Por LUSA
"A população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Groenlândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia", disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana afirmou estar "feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos".
"Onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno. A abordagem é a mesma na Groenlândia", escreveu a governante no Facebook.
Assim como na Dinamarca, o acesso à saúde é gratuito na Groenlândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses.
Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha ártica, sendo que o de Nuuk recebe pacientes de todo o território.
O governo da Groenlândia assinou um acordo com Copenhaga no início de fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.
No sábado, Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que enviaria "um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento", sem mencionar números ou especificar pormenores.
O Presidente norte-americano indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha ártica.
Ao ser contactado pela DR, Lund Poulsen afirmou que não tinha conhecimento da possível chegada de um navio-hospital à Groenlândia.
"Trump está constantemente a escrever sobre a Groenlândia (...). Portanto, esta é, sem dúvida, uma expressão do novo normal que se instalou na política internacional", declarou.
No sábado, o Comando do Ártico anunciou o resgate de um tripulante de um submarino norte-americano próximo à costa de Nuuk, capital da Groenlândia.

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