada.

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura de Ormuz... A Rússia e a China vetaram hoje no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

© Getty Images   Por LUSA   07/04/2026 

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções - Colômbia e Paquistão - e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China. 

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional" pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- bem como com a Jordânia. 

A resolução exigia que o Irão cessasse imediatamente todos os ataques contra navios mercantes e comerciais e qualquer tentativa de impedir o trânsito ou a liberdade de navegação no estreito.

Exigia igualmente o fim dos ataques contra infraestruturas civis, incluindo infraestrutura hídrica e centrais de dessalinização, assim como instalações de petróleo e gás.

As negociações que visaram o projeto de resolução foram difíceis e a votação no Conselho de Segurança acabou adiada várias vezes.

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China, que acabaram por se concretizar hoje.

Contudo, mesmo que fosse adotada, muitos representantes diplomáticos duvidavam que a resolução tivesse impacto real na guerra, que já dura há cinco semanas.

Após o veto russo e chinês, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu à reunião, lamentou que o Conselho não tenha adotado o projeto de resolução e afirmou que a rejeição do texto mina a credibilidade do Conselho de Segurança.

"A não adoção desta resolução envia um sinal errado ao mundo, aos povos do mundo --- um sinal de que as ameaças às vias navegáveis internacionais podem passar sem qualquer ação decisiva da comunidade internacional", disse.

Acrescentou que o Conselho deveria assumir a sua responsabilidade, sublinhando que o projeto tinha como objetivo garantir a liberdade de navegação no estreito.

Exortou ainda o Irão a cumprir integralmente as suas obrigações, em vez de lançar ataques contra os países vizinhos.

Também o embaixador norte-americano junto da ONU, Mike Waltz, criticou os vetos de Moscovo e Pequim e disse que o Estreito de Ormuz é demasiado vital "para ser utilizado como refém, bloqueado ou instrumentalizado por qualquer Estado".

Enquanto os Estados Unidos se solidarizam com os povos do Golfo, a China e a Federação Russa, por outro lado, "aliaram-se a um regime que procura intimidar o Golfo para o subjugar", argumentou Waltz.

O pedido do Bahrein não era descabido, observou ainda o representante norte-americano, destacando que era uma resolução simples: "O Irão precisa de parar de atacar o Golfo".

E acrescentou: "Quando os carregamentos críticos são atrasados, o mundo saberá quem exatamente escolheu a destruição em vez da responsabilidade".

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.


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A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar "uma geração inteira".

Irão: Cordões humanos defendem pontes e centrais de ameaças de Trump... Milhares de pessoas formaram hoje cadeias humanas junto a centrais elétricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por LUSA  07/04/2026 

Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.

Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central elétrica do país, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.

Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central elétrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas elétricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.

Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoelétrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).

As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.

Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.

Estas ações fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem hoje cadeias humanas para "encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo".

O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse hoje que "os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra".

Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais elétricas e pontes na segunda-feira.

A concentração começou depois das ameaças de Trump de "desencadear o inferno" se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.


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Israel atacou pelo menos oito pontes e a via-férrea iraniana, afirmou o primeiro-ministro israelita, referindo que esses ataques visaram infraestruturas utilizadas pela Guarda Revolucionária da República Islâmica.

Comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira. 07.04.2026

O Ministro dos Transportes, Florentino Mendes Pereira, está reunido neste momento com sindicatos de motoristas e transportadores, numa reunião destinada a discutir a paralisação dos transportes públicos a nível nacional.

A Inspecção Geral da Administração Pública e do Trabalho do Ministério da Administração Pública informa a todas as entidades empregadoras e empresas que funcionam na Guiné-Bissau que inicia desde o dia 1 de Abril de 2026, o período oficial para a entrega dos Mapas de Quadro de Pessoal.

Este processo decorre até o dia 30 de Abril do ano em curso, no âmbito das obrigações legais das empresas relativas à organização das informações sobre os seus trabalhadores.

Trump? "Se lhe disser que está errado, fica furioso. Começa a gritar"... O antigo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, disse que o melhor é não tentar argumentar com o presidente dos Estados Unidos, uma vez que uma simples discordância poderá gerar uma forte reação. Segundo Ishiba, o ideal é dizer-lhe: "Sim, está certo".

© Toru Hanai - Pool/Getty Images    Por  Notícias ao Minuto   07/04/2026 

O antigo primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, disse, numa entrevista, que o melhor é não tentar argumentar com o presidente norte-americano, Donald Trump, tendo explicado que uma simples discordância poderá provocar uma forte reação. 

"Encontrei-me com Trump três vezes. Se lhe disser que ele está errado, ele fica furioso. Se lhe disser: 'Você está errado, deixe-me corrigi-lo', imediatamente começa a gritar. Não se podem dizer as coisas assim. Tem de se dizer: 'Sim, está certo'. Se, de repente, ele ficar furioso, ficamos em apuros", explicou Shigeru Ishiba ao Japan Daily, citado pela News 18.

O comentário do ex-primeiro-ministro surgiu numa altura que Donald Trump está 'debaixo de fogo' devido ao conflito espoletado no Médio Oriente no dia 28 de fevereiro.

Note-se que durante o mandato, o antigo primeiro-ministro do Japão encontrou-se, segundo os registos oficiais, duas vezes com Donald Trump. O primeiro encontro aconteceu na Casa Branca, em Washington DC, no dia 7 de fevereiro de 2025.

Já a segunda reunião ocorreu em 16 de junho de 2025, durante uma reunião paralela à Cimeira do G7 em Kananaskis, no Canadá. Quanto ao terceiro encontro, não se sabe quando poderá ter acontecido. 

Shigeru Ishiba foi primeiro-ministro do Japão e presidente do Partido Liberal Democrático de outubro de 2024 até à sua renúncia em outubro de 2025. O chefe de Estado japonês deixou o cargo antes de completar um ano no exercício das funções, motivado pela derrota eleitoral que sofreu, na qual o seu partido perdeu a maioria legislativa pela primeira vez desde 2009. 

Trump faz ultimato ao Irão... e prazo está a acabar

De recordar que o presidente norte-americano fez ao Irão um ultimato para que o regime islâmico volte a deixar passar todos os petroleiros no Estreito de Ormuz até às 20h00 de hoje em Washington DC (01h00 de quarta-feira em Lisboa).

Na segunda-feira, Trump ameaçou mandar destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e centrais elétricas do Irão, caso o ultimato não seja atendido. 

"Temos um plano, graças ao poder das nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irão sejam destruídas até à meia-noite de amanhã [hoje], que todas as centrais elétricas do Irão fiquem fora de serviço (...) e nunca mais possam ser utilizadas", afirmou.

Já esta terça-feira, Donald Trump ameaçou que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o regime iraniano não reabrir o Estreito de Ormuz.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar", disse numa mensagem publicada nas redes sociais, referindo que as próximas horas vão testemunhar "um dos momentos mais importantes" da História mundial.


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O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se o regime iraniano não reabrir o Estreito de Ormuz, poucas horas antes do final do seu ultimato.

Portugal: Já é conhecido calendário de matrículas para o próximo ano letivo: Anote... Pais e encarregados de educação devem matricular os filhos na escola a partir do próximo dia 22 de abril. Os primeiros serão os do pré-escolar e os do primeiro ano do ensino básico.

© Leonel de Castro/Global Imagens   Por Notícias ao Minuto  07/04/2026 

O Ministério da Educação divulgou, nesta terça-feira, o calendário de matrículas para o ano letivo de 2026/27. 

Entre 22 de abril e 1 de junho decorrem as inscrições para o pré-escolar e para o primeiro ano do ensino básico.

Entre 1 de julho e 13 de julho decorrem as inscrições para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico.

Já os alunos do 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade devem inscrever-se entre 16 e 29 de junho.

Por fim, os alunos do 10.º e do 12.º anos do ensino secundário têm entre 15 e 22 de julho para fazer a inscrição.

Quando os dias acima indicados coincidirem com sábados, domingos ou feriados, o último dia do prazo transfere-se para o primeiro dia útil imediatamente seguinte.

O despacho publicado na segunda-feira em Diário da República, e assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, estabelece os prazos a cumprir pelos encarregados de educação e pelas escolas, para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário

De acordo com o documento, a renovação de matrícula acontece "automaticamente" na maioria dos casos, a menos que "haja lugar a transferência de estabelecimento, transição de ciclo, alteração de encarregado de educação ou quando esteja dependente de opção curricular".

E quando saem as listas?

As listas serão divulgadas até 16 de junho, no caso de matrícula na educação pré-escolar e no 1.º ano do ensino básico ou até ao 5.º dia útil após o fim do período de matrícula e sua renovação para os alunos do 5.º, 7.º e 10.º anos e 1.º ano do ensino profissional.

Já no caso da educação pré-escolar e do 1.º ano do ensino básico, as listas serão publicadas até ao 1.º dia útil do mês de julho.

No caso dos restantes anos dos ensinos básico e secundário, as listas serão publicadas  até ao último dia útil do mês de julho.

PAIGC EMPOSSA COMISSÃO ORGANIZADORA DO SEU 70.º ANIVERSÁRIO E ESTRUTURA INTEGRA 58 DIRIGENTES

Por Rádio Sol Mansi   07 04 2026

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) procedeu à tomada de posse da Comissão Nacional Organizadora (CNO) das comemorações do seu 70.º aniversário, numa sessão realizada por via virtual e presidida pelo Vice-Presidente do partido, Califa Seidi.

Segundo o gabinete de comunicação do partido, durante o ato, foram oficialmente empossados os membros responsáveis pela organização das atividades comemorativas, que terão lugar em todo o território nacional, bem como junto da diáspora

A comissão é presidida por António Patrocínio da Silva Barbosa, Secretário Nacional e membro do Comité Permanente, e integra um total de 58 dirigentes do partido.

O Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, atualmente em prisão preventiva, assume a função de Presidente de Honra da comissão, ao lado de destacadas figuras do partido, nomeadamente Manecas dos Santos, Teadora Inácia Gomes e Agnelo Augusto Regalla.

No âmbito da organização territorial das celebrações, os Vice-Presidentes do PAIGC, Califa Seidi, Geraldo Martins, Adja Aba Serra e Dan Ialá, foram designados como Supervisores Provinciais, com responsabilidades nas zonas Centro-Norte, Leste e Sul do país.

A Comissão agora empossada terá como missão coordenar e dinamizar as atividades alusivas ao 70.º aniversário do PAIGC, reforçando a mobilização dos militantes e simpatizantes, tanto no país como na diáspora.

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, preside, neste momento a reunião ordinária do Conselho de Ministros desta terça-feira, 07.04.2026

 

Complexo petroquímico na Árabia Saudita atacado durante a madrugada... Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi alvo de ataques durante a madrugada, segundo o relato de uma testemunha à Agência France Presse (AFP).

© Fayez Nureldine / AFP via Getty Images   Por  LUSA   07/04/2026 

"Um ataque provocou um incêndio nas instalações da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu para não identificada, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, uma empresa química saudita.

Quando contactada pela AFP, a empresa não quis prestar declarações.

Na zona de Jubail está localizada uma das maiores zonas industriais do mundo.

Até ao momento desconhecem-se detalhes sobre o ataque contra a Arábia Saudita.

Entretanto, várias explosões foram sentidas hoje na capital do Irão testemunhou um jornalista da Agência Francde Presse (AFP) no norte de Teerão. 

Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reclamaram o bombardeamento de um complexo petroquímico em Shiraz (sul do Irão) na segunda-feira, além do ataque ao complexo de Pars Sur (que alberga as maiores reservas de gás natural do mundo).


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Pelos menos 18 pessoas morreram hoje, incluindo duas crianças, num ataque aéreo inimigo sobre a província Alborz, perto da capital da República Islâmica, Teerão, informaram meios de Comunicação Social iranianos.

Três mortos em ataque de drone russo a autocarro ucraniano.... Três pessoas morreram na cidade de Nikopol, no centro-leste da Ucrânia, devido a um ataque russo com um drone contra um autocarro de transportes públicos, anunciou hoje o chefe da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.

© Press service of the State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS   Por  LUSA  07/04/2026 

Dezasseis outras pessoas ficaram feridas no ataque, três das quais em estado grave, estando oito hospitalizados com ferimentos que incluem estilhaços, lesões nos tecidos e fraturas.

"Este não foi um ataque acidental. É terrorismo deliberado contra civis. Contra pessoas que estavam simplesmente a tratar da sua vida", escreveu Ganzha nas redes sociais.

"O inimigo atacou um autocarro urbano no centro de Nikopol com um drone. O autocarro aproximava-se de uma paragem, havia pessoas dentro e na paragem", explicou.

O responsável regional já tinha avançado anteriormente que um rapaz de 11 anos tinha sido morto noutro ataque de um drone russo contra uma aldeia no distrito de Sinelnikove, na mesma província de Dnipropetrovsk.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou um total de 110 drones de longo alcance contra a Ucrânia durante a noite, incluindo cerca de 70 drones 'kamikaze' (suicida) Shahed.

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 77 dos drones russos, mas 31 atingiram 14 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.

O relatório da Força Aérea indicou ainda que fragmentos de drones intercetados caíram em outros nove locais na Ucrânia.


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Pelo menos quatro pessoas morreram hoje na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região russa de Belgorod, a cerca de 200 quilómetros a leste de Moscovo.

ARTEMIS II: "EUA não terão rivais no Espaço". Trump conversou com astronautas... O presidente dos EUA, Donald Trump, esteve à conversa com os quatro astronautas da cápsula Orion e falou sobre a importância da missão Artemis II no que diz respeito à hegemonia do país na exploração espacial.

© X / WhiteHouse      noticiasaominuto.com    07/04/2026 

Depois de a missão Artemis II ter estabelecido um novo recorde de distância da Terra, a tripulação a bordo da cápsula Orion teve a oportunidade de conversar com o presidente dos EUA, Donald Trump, numa chamada onde se aproveitou para enaltecer a hegemonia do país na exploração espacial.

“Os humanos realmente nunca viram nada como o que vocês estão a fazer. É realmente especial”, disse Trump aos quatro astronautas. “Os EUA não terão rivais no Espaço ou em qualquer coisa que estejamos a fazer e continuaremos a liderar o caminho nesta jornada para as estrelas, esta incrível jornada para as estrelas”.

O presidente dos EUA afirmou também que os astronautas da missão Artemis II “são os verdadeiros pioneiros dos tempos modernos”, acrescentando que “deixaram toda a América muito orgulhosa, incrivelmente orgulhosa”.

Mais ainda, Trump também convidou a tripulação da Artemis II a ir até à Casa Branca assim que regressarem à Terra, notando que pedirá autógrafos a estes astronautas.

“Eu não costumo pedir autógrafos, mas vocês merecem. Vocês são realmente especiais. Todo o mundo está a falar sobre isto, estou ansioso por receber-vos na Sala Oval da Casa Branca e vamos celebrar as vossas incríveis conquistas e desafios. Isso é importante. É algo realmente grandioso”, declarou Trump.

Pode ver abaixo o vídeo completo da interação de Trump com os quatro elementos da Artemis II conforme foi publicado pela página da Casa Branca na rede social X.


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A tripulação da Artemis II, composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen, ultrapassou um recorde que foi estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13.

Israel faz aviso aos iranianos: "Evitem viajar de comboio"... O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar de comboio esta terça-feira, numa mensagem em persa, publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

Por  SIC Notícias  Com Lusa

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão" (18:30 em Lisboa), escreveu o exército israelita na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

A ameaça ao ataque de infraestruturas civis iranianas - incluindo pontes e centrais de energia - foi esta segunda-feira reforçada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa conferência de imprensa em que reiterou o prazo dado a Teerão até às 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa) para concluir um acordo que passe pelo desimpedimento à navegação pelo Estreito de Ormuz.

Neste contexto, e segundo uma fonte israelita à CNN, "Israel aguarda a decisão de Trump sobre os próximos passos", mas tem "planos adicionais para as próximas semanas, à espera da aprovação dos Estados Unidos".

Em resposta à ameaça de Trump, Teerão avisou os Estados Unidos e os países aliados na região que esperassem o mesmo tipo de resposta.

A única via rodoviária que liga a Arábia Saudita ao Bahrein foi hoje encerrada por motivos de segurança após alertas emitidos na região, informaram as autoridades sauditas.

"O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução", afirmou a Autoridade Geral da Ponte Rei Fahd, o organismo que gere este conjunto de pontes com 25 quilómetros que liga os dois países.

As declarações de Trump relativamente à possibilidade de um acordo com o Irão permitem perceber que Washington não aceitou a última contraproposta de Teerão, transmitida através do Paquistão, que consistia em 10 pontos, entre os quais se incluíam o fim das hostilidades na região, um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que o exército israelita continua a eliminar altos funcionários, mas também a atacar fábricas iranianas, incluindo Pars Sul, a maior fábrica petroquímica do Irão.

Os meios de comunicação iranianos confirmaram ataques contra as empresas Mobin e Damavand, responsáveis pelo fornecimento de eletricidade, água e oxigénio ao complexo petroquímico de Pars Sul, que alberga as maiores reservas mundiais de gás natural.

Mais longe do que nunca: Artemis II quebra recorde de distância da Terra... A tripulação da Artemis II, composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen, ultrapassou um recorde que foi estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13.

 

© NASA /Handout via REUTERS  Por  noticiasaominuto.com  07/04/2026 

Tal como a NASA havia planeado, os astronautas da missão Artemis II viajaram até uma distância inédita da Terra enquanto sobrevoaram a face oculta da Lua - ultrapassando assim o anterior recorde de 400.171 quilómetros que tinha sido estabelecido em 1970, pela missão Apollo 13.

A tripulação da Artemis II - composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen - foi até aos 406.777 quilómetros de distância do planeta Terra, um feito que foi partilhado com os astronautas pelo Centro de Controlo da Missão.

"Tripulação: Em 15 de abril de 1970, durante a missão Apollo 13, três exploradores estabeleceram o recorde de maior distância já percorrida por humanos a partir do nosso planeta atual”, pôde ouvir-se na transmissão da NASA. “Naquela época, há mais de 55 anos, Lovell, Swigert e Haise voaram a 248.655 milhas terrestres da Terra. Hoje, por toda a Humanidade, vocês estão a ultrapassar essa fronteira”.

O administrador da NASA, Jared Isaacman, também aproveitou para dar conta do feito da Artemis II e fez uma publicação na rede social X a congratular não só a tripulação da cápsula Orion como também a equipa da agência espacial norte-americana.

“A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu Isaacman. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilómetros de distância, o Reid, o Victor, a Christina e o Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso a casa. Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os EUA podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipa da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais, mas esta missão só acaba quando estiveram em segurança sob a segurança dos paraquedas a pousarem no oceano Pacífico”.

Tal como nota Isaacman, uma vez terminada a fase de sobrevoar a face oculta da Lua, os quatro astronautas da Artemis II iniciam hoje o seu regresso à Terra. Tal como aconteceu na viagem de ida, a volta demorará cerca de quatro dias e a chegada está prevista para esta próxima sexta-feira, dia 10 de abril.

Pode ver acima as fotografias do momento em que a missão Artemis II se encontrava a sobrevoar a face oculta da Lua.


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A nave tripulada Orion da missão Artemis II da NASA restabeleceu o contacto com a Terra após passar cerca de 40 minutos em silêncio total enquanto sobrevoava a face oculta da Lua, uma interrupção normal.