Por Radio TV Bantaba
Largas dezenas de feirantes do Mercado de Bandim dirigiram-se hoje à Primatura em protesto contra novas orientações da Câmara Municipal de Bissau, que os impediram de montar os seus postos de venda nos passeios contíguos ao mercado.
O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, acedeu receber os representantes dos feirantes, escutando serenamente as razões da sua discordância. Durante o encontro, os porta-vozes dos vendedores expuseram as suas preocupações, sobretudo quanto ao impacto económico imediato da medida sobre as suas famílias.
Após ouvir os feirantes, o Chefe do Governo apelou à calma e defendeu que a solução deve passar por um diálogo são, construtivo e responsável entre a Câmara Municipal de Bissau e os vendedores, de modo a permitir uma melhor reorganização dos espaços comerciais e uma acomodação mais adequada dos postos de venda.
Na sequência do encontro, o Primeiro-Ministro deslocou-se ao Mercado de Bandim, onde inspeccionou pessoalmente a situação que esteve na origem dos protestos.
Ilídio Vieira Té garantiu aos feirantes que deverão aguardar pelas novas disposições a serem tomadas pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, sublinhando, no entanto, a necessidade urgente de manter os passeios livres, por razões de mobilidade, segurança pública, higiene urbana e melhor organização da cidade.
O Primeiro-Ministro reiterou que a reorganização dos mercados deve ser feita com sensibilidade social, mas também com sentido de responsabilidade, tendo em vista conciliar o direito ao trabalho dos feirantes com o interesse público e a necessidade de ordenar os espaços urbanos da capital.
Veja Também: Mercado de Bandim: Retalhistas recorrem ao Primeiro-Ministro
Os vendedores instalados nos passeios junto ao Mercado de Bandim recorreram esta segunda-feira ao Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, para solicitar a sua intervenção face à decisão da Câmara Municipal de Bissau de os retirar do local.
Os retalhistas consideram a medida uma ameaça à sua sobrevivência económica e, defendem que a remoção vai comprometer o sustento das famílias que dependem diariamente da atividade comercial naquela zona do mercado.


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