sexta-feira, 10 de julho de 2026

SINGAPURA: Ter carro nesta cidade custa uma fortuna (e sem contar com o carro)... Singapura é uma cidade-estado, com espaço relativamente limitado, e por isso mesmo há um sistema de quotas para ter carro. E os modelos pequenos exigem um certificado que custa quase 100 mil dólares.

© 2p2play / Shutterstock    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 

Desde 1990 que a cidade-estado de Singapura tem um sistema de quotas de automóveis, de modo a manter sob controlo a quantidade de viaturas nas estradas - que deve rondar um milhão.

São emitidos regularmente certificados que permitem possuir um carro durante dez anos. Agora, quem comprar um automóvel de pequenas dimensões naquela nação asiática, terá de desembolsar 129 mil dólares de Singapura (mais de 87.400 euros à taxa de câmbio atual).

Este é o novo máximo recorde dos certificados, atingido no leilão de julho. Em causa, estão modelos que não são 100 por cento elétricos com motores cuja cilindrada é inferior a 1,6 litros - que têm vindo a ganhar forte popularidade desde a pandemia. Também são abrangidos elétricos com potências de até 150 cv.

Já em maio, o ministro dos Transportes já tinha feito saber que a disponibilidade de certificados estava a baixar.

A Reuters dá o exemplo de um Toyota Corolla: em Singapura, custa o equivalente a cerca de 122 mil euros com certificado, impostos e despesas. Em Portugal, os preços do pequeno hatchback japonês começam nos 32.810 euros.

Embora alto, o preço do certificado para carros mais pequenos está 16 por cento abaixo do ordenado médio anual de uma família que vive em Singapura.

Os certificados para modelos maiores são ainda mais caros, estando acima da fasquia dos 100 mil dólares desde 2023: em julho, atingiram 130.889 dólares de Singapura (quase 88.700 euros).

O leilão deste mês teve 1.244 certificados para atribuir para carros mais pequenos e 867 para modelos maiores, acabando por ter 1.207 e 863 candidaturas bem-sucedidas, respetivamente.

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