domingo, 22 de fevereiro de 2026

Várias explosões ouvidas em Kyiv após alerta de mísseis balísticos... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Por LUSA 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kyiv devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 04h00 (02h00 em Lisboa).

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desde então, dezenas, senão centenas, de milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados, e milhões de refugiados fugiram da Ucrânia, onde vastas áreas do território foram devastadas pelos combates.

Também durante a madrugada, explosões mataram uma agente da polícia e feriram pelo menos outras 15 pessoas em Lviv, no noroeste da Ucrânia, disse o autarca local, que denunciou um "ato terrorista".

De acordo com as autoridades regionais, a polícia foi chamada por volta das 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa) para atender a uma ocorrência de invasão de uma loja no centro da cidade, perto da fronteira com a Polónia e longe da linha da frente.

Ouviu-se uma explosão quando uma patrulha chegou ao local, seguida de outra quando chegou uma segunda equipa, segundo a mesma fonte, que também confirmou a morte de uma agente da polícia de 23 anos.

"Este é claramente um ato terrorista", disse o autarca Andriy Sadovy num vídeo publicado nas redes sociais.

"Quinze pessoas estão a receber assistência médica, algumas em estado muito grave. Uma polícia morreu", lamentou.

As autoridades divulgaram imagens da fachada de um edifício com montras destruídas numa rua onde os passeios estão cobertos de neve.

A Rússia, que ocupa quase 20% do território ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, tendo recentemente desencadeado a pior crise energética do país desde o início da invasão.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos ganhar", disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à agência de notícias France-Presse, na sexta-feira.

Marchas de solidariedade com as crianças ucranianas realizam-se hoje em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa, a dois dias do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022.

Organizadas pela comunidade ucraniana em Portugal, as marchas pretendem assinalar os quatro anos da invasão russa da Ucrânia e chamar a atenção para o impacto da guerra nas crianças ucranianas, um dos grupos mais vulneráveis do conflito.

De acordo com a UNICEF, à entrada do quinto ano de guerra, um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, quase 2,6 milhões. Cerca de 1,8 milhões dessas crianças vivem como refugiadas fora do país e mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia.

Pelo menos 3.200 crianças morreram ou ficaram feridas durante os quatro anos de guerra.

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