sábado, 11 de julho de 2026

Rússia anuncia abate de 178 drones. Kyiv denuncia novos ataques... As defesas aéreas russas abateram 178 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre oito regiões da Rússia, Crimeia e os mares Negro e de Azov, não havendo relatos de danos em infraestruturas críticas, anunciaram hoje as autoridades.

© REUTERS    Por  LUSA    11/07/2026 

"Durante a noite as defesas aéreas intercetaram e abateram 178 drones ucranianos de asa fixa", afirmou o Ministério da Defesa russo numa nota publicada no MAX, a rede de mensagens russa.

De acordo com o comando militar, os engenhos foram neutralizados sobre as regiões russas de Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e península ucraniana anexada da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov.

Durante a noite, nenhum órgão de comunicação russo ou ucraniano noticiou qualquer dano nas infraestruturas críticas russas, o principal alvo dos ataques de Kiev, que visam abrandar a máquina de guerra russa com os seus ataques de retaguarda em profundidade.

Já hoje de manhã, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou "ataques" que terão atingido infraestruturas civis "mesmo antes do soar da sirene de alerta aéreo" e que, além da capital, as regiões de Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv também foram afetadas.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em consequência na onda de ataques que terá atingido edifícios residenciais e comerciais.

A este número junta-se a pelo menos um morto e 29 feridos, incluindo um menor, resultantes de bombardeamentos anteriores lançados pela Rússia na noite de sexta-feira contra a região de Zaporizhzhia.

Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 12 mísseis, seis deles mísseis balísticos que conseguiram penetrar as defesas ucranianas, razão pela qual o Presidente ucraniano insistiu para que o seu país assinasse o mais rapidamente possível os acordos de licenciamento para fabricar os seus próprios sistemas de defesa aérea Patriot, acordos que tem vindo a solicitar há meses.

Os ataques noturnos da Rússia sobre a Ucrânia foram confirmados pelas autoridades russas.

"Durante a noite, as Forças Armadas da Rússia lançaram múltiplos ataques com armas de precisão e de longo alcance, disparadas por terra e ar, bem como com drones", afirmou o Ministério da Defesa numa nota publicada no MAX.

Os ataques terão tido como alvo instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, que se dedicam à produção e ao armazenamento de drones de longo e médio alcance.

Moscovo acrescentou que "instalações de infraestruturas portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, na região de Odessa, utilizadas para o transporte e armazenamento de carga militar, combustível e lubrificantes", também foram atacadas.

Em particular, o Ministério da Defesa russo informou que, em Kiev, a empresa Aerodron, especializada no fabrico dos veículos aéreos não tripulados (VANT) pesados de longo alcance E-300 Enterprise e D-80 Discovery, foi atacada, assim como a empresa Fanplit, dedicada à montagem e armazenamento dos drones Fair Point 2, com um alcance de 200 quilómetros, e dos seus componentes.

Segundo o comando russo, esta última apresentava-se como uma empresa civil produtora de madeira prensada e de mobiliário, o que lhe permitia ocultar as suas verdadeiras atividades e transportar cargas clandestinamente.

Na região de Odessa, foi atacado o porto de Chornomorsk que movimenta 90% das exportações agrícolas da Ucrânia, sendo considerado um centro logístico fundamental para o fornecimento de carga militar e combustível ao exército Ucraniano.


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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou hoje um decreto que viabiliza a criação de uma força militar de reação rápida, visando dotar o exército de uma formação moderna de tropas de assalto.

CPLP. Brasil justifica candidatura à presidência com alternância regional... O Brasil justificou a candidatura à presidência da CPLP para o biénio 2027-2029 com o princípio da alternância regional, após sete anos consecutivos de presidências exercidas por países africanos.

© Shutterstock        Por  LUSA   11/07/2026 

Em entrevista à Lusa, o secretário de África e Médio Oriente do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte Duarte, alega que o Brasil é o único Estado-membro que ainda não exerceu essa função na presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Atualmente, Guiné Equatorial reivindica a presidência rotativa da CPLP para o biénio 2027-2029.

O diplomata afirmou que o Brasil apresentou a candidatura durante a conferência de chefes de Estado e de Governo realizada em julho de 2025.

Segundo o secretário, a proposta brasileira pretende reforçar o pilar da cooperação para o desenvolvimento.

Entre as prioridades apontadas estão saúde, direitos humanos, segurança alimentar, defesa e promoção da língua portuguesa.

"A prioridade atribuída pelo Brasil à CPLP, as suas contribuições históricas para a comunidade, e o seu engajamento com os seus princípios e objetivos asseguram o exercício de uma presidência inclusiva em benefício de todos os Estados-membros", afirmou.

O embaixador destacou que entre 2018 e 2025 a presidência rotativa foi ocupada de forma ininterrupta por quatro países africanos.

"Sem prejuízo de que todos possam aspirar à presidência, é tempo de dar a oportunidade a outra região", declarou.

Ao avaliar o papel do país dentro da CPLP, Carlos Duarte disse que desde a criação da comunidade, "o Brasil tem sido um membro ativo, propositor de projetos de cooperação e de atividades de promoção da língua portuguesa".

O embaixador disse ainda que o Brasil é o maior contribuinte financeiro da CPLP, com uma cota anual equivalente a cerca de 28% do orçamento total da comunidade.

Além disso, "o Brasil realiza contribuições anuais regulares para o Fundo Especial da CPLP, que financia as atividades de cooperação da comunidade".

"Temos plena consciência do nosso peso e, consequentemente, das nossas responsabilidades. Por isso, atuamos de modo a facilitar a consecução dos objetivos da comunidade, em benefício de todos os Estados-membros", avaliou.

Carlos Duarte destacou ainda que o Brasil tem "atenção especial" para o facto de que a maioria dos nove membros da CPLP são países em desenvolvimento, enquanto alguns são de menor desenvolvimento relativo.

"Por isso, priorizamos as áreas da educação, da saúde, da segurança alimentar e nutricional e dos direitos humanos, com foco em mulheres e pessoas com deficiência, além de buscar promover atividades de capacitação para pequenos empreendimentos", indicou.

Entre os feitos concretos de integração entre o país e as nações africanas, o embaixador cita que "a política externa educacional brasileira tem no continente africano uma das suas áreas prioritárias"

"Por meio da cooperação educacional, o Brasil procura intensificar a formação de recursos humanos em países africanos", afirmou, ao citar parceria com 29 países do continente.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados": Trump ameaça destruir o Irão se for alvo de uma tentativa de assassínio

Donald Trump (Alex Brandon/AP)   Por  CNN 

O presidente dos EUA assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas" para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão"

Donald Trump afirmou que deu instruções às forças armadas norte-americanas para responderem com um ataque devastador caso o Irão tente assassiná-lo. Numa publicação feita na sexta-feira na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos garantiu que "1.000 mísseis estão apontados e prontos a disparar contra a República Islâmica do Irão", acrescentando que "milhares mais" seriam lançados de imediato se Teerão concretizar essa ameaça.

"1.000 mísseis estão prontos para disparar e apontados para a República Islâmica do Irão, com mais milhares a seguir-se imediatamente, caso o Governo iraniano concretize a sua ameaça — proclamada em muitos cantos do mundo — de assassinar, ou tentar assassinar, o atual Presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", começou por alertar o presidente norte-americano.

O chefe de Estado assegurou que as ordens "já foram dadas" e afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estão "prontas, dispostas e aptas", durante um período de um ano, renovável, para "dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão" caso seja alvo de um atentado.

Horas antes, e em declarações ao The New York Post, Trump tinha revelado que deixou "instruções" para que os Estados Unidos "bombardeiem o Irão a níveis nunca antes vistos" se for assassinado. "Ando na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos a lidar", afirmou.

Questionado sobre ter recebido informações das secretas alegadamente fornecidas por Israel relativas a um novo plano iraniano para o matar, Trump afastou a ideia. "Não, não. Israel não apresentou nada", disse. Ainda assim, reiterou que acredita que Teerão o quer morto há vários anos.

"Tenho estado em primeiro lugar [na lista de pessoas que o Irão quer matar] há muito tempo, e é assim que a vida é", contou durante a mesma entrevista.

As declarações surgem horas depois de o Wall Street Journal e a CNN noticiarem, com base em fontes anónimas, que Israel transmitiu às autoridades norte-americanas informações dos seus serviços secretos que apontam para um alegado novo plano iraniano para assassinar Donald Trump. Segundo a CNN, uma das fontes indicou que Israel confirmou um plano que já tinha sido parcialmente identificado pelos serviços de informações dos Estados Unidos.

Confrontada com essas notícias, a Casa Branca não desmentiu a existência do alegado plano, remetendo apenas para declarações feitas por Trump na quarta-feira, quando afirmou: "Querem eliminar o líder americano – eu. Estou numa espécie de lista. Vi esta manhã que estou em todas as listas."

De acordo com o New York Times, Trump abandonou a cimeira da NATO, realizada na Turquia, a bordo do antigo avião presidencial e não da nova aeronave oferecida pelo Catar, por razões de segurança. As informações sobre o alegado complô surgem numa altura de tensão nas relações entre Israel e os Estados Unidos, bem como entre Benjamin Netanyahu e Donald Trump, devido à guerra com o Irão.

Irão diz ter "cumprido a palavra" perante EUA no protocolo de cessar-fogo... O Irão afirmou hoje ter "cumprido a palavra" perante os Estados Unidos desde a assinatura do protocolo de acordo de cessar-fogo, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar rescindido após o reinício das hostilidades.

© Lusa     11/07/2026 

"Até agora, o Irão cumpriu a sua palavra", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, acrescentando que "só pode haver respeito quando este é mútuo".

Os confrontos recomeçaram na passada terça-feira entre iranianos e norte-americanos. Os ataques trocados desde então pelas duas partes foram os mais intensos desde a assinatura, a 17 de junho, de um protocolo de acordo destinado a pôr um fim definitivo à guerra desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano contra o Irão.

Donald Trump voltou a afirmar na sexta-feira que este cessar-fogo estava "terminado", embora tenha aceitado continuar a dialogar com Teerão.

"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuar com as 'discussões'. Aceitámos fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro, em termos inequívocos, que o cessar-fogo estava TERMINADO!", declarou o presidente norte-americano.

Teerão "não fez qualquer pedido", afirmou, porém, o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, ao mesmo tempo que anunciou que Araghchi se deslocará hoje a Omã para discutir o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica no centro do diferendo com os Estados Unidos.

Teerão autoriza apenas um corredor de navegação ao longo da sua costa e exclui qualquer regresso à situação anterior à guerra, quando a passagem era livre neste estreito por onde, em condições normais, transitava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.

Os Estados Unidos atacaram o Irão durante duas noites consecutivas, após terem atribuído a Teerão a responsabilidade por ataques contra três navios comerciais no estreito.

Em retaliação, o Irão atacou os vizinhos do Golfo: o Kuwait, onde pelo menos uma pessoa ficou ferida, o Bahrein e ainda o Qatar, um dos mediadores nos esforços para resolver o conflito.

De acordo com os meios de comunicação norte-americanos Axios e Politico, Washington comunicou a Teerão que lhe concedia ao final do dia de hoje para se comprometer publicamente a não voltar a atacar navios no estreito.

Washington restabeleceu, além disso, as sanções económicas contra o petróleo iraniano, suspensas pelo protocolo de acordo de 17 de junho, o que Araghchi denunciou hoje como uma "violação" do cessar-fogo.

O recrudescimento das tensões ocorreu em plena cerimónia fúnebre do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra e que foi sepultado na sexta-feira no mausoléu do imã Reza, o santuário xiita mais sagrado do país, em Mashhad (nordeste do Irão).

Embora os Estados Unidos tenham afirmado ter atacado alvos militares, a República Islâmica acusou Washington de ter também atingido infraestruturas civis, com o objetivo de impedir que os fiéis se deslocassem ao funeral de Ali Khamenei.

A calma regressou entretanto desde a noite de quinta para sexta-feira e uma delegação do Qatar, país mediador entre Teerão e Washington, chegou na sexta-feira ao Irão para encetar conversações, segundo um meio de comunicação local.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país também desempenha um papel de mediador, afirmou no X ter exortado o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, a salvar uma paz "conquistada com muito esforço".

No Irão, o principal negociador nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que a guerra "nunca terminaria com a rendição do Irão".


O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohammad Bagher Zolghadr, advertiu que o seu país responderá a "qualquer ataque" contra as suas infraestruturas, incluindo ataques contra Israel.


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A guerra entre o Irão e os Estados Unidos "nunca terminará com a rendição" de Teerão, advertiu hoje o principal negociador iraniano nas conversações com Washington, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo a agência iraniana Isna.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

PAIGC exige libertação imediata de Domingos Simões Pereira

© Radio TV Bantaba  10/07/2026 

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou, esta sexta-feira, a prisão preventiva do seu presidente, Domingos Simões Pereira, classificando a medida como “abusiva e arbitrária”.

Num comunicado divulgado em Bissau, o partido afirma que a detenção do também líder da coligação PAI–Terra Ranka resulta de um processo com motivações políticas destinado a afastá-lo da vida política guineense.

Segundo o PAIGC, o processo terá violado vários procedimentos previstos na Constituição e nas leis da República, nomeadamente o estatuto de deputado, que exige o levantamento prévio da imunidade parlamentar.

O partido contesta igualmente o julgamento de um cidadão civil no Tribunal Militar, a criação de um tribunal ad hoc para analisar o caso e a aplicação da prisão preventiva, considerada a medida de coação mais gravosa do ordenamento jurídico guineense.

No comunicado, o PAIGC acusa ainda o Supremo Tribunal de Justiça de se recusar a analisar os requerimentos apresentados pela equipa de advogados de Domingos Simões Pereira e denuncia alegadas irregularidades nos autos do processo.

Perante a situação, o partido exige a libertação imediata e incondicional do seu presidente e responsabiliza o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e o Alto Comando Militar pela detenção.

O PAIGC afirma também que responsabiliza as autoridades pela segurança e pela vida de Domingos Simões Pereira.

A formação política apelou à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e à União Africana para traduzirem em ações concretas as decisões tomadas nas respetivas cimeiras sobre a situação política na Guiné-Bissau.

O partido pediu ainda aos seus militantes e à população guineense que se mobilizem para exigir a libertação de Domingos Simões Pereira.

O comunicado foi assinado pelo Secretariado Nacional do PAIGC, em Bissau, no dia 10 de julho de 2026.

Ataque à Casa Branca: Plano revelado agora, mãe denunciou e os 8 detidos... Foi agora revelado o plano para atacar a Casa Branca no dia em que decorria um evento de UFC e se assinalavam os 80 anos de Donald Trump. O ataque esteve planeado para junho e sabe-se agora que há oito detidos e que a mãe de um deles ajudou as autoridades.

© Chip Somodevilla/Getty Images)    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 
Oito homens foram indiciados criminalmente pelo seu papel num ataque que estava a ser preparado contra a Casa Branca no dia em que se realizou um evento de Ultimate Fighting Championship (UFC) no local, em Washington, nos Estados Unidos.
 
De acordo com o Departamento de Justiça, citado pela ABC News esta sexta-feira, os homens queriam usar drones para distrair os presentes, e, seguidamente, usar espingardas de precisão.

Note-se que o evento aconteceu a 14 de junho, e foram desde logo detidas cinco pessoas.

Na semana seguinte, foram detidos outros dois homens. Sabe-se agora que a acusação, divulgada na quinta-feira, conta com um oitavo detido, identificado como Chandler D. Scaggs, um jovem de 21 anos residente em Chapmanville, no estado norte-americano da Virginia Ocidental.

Este 8.º elemento seria, alegadamente, um dos atiradores - e deveria encontrar-se com outro dois detidos, sendo um deles Tycen Proper. O contacto terá sido quebrado, no entanto, depois de Proper, de 19 anos, ter sido detido. Scaggs foi detido pouco depois.

Se forem condenados, estes homens podem enfrentar pena de prisão perpétua. As autoridades indicaram, ainda, que foi a mãe de Proper que os levou a investigar a situação. De acordo com o que é referido, a mulher denunciou que o filho estava a acumular muitas armas de fogo e também a ter conversas "preocupantes" online.

Segundo a ABC News, a acusação formal imputa aos oito homens os crimes de conspiração para fornecer apoio material a terroristas e de conspiração para cometer homicídio em território do governo federal, assim como para assassinar um funcionário do governo federal.

É ainda referido que o grupo queria atacar "alvos de grande valor", como o presidente dos EUA, Donald Trump - mas também o 'vice', JD Vance, Elon Musk e também o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Os homens "criaram, organizaram e participaram num sistema de ação estruturado, incluindo um sistema de níveis para classificar quem participava na conspiração", explicam os registos do tribunal citados pela imprensa. Ainda de acordo com a mesma fonte, havia participantes de 'primeiro nível' que se comprometiam a expor-se a "riscos, violar a lei e, potencialmente, passar à clandestinidade".

Para além de Scaggs e Proper, foram identificados os restantes envolvidos: Abraham Alvarez (31 anos, Nebraska), Daniel K. Eskridge (32 anos, Missouri), William L.S. Falkner (21 anos, de Washington), Jordan W. Rincker (28 anos, Missouri), Bryan O. Roa (25 anos, Califórnia) e Michael Thomas (32 anos, Califórnia).

Trump comemorou os seus 80 anos no mesmo evento de UFC, procurando associar os combates às comemorações do 250.º aniversário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776).

Já do ponto de vista desportivo, houve algumas surpresas, com a principal de todas a ter tido lugar no combate principal, onde Justin Gaethje contrariou todas as expetativas ao acabar com a invencibilidade de Ilia Topuria para se tornar no novo campeão unificado da categoria de peso leve, ao cabo de quatro rondas na qual foi amplamente superior, conquistando uma vitória que não mereceu discussão.

Rússia reconhece escassez de combustível que atribui a ataques ucranianos... O vice-primeiro-ministro russo reconheceu hoje uma escassez de combustível e filas nos postos de abastecimento, que atribuiu a ataques ucranianos a infraestruturas energéticas, quando antes tinha justificado com um aumento da procura provocado pelo pânico dos consumidores.

© Lusa   10/07/2026 

"Temos de reconhecer que há problemas e que existe uma escassez, razão pela qual se observam filas. Por vezes, os postos de abastecimento não funcionam de forma estável. A escassez deve-se a razões compreensíveis, uma vez que as refinarias deixam de funcionar parcialmente devido aos ataques de drones ucranianos", declarou à imprensa, Alexandr Nóvak, citado pela agência russa TASS.

No entanto, afirmou que a Rússia "tem capacidade de produção suficiente" para garantir a procura.

"Em geral, estamos totalmente abastecidos. E até exportamos", continuou.

Segundo Nóvak, os principais produtores russos de hidrocarbonetos "mantêm os preços ao nível da inflação" como parte da campanha para conter o preço do combustível.

Anteriormente, o vice-primeiro-ministro declarou à TASS que a Rússia dispõe de capacidade para garantir as necessidades do mercado interno, mas o pânico dos consumidores aumentou a procura "aproximadamente entre 20% e 30%".

Além disso, salientou que estes produtores (Rosneft, Gazprom Neft e Lukoil, entre outros) gerem aproximadamente 9.000 dos quase 30.000 postos de abastecimento do país, sendo que os restantes pertencem a operadores independentes.

As autoridades russas têm-se recusado a admitir a crise de escassez de combustível provocada pelos constantes ataques ucranianos contra a indústria petrolífera e as infraestruturas logísticas do país.

No entanto, o Governo russo teve de proibir esta semana a exportação de gasolina e gasóleo, enquanto o Kremlin admitiu a possibilidade de importar hidrocarbonetos para atenuar a crise.

Várias plataformas digitais russas lançaram nos últimos dias mapas interativos que mostram em tempo real os postos de abastecimento russos onde os veículos podem reabastecer, no meio dos problemas de escassez.

De acordo com a imprensa internacional, a crise de combustível provocada pelos ataques ucranianos às refinarias russas afetou um terço dos cerca de 145 milhões de habitantes do país.


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ESTUDO: Contacto pele com pele nas primeiras horas ajuda a proteger prematuros... Uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluiu, após analise a mais de 1.600 bebés prematuros, que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

© Getty Images/DIRK WAEM/BELGA MAG/AFP     Por LUSA  10/07/2026 

Um estudo realizado por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) revelou que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

"Os resultados indicam que os cuidados canguru [pele com pele] aplicados nas primeiras 24 horas de vida se associam a uma diminuição de 19% na mortalidade aos 28 dias e a uma redução da taxa de infeção", afirma a professora da FMUP Sandra Costa que assina um artigo publicado em maio no Journal of Perinatal Medicine.

A análise debruçou-se sobre os efeitos do cuidado canguru na saúde de 1.679 bebés dados à luz antes das 32 semanas de gestação e/ou peso inferior a 1500 gramas ao nascimento.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FMUP refere que a equipa de investigadores que incluiu profissionais da Unidade Local de Saúde São João, no Porto, focou-se num grupo de maior vulnerabilidade e maior risco neurobiológico para perceber o impacto dos cuidados canguru precoces nos bebés mais vulneráveis, em particular nos recém-nascidos entre as 28 e as 32 semanas.

"O cuidado canguru deve iniciar-se precocemente no hospital e pode ser continuado em casa, pelo maior número de horas possível. Na prática, em vez de estar dentro de uma incubadora, o bebé está colocado sobre o peito da mãe ou do pai, mantendo todos os cuidados e tratamentos necessários como monitorização, ventilação ou nutrição", acrescenta a autora do artigo, citada no comunicado.

Para a professora e neonatologista, revela-se "muito importante fornecer condições para a presença dos pais na UCIN [Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais] desde o nascimento do bebé e capacitar as equipas com formação teórica e treino de simulação".

Considerando que "até aqui, a escassez de evidência específica sobre os benefícios para estes recém-nascidos podia constituir uma barreira à aplicação dos cuidados canguru por parte dos profissionais de saúde, nomeadamente neonatologistas e enfermeiros", a equipa faz recomendações sobre "a efetividade dos cuidados canguru nos grandes prematuros".

"Estas recomendações são importantes para os profissionais, por fornecerem evidência para a implementação dos cuidados canguru numa população de risco", lê-se nas conclusões.

E, sem esquecer os pais, a equipa recomenda que estes deem importância à sua participação nos cuidados dos recém-nascidos muito prematuros desde o primeiro dia, mesmo quando estes necessitam de estar internados em cuidados intensivos.

"Ao promover o contacto direto com a pele da mãe ou do pai, poderemos estar a alterar a flora do recém-nascido, com impacto no risco de infeção. Adicionalmente, os cuidados canguru têm sido associados a uma maior produção de leite pela mãe, o que pode facilitar a alimentação destes bebés com leite materno, cujos benefícios são bem conhecidos", acrescenta a investigadora.

Adotados inicialmente nos países em desenvolvimento como uma técnica de baixo custo, atualmente estes cuidados são defendidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em todos os recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso.

Coordenado por Sandra Costa, este estudo contou com a participação de vários profissionais da FMUP e médicos da ULS São João, nomeadamente Joana Arêde Martins, Renato Ferreira da Silva, André Assunção, Fátima Clemente e Inês Azevedo.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA COLOCADO EM PRISÃO PREVENTIVA E CONDUZIDO À SEGUNDA ESQUADRA DA POP

Por Rádio Sol Mansi  ‎ 10-07-2026 

‎O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi conduzido na manhã desta sexta-feira para as celas da Segunda Esquadra da Polícia da Ordem Pública (POP), em Bissau, para cumprir a medida de prisão preventiva decretada pelo juiz Mamadu Embaló.

‎A decisão surge no âmbito do processo em que Domingos Simões Pereira é investigado por alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado de outubro de 2025.

‎Antes da comparência marcada para esta manhã no Tribunal Militar Superior, o coletivo de advogados do dirigente político decidiu, por unanimidade, não apresentar perante aquela instância judicial. A equipa de defesa sustenta que o caso tem motivações políticas e não judiciais.

‎Na quarta-feira, Domingos Simões Pereira foi ouvido durante cerca de quatro horas no Tribunal Militar Superior, no âmbito das investigações relacionadas com a alegada tentativa de golpe de Estado.

‎Esta é a segunda vez que o líder do PAIGC é conduzido às celas da Segunda Esquadra da POP desde os acontecimentos de 26 de novembro do ano passado, que interromperam o processo eleitoral. A primeira detenção ocorreu no próprio dia do golpe, tendo permanecido sob custódia durante mais de 60 dias.

‎Entretanto, a Rádio Sol Mansi contactou, no momento da divulgação da informação sobre a sua prisão, o coletivo de advogados. Contudo, estes não confirmaram nem desmentiram a detenção.

UE suspende concessão de vistos a nacionais da Guiné-Conacri... O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje restringir temporariamente a concessão de vistos a cidadãos da Guiné-Conacri, por falta de cooperação no retorno de cidadãos ilegais.

© Pixabay      Por LUSA   10/07/2026 

De acordo com uma nota de imprensa do Conselho, esta decisão segue-se a uma avaliação da Comissão Europeia, baseada nos contributos dos Estados-membros, que conclui que a cooperação da Guiné-Conacri na readmissão dos seus cidadãos que se encontram em situação irregular na UE é insuficiente.

Em resultado da decisão hoje adotada, os Estados-membros deixarão de poder emitir vistos de entradas múltiplas a cidadãos guineenses, dispensar a apresentação de documentos comprovativos que os requerentes de visto da Guiné-Conacri devem submeter, bem como de isentar do pagamento dos emolumentos do visto para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço.

Além disso, o prazo normal de processamento dos pedidos de visto será fixado em 45 dias de calendário, em vez de 15.

A decisão de suspensão é temporária, mas não foi fixada uma data de término específica.

O objetivo desta decisão é incentivar a Guiné-Conacri a melhorar a cooperação em matéria de readmissão e Bruxelas continuará a avaliar os progressos alcançados.

O executivo comunitário propôs ao Conselho, em julho de 2025, a restrição temporária da concessão de vistos a cidadãos guineenses.


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O número de entradas irregulares na UE diminuiu 37% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).

SINGAPURA: Ter carro nesta cidade custa uma fortuna (e sem contar com o carro)... Singapura é uma cidade-estado, com espaço relativamente limitado, e por isso mesmo há um sistema de quotas para ter carro. E os modelos pequenos exigem um certificado que custa quase 100 mil dólares.

© 2p2play / Shutterstock    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 

Desde 1990 que a cidade-estado de Singapura tem um sistema de quotas de automóveis, de modo a manter sob controlo a quantidade de viaturas nas estradas - que deve rondar um milhão.

São emitidos regularmente certificados que permitem possuir um carro durante dez anos. Agora, quem comprar um automóvel de pequenas dimensões naquela nação asiática, terá de desembolsar 129 mil dólares de Singapura (mais de 87.400 euros à taxa de câmbio atual).

Este é o novo máximo recorde dos certificados, atingido no leilão de julho. Em causa, estão modelos que não são 100 por cento elétricos com motores cuja cilindrada é inferior a 1,6 litros - que têm vindo a ganhar forte popularidade desde a pandemia. Também são abrangidos elétricos com potências de até 150 cv.

Já em maio, o ministro dos Transportes já tinha feito saber que a disponibilidade de certificados estava a baixar.

A Reuters dá o exemplo de um Toyota Corolla: em Singapura, custa o equivalente a cerca de 122 mil euros com certificado, impostos e despesas. Em Portugal, os preços do pequeno hatchback japonês começam nos 32.810 euros.

Embora alto, o preço do certificado para carros mais pequenos está 16 por cento abaixo do ordenado médio anual de uma família que vive em Singapura.

Os certificados para modelos maiores são ainda mais caros, estando acima da fasquia dos 100 mil dólares desde 2023: em julho, atingiram 130.889 dólares de Singapura (quase 88.700 euros).

O leilão deste mês teve 1.244 certificados para atribuir para carros mais pequenos e 867 para modelos maiores, acabando por ter 1.207 e 863 candidaturas bem-sucedidas, respetivamente.

MOÇAMBIQUE: Mais de 12 mil deslocados na província de Cabo Delgado em junho... Mais de 12 mil pessoas foram deslocadas pela violência em Cabo Delgado, norte de Moçambique, em junho, quase 80% mulheres e crianças, elevando para 26 mil afetados desde o início do ano, segundo dados das Nações Unidas.

© Lusa     10/07/2026 

De acordo com o relatório divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a província de Cabo Delgado registou 12.174 deslocados em junho em resultado do conflito armado, elevando para 26.184 o número total de pessoas forçadas a abandonar as suas casas desde o início de 2026.

Segundo o documento, mulheres e crianças representaram 79% das pessoas deslocadas no último mês, enquanto parceiros humanitários reportaram preocupações relacionadas com separação familiar, violência baseada no género, perda de documentação e sofrimento psicossocial.

O OCHA refere que, embora os números mensais de deslocados tenham permanecido abaixo dos registados em grande parte de 2025, o aumento observado nos últimos dois meses demonstra a fragilidade da situação de segurança no norte de Moçambique.

Os movimentos populacionais continuam a ocorrer sobretudo dentro dos próprios distritos afetados ou para distritos vizinhos, sendo frequentemente reincidentes, segundo a agência das Nações Unidas.

No relatório acrescenta-se que as necessidades humanitárias nas zonas afetadas pelo conflito continuam a exceder os recursos disponíveis, num contexto em que o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária para 2026 recebeu apenas 29% do financiamento necessário até junho. Dos 534 milhões de dólares (455 milhões de euros) necessários para responder às consequências do conflito e das cheias em Moçambique, tinham sido mobilizados 152 milhões de dólares (129 milhões de euros).

Segundo o OCHA, a insuficiência de financiamento está a afetar vários setores da resposta humanitária, com especial incidência na educação, logística e nutrição, ameaçando deixar famílias vulneráveis sem apoio adequado para responder às necessidades mais urgentes.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

O OCHA refere que uma parte significativa dos movimentos de deslocados este ano já corresponde a deslocações repetidas, refletindo a instabilidade persistente em várias zonas da província.

A agência das Nações Unidas contabilizou 2.562 pessoas deslocadas pela primeira vez em 2026, 7.922 pela segunda vez, 657 pela terceira, 2.769 pela quarta e 12.274 em cinco ou mais ocasiões, evidenciando a vulnerabilidade prolongada das populações afetadas pelo conflito.

No relatório refere-se igualmente que Moçambique contabilizava 662 mil deslocados internos em fevereiro deste ano, maioritariamente concentrados nas províncias afetadas pela insurgência armada no norte do país.

Assinala-se ainda que as necessidades humanitárias permanecem elevadas noutras regiões afetadas por crises recentes, nomeadamente as cheias, estimando-se que mais de 620 mil pessoas necessitam de assistência, das quais cerca de 417 mil já receberam algum tipo de apoio.

A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho em Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram oito mortos, elevando para 6.632 o número total de óbitos desde 2017.

De acordo com o mais recente relatório da ACLED, com dados de 01 a 14 de junho, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).


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Irão rejeita posição "politicamente motivada" sobre programa nuclear... O Irão rejeitou hoje a declaração feita pelos líderes da NATO sobre o programa nuclear iraniano, que descreveu como tendo acusações "politicamente motivadas".

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por LUSA     10/07/2026 

Na declaração final de uma cimeira em Ancara, Turquia, os chefes de Estado e de Governo da NATO abordaram o conflito no Médio Oriente com uma breve menção numa única frase.

"Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmaram, na declaração, divulgada na quarta-feira.

Pouco depois, numa conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que "nunca deve alcançar uma capacidade nuclear".

"Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa intervir. Se for necessário, a NATO está sempre disposta a assumir qualquer papel", afirmou Rutte.

Em resposta, a Embaixada do Irão em Ancara rejeitou "categoricamente as acusações infundadas e politicamente motivadas", que disse estarem na declaração na NATO.

Numa mensagem na rede social X, Teerão acrescentou que a NATO "não tem autoridade para dar lições ao Irão ou prescrever soluções para a paz e a segurança regional", tendo "apoiado e facilitado atos de agressão contra o povo iraniano".

O Estado persa sublinhou que o seu programa nuclear "é inteiramente pacífico", enquanto "parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, sempre insistiu que as armas nucleares não têm lugar na sua doutrina de defesa".

Teerão enfatizou ainda que tem desempenhado consistentemente "um papel responsável na manutenção da segurança marítima", tanto no Estreito de Ormuz como no Golfo Pérsico em geral.

O Irão afirmou que "a principal fonte de insegurança na região" são "as intervenções militares ilegais, as ações provocatórias e as políticas desestabilizadoras de atores externos".

O comunicado sustenta que os EUA e "o regime terrorista israelita" foram os que "bombardearam a mesa das negociações e deram prioridade à agressão em detrimento da diplomacia".

Embora não fosse um dos principais temas da agenda, a guerra no Médio Oriente invadiu a cimeira depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter anunciado o fim das negociações com Teerão na quarta-feira.

As forças armadas norte-americanas lançaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por ataques contra três navios mercantes em águas próximas de Omã.

No dia seguinte, o Irão bombardeou alvos norte-americanos em vários países árabes, como a Jordânia e o Kuwait, depois de os EUA terem anunciado a conclusão de uma série de 90 ataques contra Teerão.


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Drones ucranianos atingem infraestruturas petrolíferas na Rússia... Vários ataques com drones atingiram hoje infraestruturas petrolíferas no sul da Rússia, provocando um incêndio numa refinaria da região de Krasnodar, informaram as autoridades russas, que anunciaram também a destruição de 376 drones ucranianos durante a madrugada.

© REUTERS     Por LUSA    10/07/2026 

"Na sequência da queda de destroços de drones, deflagrou um incêndio na refinaria de Ilsky", indicou o comando operacional da região de Krasnodar na plataforma Telegram, acrescentando que não houve vítimas.

O governador da região de Rostov, Iuri Slioussar, também no sul da Rússia, informou que duas instalações de armazenamento de hidrocarbonetos em Azov ficaram em chamas após ataques.

Estes novos ataques contra infraestruturas petrolíferas ocorrem num momento em que o país enfrenta dificuldades de abastecimento de combustível, particularmente graves na vizinha península da Crimeia.

Entre as 20:00 de quinta-feira (18:00, de Lisboa) e as 07:00 de sexta-feira (5:00, hora de Lisboa), as forças russas destruíram 376 drones ucranianos, segundo o Ministério da Defesa russo na rede de mensagens Max.

A Rússia continua a bombardear quase diariamente a Ucrânia, mais de quatro anos após o início da guerra -- o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial -- sem que haja até agora uma saída diplomática.

Dados preliminares da ONU mostraram que junho foi o mês mais violento para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 265 pessoas mortas e 1.816 feridas.

Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que, pelo menos, 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia. Além disso, 48.428 civis, incluindo 2.948 crianças, ficaram feridos.

A Ucrânia, por seu lado, intensificou as ofensivas em território russo, muitas vezes longe da fronteira, visando sobretudo infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, para tentar reduzir a capacidade de Moscovo financiar o esforço de guerra.

Nos últimos meses, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se frequentemente para discutir os desenvolvimentos na Ucrânia ou os efeitos colaterais da guerra, realizando quatro reuniões apenas em junho.


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Israel alertou EUA sobre plano do Irão para assassinar Trump... Israel partilhou com os Estados Unidos informações que apontam para um alegado plano do Irão para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump, avançou o jornal The Wall Street Journal.

© Lusa  10/07/2026 

De acordo com o diário nova-iorquino, citando fontes não identificadas, os dados foram transmitidos por Israel às autoridades norte-americanas, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o suposto plano nem sobre os seus possíveis responsáveis.

A advertência surge em plena escalada de tensões entre Washington e Teerão, marcada por recentes confrontos militares e ameaças cruzadas.

Trump reconheceu na quarta-feira, durante a cimeira da NATO em Ancara, que continua a ser alvo de potenciais ataques iranianos e afirmou que existem pessoas no Irão que procuram atentar contra a sua vida.

O Presidente relacionou essas ameaças com a morte do general iraniano Qasem Soleimani em 2020, operação norte-americana ordenada durante o seu primeiro mandato.

As autoridades dos EUA já tinham anteriormente assinalado ameaças iranianas contra Trump ligadas ao ataque que matou Soleimani, figura central da Guarda da Revolução Islâmica iraniana, abatido por um drone norte-americano em Bagdade.

Em 2024, o Departamento de Justiça acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra o então candidato republicano, acusação que Teerão negou.

A nova advertência de inteligência surge num dos momentos de maior tensão recente entre os dois países, após Washington lançar novos ataques contra alvos iranianos, acusando Teerão de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. O Irão retaliou com ataques contra instalações norte-americanas na região.

Trump declarou encerrada a trégua alcançada três semanas antes com a assinatura de um quadro de entendimento de paz.

O relatório sobre o alegado complô soma-se às preocupações de segurança em torno do Presidente norte-americano, que tem reiterado que o Irão representa uma ameaça direta.

Até ao momento, nem a Casa Branca nem as autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do suposto plano de assassinato revelado pela inteligência israelita ao jornal norte-americano.


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FERNANDO DIAS ADVERTE MILITARES SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIZAÇÃO POR ALEGADO GOLPE DE ESTADO

Por: Assana Sambú  JORNAL ODEMOCRATA 10/07/2026  

Fernando Dias da Costa, candidato às eleições presidenciais de novembro de 2025, advertiu o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança e da Ordem Pública de que os seus membros poderão vir a responder judicialmente, no futuro, pelo alegado golpe de Estado de 26 de novembro do ano passado, que terá resultado na anulação das eleições gerais.

“O Comando Militar fez um golpe de Estado. Hoje, o vosso Governo e o vosso tribunal querem prender Domingos Simões Pereira, acusando-o de tentativa de golpe de Estado. Mas foi o próprio Comando Militar que protagonizou o golpe que anulou as eleições presidenciais. Por isso, não podiam admitir esta manobra de prender Domingos”, afirmou o político.

Dias da Costa advertiu ainda que as medidas atualmente adotadas poderão abrir caminho para que os próprios membros do Comando Militar sejam julgados, no futuro, pelos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, que culminaram na anulação do processo eleitoral.

“Julgamento de Domingos Simões Pereira tem motivação política”, diz Fernando Dias

O candidato presidencial fez estas declarações através de um vídeo publicado na quinta-feira, 9 de julho, na sua página oficial na rede social Facebook, reagindo às informações sobre a tentativa de prisão do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A reação surge após a decisão do juiz de instrução criminal de voltar a convocar Domingos Simões Pereira para uma audição na manhã desta sexta-feira, 10 de julho, sessão durante a qual poderá ser apreciada a aplicação da medida de prisão preventiva.

Na sua comunicação, Fernando Dias da Costa denunciou o que considera ser uma tentativa de encarcerar Domingos Simões Pereira com base em alegações de envolvimento numa suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

“Falou-se de uma tentativa de golpe em que um dos suspeitos terá afirmado que Domingos lhe telefonou. O que ouvimos de Alexandre é que ele pretendia enganar Domingos para obter dinheiro, mas este acabou por perceber a situação, não acreditou na história e recusou entregar qualquer quantia”, declarou.

O dirigente político questionou igualmente o tribunal e o Comando Militar sobre a alegada existência dos 300 milhões de francos CFA que, segundo as acusações, teriam sido disponibilizados por Domingos Simões Pereira para financiar a tentativa de golpe de Estado.

“Todos ouvimos o suspeito afirmar publicamente que não recebeu qualquer dinheiro de Domingos Simões Pereira, porque este descobriu a alegada fraude e recusou entregar-lhe qualquer montante”, sublinhou.

Fernando Dias da Costa apelou ainda aos juristas responsáveis pela condução do processo para que atuem com rigor, lembrando que o caso continua em fase de investigação.

Dirigindo-se aos militares, aconselhou-os a não permitirem a sua instrumentalização por interesses políticos nem a aceitarem qualquer ação que possa conduzir ao julgamento ou prisão de Domingos Simões Pereira por motivações políticas.

“Esta vontade de prender Domingos está ligada a questões políticas. Por isso, os militares devem afastar os políticos dos quartéis e não permitir a sua instrumentalização”, alertou.

O político defendeu que qualquer disputa política deve ser resolvida através da força do voto popular e não por meio da intervenção militar.

“Se alguém acredita que tem força política, deve enfrentar Domingos através do apoio do povo e não recorrendo aos militares ou às armas para combater adversários políticos”, afirmou.

Por fim, considerou que os militares estão a ser utilizados contra os interesses da população e questionou as razões para a atuação contra o líder do PAIGC.

“Não compreenderam que estão a ser usados e que estão a agir contra o povo. O que é que Domingos vos fez? Hoje, Domingos, enquanto civil, está a ser julgado num tribunal militar, contrariamente ao que a lei prevê”, criticou.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Israel diz estar preparado para retomar ofensiva contra Irão... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as Forças Armadas estão "em alerta e preparadas" para retomar a ofensiva contra o Irão, após os recentes ataques iranianos contra alvos norte-americanos.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

Durante uma cerimónia de graduação de cadetes, Katz afirmou que Israel está preparado para voltar a demonstrar a sua "superioridade aérea" e lançar novos ataques contra o Irão para eliminar as ameaças existentes.

"Se for necessário regressar, regressaremos com ainda mais força", assegurou o ministro, citado pelo jornal The Times of Israel.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem lançado várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando responder a ataques iranianos contra embarcações no estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região.

Os confrontos intensificaram as acusações mútuas de violação do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão em junho e aumentaram os receios de um colapso do cessar-fogo acordado em abril, do qual Israel também é signatário.

Katz reiterou igualmente que Israel manterá a presença militar no Líbano, apesar dos apelos internacionais para uma retirada e das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitindo essa possibilidade.

"Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano", afirmou Katz, acrescentando que Israel tem o "direito e o dever" de proteger os habitantes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do movimento xiita Hezbollah.

Apesar do acordo preliminar de cessar-fogo, Israel continua a realizar operações militares no sul do Líbano.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as tropas do seu país vão permanecer no Líbano, após o Presidente norte-americano ter dito na quarta-feira que acreditava na saída dos israelitas do território libanês.

Senegal: Conselho Constitucional anula votação dos deputados sobre revisão da Constituição

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho Constitucional do Senegal anulou o processo de revisão constitucional relativo à Lei n.º 18/2026, aprovada pela Assembleia Nacional, por considerar que o procedimento parlamentar esteve marcado por irregularidades.

A decisão representa uma importante reviravolta na atual crise institucional senegalesa e trava a entrada em vigor do texto aprovado pelos deputados. Constitui também uma vitória jurídica significativa para o poder executivo.

A anulação surge na sequência de um recurso apresentado pela Presidência da República. Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 11h40, o advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, em representação do chefe de Estado, entregou formalmente no Conselho Constitucional um recurso de inconstitucionalidade, contestando a legalidade dos trabalhos realizados pela Assembleia Nacional.

O executivo alegou ter havido uma «violação do procedimento de revisão constitucional» da Lei n.º 18/2026, aprovada pelo Parlamento a 29 de junho de 2026.

Perante o impasse institucional, o Presidente da República declarou a urgência do processo e pediu ao Conselho Constitucional que analisasse o recurso no prazo máximo de oito dias.

O processo foi registado com o número 6/C/26 pelo chefe da Secretaria do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro.

Para sustentar as alegadas irregularidades cometidas durante o processo parlamentar, a Presidência apresentou vários documentos e elementos de prova, incluindo correspondência oficial, relatórios sobre alterações ao texto, autos de oficiais de justiça e dispositivos USB contendo as gravações áudio e vídeo integrais dos debates realizados durante a sessão plenária de 29 de junho de 2026.

Ao anular o processo de revisão constitucional, o Conselho Constitucional deu razão às objeções apresentadas pela Presidência da República

TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR NOTIFICA DSP PARA COMPARECER

O Tribunal Militar Superior notifica Domingos Simões Pereira líder do PAIGC e da Coligação PAI-TERRA para comparecer na sexta-feira (10.07) nessa instância judicial.

O mandado de notificação com a indicação do processo n° 01/2025 não avança pormenores, mas pelas informações apuradas por Notabana, indicam que, o político estará rolado entre a espada e parede. 

@ Lai Baldé  09.07.2026

SÃO TOMÉ: Governo de São Tomé admite dificuldades para pagar salários... O Governo são-tomense admitiu que tem tido dificuldades financeiras para o pagamento de salários aos funcionários, face ao aumento do preço dos combustíveis, mas assegurou que os salários de junho deverão ser pagos até sexta-feira.

© Lusa    09/07/2026 

O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, que falava hoje em conferência de imprensa, referiu que as dificuldades financeiras têm sido maiores desde o ajuste salarial efetuado no último trimestre do ano passado, que aumentou as despesas com o salário, sem a efetiva garantia do aumento das receitas.

"A situação torna-se muito mais difícil ainda, quando para além de pagar os salários que já aumentaram para toda a administração pública e que cria muita pressão ao nível da tesouraria, quando nós temos um aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis", sublinhou o ministro das Finanças.

Uma situação que segundo o governante se agravou desde o início da Guerra no Médio Oriente, em que o executivo gastava cerca de 6,5 milhões de euros para compra de combustíveis, mas passou a gastar 11 milhões de euros na penúltima compra e cerca de 18 milhões de euros na última compra efetuada em junho.

"O grande problema está em ter dinheiro disponível para fazer esses mesmos pagamentos [...] as pessoas têm que entender que esta crise que vivemos hoje não tem a ver só com o aumento do preço, tem a ver também com a disponibilidade da quantidade", disse o ministro.

Gareth Guadalupe admitiu que o executivo decidiu atrasar o pagamento dos salários para garantir a compra do combustível que é a base para o fornecimento de energia e o funcionamento da economia, sobretudo no setor privado.

"Se nós não temos o combustível para o país funcionar, nós não temos só os assalariados públicos sem salários, como toda a atividade económica privada deixa de existir porque nós não temos combustível", justificou.

No entanto, o ministro são-tomense disse que os salários de junho começaram a ser pagos desde a semana passada, priorizando os setores da saúde e educação e os funcionários da Região Autónoma do Príncipe, prevendo-se concluir o pagamento até sexta-feira.

Apesar das dificuldades de receitas, o ministro assegurou que o Governo vai iniciar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos a partir de julho, prevendo que todos os setores sejam pagos faseadamente até novembro.

Segundo Gareth Guadalupe, para aliviar as despesas com os combustíveis e o esforço financeiro do Estado a solução passará pela aposta nas energias renováveis, garantindo pelo menos 10 megawatts até setembro.